quinta-feira, agosto 20, 2026

Museu Memorial dos Mártires do Terror Vermelho em Addis Ababa

Póster da propaganda comunista etíope. Fonte: Wikipédia

Tour virtual pelo Museu Memorial dos Mártires do Terror Vermelho em Addis Ababa, na Etiópia. País africano, que apostou na construção do «socialismo africano» durante um longo período, de 1974 a 1991, com o apoio da URSS e da China, enquanto o país era governado pelo brutal ditador Mengistu Haile Mariam.


Intelectuais como primeiras vítimas

Torturas típicas usadas pela junta comunista Derg

Paradas militares, fome e mortes

Presidente de uma junta político-militar marxista-leninista, Haile Mariam, decidiu transformar a Etiópia profundamente agrária num centro africano de indústria e ciência, muito influenciado pelo marxismo militarista de Ceaușescu e Pol Pot, com a sua colectivização forçada e a supressão até mais pequena dissidência política. Durante o seu regime, e no decorrer do Terror Vermelho morreram entre 1,5 e 2 milhões de pessoas, e o país afundou-se na fome e na pobreza absoluta.


As pertenças de vítimas, imagem muito semelhante aos campos de concentração nazis


Restos mortais de inúmeras vítimas

Com o apoio militar soviético, Haile Mariam conseguiu criar o maior exército de África, com milhares dos mais modernos tanques soviéticos e a força aérea mais poderosa do continente. No entanto, este vasto exército de pobretonas revelou-se incapaz de vencer os rebeldes na Eritreia, que não só derrotaram as tropas etíopes através de tácticas de guerrilha, como também apreenderam uma enorme quantidade de equipamentos militares. A perda da Eritreia, juntamente com a perda do acesso ao mar, para além da devastação e da fome, levaram à revolução. O ditador foi deposto e fugiu para o Zimbabué para se juntar ao seu amigo Robert Mugabe, e onde, aparentemente, vive até hoje.

Faces dos etíopes mortos no decorrer do terror vermelho

A famosa foto (à esquerda) do Haile Mariam à atirrar uma garrafa de sangue a multidão. 1.04.1977 

Fotos e texto: Alexander Lapshin

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