segunda-feira, julho 12, 2021

Putin escreve sobre Ucrânia apoiando agressão territorial e fascismo

A página oficial do Kremlin publicou um artigo assinado pelo Vladimir Putin sobre Ucrânia e em língua ucraniana. O texto tenta justificar, indirectamente, a ocupação da Crimeia, mas não passa de apologia à pura agressão territorial e do fascismo.

Putin começa a ficar confuso quase imediatamente. O presidente russo escreve que “russos e ucranianos são um só povo, um todo”, o que naturalmente não é a verdade. Mas olhando para o exemplo coreano, onde realmente um povo se dividiu/foi dividido em dois países, a reunificação hipotética num único país sob a liderança comunista do norte apenas criaria mais desgraças, tragédias e mortes em larga escala. Ou seja, qualquer proximidade hipotética não pode servir de pretexto para a destruição de uma nação e a sua subjugação por nações vizinhas na base da sua crença de ser “o mesmo povo”. 

O resto do artigo basicamente é uma recontagem chata e cinzenta do livro de história soviética, cheia de mentiras e manipulação, mas há nele uma parte à assinalar: 

Querem criar seu próprio Estado? Sejam bem-vindos! Mas em que termos? Quero recordar aqui a avaliação feita por uma das mais brilhantes figuras políticas da nova Rússia, o primeiro prefeito de São Petersburgo, A. Sobchak. Advogado de grande profissionalismo, acreditava que qualquer decisão devia ser legítima, pelo que em 1992 exprimiu a seguinte opinião: as repúblicas fundadoras da União, depois de terem elas próprias anulado o Tratado de 1922, deviam regressar aos limites em que aderiram à União. Todas as demais aquisições territoriais são assunto de discussão, de negociação, porque a base foi cancelada”. 

É claro que, desta forma, Putin está tentando justificar a anexação e ocupação da Crimeia. Existe apenas uma pequena nuance. Realmente, em 1922, Ucrânia fazia parte da URSS sem a Crimeia (fruto de uma anexação e ocupação via força militar pela Rússia bolchevique), mas com Taganrog, Kamensk, Gukovo e uma parte significativa da atual região de Rostov (ver no mapa). Esse território fazia parte da província de Donetsk do Ucrânia Soviética e foi transferido para a Rússia Soviética apenas em 1924. 

E se o “grande historiador” decidiu recordar as fronteiras de 1922, então que ele devolvesse à Ucrânia a região de Taganrog (a cidade natal do escritor Mikhail Chekov) com cidades de Shakhty e Novoshakhtinsk. 

Bem, em geral, é claro, todo esse resmungo senil e ofendido sobre o fa(c)to de que há 30 anos algo “não foi dividido corretamente”, hoje não faz nenhum sentido. Ucrânia possui o reconhecimento internacional dentro das suas fronteiras com traço de 1991. E quaisquer reivindicações territoriais apresentadas a Ucrânia hoje não passam de pura agressão e fascismo (por Denis Kazansky).

Independentemente da autenticidade ou inventividade da atribuída ao Anatoly Sobchak, o passado histórico dos séculos passados não pode servir de base para exigências territoriais aos países vizinhos. Afinal, a Rússia assinou todos os tratados de reconhecimento das fronteiras ucranianas após o colapso da URSS.

sábado, julho 10, 2021

A saga histórica ucraniana “E haverá gente”

A mini série histórica ucraniana está disponível no YouTube, com 12 episódios, que contam as histórias dramáticas da Ucrânia e dos ucranianos que se passam na região de Poltava, entre 1901 e 1932.

Não recomendamos aos menores de 18 anos, porque tem muitas cenas de violência, mostra desde o período czarista, passando pelo golpe bolchevique de 1917 e as ondas do terror comunista, até o Holodomor de 1932-33. 

Foi um período extremamente conturbado e dramático da história da Ucrânia, a situação mostrada na série explica os motivos da saída em massa dos imigrantes e, possivelmente, a tristeza sentida por todos os que deixaram o seu país natal, para nunca mais o ver. E a tragédia dos que optaram por ficar, passando por repressões comunistas, expurgos, Holodomor e todos os outros horrores que se abateram sobre Ucrânia. Vale a pena para quem gosta de história e cultura ucraniana e das tradições que a emigração ucraniana trouxe ao Brasil e ao Paraná. 

A série está em ucraniano e só tem a opção de legenda em inglês, mas dá para colocar a tradução da legenda de cada episódio para português. 

Ver a série no YouTube:

segunda-feira, junho 14, 2021

Oksana Sowiak: a diva alemã de origem ucraniana

Oksana Sowiak é uma cantora alemã de origem ucraniana. Estudou música e canto nos EUA e na Alemanha. Canta em ucraniano, alemão, polaco/polonês e iídiche (clássico, jazz, folclore judaico e ucraniano, chançon alemã).

Ela atuou com pianistas e guitarristas famosos, e tem sido convidada frequente na rádio e televisão dos Estados Unidos e da Europa. Gravou 7 discos LP e muitos CDs. Um dos discos é inteiramente em ucraniano (fonte).

sábado, junho 12, 2021

As histórias russas da “gestapo de Luhansk”

Cidadão russo Andrey Kozlov decidiu em 2014 que precisava urgentemente ir à Ucrânia para matar os ucranianos. Ele veio à Donbas e se juntou ao bando ilegal armado “batalhão Prizrak” para libertar o leste da Ucrânia das reformas e dos salários ucranianos. 

Como qualquer miliciano, Andrei Kozlov acreditava plenamente que teria poder indivisível de prender os residentes de Donbas nas masmorras e se apoderar dos seus bens móveis e imóveis. Mas algo deu para torto e em 2015 Andrei Kozlov foi colocado numa das masmorras separatistas. 

Ele foi libertado 6 anos depois, na primavera de 2021. Recentemente, Kozlov deu uma entrevista ao canal estalinista russo na qual falou sobre sua permanência nas masmorras dos seus camaradas de armas na luta pelo mundo russo. Ele chama a prisão da “lnr” em Luhansk de “a gestapo de Luhansk”. Conta em pormenores como ali os prisioneiros são constantemente espancados e torturados. O próprio Kozlov, segundo ele, teve seu fígado danificado e várias costelas esmagadas, por isso duas costelas tiveram que ser removidas. As terras de Luhansk revelaram-se inóspitas para este defensor do “mundo russo”. 

Ver os trechos selecionados da entrevista: 

É importante coletar e preservar as histórias de Donbas. Porque pois quando os ucranianos contam sobre os horrores e atrocidades russo-separatistas existe a tendência russa de declara que tudo isso é farsa e propaganda. Mas a história de um cidadão russo que lutou pela “novaróssia” não pode ser atribuída à propaganda ucraniana. Esta é a terrível verdade sobre o que as são “repúblicas populares” do leste da Ucrânia. E o mundo inteiro merece saber a verdade.

sexta-feira, junho 04, 2021

Salvador do Umberto Nobile foi fuzilado pelo NKVD

O rádio-amador soviético, Nikolai Schmidt, que em junho de 1928 captou o sinal SOS da expedição italiana do Umberto Nobile foi preso e torturado pelo NKVD, levando ao extremo pelos carrascos soviéticos: “o acusado, provocando a investigação, cortou as veias, fingindo a [sua] inocência...”

Na tarde de 3 de junho de 1928, usando um receptor amador, Nikolai Schmidt, ouviu e apontou, entre barulho e ruídos, no seu diário retalhos de frases de rádio em esperanto: “ITALI ... NOBILI ... FRAN ... SOS SOS SOS ... TERRI TENO EHH”. 

O SOS, uma semana após o desastre, foi transmitido do local da queda do dirigível do Umberto Nobile pelo operador de rádio da sua expedição Giuseppe Biagi (através de um rádio HF de emergência, que milagrosamente sobreviveu após a queda do dirigível). A eficácia das transmissões da rádio Giuseppe (indicativo da expedição – IGJ) foi muito baixa devido à localização baixa da antena e as rádios profissionais que seguiam a expedição não as receberam. Esta circunstância levou as organizações oficiais a acreditarem que buscas da expedição já não faziam sentido. 

Imediatamente, toda a imprensa estrangeira começou a escrever sobre “...um jovem radioamador que vivia em algum lugar perto de Arkhangelsk e foi capaz de receber sinais de socorro da expedição de U. Nobile a um receptor caseiro”. 

Descrevendo a habilidade e conhecimentos dos rádios amadores soviéticos, um dos organizadores do movimento dos radioamadores na URSS, Innokenty Khalepsky (fuzilado em 1938) declarava: “A jovem engenharia de rádio soviética tem grandes perspectivas no desenvolvimento e aplicação de ondas curtas. Conseguimos passar de forma brilhante no exame diante de todo o mundo radiotelegráfico!” 

Nikolai Schmidt trabalhou numa instituição de construção e no departamento de rádio do Departamento de Comunicações do Uzbequistão – ele fabricava e instalava os transmissores HF de 150 em várias cidades daquela república soviética. 

Em dezembro de 1941 ele foi preso pelo NKVD e executado em agosto de 1942. Extrato do seu processo: “Em 28 de dezembro de 1941, o acusado, provocando a investigação, abriu as veias, fingindo a [sua] inocência...” 

Fonte

segunda-feira, maio 31, 2021

Congressista republicano que denunciou o Holodomor na Ucrânia

No dia 28 de maio de 1934 o congressista republicano Hamilton Fish III, apresentou ao Congresso norte-americano o anteprojecto  №399, que condenava o regime comunista soviético por causa da fome artificial (Holodomor) de 1932-1933 na Ucrânia. 

O documento expressava as condolências aos ucranianos em nome da nação americana e apelava à liderança soviética para fornecer ajuda alimentar aos famintos. Infelizmente, a resolução de Fish III nunca foi posta a votação, dada a situação política (os Estados Unidos buscaram cooperar com a URSS e apoiaram sua adesão à Liga das Nações). 

Hamilton Fish III nasceu em 7 de dezembro de 1888, em uma família de políticos e funcionários do governo. O seu pai, Hamilton Fish II, também foi congressista, e seu avô – Hamilton Fish – Secretário de Estado (1869 - 1877). Não surpreendentemente, Hamilton Fish III continuou essa tradição, trabalhando no Capitólio, sendo eleito como congressista pelo estado de Nova Iorque entre 1920-1945. A propósito, ele viveu 103 anos e em 1990 estabeleceu um recorde, tornando-se o mais antigo ou atual Congressista dos Estados Unidos. 

Hamilton Fish III morreu em 18 de janeiro de 1991, quase conseguindo presenciar o colapso da URSS e a proclamação da independência da Ucrânia. 

Foto © Edmonston Studio, Washington D.C.

terça-feira, maio 25, 2021

Belarus: condenada pelo Hamas e pela comunidade internacional

Por ordem de ditador Lukashenka, um avião comercial da Ryanair foi desviado da sua rota Atenas-Vilnius sob pretexto de uma bomba à bordo e com auxílio da aviação militar. Tudo para deter e torturar um blogueiro. 

A bordo estava Roman Protasevich, fundador e ex-editor-chefe do canal de informação NEXTA. Este canal desempenhou um papel importante nos protestos belarusos em 2020 – coordenou os protestos e documentava os crimes e violações dos direitos humanos perpetuados pelas autoridades. Em resultado do desvio do avião, o KGB de Belarus deteve Roman Protasevich e a sua namorada Sofia Sapega. O regime abriu um processo criminal contra blogueiro, o ditador Lukashenka odeia-o pessoalmente e pode ser condenado à pena de morte.

Roman Protasevich

As autoridades belarusas chamam o jornalista Roman Protasevich de “terrorista” por suas publicações na Internet, mas nenhum outro país ou a Interpol reconheceu essas acusações. Protasevich estava voando de um país da União Europeia para outro, quando as autoridades belarusas coagiram os pilotos da Ryanair, usando a força militar, obrigando o avião a pousar em Minsk, especificamente para deter Protasevich e a sua namorada. Sofia Sapega foi coagida à “confessar” que também era editora de uma outra página da Internet, “O Livro Negro da Belarus” e foi detida, por dois meses, na cadeia do KGB em Minsk. O seu advogado assinou o termo de “não-divulgação”. Dessa forma o regime de Belarus mantém e silencia uma refém, para garantir as confissões necessárias do jornalista e blogueiro, prestados ao KGB. 

Sofia Sapega detida pelo KGB da Belarus

Roman Protasevich não teve acesso ao advogado. Três dias após a sua detenção as autoridades belarusas publicaram um vídeo seu, onde ele diz “estar bem” na cadeia de Minsk, afiança que “esta sendo tratado segundo a lei” e que “está colaborar com as autoridades”. No vídeo jornalista exibe o nariz quebrado, traços de espancamento na face, o rosto inchado e marcado.

Roman Protasevich detido pelo KGB da Belarus
Os líderes europeus, numa reunião de emergência do Conselho Europeu, anunciaram na segunda-feira que vão agravar as sanções ao regime belaruso e proibir aviões da Belarus de voarem em espaço aéreo europeu. Várias companhias aéreas europeias: Ryanair, alemã Lufthansa, polaca LOT ou a francesa Air France, anunciaram que vão suspender os voos para Minsk. A Grã-Bretanha e Ucrânia também fecharam os céus dos seus países aos aviões que sobrevoam o espaço aéreo da Belarus. 

Por último, o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, citado pela Aljazeera disse que o grupo “não tem absolutamente nada” à ver com o caso: “Não recorremos a esses métodos, que podem ser feitos de algumas partes suspeitas que visam demonizar o Hamas e frustrar o estado de simpatia mundial com nosso povo palestino e sua resistência legítima”, disse o porta-voz do Hamas”.

sexta-feira, maio 21, 2021

Os segredos do funcionamento do “Sistema de Crédito Social” na China

Na China, entrou em vigor o primeiro Código Civil do país, que consagra o chamado “Sistema de Crédito Social”, que avalia e analisa a vida de um cidadão comum por cerca de 160 mil parâmetros diferentes, vindas de 142 instituições. 

A essência da ideia dos especialistas chineses era uma proposta de dotar os habitantes da cidade condicional N com um certo número de pontos. Este número inicial, que garantia condições de partida iguais para todos os residentes, podia aumentar ou diminuir, dependendo do que a “carteira” do proprietário fizesse de útil ou prejudicial. 

Agora, cada cidadão tem uma classificação inicial de 1000 pontos. Um único centro de informação analisa cada um dos 160 mil parâmetros diferentes de 142 instituições. Se a classificação for superior a 1050 pontos, você é um cidadão exemplar e está classificado com o índice AAA. A partir de 1000 pontos você pode contar com A +, e de 900 – com B. 

Se a classificação cair abaixo de 849, você já é um portador suspeito da categoria C, que pode facilmente ser demitido de estruturas estaduais e municipais. Quem tem 599 pontos ou menos se enquadra no grupo D, que é comparável à “lista negra”, pois não serão contratados nem mesmo como taxistas. 

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Pessoas com classificação D não conseguem um emprego normal, não recebem empréstimos, não podem comprar passagens para transporte [principalmente avião e TGV] e podem até ter o aluguer/l de bicicletas negado. Para efeito de comparação, uma pessoa com classificação A + receberá uma bicicleta gratuitamente e poderá andar nela por mais meia hora sem pagar. Uma pessoa com uma classificação média de C pode alugar uma bicicleta apenas com uma fiança de 200 yuans [cerca de 31 USD]. 

A maioria dos cidadãos tem medo até de falar com pessoas da categoria D, porque alguém pode informar as autoridades sobre a comunicação com uma pessoa da “lista negra” e sua classificação pode ser rebaixada. Uma avaliação baixa também levará à censura pública e ao ridículo: a divulgação dos nomes dos culpados até a divulgação pessoal de amigos, colegas e parentes. 

Com o novo código, os chineses receberão pontos por: 

·         participar em atividades de caridade,

·         cuidar de familiares idosos;

·         manter boas relações com os vizinhos e ajudar os pobres;

·         doar sangue;

·         apoiando o seu governo nas redes sociais [dessa forma o governo comunista chinês obtém um verdadeiro exército de bots à custo zero];

·         ter um bom histórico de crédito financeiro;

·         cometendo qualquer a(c)to heroico.

·         etc. 

Os cidadãos perdem pontos por: 

·         violar as regras de trânsito;

·         participar num protesto contra as autoridades e postar mensagens antigovernamentais nas redes sociais [automaticamente o governo corta toda e qualquer participação democrática do cidadão no destino do seu país];

·         cuidado de forma insatisfatória os seus ais idosos;

·         espalhar boatos e falsificações na Internet [nos países comunistas habitualmente qualquer informação desfavorável ao governo é automaticamente classificada de boato e falsificação];

·         pedir desculpas não-sinceras pelas ofensas cometidas [no passado, em vários países comunistas os cidadão eram obrigados às secções da autocrítica pública ou, por exemplo, renunciar, publicamente, aos seus familiares e parentes, desde o momento que estes sejam considerados inimigos do povo];

·         envolver-se em atividades sectárias [nos países comunistas, muito habitualmente, qualquer igreja ou fé religiosa é/era considerada como “seita” e os seus membros presos e perseguidos] e trapacear em jogos online.

·         etc. 

Fonte 

Blogueiro: por um lado, os chineses estão implementar um sistema de divisas que não pode ser herdado. Por outro lado, parece que o país não aprendeu nada da sua caça aos pardais.

sexta-feira, maio 14, 2021

Ucrânia celebra o Dia da Memória dos ucranianos que salvavam os judeus durante a II G.M.

Hoje, na Ucrânia, se celebra o Dia da Memória dos Ucranianos que salvavam os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. O evento oficial que ocorre pela primeira vez na história moderna da Ucrânia tem como objetivo homenagear a façanha dos ucranianos que durante os anos do terror nazi(sta) arriscaram as suas próprias vidas, e a das suas famílias, para salvar os judeus. 

Durante o Holocausto, os nazis(tas) mataram 6 milhões de judeus na Europa, incluindo 1,5 milhão de crianças. Números aterrorizantes. Durante o período de 1941 a 1945, cerca de 1,5 milhão de judeus foram exterminados no território da Ucrânia. Mas também houve aqueles judeus que conseguiram escapar. As pessoas que salvaram os judeus durante a Segunda Guerra Mundial em Israel são chamados de Justos entre as Nações. 

O Instituto Internacional Yad Vashem para a Preservação da Lembrança das Vítimas do Holocausto aprovou, em 1953, uma lei para homenagear os não judeus que salvaram judeus durante a Segunda Guerra Mundial. E em 1963, os critérios para conferir o título de Justo entre as Nações foram determinados. Em tempos difíceis e terríveis, as pessoas se comportam de maneira diferente. Alguns arriscam a si próprios e de suas famílias para salvar alguém. Outros traem ou ajudam os assassinos. Como resultado, apareceu uma lista dos Justos entre o Mundo por país. Eis são os cinco primeiros países: 

  • Polônia – 7.280
  • Holanda – 6.066
  • França – 4.255
  • Ucrânia – 2.707
  • Bélgica – 1.803 

Por exemplo, há 683 Justos em Belarus, 221 na Rússia ou 659 na Alemanha. Todas essas pessoas salvaram a vida de judeus. E hoje homenageamos a memória e o agradecimento a todos aqueles que realizaram a façanha de salvar a vida de outras pessoas com risco da própria. Reverência a você e memória eterna! 

Para mostrar o apoio ucraniano a Israel e celebrar a data de criação do estado judaico, a empresa ucraniana «Dronarium» içou uma   gigantesca bandeira de 40 metros nos céus de Kyiv.

quarta-feira, maio 12, 2021

Militares holandeses salvos dos nazis pela guerrilha ucraniana

Durante a II G.M., entre meados de 1942 e o início de 1944, cerca de 2.000 oficiais holandeses foram mantidos como prisioneiros de guerra alemães no campo de concentração Stalag-371 em Stanislav (hoje a cidade de Ivano-Frankivs’k na Ucrânia Ocidental).

Dez oficiais holandeses que escaparam do campo, em particular, [major-general] F. J. G. Brackel, [major-general] L. A. D. Kranenburg, [coronel] Harteveld, [tenente-coronel] H. J. Lineman, [tenente-coronel] P. J. de Ruijter, [tenente-general] J. J. Signor, [tenente-general] E. J. C. van Hootegem, [major-general] S. van der Pol, [coronel] Byl de Roe e [major-general] J. A. Baron Bentinck puderam finalmente voltar para casa devido aos militares do Exército Insurgente Ucraniano (UPA) que os resgataram. 

Depois de algum tempo, o general Edward van Hootegem escreveu suas memórias “Meu encontro com o Exército Insurgente Ucraniano (UPA)” (ler o trecho em inglês), onde elaborou a sua experiência. O Centro de Documentação e Pesquisa Ucraniano Canadense (UCRDC) conduziu em agosto de 1989 em Amsterdã/o as entrevistas ao vivo com seis dos dez oficiais holandeses resgatados. 

Essas entrevistas, chamadas “As histórias da humanidade em meio à crueldade”, são mantidas como parte dos Arquivos de História Oral da UCRDC em Toronto. 

Outros oficiais, que conseguiram escapar do acampamento, não tiveram tanta sorte. Devemos lembrar o destino trágico do cadete do exército holandês Ary Ligtermoet. Em janeiro de 1944, ele, com vários outros oficiais holandeses, escapou do campo alemão em Stanislav. Ele pensou que se pudesse se juntar ao Exército Vermelho soviético, ele seria capaz de continuar lutando contra os alemães. Infelizmente... Nas mãos dos soviéticos, ele foi enviado para um campo de prisioneiros e submetido a trabalhos forçados em condições sub-humanas. Ele escapou do campo soviético em novembro de 1946, foi preso em breve e preso novamente. Ele ficou gravemente doente em um campo de prisioneiros de guerra perto de Odessa e morreu de tuberculose aos 29 anos em 31 de outubro de 1948. Ele encontrou seu lugar de descanso final na cidade ucraniana de Odessa. 

Créditos das fotos: liefdevandewolf.nl | Texto: Embaixada do reino da Holanda na Ucrânia

Ler mais: Nacionalismo Ucraniano visto através do caso dos oficiais holandeses ajudados pelo UPA