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quarta-feira, setembro 16, 2026

Ucrânia liquida dois generais russos no decorrer de duas semanas

Em cerca de duas semanas, as forças ucranianas liquidaram dois generais russos: o comandante do 51º Exército do Distrito Militar do Sul, Tenente-General Sergei Milchakov e Major-General Anton Grunis, que comandava a 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados. 

Os meios de comunicação russos confirmaram a morte do comandante do 51º Exército do Distrito Militar do Sul, Tenente-General Sergei Milchakov, liquidado no ataque ao quartel-general do 51º Exército.

General russo Sergey Milchakov

O apelido/sobrenome Milchakov criou uma certa confusão, efetivamente, morreu um general e não Alexey «Fritz» / «Serb» Milchakov, conhecido neo-nazi russo, membro da unidade neo-nazi «dshrg russich» do exército russo. 

Os meios de comunicação russos também confirmaram a morte de outro general russo – Anton Grunis «Grozny», que comandava a 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados. 

A brigada participou nas batalhas de Bakhmut, Chasiv Yar e Kostyantynivka. A propaganda russa começou à transformar Grunis em um herói especial, ao ponto do seu nome for publicamente mencionado pelo presidente putin num dos seus discursos: «uma pessoa com apelido/sobrenome lituano, que nasceu em Kazan e que combate, combate de forma brilhante», o condecorrando com o título de Herói da rússia.

Propaganda russa chamava Grunis de «futuro marechal da vitória» ainda em janeiro de 2025

A propaganda russa ainda no início de 2025 começou forçar a ideia do que general Grunis poderia ser o «futuro marechal da vitória russa», opção, que seguramente tinha a ver, em grande parte, com a sua origem étnica, pois quaisquer império adora elevar ao patamar de heróis, aqueles, que renegaram as suas origens étnicas e se transformaram nas personagens da montra imperial. 

Após a sua liquidação, a conhecida propagandista russa Anastasia Kashevarova deu a entender que a localização de Grunis foi entregue à Ucrânia pelos informadores internos e que o seu quartel-general foi alvo de um ataque ucraniano de mísseis e drones após essa denúncia. 

É significativo que o antecessor de Grunis, o anterior comandante da 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados, Vyacheslav Makarov, também tenha sido morto num ataque de precisão contra o seu posto de comando em 2024. 

O comandante ucraniano Robert «Magyar» Broudi, divulgou o vídeo do momento em que o general russo Grunis foi morto no dia 12 de setembro de 2026:

Além disso, continuam a surgir os obituários dos militares russos liquidados no ataque ucraniano ao posto de comando em Donetsk, no dia 26 de agosto.

Faça click para ver e ler mais

Entre os mortos está Viktor Basenko (46 anos, patente militar desconhecida), o Chefe do Estado-Maior de Logística e Apoio do 25º Exército do exército russo.

domingo, abril 19, 2026

O catálogo dos traidores e das traidoras da Ucrânia

O projeto ucraniano Hochu k Svoim é uma plataforma inédita, que permite a troca dos colaboracionistas presos na Ucrânia, pela sua entrega à rússia, na condição de libertação reríproca dos civis ucranianos, detidos nos cativeiros e nas masmorras russas. 

Neste momento a base de dados já conta com 404 perfis de colaboracionistas condenados judicialmente na Ucrânia, que manifestaram, formalmente e por escrito, o seu desejo de serem entregues à rússia numa troca recíproca dos civis entre os dois países. Os perfis dos visados possuem um cronómetro que mostra o tempo que colaboracionista espera para ser trocado e ir para a rússia. 

Neste momento, Rita Kuksa é a que está à espera há menos tempo - 2 meses e 20 dias. Ela forneceu aos ocupantes russos as informações sobre a movimentação, deslocação e localização das tropas ucranianas na cidade de Selidove, na região de Donetsk. Nesta lista Hlib Manakov é um recordista, condenado por transmitir informações aos ocupantes russos sobre a localização de unidades das Forças Armadas da Ucrânia em Lysychansk, ele aguarda para ser deportado para a federação russa já 20 meses e 7 dias. 

As autoridades russas estão perfeitamente cientes do desejo de cada um destes colaboracionistas de ir à rússia. Mas Moscovo não tem pressa em trocar os seus agentes. Agora, descobertos e presos, interessam à rússia meramente como material descartável de propaganda. 

No entanto, este processo não está totalmente parado, até os meados de abril de 2026, os 70 colaboracionistas foram abrangidos pelo programa e foram trocadas com a rússia, no decorrer das habituais trocas dos POW, sob a condição de os civis ucranianos serem libertados do cativeiro russo. Os perfis curtos dos 34 traidores estão disponíveis no site do projeto. 

As culpas dos colaboracionistas obviamente não são iguais. Muitos deles foram detidos pela contrinteligência da secreta ucraniana SBU no decorrer de preparação ou de transporte de explosivos improvisados ou de tentativas, de fogo posto. Outros conseguiram cometer os seus crimes e foram descobertos posteriormente, outros ainda cometeram algum delito menor e se preparavam para algo mais sinistro, algo que envolvia os crimes de sangue. 

Do outro lado estão os ucranianos, que estando na Ucrânia resistiram aos ocupantes russos. Em muitos casos essa resistência era meramente pacífica: colocação de pafletos ou a mera vigilância. Muitos foram mortos nessa atividade, quase todos passaram pelas torturas, humilhações, todos o tipo de tratamento cruel e desumano. Nenhum ucraniano ou ucraniana estivaram presos na rússia ou nos territórios ocupados em condições dignas, iguais aos oferecidas pela Ucrânia, ao abrigo do senso comum e das convenções internacionais. No entanto, Ucrânia faz a questão de cumprir com as suas obrigações, também na esperança de poder salvar ao máximo, daqueles, que arriscaram tudo, para lutar pela Ucrânia livre, nos territórios sob ocupação russa.

Outro elemento importante e também inovador do programa, é a possibilidade, oferecida pela plataforma literalmente chamada «Quero me juntar aos Meus» de aderir à iniciativa no qualquer estágio do seu envolvimento na traição da Ucrânia. 

Por exemplo, uma pessoa está colaborar com serviços secretos russo, mas percebe, pelo meio, que é um caminho ao abismo e que após ser descoberto passará longos períodos da sua vida nas cadeias ucranianas. Pode e deve comunicar AQUI.

O mesmo se aplica aos cidadãos do bem, que não sendo colaboracionistas, simplesmente desconfiam ou sabem de alguém próximo que está a colaborar com o inimigo. Podem e devem escrever AQUI. 

Mesmo aqueles que não trairam Ucrânia efetivamente, mas que simplesmente não se sentem bem no país, que não possuem as afinidades suficientes com Ucrânia e que sonham de se mover à federação russa também podem aderir ao programa, se mudando para a rússia sem a necessidade de fazer a paragem obrigatória nas cadeias ucranianas. Basta escreverem AQUI. 

Caso contrário, ver-se-ao atrás das grades, condenados pelos demais ucranianos e abandonados pelos seus mentores e curadores russos, que lhes prometem as «montanhas de ouro» pela atividades que objetivamente prejudicam Ucrânia e colocam em perigo as vidas dos ucranianos. 

Visitando os colaboracionistas em casa 

A jornalista ucraniano-afegã, Ramina Eshakzai, visitou a colónia penal ucraniana, onde cumprem as suas pena as colaboracionistas que, no âmbito do projeto «Quero me juntar aos Meus», manifestaram o desejo de regressar à rússia, na condição de combinar com o regresso de cidadãos ucranianos mantidos em masmorras russas. 

Faça click para ver a reportagem no YouTube

A reportagem descreve as condições em que as colaboracionistas cumprem as suas penas, a sua rotina diária, a alimentação e o lazer. A jornalista falou com algumas destas reclusas. 

Quando o mal vence, mesmo que momentaneamente... 

Naturalmente, SBU e GUR MOU não são omnipresentes. O inimigo russo é cruel e engenhoso, os serviços secretos russos, geralmente a GRU, usa não apenas os seus agentes mais ou menos ideologicamente motivados, mas todo o tipo de pessoas vulneráveis: desempregados, toxicodependentes, ludómanos, aqueles que procuram o dinheiro rápido e fácil... 

No dia 18 de abril aconteceu um tirroteio nas ruas de Kyiv. O agressor abriu fogo sobre os transeuntes e, de seguida, entrincheirou-se num supermercado. Seis pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas. Entre os feridos está uma criança de 12 anos. O pai e a tia da criança ferida morreram. A sua mãe, inicialmente dada como morta, está viva. Na tarde de 19 de abril, oito vítimas, incluindo uma criança, permaneciam hospitalizadas. As autoridades ucranianas, nomeadamente a secreta SBU, está a investigar o ataque na presunção de se tratar de um atentado terrorista.

Aparentemente o estado da saúde mental do suspeito era claramente instável. Foi relatado que, antes de iniciar o atentado, ele incendiou o seu próprio apartamento.

O terroristo liquidado pela unidade especial KORD


 A arma do terrorista, uma carabina KelTec SUB2000, legal

Após cerca de 40 minutos de negociação, o atirador foi liquidado pela unidade KORD, as forças especiais da polícia nacional da Ucrânia. Os seus motivos ainda são desconhecidos, no decorrer das negociações o terrorista não fez nenhuma exigência. A Procuradoria-Geral da Ucrânia afirmou que o ataque foi cometido por um homem de 58 anos, natural de Moscovo. Segundo apurado pelos meios de comunicação social, o seu nome era Dmitri Vasilchenkov, nasceu em Moscovo, era cidadão da Ucrânia, antes de se mudar para Kyiv, viveu na cidade de Bakhmut, na região de Donetsk.

Neste momento estão sendo apuradas as informações sobre a verdadeira identidade do terrorista abatido. No enntanto os vizinhos dizem que este costumava seguir a retórica pró-russa e evitava comunicar com os moradores do prédio, onde vivia. Sabe-se que atirador mudou-se para Kyiv após o início da guerra na Donbas em 2014. O comportamento que coincide com o perfil de assim chamados agentes/células adormecidos, usados pelos serviços secretos russos desde os tempos da guerra fria. 

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sábado, janeiro 03, 2026

⚡️⚡️⚡️ O retrato do POW russo, capturado na Ucrânia pelas FAU

Compilando os resultados no final do 2025, o projeto ucraniano «Quero Viver» divulga as estatísticas abrangentes, baseadas em dados de mais de 10.000 militares russos capturados pelas FAU durante todo o período da invasão russa em grande escala, que começou em 24.02.2022. 

O número de russos que se renderam aumenta ano após ano. Em 2025, o número de militares russos capturados foi superior ao total de 2022 e 2023 juntos. Em média, de 60 a 90 militares pertencentes às forças armadas russas são feitos prisioneiros por semana, e em agosto de 2024, esse número chegou a 350 por semana. Desde junho de 2023, os militares russos têm sido capturados com mais frequência do que os militares ucranianos pela rússia. 

O maior número de POW russos foi capturado nos distritos de Pokrovsk e Bakhmut, na região de Donetsk, na região de Kursk e também no distrito de Pologovsk, na região de Zaporizhia. 

Em 2025, o número de mercenários estrangeiros, ao serviço da rússia, aumentou significativamente. A cada semana, aproximadamente 2 a 3 soldados do exército russo, que se são capturados pelas FAU revelam-se cidadãos de países terceiros. Em 2025, o número de estrangeiros capturados foi maior do que em todos os anos anteriores juntos. Atualmente, quase 7% de todos os prisioneiros de guerra na Ucrânia são mercenários estrangeiros, proveninentes de 40 países. 

O prisioneiro de guerra russo típico:

  • 83% – soldados rasos;
  • 13% – sargentos e sub-oficiais;
  • 1,4% – furrieis e sub-oficiais da marinha;
  • Quase 3% são oficiais júniores e superiores.

A patente mais alta entre os POW russos é coronel.

O mais jovem no momento da sua caputra tinha 18 anos, o mais velho, 65 anos. Aproximadamente 76% são militares sob contrato, incluindo os recrutados em prisões e membros da EMP. Mobilizados – cerca de 19%, quase 5% – recrutas via SMO. 24% dos prisioneiros relataram participação involuntária nessa guerra – foram enganados ou forçados a participar no conflito.

40% de todos os prisioneiros de guerra russos possuem antecedentes criminais. Os 5 principais crimes pelos quais os militares russos foram presos são:

  • Furtos – 35,1%,
  • Drogas – 18,5%,
  • Roubo e furto – 16,3%,
  • Lesões corporais graves – 8,3%,
  • Homicídios – 7,2%.

Apenas 7% de todos os prisioneiros de guerra estudaram numa universidade ou possuem ensino superior. 44% concluíram o ensino médio ou técnico, e 30% sequer concluíram o ensino médio. Várias dezenas de prisioneiros de guerra nem sequer frequentaram a escola. 

Antes da guerra, 38% estavam desempregados. 18% trabalhavam na construção civil, 11% eram motoristas e 7% mecânicos, soldadores e eletricistas. 6% trabalhavam na área de segurança e outros 6% no serviço público. 

36% são casados, 16% são divorciados, 13% são casados em regime de facto e 34% nunca se casaram. 46% têm filhos. 8% tinham três ou mais filhos, mas isso não lhes permitiu serem dispensados do exército russo. 

Centenas de pessoas foram capturadas com doenças como HIV/AIDS, Hepatite B e C, tuberculose, diabetes e doenças mentais como esquizofrenia. 

No total, pouco mais de 6.000 prisioneiros de guerra já foram devolvidos à rússia em trocas dos POW, 52% dos quais aconteceram em 2025. Sabe-se da morte ou desaparecimento de pelo menos 237 ex-POW russos que foram reenviados para a frente de batalha. Quatro soldados russos estão atualmente em cativeiro ucraniano pela segunda vez. 

Quem a rússia aceita em troca? A composição étnica dos russos trocados é marcadamente superior aos demais prisioneiros. Se entre os POW 66% são de etnia russa, então entre os trocados essa proporção sobe para 83%. Moradores de Moscovo/ou e da região metropolitana de Moscovo/ou, das regiões de Krasnodar e Perm, e da região de Rostov foram repatriados com mais frequência do que outros. Raramente são trocados os habitantes e naturais da Chuváchia, Udmúrtia, Calmúquia e da região de Sacalina. 

Primeiramente, o Ministério da Defesa russo se esforça para repatriar aqueles que não estão gravemente feridos e que passaram pouco tempo em cativeiro: 28% dos trocados estiveram em cativeiro por menos de três meses. Outros 40% estiveram em cativeiro entre quatro e nove meses. Entre aqueles que estiveram em cativeiro por mais de um ano, apenas 22% foram aceites em troca pela rússia. 

Quanto aos cidadãos estrangeiros, a rússia não demonstra quase nenhum interesse na sua repatriação e não os solicita para serem incluídos nas trocas. 

Neste momento, milhares de POW russos permanecem presos na Ucrânia, entre eles aqueles que foram capturados nos primeiros dias da invasão, recrutas de Kursk, feridos e doentes. O lado russo recusa-se, pelo quarto ano consecutivo, a devolvê-los aos seus países de origem, no âmbito da promessa de «todos por todos». 

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domingo, novembro 16, 2025

Crimes de guerra russos: desde Kyiv à Soledar e Bakhmut

Um azeri de Kyiv, Ravshan Taghiev, dirigiu-se ao público russo, mostrando as consequências de mais um ataque aéreo russo, que atingiu os prédios residenciais e à embaixada do Azerbaijão na capital da Ucrânia.

«Vejam o que o vosso governo fascista está fazendo!», desabafa o empresário.

Um ocupante russo, natural de Bakhmut, inspeciona a sua cidade natal após a «libertação». Agora as coisas melhoraram na cidade, não como na época da «opressora» Ucrânia... É de recordar, que a cidade de Bakhmut foi capurada pelas forças russas em maio de 2023. 

O dono da EMP Wagner, ainda vivo Evgeny Prigozhin confessou, que na batalha de Bakhmut somente as suas forças tiveram 22.000 baixas mortais e cerca de 40.000 feridos. Isso é, tendo em conta que em 10 anos da sua guerra colonial no Afeganistão, a União Soviética perdeu cerca de 15.500 militares mortos.

A fábrica alemã de construção civil KNAUF na cidade de Soledar. Em 2022, na Ucrânia livre, a fábrica empregava milhares de pessoas. Após a sua destruição pelos ocupantes russos, a fábrica se deslocalizou à Ucrânia ocidental, à cidade de Borshchiv, onde foram investidos 150 milhões de euros numa nova unidade fabril.

É de recordar, que a cidade de Soledar foi totalmente tomada pelas forças russas de ocupação em 16 de janeiro de 2023. Desde aquela data a fábrica antiga está simplesmente destruída e abandonada pelos «libertadores» russos.

Realmente, os ocupantes russos conseguiram importar a destruição e desgraça...

Sejamos claros: estes são crimes de guerra

O Ministro dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prevot, classificou os ataques russos à infraestrutura civil da Ucrânia como crimes de guerra. 

«Sejamos claros: estes são crimes de guerra. Fazem parte de uma estratégia sistemática destinada a minar o moral do povo ucraniano. A Bélgica condena veementemente e de forma clara a onda de ataques russos em massa que atingiu a Ucrânia nas últimas semanas». 

Fonte: TG @kazansky2017

sábado, julho 26, 2025

A guerra russa na Ucrânia em fotografias de russa Victoria Ivleva

Bakhmut, fevereiro de 2023. Foto: Victoria Ivleva

Victoria Ivleva é uma fotógrafa, jornalista e voluntária russa. Ingressou na agenda ucraniana muito antes de 2022, tendo viajado por toda a Ucrânia, de leste a oeste, imediatamente após a vitória de Maydan, em março-abril de 2014. 

Exumação em Bucha, retirada do corpo da vala comum no pátio da Igreja de Santo André.
11 de abril de 2022. Foto: Victoria Ivleva

Bakhmut, fevereiro de 2023. Foto: Victoria Ivleva

Bakhmut, fevereiro de 2023. Foto: Victoria Ivleva

Kherson, outono de 2022. Incêndio após bombardeamento russo. Foto: Victoria Ivleva

Izyum, setembro de 2022, uma menina com o pai a ir buscar ajuda humanitária. Foto: Victoria Ivleva

Na foto, Svetlana Ohulyk e o seu filho de 11 anos, Kirill, no que restou da sua casa após o bombardeamento russo, Ucrânia, região de Kherson, aldeia de Davydiv Brod, setembro de 2023.
Foto: Victoria Ivleva

Ucrânia, região de Kherson, aldeia de Sadove. Destruição causada pela explosão russa
de barragem de Kakhovka em junho de 2023. Foto: Victoria Ivleva

O resultado foi o livro «Mandrivka, ou a Viagem de um Verme do Facebook pela Ucrânia» – fotografias, textos e entrevistas. No verão do mesmo ano, Ivleva participou na evacuação de civis de Slavyansk, capturado pelos [terroristas russos] do destacamento de Igor Girkin. Victoria participou e organizou piquetes em Moscovo contra a guerra com a Ucrânia, em apoio de Oleg Sentsov (o cineasta da Crimeia que resistiu à anexação da península) e de outros presos políticos ucranianos. Em 2019-2020, a sua casa transformou-se num quartel-general, onde recolhiam encomendas para o centro de detenção preventiva de Lefortovo, destinado aos 24 marinheiros ucranianos detidos ilegalmente por guardas fronteiriços russos no Estreito de Kerch.

Nascimento da Ucrânia, 17/03/2016. Kharkiv, 00:53. Foto: Victoria Ivleva
 
Izyum, Exumação no Cemitério local. Setembro de 2022. Foto: Victoria Ivleva

Região de Kyiv. Estrada para Irpin. 29 de abril de 2022. Foto: Victoria Ivleva

22 de abril de 2022. Kharkiv, rua Kosmonavtov, 2. Foto: Victoria Ivleva

Kyiv, 12 de maio de 2025. Tetiana Kovtun, ucraniana de Berislav,
nas vésperas da sua partida para a Noruega. Foto: Victoria Ivleva

Chernihiv, 25.05.2025. Durante a troca dos POW uma ucraniana com a filha pequena vê o marido, corre ter com ele. Os três estão a chorar. Ela diz-lhe, entre soluços: «Obrigada por resistir!»
Foto: Victoria Ivleva

Campo dos POW. Um POW russo com os dedos das mãos e dos pés amputados. Foto: Victoria Ivleva.

Nos meios de comunicação social e na sua página de Facebook, Ivleva tentou transmitir aos seus subscritores informações sobre os crimes de guerra cometidos por russos na Ucrânia. Ficou indignada ao ver que quase ninguém na rússia reparou na agressão militar contra um país vizinho pacífico. 

Quando a invasão em grande escala começou, a fotógrafa partiu para Kyiv. 

Ver mais fotos AQUI e AQUI.

sábado, fevereiro 22, 2025

3º aniversário da invasão russa: heroísmo da Ucrânia e conquistas no campo de batalha

No terceiro aniversário da invasão russa em grande escala, Ucrânia continua a manter a sua posição e a infligir graves perdas à federação russa. Apesar da falta de recursos, as Forças Armadas da Ucrânia demonstram resiliência, desenvoltura e destreza em combate.

A rússia já sofreu uma derrota estratégica: não conseguiu destruir a Ucrânia. Os militares ucranianos provaram que conseguem derrotar a rússia.

Ucrânia deteve o exército russo, que em 2022 era considerado «o segundo do mundo». As contra-ofensivas nas regiões de Kharkiv e Kherson em 2022 tornaram-se um avanço estratégico. O esgotamento das forças russas em Bakhmut, Avdiivka e Kupyansk em 2023-2024 mostrou a eficácia da defesa das Forças Armadas da Ucrânia.

A iniciativa militar é mantida – mesmo em condições difíceis. As tropas ucranianas continuam a atacar instalações de retaguarda russas, atingindo bases, armazéns e quartéis-generais inimigos.

Os militares ucranianos adaptam-se às mudanças no campo de batalha mais rapidamente do que os russos. A utilização de drones FPV permite destruir eficazmente o equipamento inimigo, mesmo quando há escassez de projéteis.

Os ataques ucranianos destruíram parte da frota russa do Mar Negro, tornando-a incapaz de combater. O regresso do controlo sobre as rotas marítimas permitiu que as exportações de cereais fossem retomadas sem a «permissão» do Kremlin. A federação russa já não pode dominar o Mar Negro – este é um sucesso estratégico para Ucrânia.

Repelir os ataques russos é uma vitória fundamental em 2024-2025. Os militares ucranianos impediram ataques russos maciços perto de Pokrovsk e Kupyansk, o que impediu a federação russa de avançar significativamente mais. O sucesso das operações defensivas ucranianas significa que, mesmo com menos recursos, a Ucrânia pode infligir pesadas perdas à federação russa.

A desocupação da Crimeia já não é uma fantasia. Ucrânia continua a atacar instalações militares na Crimeia, destruindo armazéns, defesas aéreas e aeronaves inimigas. As perdas russas no Mar Negro significam que a Crimeia está a tornar-se cada vez mais vulnerável. A federação russa já não se pode sentir segura nos territórios temporariamente ocupados (TOT) da Ucrânia.

A resistência ucraniana está operar ativamente no TOT, em particular em Melitopol, Berdyansk, Luhansk e Crimeia. Os ataques aos colaboradores russos minam o controlo da federação russa sobre os territórios ocupados. O movimento de resistência demonstra: mesmo nas condições mais difíceis, os ucranianos não desistem.

Durante os três anos de guerra, a rússia perdeu mais de 800.000 soldados (KIA, MIA, feridos). Mais de 6.000 tanques e veículos blindados, dezenas de navios e até 1 submarino foram destruídos. O ritmo de mobilização na federação russa mostra que o exército está a ser esgotado, e isso é mérito das Forças Armadas da Ucrânia.

As táticas de combate ucranianas estão a mudar as regras da guerra. O uso de drones, reconhecimento em tempo real e mapas de combate digitais tornou-se o padrão da guerra moderna. Os inventores ucranianos estão a desenvolver novas tecnologias que ajudam a derrotar o inimigo. O exército ucraniano está a tornar-se um dos mais fortes do mundo, integrando-se de facto na NATO.

O espírito ucraniano é a principal arma contra a rússia. Mesmo nos momentos mais difíceis, a Ucrânia não perdeu a fé na vitória. O movimento voluntário continua a ajudar o exército, apoiando a frente e a retaguarda.

quinta-feira, julho 27, 2023

A destruição russa da cultura islâmica da Ucrânia

O Centro cultural islâmico «Bislillah» na cidade ucraniana de Siverodonetsk, antes e depois da chegada dos ocupantes russos e da aplicação na prática da sua doutrina do «mundo russo».



O centro foi inaugurado em 2019. Em 2022 foi destruído pelo exército russo durante o assalto à cidade. Moradores locais se esconderam no prédio, que vieram tirar água do poço. 25 civis ucranianos morreram no local.

Bónus

A cidade de Bakhmut era uma bela cidade ucraniana na qual viviam pouco mais de 70 mil pessoas. Isso foi antes de os russos a «libertarem». Agora é uma cidade fantasma, uma cidade - campo de batalha. Foi isso que os ocupantes russos conseguiram capturar em um ano, à custa de um número absolutamente louco de russos mortos.



terça-feira, julho 25, 2023

Voluntários que salvam vidas na linha da frente na Ucrânia

Voluntário britânico Ignatius Ivlev-Yorke está evacuando civis ucranianos da linha de frente na Ucrânia há mais de um ano, trabalhando nos lugares mais perigosos de Donbas - Soledar, Bakhmut, Chasiv Yar.
Durante esse tempo, trabalhando com várias pessoas incríveis, evacuou mais de 3.000 civis. Nos últimos seis meses, tem trabalhado com a sua própria equipa/e - composta por Yaro, Oleg, Michael e Artem.

Charles @charlesvillaa juntou-se à sua equipa/e por duas semanas em março de 2023 e gravou um documentário em duas partes, cuja primeira parte você pode assistir agora no YouTube. Ele foi a todos os lugares, correndo exatamente os mesmos riscos, para fazer jus à história do povo da Ucrânia, que tem que enfrentar a bárbara invasão russa e lutar pela liberdade do mundo enquanto ele assiste.

Glória à Ucrânia!

quinta-feira, julho 20, 2023

«Wagner» revela o nível das suas perdas na Ucrânia

O membro do Conselho de Comandantes da EMP «Wagner», o chefe do seu estado-maior, nom de guerre «Marx», anunciou o número de mercenários russos mortos e feridos ao serviço do grupo na guerra contra Ucrânia.

Não sei dizer de onde veio (o número) dos 33.000 pessoas que (alegadamente) assinaram com o MoD. Aqui está a matemática real. No total, pela missão na Ucrânia passaram 78 mil combatentes da EMP «Wagner». Destes, 49 mil foram presos (recrutados) nas cadeias. No momento da captura de Bakhmut (20 de maio de 2023), 22 mil combatentes foram mortos, 40 mil feridos. 25 mil eram vivos e saudáveis, mais os feridos que estão sendo tratados. Destes, até 10 mil já partiram e estão partindo para a Belarus. 15.000 estão de férias. De que forma foram formados os 33 mil que foram para o exército eu não tenho conhecimento. Se todos os mortos e os que saíram de férias assinaram contratos, isso é possível. Não se pode discutir isso, escreve o TG canal afiliado com Evgeny Prigozhin.

O que se sabe sobre «Marx»: possui duas medalhas «Pela Bravura», duas ordens militares «Pela Coragem», ordens «Por Mérito à Pátria» de 4º e 3º graus.

O número de 33.000

O deputado estadual da Duma, ex-comandante das Forças Aerotransportadas, coronel-general Vladimir Shamanov, disse em entrevista à Radiotochka NSN que mais de 30.000 combatentes Wagner PMC assinaram contratos com o Ministério da Defesa da Rússia.

“Segundo as minhas informações, aproximadamente 32-33 mil wagneristas assinaram contratos com o Ministério da Defesa, e de 7 a 10 mil estão com Prigozhin. Isso cria um campo de reflexão para as lideranças do país e das Forças Armadas”, disse Shamanov.

O futuro dos prisioneiros

EMP «Wagner» libertou todos os condenados-mercenários - agora eles estão descansando em hotéis na região russa da Anapa aguardando o induto/perdão estatal/presidencial russo.

“Levaram todos para Anapa antes do fim do contrato, não os vão deixar sair antes, no mesmo dia. Todo o projeto «K» foi fechado [como Wagner chama o recrutamento nas cadeias]”, escreveu um representante da «Wagner» em um dos chats fechados.

Cerca de 400 pessoas ex-prisioneiros, estão descansando em hotéis na vila de Vityazevo, esperando serem mandados para casa até 29 de julho. Formalmente, os condenados não podem deixar os hotéis até que o indulto seja concedido, mas alguns ainda conseguem: vendem as suas medalhas ou as penhoram e se embebedam.

Após o induto, os ex-prisioneiros poderão escolher: ir para a Belarus ou África ou ficar em casa...

Blogueiro

Toda a situação se lembra muito bastante o filme soviético «O Verão Frio de 1953», ambientado no induto massificado que regime soviético deu aos prisioneiros comuns, considerados, pela ideologia comunista da época como «socialmente próximos», ao contrário dos prisioneiros políticos, vistos como «inimigos do povo». 


quarta-feira, julho 05, 2023

🔥Ucrânia liberta Klishchiivka perto de Bakhmut

A bela imagem mística na explosão do paiol russo em Makiivka
Os blogueiros militares russos relatam que as Forças Armadas da Ucrânia libertaram a vila de Klishchiivka perto de Bakhmut. Agora a cidade está sob o fogo das Forças Armadas da Ucrânia.
Klishchiivka no mapa regional

A propósito, antes da captura de Bakhmut, os ocupantes russos também capturaram Klishchiivka, dado que a vila está situada nas colinas, que permitem manter sob o fogo a cidade de Bakhmut.

FAU alvejaram a sede dos ocupantes russos em Volnovakha

Assim, de acordo com os propagandistas russos, detonou o «centro hospitalar» de Makiivka, após ser alvejado pelas FAU. Efetivamente o paracetamol e as aspirinas tem bastante força explosiva )))

De fato, atingir um gordo depósito de munição na área em construção

As FAU também alvejaram, com muito sucesso, o paiol e/ou os depósitos petrolíferos russos em Makiivka, onde os ocupantes mantinham mísseis «Vikhr» (Vortex) e mísseis antitanque. Paiol foi destruído.



A base petrolífera em Makiivka ocupada


A operação militar bem-sucedida das FAU em Klishchiivka é muito importante. Os ocupantes russos usaram muitas reservas lá, que foram capturadas ou aniquiladas pelos ucranianos. É de notar que os reservistas russos são, na sua maioria, os cidadãos mobilizados com mais de 45 anos e com pouco ou nenhum treino. Os blogueiros militares russos sustentam que a sinistralidade deles é simplesmente monstruosa 🥳

sexta-feira, maio 19, 2023

Donbas ucraniano: entre a «libertação» imaginária e o genocídio real

É assim que decorre o genocídio de Donbas, evocado constantemente pela propaganda russa. Genocídio que começou exatamente com a chegada do exército russo de ocupação.



Graças ao ajuda desinteressada russa, as cidades de Donbas hoje são bem habitáveis, não como na época da Ucrânia!









Tudo o que resta de Mariinka. TG @kazansky2017

Em Horlivka ocupada, não há ninguém para apanhar/pegar os animais vadios de rua, já que os funcionários da empresa municipal, contratados para fazer isso, foram apanhados/pegos, eles próprios, nos locais públicos, no meio da rua, mobilizados e enviados para morrer em carnificinas diárias da linha da frente...

Os técnicos da unidade canina foram também foram apanhados/pegos