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quarta-feira, março 22, 2023

A recompensa monetária pela captura de putin e dos seus cúmplices

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O Justice Initiative Fund é um projeto memorial, dedicado à procura de criminosos de guerra russos. O primeiro Fundo na história, que oferece publicamente uma recompensa monetária pela captura de putin e dos seus cúmplices em crimes de guerra cometidos na Ucrânia.
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Todos podem aumentar o valor da recompensa e apoiar o Mossad ucraniano neste link: https://jif.fund/en

quarta-feira, junho 24, 2020

“Parada da Vitória”

Autor: Host photo agency | Direitos autorais: REUTERS
A Ucrânia permanece fiel às tradições e princípios do antifascismo, como tem sido evidenciado, em particular, pela sua escolha por um caminho de desenvolvimento democrático e europeu. A Rússia, escondida por detrás da retórica antifascista, está essencialmente na frente de uma política neo-fascista agressiva na Europa.

por: Inna Ohnivets, Embaixadora da Ucrânia em Portugal, in Publico.pt

Na semana passada, a União Europeia prorrogou por um ano as sanções impostas à Rússia pela ocupação ilegal da Crimeia e aprovou a renovação, por mais seis meses, das sanções económicas à Rússia devido à sua agressão militar no leste da Ucrânia.

As referidas decisões da União Europeia demonstram, mais uma vez, a unidade europeia a respeito do apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia, bem como à importância de cumprir em pleno os Acordos de Minsk.

O Kremlin, por sua vez, responde à condenação e às sanções internacionais com uma guerra de propaganda e de desinformação contra o mundo democrático, cujo elemento principal é a retórica antifascista, através da qual a Rússia tenta criar uma cortina de fumo para encobrir a sua política agressiva, a sua guerra armada contra a Ucrânia e uma guerra híbrida contra a União Europeia e contra todo o mundo democrático.

Como é sabido, exactamente 75 anos depois de Estaline ter realizado uma “Parada da Vitória”, a Rússia organiza a sua réplica na Praça Vermelha em Moscovo.

Ao ter ocupado ilegalmente a Crimeia, em 2014, a Rússia foi a primeira nação após Hitler a tentar anexar território soberano de um Estado europeu, perdendo, assim, o seu direito moral de realizar eventos internacionais em comemoração da vitória sobre o nazismo.

É de recordar o facto bem comprovado de que a agressão armada da Rússia contra a Ucrânia teve início a 20 de Fevereiro de 2014, quando a Rússia ocupou uma parte do território ucraniano – a península da Crimeia.

Logo após a ocupação da Crimeia, a 12 de Abril de 2014, quando os mercenários liderados por oficiais dos serviços especiais da Federação Russa capturaram as cidades ucranianas de Slavyansk, Kramatorsk e Druzhkivka, iniciou-se a guerra russa na Donbas, que resultou na morte de mais de 14 mil cidadãos ucranianos.

Diversas e mais do que suficientes provas mostram que a guerra no leste da Ucrânia não é de todo uma guerra civil. Face a essas provas, a Rússia continua a tentar negar a sua participação directa no conflito, usando uma vasta série de ferramentas híbridas, incluindo a desinformação.

Em mais de seis anos de guerra na Donbas, a Rússia transformou o território ucraniano ocupado num campo de treino das suas forças armadas e de teste do seu armamento moderno. O mesmo se passa na Crimeia, onde se documentam, e cada vez mais se agravam, os casos de violação dos direitos humanos por parte do estado de ocupação, o qual recusa o acesso das equipas de monitorização internacionais ao território.

A Ucrânia permanece fiel às tradições e princípios do antifascismo, como tem sido evidenciado, em particular, pela sua escolha por um caminho de desenvolvimento democrático e europeu.

Hoje, a Ucrânia é o único país da Europa que, de armas em punho, resiste à agressão militar do regime neo-fascista e neo-estalinista do Kremlin. A Ucrânia protege não apenas a sua independência e integridade territorial, mas também toda a Europa democrática e os seus valores civilizacionais.

Na situação actual, as unidades militares na “Parada da Vitória” na Praça Vermelha representam não só os soldados da Segunda Guerra Mundial, mas também as tropas russas regulares que ocuparam a Crimeia e o Donbas, os gangues de cossacos russos, os “voluntários” e “turistas” que mataram os habitantes do Donbas e roubaram as suas casas abandonadas, os artilheiros antiaéreos que abateram o voo MH17 da Malaysia Airlines, os mercenários do exército privado de Wagner que cometeram inúmeros crimes contra a humanidade na Síria e na Líbia enquanto cumpriam ordens do Kremlin, bem como os envenenadores profissionais dos serviços secretos russos e os milhares de sabotadores de vários tipos que conduzem a guerra híbrida em larga escala contra todo o mundo democrático, há muitos anos.

quinta-feira, julho 18, 2019

“Não se pode matar inocentes e ficar impune”: familiares das vítimas do voo MH17 escrevem ao governo russo

Cinco anos atrás, o Boeing-777 da “Malaysian Airlines” do voo MN17 de Amesterdão ao Kuala Lumpur foi abatido pelas forças armadas russas na região de Donbas da Ucrânia ocupada. Todos os 283 passageiros e 15 tripulantes morreram.
Ler mais sobre o caso
Recentemente, foram pronunciadas as primeiras quatro pessoas a quem o Ministério Público da Holanda indiciou pelo crime, entre eles o terrorista russo, o coronel do FSB Igor “Strelkov” Girkin, cujos relatos alegres, feitos em 17/07/2014, sobre o abate de um avião se pode ver no printscren abaixo. O nó no pescoço dos assassinos está sendo colocado lentamente.
A postagem noVK do terrorista russo Igor “Strelkov” Girkin de 17/07/2014:
"Nos arredores de Torez (Snizhne) agora mesmo abateram o avião An-26"
A declaração pública das famílias dos mortos no desastre do voo MN17 endereçada ao governo da federação russa no quinto aniversário da tragédia e publicada pelo jornal russo Novaya Gazeta em inglês e russo:

Cinco anos atrás, nossos familiares entraram no avião em Amesterdão para voltar para casa.

Não muito tempo depois, o avião foi abatido do céu por um míssil da 53ª Brigada antiaérea do exército russo. Nossos amados membros da família foram todos assassinados em um ato brutal e sem sentido.

Cinco anos depois, nossa dor é menos exposta, mas não é menos profunda. A morte repentina e violenta daqueles que amamos está penetrando nas nossas vidas. Somos pessoas diferentes agora.

Vivemos com a nossa perda o melhor que podemos. A perda para as pessoas que foram mortas é total - suas vidas, seus futuros, tudo. É por amor a eles que queremos que a verdade sobre voo MH17 seja dita e que a responsabilidade por esse crime seja determinada. Nós estamos com famílias do voo MH17 na Holanda, Malásia e todas as nações afetadas em pedir ao governo russo que:

1. Coopere plenamente com a investigação, como vocês prometeram na Resolução 2166 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas até agora falharam de fazer.

2. Assumam a sua parte da responsabilidade no abate do voo MH17.

3. Parem suas negações falsas, suas mentiras e enganos.

Até o momento, não houve reconhecimento por parte do Estado russo de seu envolvimento no abate do MH17. Pior, a Rússia espalhou muitas explicações falsas e contraditórias sobre o que aconteceu. Isso ocorreu em grande escala através das redes/mídias sociais, mas também através dos principais canais de imprensa/mídia patrocinados pelo Estado. Levou tempo para nós percebermos que essa enxurrada de teorias conflituantes foi o resultado de uma campanha orquestrada pelo Estado de negação, distração e distorção. O governo russo fez o possível para esconder a verdade, ou pior, para transmitir a ideia de que não há nenhuma verdade confiável a ser encontrada. Nós, as famílias do voo MH17, achamos isso perturbador e profundamente ofensivo.
Percebemos que nenhum processo judicial fará diferença na profundidade de nossa dor ou para reduzir o buraco em nossas vidas. Ainda assim, a verdade sobre o que aconteceu com o voo MH17 existe e é importante. Um julgamento permitirá que todas as provas sejam devidamente testadas e que a verdade seja firmemente estabelecida. Um julgamento também envia a importante mensagem de que vocês não podem matar pessoas inocentes e esperar que não haja as consequências.

Queremos que os responsáveis ​​diretos por cometer esse crime, juntamente com a cadeia de comando acima deles, sejam revelados e que a história saiba quem eles são e o que fizeram. Queremos que eles sejam responsabilizados. Continuaremos a pedir isso até que isso aconteça. Nós não podemos fazer menos.

Esta declaração é de seis famílias australianas, juntamente com três famílias da Malásia e uma família da Nova Zelândia. Juntos, lamentamos e falamos por 16 pessoas no voo MH17.

Esta declaração é de:

Pelo Michael Clancy e Carol Clancy. Jane Malcolm, Andrew Malcolm, Glenda Chalmers, Bob Chalmers, Scott Ruth, Michael Scott, Scott Evan, Jenna Scott, Lindsay Scott;
Pelo Roger Guard e Jill Guard. Paul Guard;
Pela Susan Horder e Howard Horder. Matthew Horder, David Horder e Adam Horder;
Pelo Jack O'Brien. Meryn O'Brien, Jon O'Brien, Bronwyn O'Brien; Rick O'Brien, Jean McKendrick e Shirley Looby;
Pelo Victor Oreshkin. Serge Oreshkin, Vera Oreshkin;
Pela Elaine Teoh Ee Ling. Teo Kooi Weng, Lim Swee Yim, Evonne Teoh Ee Vern, David Teoh Qi-En;
Pela irmã Philomene Tiernan. Irmã Joan Pender;
Pela Nur Shazana (membro da tripulação). Salleh Samsuddin;
Pelo Paul Sivagnan, Mabel Soosai Sivagnan e Matthew Ezekiel Sivagnan. Patrick Sivagnan;
Pelo Henk Tournier e Ineke Westerveld Tournier. Nanda Tournier, Julian Bright, Jack Bright.

#MH17

sexta-feira, julho 05, 2019

Comandos ucranianos capturam separatista envolvido na tragédia do Boeing MN17

No dia 27 de junho, na retaguarda profunda dos separatistas da dita “dnr”, as forças ucranianas capturaram e levaram para julgamento na Ucrânia livre, o separatista Volodymyr Tsemakh, o chefe da “defesa antiaérea” da cidade de Snizhne, localidade onde em 17 de julho de 2014 o míssil russo abateu o Boeing do voo MN17.

A filha do Tsemakh e o seu advogado ucraniano Roman Hontaryev dizem que o separatista foi capturado no seu próprio apartamento na cidade de Snizhne em 27 de junho, transferido, “de forma desconhecida”, para Ucrânia livre no dia seguinte. Segundo o advogado, em 29 de julho o tribunal distrital de bairro Shevchenkivskiy de Kyiv escolheu como medida preventiva a sua prisão por dois meses, até o dia 25 de agosto de 2019. 
Detido até o dia 25 de agosto de  2019 / foto: VK / serviço russo da BBC
Detido é acusado ao abrigo da 1ª parte do artigo 258-3 do Código Penal da Ucrânia – “a criação de um grupo terrorista ou da organização terrorista”, punível com a pena de entre oito à quinze anos de prisão efetiva.
Volodymyr Tsemakh como comandante separatista em 2014 / foto: VK / serviço russo da BBC
A cidade de Snizhne fica na retaguarda “segura” dos separatistas à uma distância de apenas 20 km da fronteira russa, as forças ucranianas mais próximas ficam à cerca de 45 km da cidade e o ponto de controlo mais próximo, “Mayorsk”, fica à cerca de 80 km.
Volodymyr Tsemakh em Kyiv, após a sua captura, junho de 2019 / foto: VK / serviço russo da BBC
Uma fonte do serviço russo da BBC, próxima da liderança do grupo terrorista “dnr”, afirmou que a operação da captura do Tsemakh foi conduzida pela unidade das operações especiais (SSO) das Forças Armadas da Ucrânia. No site ucraniano Myrotvorets (Pacificador), que recolhe os dados dos separatistas e terroristas que alguma vez chegaram à participar nas atividades militares ou propagandistas dirigidos contra Ucrânia, sobre Tsemakh se diz: “participou activamente nos combates no verão e outono de 2014, comandando a unidade de fogo antiaéreo ZU-23, formada na cidade de Snizhne”. Anteriormente, a secreta ucraniana SBU informou que deteve um outro combatente ilegal da dita “dnr”, que até maio 2019 servia numa das suas unidades de artilharia:
O interesse das forças ucranianas em Tsemakh se pode explicar pelo fa(c)to do que o Boeing do voo MH17, pertencente às Malaysian Airlines, abatido em 17 de julho de 2014 sobre a Ucrânia ocupada foi alvejado exatamente junto à cidade de Snizhne, escreve agência ucraniana UNIAN.

Serviços especiais ucranianos ainda não fizeram quaisquer declarações em conexão com a detenção de Tsemakh no território ocupado da região de Donetsk. O representante da SSO Olexei Nikiforov, disse à BBC que não pode comentar a situação. A resposta semelhante foi dada à BBC no centro de imprensa da Operação das Forças Conjuntas (OFC): “Não comentamos as informações que é divulgada do outro lado [da linha da frente]”.

Por sua vez, o analista político de Donetsk, o cidadão russo pró-separatista Roman Manekin, um dos primeiros a relatar a possível detenção de Tsemakh, escreveu, citando um dos ex-colegas do separatista capturado, que este “foi levado no seu próprio carro através de um dos postos de controlo (Mariinka) na cadeira de rodas como um pai paralisado com ajuda dos documentos falsos”.

Blogueiro: pelos vistos, SBU/SSO começam usar as melhores táticas de Mossad, as semelhanças com a captura do Adolf Eichmann são mais que visíveis.

Esta foi a luta pela paz que Ucrânia mais precisa!

terça-feira, junho 25, 2019

APCE/PACE: a venda absurda da consciência europeia

A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE) aprovou na madrugada desta terça-feira um texto que torna possível o retorno da Rússia ao organismo, o que deve acabar com cinco anos de crise institucional com Moscovo.
Após quatro horas de debates, 118 parlamentares dos estados-membros do Conselho da Europa aceitaram (62 deputados votaram contra, 10 se abstiveram e alguns simplesmente não apareceram no plenário) que a Rússia apresente uma delegação já nesta terça-feira, o que lhe permitirá participar na quarta-feira da eleição do/a Secretário-geral desta organização de defesa dos direitos humanos.
Cartoon histórico: Líderes da "democracia" sem espinha dorsal, década de 1940
O deputado croata da APCE/PACE, liberal Goran Beus Richembergh, foi demolidor para com a venda da consciência europeia:
Goran Beus Richembergh | Facebook
Nunca nos 70 anos da sua história a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa não se reunia até a noite, sendo vergada aos interesses de um Estado-Membro, como é actualmente. A instituição que durante sete décadas foi a guardiã dos princípios da democracia, do Estado de direito e dos direitos humanos na Europa, agora cedeu à chantagem da Rússia, que durante dois anos não pagava as suas contribuições do membro, colocando [APCE] de joelhos e abrindo um enorme buraco no seu orçamento.

Um pequeno grupo de deputados tenta apresentar mais de 200 alterações ao resultado absurdo que a intenção da maioria de aprovação de um relatório especial da Comissão sobre as regras e funcionamento da delegação parlamentar russa que volta [ao APCE] com todos os seus direitos, independentemente da anexação da Crimeia, da ocupação de Donbas, dos 12.000 de vidas perdidas, ignorando a decisão do Tribunal Europeu do Direitos Humanos, apesar da proibição aos Comissários dos Direitos Humanos de visitar a Federação Russa [Sic!], [apesar] dos 70 presos políticos nas prisões russas, da liquidação de dissidentes políticos em casa e no exterior, da captura dos marinheiros ucranianos, da culpa comprovada no abate de um avião comercial [MH17] de centenas de pessoas mortas na Ucrânia e muito mais pelo que [Rússia] foi excluída da Assembleia Parlamentar durante cinco anos. Mas quase todos os grupos políticos, exceto parte de nós liberais, dos conservadores (britânicos), dos deputados ucranianos e [dos países] bálticos [e da Geórgia] inclinaram a cabeça e decidiram, por cerca de 30 milhões [de euros] da dívida russa, expor à humilhação a mais antiga instituição europeia e acabar com os últimos remanescentes de sua autoridade, permitindo aos russos regressarem amanhã [25/06/2019] triunfalmente ao Estrasburgo e participarem na eleição do novo Secretário-Geral ou da nova Secretária-Geral da UE na quarta-feira, como se nada tivesse acontecido.
Imagens: artista georgiano Shota Leladze.

Artista: Andriy Yermolenko (Ucrânia)
Blogueiro: uma deputada georgiana da APCE/PACE fez a pergunta retórica aos delegados: quantos países da Europa devem se tornar as vítimas da agressão russa para que em Estrasburgo reconheçam a verdadeira ameaça russa?

quarta-feira, junho 19, 2019

Abate do MH17: mandados de captura internacionais para 4 suspeitos

Quatro suspeitos vão enfrentar acusações de assassinato pela queda do voo MH17 da Malaysia Airlines em 2014. Os procuradores holandeses acusaram três cidadãos russos: Igor Girkin, Sergey Dubinsky e Oleg Pulatov e um separatista ucraniano: Leonid Kharchenko.
O Boeing do voo MH17 da Malaysia Airlines, foi abatido com um míssil russo quando sobrevoava o leste da Ucrânia, controlado por separatistas pró-russos.

Entre os acusados está Igor “Strelkov” Girkin, um dos principais líderes separatistas no início do conflito, Sergei “Khmuriy” Dubinskiy [segundo dados ucranianos ele controlava o transporte da lançadora russa “Buk” da Rússia ao leste da Ucrânia], Oleg Pulatov, ex-oficial das forças armadas russas [e vice do Dubinskiy] e o separatista ucraniano Leonid “Krot” Kharchenko.
Sergei “Khmuriy” Dubinskiy
[Os investigadores holandeses possuem uma entrevista do Leonid Kharchenko, em que este, em 2015 se apresentava como “chefe do 2º departamento do gru da dnr”. O seu destino após 2015 é desconhecido. Existe informação que ele se mudou de Donetsk para a Rússia, vivia na região de Rostov, onde foi assassinado por desconhecidos.

Oleg "Gyurza" Pulatov
Sabe-se que é um cidadão da Ucrânia, natural de Donbas. No verão de 2014 ele chefiava várias unidades ilegais armadas da dita “dnr”, era o subordinado dos cidadãos russos Oleg "Gyurza" Pulatov e Sergei “Khmuriy” Dubinskiy, escreve a publicação ucraniana Fakty.ua].
Leonid “Krot” Kharchenko
O procurador Fred Westerbeke, que dirige a equipa de investigação holandesa, diz que “o seu objetivo nessa altura foi ganhar terreno às custas do Estado ucraniano e das suas forças armadas. Durante essas batalhas, foi usado armamento anti-aéreo. A procuradoria acredita que os planos e ações dos quatro suspeitos em julho de 2014 conduziram à queda do voo MH17”.

O processo arrancará em março do próximo ano, mas os suspeitos deverão ser julgados à revelia, já que os investigadores não acreditam que a Rússia irá colaborar, nem entregar nenhum dos indivíduos em questão.

Mas as acusações formais foram bem recebidas por familiares de algumas das 298 vítimas mortais.

Silene, que perdeu o filho Bryce, diz que “é de certa forma um alívio”, pois queria “ter uma data e nomes, é um bom começo”. Robby, que perdeu a filha Daisy, é da mesma opinião, porque “agora há uma data para o verdadeiro início do processo. Será no próximo ano, em 2020, e temos os nomes dos suspeitos neste caso”.

Ucrânia apelou ao Moscovo para que reconheça a sua responsabilidade. O Reino Unido afirmou que o Kremlin deve “cooperar integralmente” com a procuradoria holandesa e o secretário-geral da NATO considerou a acusação formal como um “momento chave” para o “esclarecimento de toda a verdade” em torno do incidente.

sexta-feira, novembro 23, 2018

Rússia é processada devido ao derrube do Boeing do voo MH17

Parentes de 55 holandeses que morreram devido ao derrube do Boeing-777 do voo MH17 de Malaysian Airlines no leste da Ucrânia em 2014 entraram, nesta sexta-feira (23/11/2018), com uma ação criminal contra a Rússia no Tribunal Europeu de Direitos Humanos, informa agência russa Interfax.ru

“A Rússia, para surpresa dos meus clientes, não forneceu informações importantes para a equipa/e de investigação. Depois, forneceu argumentos que não eram verdadeiros”, disse o advogado Meiru Meva, no comentário a televisão pública holandesa. Meiru Meva é membro de um grupo de advogados que prestam apoio jurídico aos familiares de vítimas do voo MH17, abatido pelas forças russo-terroristas no leste da Ucrânia.
As forças russo-terroristas à festejarem o abate do Boeing-777 MH17 
Anteriormente, o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos, Stef Blok, apelou à Rússia para cooperar na revelação da verdade.

O Boeing-777 das Malaysian Airlines estava realizando o voo MN17 no trajeto entre Amsterdam (Holanda) à Kuala Lumpur (Malásia), quando foi abatido nos céus da Ucrânia na região de Donetsk, controlada pelas forças russo-terroristas em 17 de julho de 2014. A bordo estavam 298 pessoas. Todos eles morreram.
Roubo e demonstração pública dos bens dos passageiros mortos...
Foi realizada uma investigação internacional, após a qual os Países Baixos e a Austrália declararam que consideram a Rússia responsável no derrube de avião e tencionam levar Moscovo à justiça.

Bónus
O petróleo da marca Brent caiu abaixo de 60 dólares por baril (pela primeira vez desde outubro de 2017), embora ainda em outubro de 2018 Brent custava 86 dólares por baril.

quinta-feira, outubro 04, 2018

Holanda expulsa cidadãos russos e acusa GRU de tentativa de roubar os arquivos

O Ministro da Defesa dos Países Baixos informou que a inteligência militar russa (GRU) estava tentando roubar os documentos relacionados com a investigação do abate, pela Rússia, do Boeing-777 do voo MH17, que se deu na Ucrânia em 2014, informa agência noticiosa Associated Press.
Anteriormente, no dia 4 de outubro de 2018, as autoridades da Holanda revelaram os detalhes da expulsão, em abril de 2018, de quatro operativos do GRU russo (revelando os dados dos seus passaportes diplomáticos) detidos em 13 de abril de 2018 quando planeavam cometer um ataque cibernético à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).
Os operativos do GRU russo chegaram à Haia no dia 10/04/2018,
recebidos, no aeroporto, pelo consul da federação russa
Aleksei Morents (1977): operador TI/hacker
Alexey Minin (1972): acompanhante
Evgenii Serebriakov (aka Serebryakov), 1981, especialista em TI / hacker
Oleg Sontnikov (1972): apoio de HUMINT (Human Intelligence)
O laptop de Serebriakov, foi conectado ao Wi-Fi em um dos hotéis na Malásia.
Segundo os dados holandeses, este laptop foi usado em ataques cibernéticos
contra a polícia e Ministério Público da Malásia
Equipamentos russos apreendidos e esquema representativo do ataque
Equipamentos russos apreendidos e esquema do seu uso no ataque
Péssimo 007, no momento da detenção Morents tentou partir o seu próprio telemóvel

O Departamento de Justiça dos EUA apresentou a acusação formal contra sete agentes de inteligência militar russa GRU (acusados de ataque informático russo contra agência antidopagem WADA, USADA e Tribunal Internacional de Arbitragem, divulgando, indevidamente os dados pessoais dos cerca de 250 atletas), de acordo com Erik Welling, o Vice-Diretor Assistente do FBI da divisão cibernética, os três deles já foram acusados nos EUA em conexão com a interferência ao processo eleitoral americano. Os agentes russos são acusados de branqueamento de capitais e o uso da criptomoeda para financiar as suas atividades criminais, parcialmente nos EUA.
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Todas as notícias em desenvolvimento.

sábado, julho 21, 2018

Ucrânia permite que Holanda inicie o processo criminal no caso de abate do voo MH-17

O Presidente da Ucrânia Petró Poroshenko assinou a lei sobre a ratificação do acordo com os Países Baixos da cooperação judicial internacional, que dará o direito à Holanda de organizar o processo no caso do abate do Boeing-777 do voo MH-17 na Donbas em 2014, informou o Presidente ucraniano.

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O acordo de julho de 2017 foi assinado pelo ministro da Justiça da Ucrânia, Pavló Petrenko, e pelo ministro da Segurança e Justiça dos Países Baixos, Stef Blok. Como explica o Ministério da Justiça da Ucrânia: “o documento assinado estipula que a Holanda tem competência para julgar as pessoas por crimes relacionados com abate do avião do voo MH-17”.

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O documento também estabelece que a acusação judicial de suspeitos ocorrerá num tribunal holandês – provavelmente em Haia.

Além disso, o acordo permite as audiências no modo de videoconferência. Aqueles que não podem ser extraditados para a Holanda, cumprirão as penas de prisão na Ucrânia. O Parlamento da Ucrânia ratificou o mesmo documento em 12 de julho de 2018, adotando a lei correspondente.
Os ditos "separatistas" à procura de algo valioso no local da queda do voo MH17
“Presidente Petró Poroshenko assinou a lei “Sobre a ratificação do Acordo entre Ucrânia e o Reino dos Países Baixos em matéria de cooperação jurídica internacional contra crimes relacionados ao abate da aeronave do MH-17 de Malaysian Airlines em 17 de julho de 2014” e “Sobre a implementação do acordo entre Ucrânia e o Reino dos Países Baixos em matéria de cooperação jurídica internacional em crimes relacionados ao abate do voo MH-17 da Malaysian Airlines em 17 de julho de 2014”, informa a página do presidente ucraniano.

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De acordo com o serviço de imprensa, a ratificação assegura a cooperação entre as autoridades competentes de ambos os países, define o procedimento e peculiaridades de desempenho das ações processuais específicas no âmbito de acordos para realizar um processo criminal eficaz de condenação judicial de pessoas envolvidas no abate da aeronave, no âmbito do sistema judicial dos Países Baixos.
Em particular, a lei define as características de entrega da Ucrânia à Holanda do processo criminal e a execução do pedido das autoridades competentes dos Países Baixos em assegurar a participação de um determinado acusado no processo judicial no território da Holanda em regime de videoconferência.