Na década de 1950, vivia em Londres um osteopata chamado Stephen Ward. Ele criou uma agência de acompanhantes para clientes de alto escalão da sociedade britânica. Na realidade agência foi criada e gerida pelo
KGB. Ward era apenas uma fachada e um mero executante.
Ele praticava a terapia manual. Certamente a praticava com um alto padrão profissional. Ward também tinha um hobby: era retratista e, por algum motivo, sonhava em ir a Moscovo/ou
e desenhar ou pintar retratos de membros do Politburo. Por volta de 1960, Ward conheceu e fez amizade com um oficial da inteligência militar soviética (GRU), designado para a embaixada soviética em Londres,
o Capitão de 1ª Classe Yevgeny Ivanov (morreu na pobreza em Moscovo/ou em 1994).
Naquele mesmo ano, Ward fundou uma agência de acompanhantes / «garotas de programa» para clientes de alto escalão da sociedade britânica. Com o tempo, a agência
ganhou outro nome: o Clube das Quintas-feiras. Representantes masculinos de alto escalão da sociedade inglesa se reuniam na casa de Ward às quintas-feiras para conhecer as meninas/garotas que ele trazia, com
tudo o que se seguia.
Ivanov manteve um caso com a socialité e dançarina exótica britânica Christine Keeler, que por sua vez se envolveu, muito possivelmente através da «sugestão» do KGB com
John Profumo, o Secretário de Estado da Guerra britânico. O caso extraconjugal subsequente de Profumo com Keeler ocorreu em um momento em que ela também estava tendo relações sexuais com Ivanov.
Em 1963, o escândalo conhecido como Caso Profumo eclodiu, envolvendo os dois ministros da guerra implicados no escândalo e levando à sua renúncia. A contraespionagem britânica, MI5, provou, então
que Ward trabalhava para KGB e produzia/coletava fotografias incriminatórias de todos os altos funcionários que haviam utilizado os seus serviços. A lista era longa e impressionante. Como resultado, o
governo conservador de Harold Macmillan renunciou. Foi substituído pelo governo trabalhista de Harold Wilson, que era o preferido da liderança soviética.
Em 30 de julho de 1963, Ward foi preso e encontrado morto (oficialmente dado como suicídio por envenenamento por barbitúricos) na sua sua cela já em 3 de agosto. Ele tinha
apenas 50 anos. O capitão Ivanov, juntamente com seu coautor Gennady Sokolov, publicou, na rússia em 1992, um livro sobre o caso, intitulado «O Espião Nu». No mesmo 1992, o livro também
foi publicado no Reino Unido sob o título «The Naked Spy». No livro, os autores revelaram que o escritório de Ward foi criado pelo KGB. Ward era apenas
uma fachada e um mero executante.
Assim, após o projeto bem-sucedido de Ivanov e Ward, o KGB repetiu a mesma operação em maior escala nos Estados Unidos, realizada por Ghislaine Maxwell e Jeffrey Epstein...
Digitando a palavra “Ukraine” na Libraria Epstein, divulgada pela Justiça americana, podemos achar os dados de algumas ucranianas — embora não em grande número. Também podemos perceber o interesse do clã Rothschild e do próprio Epstein pela Ucrânia.
A faixa etária das mulheres ucranianas presentes nos ficheiros Epstein está entre 20 à 25 anos. Não há, entre elas nenhuma menor de idade — todas são
adultas, escreve o deputado ucraniano Maryan Zablotskiy.
Além de histórias pessoais, Epstein também se interessou e discutiu um pouco sobre a política ucraniana. Ele pensou em investir na Ucrânia, mas parece que
nada foi impementado no terreno. Ao mesmo tempo, ele comprou um apartamento em Lviv para a sua namorada ucraniana.
Pelo tom e teor de comunicação, assim através de certas dicas — pode se chegar ao conclusão do que ele estava envolvido em algum tipo recrutamento político
e, provavelmente, estava documentar os eventos por si organizados. Embora isso é apenas uma interpretação possível.
Em geral, cria-se a impressão do que Epstein trabalhava, principalmente, nos interesses da rússia. Talvez por isso, agora o escândalo em torno dos seus arquivos está
sendo usado para pressionar políticos americanos a obter concessões em relação à Ucrânia. Isso é indicado, em particular, pelo fato de que os dois maiores propagandistas americanos
abertamente pró-rússia — Tucker Carlson e Alex Jones — estão simultaneamente explorando ativamente esse tópico.
O tema da Ucrânia aparece, por exemplo, na troca de e-mails entre Epstein e A[riane] de Rothschild (a banqueira francesa Ariane de Rothschild aparece em 27 documentos, principalmente como um contato de Jeffrey Epstein mencionado nos e-mails entre
Epstein e Ghislaine Maxwell. Ela é citada em discussões comerciais sobre fundos de investimento em infraestrutura e compromissos sociais).
No e-mail datado de 18 de março de 2014, Ariane diz que gostaria de se encontrar com Epstein na noite de 19 de março e falar sobre Ucrânia.
Epstein responde: «A turbulência na Ucrânia deve proporcionar muitas oportunidades!»
Naturalmente, aqui podemos estar perante várias tipos de «oportunidades», embora tendo em conta que o e-mails foram trocados em março de 2014 (já após
o início da ocupação russa da Crimeia, mas antes do início da guerra híbrida russa no leste da Ucrânia), o mais realista será de supor que eram meros oportunidades comerciais e/ou de investimento.
Embora mais uma vez, isso é apenas uma interpretação possível.
Ao mesmo tempo, aparentemente, ao presidente Donald Trump realmente não há nada a apontar. Se houvesse algo mesmo sério nos ficheiros apresentados, estes: a) não
seriam publicados; b) os pontos já seriam vistos e divulgados por alguém interessado.
Porque dissemos que Epstein trabalhou para rússia? Basta ver o seu visto russo, com a duração de três anos e com a permanência autorizada de 6 meses consecutivos, dobro do máximo permitido por lei russa.
Este tipo de estadia necessita de uma permissão especial do Ministério do Interior, obtido através de uma carta-convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações
Exteriores da rússia (ou então dos serviços secretos, como GRU, FSB ou SVR).
Maria Bucher (apelido de solteira Drokova) na abaixo no centro da sauna. Ela se juntou ao movimento juvenil putlerista «Nashi» (Nossos) aos 15 anos e foi a sua porta-voz. Em 2009 se tornou famosa
por beijar putin publicamente (ver o filme documental putin´s kiss / O beijo do putin):
Mais tarde, Drokova se mudou para os Estados Unidos, onde criou um fundo de investimento em TI e trabalhou como assessora de imprensa para a rede de relações públicas de
Jeffrey Epstein, nos ficheiros do Epstein Masha foi mencionada mais de 1.600 vezes (Sic!)
Segunda foto é da Wikipédia russa, Bucher-Drokova à esquerda, de casaco branco
No passado recente, os democratas não usaram o tema dos ficheiros Epstein na luta política interna, muito possivelmente porquê vários membros e simpatizantes influentes, ligados ao partido são mencionados nos documentos: Bill Clinton, Bill Gates, Noam Chomsky, etc. No entanto, nos mesmos ficheiros também são mencionados notáveis membros e influenciadores republicanos, casos do Peter Thiel, Steve Bannon ou Elon Musk.
Blogueiro: alguns dos ensinamentos, que os ficheiros Epstein nós podem elucitar são os seguintes: sim, realmente existem as elites mundiais poderosas e absolutamente inéticas, que
adoram cometer os crimes mais hediondas, apenas pelo desporto ou hedonismo, priciplamente quando se sentem completamente impunes. Estas elites não tem alinhamento partidãrio, os seus membros tanto podem ser de esquerda ou da direita. No entanto, é o
capitalismo liberal que garante, com todas as imperfeições, a existência de impensa livre, que pode expor todos os podres da nossa sociedade. Nas ditaduras de esquerda ou da teocracia religiosa, o mesmo
já não acontece. Os ditadores, de Mau ao Ceaușescu e de Gaddafi aos Castro, matavam, estupravam e exterminavam os povos sob o seu domínio, sem que alguém impedisse os seus crimes. Realmente, tinha razão
Winston Churchill, quando afirmou em 1947: «De fato, já se disse que a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras que foram experimentadas ao longo do tempo...»