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quarta-feira, abril 29, 2026

Ucrânia atinge helicópteros militares russos Mi-17 e Mi-28 em Voronezh

O novo recorde incrível de drones ucranianos SBS. Na região russa de Voronezh, a 150 (!) quilómetros da linha de frente, os drones de ataque ucranianos conseguiram atingir dois helicópteros militares russos Mi-17 e Mi-28, estacionados no solo. 

Blogueiro militar russo confirma o deep strike ucraniano

A ação ucraniana foi confirmada pelo propagandista militar russo Kirill Fedorov, que «está chocado». O propagandista russo não consegue entender como isso foi possível. 

Nesta noite, os vários alvos estratégicos russos em Perm (mais de 1.500 km da Ucrânia) foram atacados com sucesso pelos drones de ataque do Centro de Operações Especiais CSO «A» SBU. 



A LUKOIL-Permnefteorgsintez ou Transneft e outras empresas foram danificadas (muitas vezes as instalações destas empresas se situam junto umas às outras, por isso informações estão sendo apuradas).

Também foi atingida uma refinaria de petróleo em Orsk, na região de Orenburg (vídeo acima). 

Além disso, segundo as informações não confirmadas de forma independente (apenas a fonte do Kremlin), houve uma tentativa de liquidação do major-general Azambek Omburekov, ex-comandante da 64ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados, que em 2022 ocupou a Bucha. A explosão ocorreu em uma unidade militar na vila de Knyaze-Volkonskoye-1, na região de Khabarovsk, no Extremo Oriente russo. 

O explosivo foi colocada numa caixa de correio do prédio Nrº 55. 

Como resultado, a explosão matou o comandante do batalhão de comunicações, o tenente-coronel Kuzmenko, e vários outros militares ficaram feridos. O estado de saúde de Omburekov ainda é desconhecido. Desde 2023, o general Omurbekov chefiava o 392º Centro Distrital de Treino/amento de Oficiais Subalternos do Distrito Militar Oriental. 

Fontes: Exilenova_plus; kazansky2017; nevzorovtv

domingo, setembro 28, 2025

Revelada a identidade de 13 comandantes russos, responsáveis ​​pelos crimes de guerra em Bucha

Uma investigação do The Sunday Times revela as identidades dos 13 comandantes russos, cujas tropas cometeram crimes de guerra contra os civis ucranianos na cidade ucraniana de Bucha, nos arredores de Kyiv, no início de 2022.

O jornal recorda o que aconteceu logo após a invasão russa da Ucrânia. As tropas russas ocuparam Bucha, um subúrbio de Kyiv, durante pouco menos de um mês. Durante estes 29 dias no início de 2022, cometeram crimes tão brutais que esta cidade ucraniana será para sempre sinónimo de crimes de guerra, a Srebrenica [ucraniana] deste conflito.

O grupo de 9 ucranianos, acusados de pertencerem à resistência TrO
e executados pelos ocupantes russos


Um dos sobreviventes

Centenas de moradores foram mortos e torturados; mais de 100 foram enterrados numa vala comum perto de uma igreja ortodoxa. Outros foram mortos enquanto tentavam escapar.

A cave de um campo de férias infantil foi convertida numa câmara de tortura, onde mulheres e crianças eram sistematicamente violadas. Os soldados degolavam, mutilavam vítimas e matavam pais à frente dos filhos.

Foram encontrados mais de 500 corpos de civis. Dezenas de outros continuam desaparecidos. As Nações Unidas classificaram o incidente como limpeza étnica e um crime contra a humanidade, mas a rússia afirma que a cena foi encenada pelos serviços secretos britânicos.

Durante as cinco semanas de ocupação russa de Bucha, segundo as autoridades municipais, morreram 458 civis, 419 dos quais foram executados ou morreram torturados. O nome da cidade tornou-se um símbolo da crueldade dos militares russos.

Entre [os comandantes russos] está o Coronel-General Alexander Chayko, comandante do Distrito Militar da Frente Leste, que liderou o exército russo no início da invasão e era o oficial russo de mais alta patente na Ucrânia.

É o Major-General Sergei Chubarykin, comandante da 76ª Divisão Aerotransportada da Guarda de elite. Os soldados sob o seu comando direto terão cometido a maioria dos crimes de guerra em Bucha, incluindo execuções, tortura e pilhagens em massa.

De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, o Coronel Azatbek Omurbekov, da 64ª Brigada Separada de Infantaria Motorizada, esteve pessoalmente envolvido em «graves violações dos direitos humanos», incluindo «ser diretamente responsável por assassinato, violação e tortura».

As suas identidades foram estabelecidas por advogados e investigadores independentes, utilizando informações OSINT, e todos os 13 foram confirmados pelos serviços de informação ucranianos.

Esta guerra é uma das primeiras em que os investigadores puderam utilizar imagens de CCTV, vídeos de telemóveis e redes sociais para processar criminosos de guerra.

Oito nomes foram verificados pelo Gabinete do Procurador-Geral da Ucrânia (GPU) e as alegações foram confirmadas por avisos oficiais de suspeita emitidos pela Ucrânia como uma etapa preliminar para um possível processo formal nos tribunais locais e no Tribunal Penal Internacional.

A rua central de Bucha, onde foi aniquilada a coluna militar russa

O cemitério das vítimas, muitos corpos continuam desconhecidos

Monumento às vítimas ucranianos de Bucha

Cinco indivíduos foram identificados através de notificações emitidas aos seus subordinados, cruzadas com registos militares russos disponíveis ao público. Nenhuma notificação de suspeita foi emitida para estes oficiais individualmente.

Mais de 80 militares sob o seu comando combinado já foram formalmente identificados como suspeitos dos crimes de Bucha. Muitos outros também participaram nestes crimes, mas ainda não foram identificados, segundo o Times.

Se um militar comete um crime, segundo as Convenções de Genebra, o seu superior não está isento de responsabilidade. No entanto, indiciar um comandante num tribunal internacional pelos crimes de um subordinado exige um elevado padrão de prova. Para condenar, os investigadores devem provar que os oficiais sabiam ou deviam saber que os seus subordinados estavam a cometer um crime e não tomaram todas as medidas possíveis para a sua prevenção.

Os procuradores devem apresentar provas que liguem uma unidade militar específica e os seus comandantes aos crimes.

O Sunday Times publicou fotos de cada participante identificado nos massacres sádicos, que podem ser clicadas para obter informações sobre cada um. Esses nomes são: 

Alexandre Chayko; Alexandre Sanchik; Azatbek Omurbekov; Valery Solodchuk; Iúri Medvedev; Andrey Kondrov; Sergey Chubarykin; Artem Gorodilov; Dinis Suvorov; Alexey Tolmachet; Vladimir Seliverstov; Vadim Pankov; Sergey Karasev.

Os autores do artigo explicam como conseguiram estabelecer as identidades destes indivíduos, as circunstâncias dos crimes e as provas obtidas durante a investigação.

A investigação foi conduzida com base em informações recolhidas pelo SBU, pelo Centro de Dossiers, procuradores ucranianos, informações das redes sociais e informações de fontes abertas de agências militares.

Os autores escrevem que, nas florestas de pinheiros nos arredores de Bucha, os investigadores locais continuam a encontrar os corpos de civis que para lá foram levados e executados.

O SBU afirma ter investigado mais de 100.000 crimes de guerra desde a invasão de 2022.

Em Kyiv, o Procurador-Geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, está determinado a apurar a identidade dos militares russos que cometeram estes assassinatos.

«Pretendo apurar a identidade do maior número possível de militares russos que cometeram os assassinatos em Bucha» ...

«A última vez que um tribunal como este foi realizado foi após a Segunda Guerra Mundial. Mas ainda hoje, neste preciso momento, há criminosos a serem processados ​​por crimes cometidos há mais de oitenta anos», disse Kravchenko.

«Se continuarmos a receber apoio do Reino Unido, da União Europeia e dos Estados Unidos, alcançaremos certamente uma paz justa, e todos os criminosos de guerra serão punidos. Pode demorar dez ou vinte anos, mas certamente acontecerá». 

Ler mais The Sunday Times (somente aos assinantes); Novaya Gazeta (resumo em inglês).

domingo, agosto 17, 2025

Violência gratuita como um marco civilizacional do «mundo russo»

Imagem: Alesha Stupin (Igor Ponochevniy)
Uma característica importante do «mundo russo», emocional e intelectual, é a aceitação da agressão, incluindo a agressão gratuita, mesmo o estupro / a violação. Tais atos não são recebidos com condenação, mas sim, com neutralidade ou mesmo com aprovação.

Isto aplica-se não apenas aos moscovitas étnicos e não apenas aos portadores do passaporte russo. O autor destas linhas observou uma reacção semelhante na Crimeia, ainda completamente ucraniana, em 2004, na reacção dos ditos «pequenos burgueses», a populaça da Crimeia (incluindo as mulheres) em relação aos rumores de que o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych era um violador, na sua juventude. As emoções eram nem tanto de negação (embora as exigências ritualísticas «queremos as provas contundentes!» estavam presente, mas de forma bastante frouxa), mas sim, de apoio («com quem isso não aconteceu!»; «bem, foi uma violação ou foi por amor, quem sabe agora, é sempre difícil de dizer!»; e até «tantas pessoas fizeram isso na vida!»)

Esta é uma nuance importante na propaganda.

O moscovita não rejeita os crimes de guerra em Bucha, aprova-os.

Moscovita sabe perfeitamente que «algo alí aconteceu», e para uma parte significativa da população russa isto é um mero lapso e não um escândalo, alias, mais um incentivo para assinar o seu próprio contrato militar: se os soldados russos podem fazer isso, então eu também quero ser um soldado russo!

O mitologema já bem antigo (em parte historicamente correcto) sobre a omnipotência do NKVD-KGB funcionava de forma semelhante.

No moscovita médio, este enredo não causa horror e rejeição, mas horror misturado com deleite e um forte desejo de se aliar aos mais fortes.

Os factos comprovados sobre as violações em massa (incluindo menores, incluindo com subsequente tortura e assassinato) de mulheres alemãs em Berlim, NUNCA causaram a condenação do moscovita médio, mas apenas aumentaram o orgulho e o desejo de «podemos repetir».

Numa palavra, mensagens sobre atrocidades, agressões, tortura e violação — talvez (o autor não o afirma) são eficazes entre o público ocidental, mas definitivamente ineficazes para um público moscovita e pró-russo.

Não causam nenhuma desmoralização do inimigo.

A sua desmoralização é causada somente frente as situações e enredos em que os «seus meninos» se mostram indefesos, tornam-se vítimas e, mais importante, demonstram fraqueza, e não a força.

A agressão e a força são identificadores dos moscovitas.

A força impõe o maior respeito entre todas as outras qualidades humanas.

Além disso, na cultura popular russa, as vítimas de violência são sujeitas a humilhação. Como afirma um ditado russo, que normaliza o estupro: «Se cadela não querer — o cão não salta!» Mais ou menos o mesmo se afirma na sociedade moscovita sobre os homens estuprados (e assim humilhados e rebaixados) na hierarquia do sistema prisional russo. Onde o violador é visto claramente com aprovação, como uma pessoa forte e proativa. Já a sua vítima é vista com forte repulsa e, mais importante, como sendo eternamente disponível para mais violência e mais abusos. Físicos e emocionais. Assim de um tubarão que assim reage ao sangue no mar.

sexta-feira, agosto 08, 2025

Divulgadas as evidências dos crimes russos de guerra em Bucha

Uma gravação de uma câmara de vigilância obtida pela redação do serviço ucraniano da Rádio Liberdade registou o momento do assassinato do ucraniano Volodymyr Rubailo, residente em Bucha, de 70 anos, executado por militares russos na rua Yablonska a 4 de março de 2022. As imagens deste vídeo foram publicadas em junho deste ano, mas o vídeo completo só foi divulgado agora.

 

O vídeo mostra como ucraniano é primeiro baleado e depois executado com um tiro na cabeça. Um dos soldados russos aproxima-se do corpo do homem e tira-lhe algo do bolso. 

De seguida, o mesmo grupo de militares russos dirige-se ao supermercado mais próximo e começa a saqueá-lo. Alimentos e garrafas, provavelmente com álcool, foram carregados em cestos, carrinhos, sacos e, posteriormente, os bens furtados foram consumidos em frente às câmaras. A dado momento, um dos soldados russos reparou na câmara e destruiu-a com uma espada que tinha apanhado de algum lado. 

De acordo com a investigação da Rádio Liberdade, militares russos do 234º Regimento de Assalto Aerotransportado de Pskov, cuja unidade se encontrava naquela zona, podem ter estado envolvidos neste crime. Os jornalistas presumem que os disparos partiram à partir de uma posição onde, segundo as conclusões dos especialistas balísticos ucranianos, se encontrava a unidade sob o comando do sargento russo Vladimir Borzunov. 

Em conversa com um correspondente da Rádio Liberdade, o sargento Borzunov confirmou que Rubailo, bem como Olexander Konovalov e Ihor Horodetsky, foram mortos por soldados russos, mas negou que ele ou os seus subordinados estivessem envolvidos. Foi Borzunov, como os jornalistas descobriram, quem tirou algo do bolso de Rubailo.

sábado, julho 26, 2025

A guerra russa na Ucrânia em fotografias de russa Victoria Ivleva

Bakhmut, fevereiro de 2023. Foto: Victoria Ivleva

Victoria Ivleva é uma fotógrafa, jornalista e voluntária russa. Ingressou na agenda ucraniana muito antes de 2022, tendo viajado por toda a Ucrânia, de leste a oeste, imediatamente após a vitória de Maydan, em março-abril de 2014. 

Exumação em Bucha, retirada do corpo da vala comum no pátio da Igreja de Santo André.
11 de abril de 2022. Foto: Victoria Ivleva

Bakhmut, fevereiro de 2023. Foto: Victoria Ivleva

Bakhmut, fevereiro de 2023. Foto: Victoria Ivleva

Kherson, outono de 2022. Incêndio após bombardeamento russo. Foto: Victoria Ivleva

Izyum, setembro de 2022, uma menina com o pai a ir buscar ajuda humanitária. Foto: Victoria Ivleva

Na foto, Svetlana Ohulyk e o seu filho de 11 anos, Kirill, no que restou da sua casa após o bombardeamento russo, Ucrânia, região de Kherson, aldeia de Davydiv Brod, setembro de 2023.
Foto: Victoria Ivleva

Ucrânia, região de Kherson, aldeia de Sadove. Destruição causada pela explosão russa
de barragem de Kakhovka em junho de 2023. Foto: Victoria Ivleva

O resultado foi o livro «Mandrivka, ou a Viagem de um Verme do Facebook pela Ucrânia» – fotografias, textos e entrevistas. No verão do mesmo ano, Ivleva participou na evacuação de civis de Slavyansk, capturado pelos [terroristas russos] do destacamento de Igor Girkin. Victoria participou e organizou piquetes em Moscovo contra a guerra com a Ucrânia, em apoio de Oleg Sentsov (o cineasta da Crimeia que resistiu à anexação da península) e de outros presos políticos ucranianos. Em 2019-2020, a sua casa transformou-se num quartel-general, onde recolhiam encomendas para o centro de detenção preventiva de Lefortovo, destinado aos 24 marinheiros ucranianos detidos ilegalmente por guardas fronteiriços russos no Estreito de Kerch.

Nascimento da Ucrânia, 17/03/2016. Kharkiv, 00:53. Foto: Victoria Ivleva
 
Izyum, Exumação no Cemitério local. Setembro de 2022. Foto: Victoria Ivleva

Região de Kyiv. Estrada para Irpin. 29 de abril de 2022. Foto: Victoria Ivleva

22 de abril de 2022. Kharkiv, rua Kosmonavtov, 2. Foto: Victoria Ivleva

Kyiv, 12 de maio de 2025. Tetiana Kovtun, ucraniana de Berislav,
nas vésperas da sua partida para a Noruega. Foto: Victoria Ivleva

Chernihiv, 25.05.2025. Durante a troca dos POW uma ucraniana com a filha pequena vê o marido, corre ter com ele. Os três estão a chorar. Ela diz-lhe, entre soluços: «Obrigada por resistir!»
Foto: Victoria Ivleva

Campo dos POW. Um POW russo com os dedos das mãos e dos pés amputados. Foto: Victoria Ivleva.

Nos meios de comunicação social e na sua página de Facebook, Ivleva tentou transmitir aos seus subscritores informações sobre os crimes de guerra cometidos por russos na Ucrânia. Ficou indignada ao ver que quase ninguém na rússia reparou na agressão militar contra um país vizinho pacífico. 

Quando a invasão em grande escala começou, a fotógrafa partiu para Kyiv. 

Ver mais fotos AQUI e AQUI.

quinta-feira, fevereiro 20, 2025

Estreia em Portugal filme sobre massacre russo de Bucha

«Bucha» conta a história verídica do Konstantin Gudovskas, lituano cazaque que, na primavera de 2022, salvou centenas de ucranianos da cidade de Bucha, ocupada pela rússia. O filme chega agora a Portugal. 

Para Maryna Mykhailenko, embaixadora da Ucrânia em Portugal, o filme «“Bucha" é importante porque o que aconteceu lá demonstra claramente o que a invasão russa significa para Ucrânia. Não só para nós [Ucrânia], porque Bucha é um abre olhos para todo o mundo democrático». 

O filme estará presente em Portugal nas seguintes salas já a partir de 20 de fevereiro de 2025:

  • Algarcine - Cinemas de Lagos
  • Algarcine - Cinemas de Portimão: 22 de fevereiro; às 11h00; preço: 7 Euros
  • Cinemas NOS Alma Shopping
  • Cinemas NOS Almada Fórum
  • Cinemas NOS CascaiShopping
  • Cinemas NOS Colombo
  • Cinemas NOS Forum Algarve
  • Cinemas NOS Forum Viseu
  • Cinemas NOS Gaia Shopping
  • Cinemas NOS NorteShopping
  • Cineplace LoureShopping | Loures
  • Cineplace Madeirashopping | Funchal
  • Cineplace Nova Arcada | Braga
  • UCI Cinemas Arrábida 20
  • UCI Cinemas El Corte Inglês 

segunda-feira, dezembro 30, 2024

Ucrânia identifica o militar russo responsável pela morte da Iryna Filkina

Investigadores ucranianos identificaram o assassino russo da Iryna Filkina, a residente de Bucha, cuja foto com as suas unhas vermelhas se tornou o símbolo das atrocidades russas cometidas na região de Kyiv em 2022. 

O suspeito é Artyom Tareyev, nascido em 1995, comandante do 234º Regimento de Assalto da 76ª Divisão Aerotransportada Russa (2ª foto):

O militar russo responsável da morte da Iryna

No dia 5 de março de 2022, Tareyev ordenou às suas tropas que disparassem sobre todos os civis que aparecessem num cruzamento específico em Bucha. As imagens de drone mostram forças russas a dispararem sobre ciclistas em Bucha, na rua Yablunska, localizada em 50.54148, 30.228898, onde vários cadáveres foram filmados e fotografados: 

No mesmo dia, Iryna Filkina, inicialmente conhecida como «mulher com manicure vermelha», foi morta enquanto andava de bicicleta - baleada com 15 balas de armas automáticas e disparadas um veículo blindado BMD-2. No total, 13 civis foram mortos como resultado da ordem de Tareyev. 

Dos cerca de 500 corpos descobertos após a libertação de Bucha, a 31 de março de 2022, vários mostraram as evidências de tortura. Muitos foram encontrados em valas comuns ou caídos nas ruas. 

Foto da Iryna: Conselho municipal de Bucha

Bónus 

No dia 30 de Dezembro, Ucrânia consegue a libertação das masmorras russas de 189 POW ucranianos (187 militares e 2 civis), incluindo militares que defenderam Azovstal, a Central Nuclear de Chornobyl e a Ilha Zmiiniy (das Cobras), bem como dois civis, presos, ilegalmente, pelos ocupantes russos em Mariupol.





sábado, novembro 23, 2024

«Bucha»: a sobrevivência e corragem sob ocupação russa

Konstantin Gudauskas é um judeu lituano, cidadão do Cazaquistão, um activista que recebeu asilo na Ucrânia e vivia em Bucha quando a invasão russa começou. Ao salvar 203 pessoas, Konstantin observou em primeira mão os horrores da guerra e as atrocidades da ocupação russa - assassinatos, roubos, violações. 

Sonhava com uma vida tranquila nos subúrbios de Kyiv, mas a invasão russa mudou tudo. O seu passaporte cazaque abriu caminho através dos postos de controlo russos e o seu coração abriu o caminho para a liberdade de centenas de ucranianos.

O drama de guerra «Bucha» conta uma história verídica de coragem e humanidade, que se desenrola tendo como pano de fundo a tragédia. Diálogos baseados em conversas intercetadas dos ocupantes tornam este filme comovente e verdadeiro. É mais do que um filme. É uma recordação, uma dor e um orgulho que todos deveriam viver. Este filme é sobre “compreender, sentir, nunca perdoar”.

sábado, setembro 07, 2024

Festival Internacional de Cinema de Toronto exibe a propaganda russa

O TIFF – Festival Internacional de Cinema de Toronto decide exibir o filme de propaganda russa, realizado pela propagandista russa Anastasia Trofimova, que recentemente negou as atrocidades russas cometidas em Bucha e outros lugares da Ucrânia.

Com a missão do TIFF de “transformar a forma como as pessoas veem o mundo através do cinema”, vemos isto como uma tentativa de encobrir os crimes de guerra cometidos por militares russos na Ucrânia. O filme, realizado pela antiga documentarista do canal estatal propagandista russo Russia Today, Anastasia Trofimova, que nas suas recentes declarações em Veneza negou ss atrocidades russas cometidas em Bucha deturpa deliberadamente a realidade da guerra da rússia contra Ucrânia.

Acreditamos que é irresponsável que o TIFF, um dos palcos cinematográficos mais conceituados do mundo, seja utilizado para disseminar a propaganda russa. Apelamos ao festival para cancelar a exibição deste filme.

A realizadora Trofimova, ex-Russia Today

Devido ao seu engajamento na propaganda anti-ucraniana; pela violação ilegal e deliberada da fronteira estatal da Ucrânia com o objectivo de penetração na Donbas temporariamente ocupada por ocupantes russos Anastasia Trofimova está presenta na base de dados Myrotvorets.

#TIFF2024

quinta-feira, fevereiro 01, 2024

A longa-metragem “Bucha”: os crimes russos na vila de Bucha

A longa-metragem “Bucha”, se baseia na série dos crimes de guerra russos, ocorridos na vila ucraniana de Bucha em 2022, conta a história verídica de um cidadão do Cazaquistão, um judeu lituano, que salvou e evacuou 200 pessoas de Bucha. 

Em Bucha, os ocupantes russos atiravam nos ucranianos apenas por diversão, espancavam e violavam/estupravam as mulheres e depois as matavam, montavam “safáris” em crianças, forçando uma criança a correr enquanto atiravam nela, atiravam em pessoas desarmadas à queima-roupa ou simplesmente as esmagavam com as lagartas dos seus blindados...

sexta-feira, dezembro 22, 2023

FT: «E se a Rússia vencer?»

No seu artigo “E se a rússia vencer?”, a publicação Financial Times tenta antever os resultados do pior cenário possível do desfecho da invasão russa da Ucrânia. Os pontos mais importantes da tese: 

  • Os ocupantes russos começarão a “limpeza” da população ucraniana, à semelhança de Mariupol e Bucha.
  • Milhões de ucranianos vão se tornar refugiados no exterior.
  • Um estado ucraniano livre pode sobreviver no oeste da Ucrânia e provavelmente até aderir à UE.
  • putin passará à controlar cerca de um quarto das exportações mundiais de grãos.
  • O possível sucesso de putin inspirará outros ditadores a invadir os países vizinhos, casos da China ou Venezuela.
  • Se putin atacar os Estados Bálticos, a NATO/OTAN provavelmente enviará tropas. Mas assim que algumas centenas de soldados ocidentais morrerem, os partidos da extrema-direita [diríamos mais extremistas e populistas da esquerda e da direita] exigirão “paz” – negociações e tratados de paz inexequíveis com putin.
  • Naturalmente ninguém deseja uma guerra nuclear. Entretanto, a UE poderia substituir a ajuda americana à Ucrânia – 71,4 mil milhões de euros. Isto equivale a 70 euros por ano por cidadão europeu da NATO. UE pode encontrar esses fundos se quiser.

Bónus 

Uma instalação em forma de uma foto gigante de 20 metros de comprimento foi colocada em Manhattan, em Nova Iorque. A foto mostra os carros dos ucranianos pacíficos que tentavam escapar a cidade de Irpin em fevereiro-março de 2022 e que foram propositadamente alvejados pelo exército russo de ocupação. 



A instalação foi colocada para fazer lembrar aos americanos que a guerra ainda continua, escreve o The Guardian. 

Foto: Phil Bueller/The Guardian

sexta-feira, novembro 24, 2023

Ucranianas: vítimas, sobreviventes e vencedoras da guerra russa na Ucrânia

Oksana Stolyuk, de 49 anos, foi morta pelos ocupantes russos na aldeia de Klavdieve-Tarasove em 30 de março de 2022. Apenas mais uma vítima ucraniana vinda do triángulo da morte na região de Kyiv: Bucha-Borodyanka-Hostomel. 

Naquele dia, ela e sua filha mais velha, Kateryna, não estavam longe de casa - estavam na rua, à telefonar aos parentes. Quando Oksana e Kateryna voltavam ao apartamento, ouviram-se tiros. A filha caiu na vala e a mãe não teve tempo de reagir. Ela foi ferida nos pulmões. Tentaram levar Oksana Stolyuk ao hospital, mas ela morreu no caminho. 

Oksana era natural de Klavdieve-Tarasove. Trabalhou num café, era vendedora numa loja. Em 2019,  sofreu dois derrames e foi obrigada a abandonar o trabalho por problemas de saúde. 

«Mãe nos criou sozinha. Ela tinha um caráter forte. Ela adorava tricotar, tecer com miçangas. Ela fez capas para assentos de carro. Foi assim que desenvolvi minhas mãos», disse Ksenia, a filha da ucraniana morta. 

A invasão russa em grande escala encontrou Oksana na sua aldeia natal. Eles não queriam sair de casa com a filha Kateryna. 

“No dia 30 de março de 2022, minha mãe me ligou primeiro e disse que está tudo bem: dizem que os tanques (russos) estão andando, mas parece que está um pouco mais calmo. E então ela ligou para meu irmão, que estava no serviço. Depois disso, mãe e irmã foram para casa. Moramos perto da autoestrada/rodovia de Varsóvia, havia franco-atiradores russos por perto, começaram a atirar... No dia seguinte, minha mãe foi enterrada perto do hospital, em um cemitério. Já no final de maio, foram enterrados novamente no cemitério mais próximo de casa”, acrescentou Ksenia. 

Oksana Stolyuk deixa duas filhas, um filho, uma irmã mais velha, mãe e sobrinhos.

A militar ucraniana virou o rosto da nova coleção da marca ucraniana Gasanova 

Ruslana «Sima» Danilkina, que perdeu a perna na guerra, estrelou a coleção O Ano do Dragão.



Esta coleção é a expressão de gratidão, uma homenagem ao valor, força e devoção dos heróis ucranianos. Ruslana Danilkina, uma notável heroína das Forças Armadas da Ucrânia, tornou-se o rosto da marca. A sua história é um exemplo de coragem e determinação, bem como um lembrete comovente de que, apesar dos feriados, os ecos da guerra ressoam nos nossos corações, explica a descrição do brand. 

Fonte: Huevy Kyiv 18

domingo, julho 02, 2023

🕯Um memorial às vítimas da ocupação russa em Bucha

Um memorial às vítimas da ocupação russa foi inaugurado na cidade ucraniana de Bucha. Nas placas estão os nomes de 501 moradores da cidade, mortos pelos ocupantes russos.




É de recordar que a ocupação russa de Bucha durou «apenas» 28 dias no início da guerra em grande escala - de 3 à 31 de março de 2022.

Ver fotos e ler sobre a cidade: BBC News Ucrânia