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A Indonésia tornou-se a mais recente vítima dos recrutadores russos. Nos últimos meses, registou-se um aumento aparentemente exponencial do número de cidadãos indonésios que assinaram contratos com o exército russo. Só nos primeiros nove meses de 2026, pelo menos 283 indonésios aderiram à guerra contra Ucrânia. Em comparação, nos três anos anteriores, não havia mais de uma dezena.
Publicámos uma lista de 292 cidadãos da República da Indonésia recrutados para a guerra colonial russa contra Ucrânia. Este número está longe de ser completo e é claramente muito superior – a rússia não dá sinais de que vá parar.
Arief Basalamah, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República da Indonésia na Ucrânia, já se manifestou sobre esta tendência alarmante. O diplomata reuniu-se com o Brigadeiro-General Dmytro Usov, Secretário do Quartel-General de Coordenação para o Tratamento dos Prisioneiros de Guerra.
Dr. Basalamah assegurou que o governo indonésio dará atenção a esta questão e manifestou a esperança de que a Indonésia se junte à lista de países que conseguiram impedir o recrutamento ilegal russo.
O caso triste de um taxista indonésio
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Taufiq Muhammad, de 48 anos, natural de Sorong, trabalhava como taxista em Jacarta e também como gerente numa empresa agrícola. Tinha experiência de trabalho nos Estados Unidos e falava inglês. O motivo que o levou a procurar emprego na Rússia permanece incerto.
Sabe-se que os recrutadores russos encontraram o currículo de Taufiq e ofereceram-lhe um emprego «muito bem remunerado». A 19 de abril de 2026, o indonésio assinou um contrato com o Ministério da Defesa russo em Korolev, perto de Moscovo. Muhammad foi destacado como operador de metralhadora e enviado para um campo de treino, onde permaneceu apenas uma semana e meia. No início de maio, a sua unidade foi transferida para a frente de batalha.
Como acontece frequentemente com os mercenários, Taufiq morreu no seu primeiro combate perto da aldeia de Zelena Dolyna, na região de Donetsk. O destino do indonésio só foi revelado depois de os seus documentos e bens pessoais serem recuperados pelos serviços de informação ucranianos.
O exército russo não se preocupa particularmente em preservar o seu pessoal estrangeiro. Os não russos são considerados de «peças descartáveis», as vezes enviados para o combate mesmo sem armas. No início de 2026, o projeto ucraniano «Quero Viver» conhecia os nomes de mais de 5.000 estrangeiros que morreram ao serviço no exército russo na Ucrânia. O seu número real é muito maior.
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