quarta-feira, novembro 04, 2026

Um mercenário do Botswana morto expôs a rede de recrutadores russos

Mercenário do Botswana, Pako Namogang (25), foi para a guerra contra Ucrânia voluntariamente. Foi recrutado através de WhatsApp, passou por uma rede russa de recrutamento na África do Sul, o recrutador russo disse-lhe  abertamente que procurava pessoas para servir no exército russo, e Pako candidatou-se prontamente.

A julgar pelas mensagens encontradas no seu telemóvel, a Missão Comercial russa na África do Sul ajudou-o com a documentação e a transferência (em violação da lei russa). Os intermediários que organizaram directamente o recrutamento do tswana e de outros africanos foram Elizaveta Sergeevna Savinovskikh e Mikhail Sergeevich Petrushenko. 

Em julho de 2026, Namogang voou do Aeroporto de Joanesburgo para Moscovo, onde assinou um contrato no já lendário Ponto Único de Seleção para serviço militar loluntário, sob contrato, na rua Yablochkova. O chefe interino do ponto de seleção, o tenente sénior A.V. Levykin, tratou da documentação. 

Em seguida, o mercenário africano e outros foram alocados às instalações do Centro Russo de Vanguarda para a Educação Militar-Patriótica da Juventude. Os instrutores do centro deram-lhes formação — uma violação direta do direito internacional humanitário, que proíbe a utilização de infraestruturas civis como base militar. 

Por volta de agosto, Paco foi enviado numa missão de combate à Ucrânia, onde foi rapidamente morto durante os combates perto de Novolyubovka, na região de Luhansk. Posteriormente, os seus documentos e número de telefone foram parar à posse da inteligência ucraniana. 

Como é sabido, cidadãos do Botswana estiveram envolvidos no caso da exposição de uma rede de recrutamento russa na África do Sul. A filha do antigo presidente sul-africano Duduzile Zuma foi implicada na sua criação, tendo enganado 17 pessoas, incluindo cidadãos do Botswana, para que as enviassem para a Rússia. Como podemos ver, as autoridades sul-africanas ainda não conseguiram interromper completamente as actividades dos mercadores da morte russos. 

Os outros africanos capturados pelas FAU gravaram os apelos dramáticos às suas autoridades nacionais pedindo para serem libertados do cativeiro ucraniano. Isto porque, assim que são enviados para uma missão de combate, a rússia já não precisa deles – desde o início da guerra que a rússia não trocou nenhum africano (vivo ou morto). 

Recordamos que o melhor desfecho para qualquer estrangeiro que tenha sido enganado ou se tenha juntado voluntariamente ao exército de ocupação russo é o cativeiro na Ucrânia. O projeto ucraniano «Quero Viver» aceita inscrições de todos, independentemente da nacionalidade, cor da pele ou religião.

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