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terça-feira, março 24, 2026

Os ocupantes russos atingem o centro histórico de Lviv

Os ocupantes russos estão a lançar ataques de drones contra o centro histórico de Lviv. Monumentos da UNESCO, catedrais medievais e edifícios residenciais estão sob ataque. 


Em Lviv, Vinnytsia e Ivano-Frankivsk, os criminosos de guerra russos estão a utilizar drones para atacar civis aleatoriamente nas ruas e nos edifícios históricos em plena luz do dia. 


A melhor resposta ao terrorismo e à esta barbárie russos é apoiar as Forças Armadas da Ucrânia. 


Os ocupantes russos são bárbaros e malditos terroristas. Piores que o Daesh. 

Vídeos e fotos: TG @kazansky2017 

...e a resposta da Ucrânia

Os operadores da inteligência militar da Ucrânia (GUR MOU) destruíram, em Furmanivka, na Crimeia ocupada, um lançador de mísseis hipersónicos «Zircon» com um drone. Aparentemente é a primeira vez que «Zircon» foi atingido pelas forças da Ucrânia.

Fonte: @kazansky2017

domingo, outubro 12, 2025

«O último judeu em Vinnytsya»: os alemães e o Holocausto

Foto: Metropol

A famosa foto histórica «O último judeu de Vinnytsya» na realidade foi tirada na cidade ucraniana de Berdychiv. O executado continua anónimo, o executor é alemão, professor de línguas estrangeiras e de educação física, nascido na fronteira da Alemanha com a Holanda. 

Segundo o The Guardian, o estudo foi publicado na prestigiada revista científica Zeitschrift für Geschichtswissenschaft (Revista de Estudos Históricos). Observa-se que a foto, tirada na Ucrânia, foi conhecida — erradamente — como «O Último Judeu em Vinnytsya» e permaneceu envolta em mistério durante décadas. 

A foto original

O historiador alemão Jürgen Matthäus descobriu que a execução foi levada a cabo pelas unidade de SS a 28 de julho de 1941 na cidadela da cidade ucraniana de Berdychiv e que o homem que apontava a pistola à um judeu congelado à beira de um poço era Jakobus Onnen, um professor de francês, inglês e educação física, nascido em 1906 na aldeia alemã de Tichelwarf, perto da fronteira com a Holanda. Aderiu às unidades SA em 1931, entrou nas fileiras das SS um ano depois, ao partido nazi antes de Hitler chegar ao poder em 1933 e serviu na Frente Oriental durante a guerra. 

Onnen, vinha de uma família instruída e, na juventude, gostava de «viajar e aprender línguas», disse Matthäus. «Depois foi enviado para o Leste, e obviamente está aqui», disse. «A motivação é uma das questões mais difíceis. A razão pela qual se apresenta desta forma, penso eu, é para causar uma boa impressão». 

Soldado Onnen nunca passou de uma patente relativamente baixa e foi morto em combate em agosto de 1943. 

«A participação em tais assassinatos era tida como uma coisa certa à fazer e não lhe dava nenhum 'ponto' extra por participar nestas unidades assassinas», disse Matthäus. 

Foto: Metropol

Disse ser «bastante provável» que a foto da execução de Berdychiv, da qual sobreviveram várias impressões, tenha sido tirada por um outro soldado, e observou que tais imagens eram consideradas uma espécie de «troféus» de assassinatos de civis em massa. 

Os membros do «Einsatzgruppe C», uma das várias unidades móveis destacadas nos territórios recém-ocupados da URSS, estavam a limpar a região de «judeus e guerrilheiros» alguns dias antes da visita de Adolf Hitler. 

Os voluntários do Bellingcat, o uso da inteligência artificial e os dados históricos da época, incluindo a correspondência, ajudaram a estabelecer o local dos eventos. Jürgen Matthäus foi também contactado por um leitor que afirmou que o atirador poderia ter sido o tio da sua mulher. Os seus familiares destruíram as cartas de Onnen da Frente Leste na década de 1990. Mas continham fotografias dele, que os voluntários do Bellingcat puderam utilizar na análise de inteligência artificial. 

Foto: Metropol

Matthäus descreve um «processo gradual» — uma combinação de trabalho tradicional de arquivo, descobertas fortuitas, contribuições de colegas e envolvimento inovador de voluntários do grupo de jornalismo de investigação Bellingcat. «Pelo que ouvi de especialistas técnicos, a correspondência que o algoritmo produz é extremamente elevada», diz Matthäus. 

Resultados preliminares, divulgados no ano passado, permitiram-lhe identificar a data, o local e a unidade envolvida na execução em massa que chamou a atenção dos meios de comunicação alemães. 

O projeto de Matthäus também envolve a procura da identidade da vítima numa fotografia de Berdychiv. Para isso, o historiador está a colaborar com o seu colega ucraniano Andriy Magaletsky, utilizando registos de arquivos soviéticos de comunidades locais. 

Esta investigação também esclarece uma série de outras questões: por exemplo, porque é que um dos nazis estava tão ansioso por registar este crime em foto e porque é que o atirador posa de forma tão pomposa. O historiador observou que os numerosos testemunhos visuais e escritos enviados para casa pelos soldados alemães refutam o mito de que a população da Alemanha não tinha conhecimento do Holocausto, o genocídio judaico perpetrado em seu nome. 

Ler mais: em inglês ou em ucraniano

Bónus. Um ponto importante foi apontado pelo internauta ucraniano Viacheslav Pikhur, que comentou a foto de seguinte maneira:

De facto, para as pessoas normais, esta foto antiga é muito cínica e, ao mesmo tempo, instrutiva. [...] Preste atenção não apenas à vítima e ao carrasco repugnante. Um bando de alemães elegantes, com uniformes diferentes, com as mãos nos bolsos, observam curiosamente o assassinato de um civil e posam. O comentário diz que o carrasco alemão é um antigo professor. Sim. Na foto, todos aqueles soldados alemães já foram pessoas comuns, tiveram famílias, trabalharam, criaram filhos. Mas... Muito rapidamente, Hitler, Goebbels, Himmler... e o sistema que criaram transformaram-nos em assassinos a sangue frio e criminosos de guerra, que mais tarde se tornaram vítimas. O mesmo está a acontecer agora com os russos.

sexta-feira, março 22, 2024

O novo ataque russo contra infraestrutura energética da Ucrânia

Na madrugada de sexta-feira, 22 de março, a rússia lançou um dos mais poderosos ataques de mísseis contra Ucrânia. Destruir a infraestrutura energética da Ucrânia tornou-se um dos principais objetivos de guerra de Putin.

Ataques sistemáticos à infraestrutura energética da Ucrânia servem como argumento a favor da criação de uma rede de defesa aérea multicamadas em torno de todas as principais cidades ucranianas. 

Na noite de 22 de março, num dos ataques combinados mais poderosos desde o início da guerra em 22.02.2022, a rússia lançou 63 drones de ataque e 88 mísseis de vários tipos. O principal alvo era a infra-estrutura energética da Ucrânia, que ataca sistematicamente, utilizando mísseis balísticos S-300, Kinzhal, Kh-22 e Iskander. 

O mapa do lançamento de mísseis e drones russos no ataque de 22-03-24

A rússia atacou Kharkiv, Zaporizhzhia, Dnipro, Kryvyi Rih, Cherkasy, vários assentamentos nas regiões de Kharkiv, Dnipropetrovsk, Zaporizhzhia, Odesa, Khmelnytskyi e Vinnytsia. As áreas da linha da frente e os assentamentos perto da fronteira russa continuam particularmente vulneráveis aos ataques balísticos russos; consequentemente, são necessárias capacidades adicionais de defesa aérea para as regiões sul e leste da Ucrânia. 

O estado terrorista atingiu a DniproHES em Zaporizhzhia, causando um incêndio nas instalações. Ao mesmo tempo, a enorme barragem não foi rompida. Os ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia estão a tornar-se cada vez mais frequentes. 




A central nuclear de Zaporizhzhia esteve à beira do apagão quando a linha eléctrica aérea externa, a PL-750kV Dniprovska, foi desligada da rede como resultado do ataque. O Estado terrorista russo expõe a Ucrânia e a Europa à ameaça de um desastre nuclear. 

Ataques contra os bairros residenciais em Zaporizhia

A indústria energética da Ucrânia baseia-se, em grande medida, na produção nuclear, enquanto as centrais nucleares são muito dependentes do fornecimento externo de energia para a manutenção estável da troca de calor. Quedas de energia em grande escala podem perturbar os sistemas de refrigeração das centrais nucleares, o que, por sua vez, pode levar a fugas de radiação de emergência. 

Ao provocar interrupções no sistema energético da Ucrânia, a rússia está a criar um precedente fatal de “outra Chornobyl”: um Estado terrorista põe em risco centenas de milhões de vidas em toda a Europa. 

Quando mísseis russos atingiram a usina hidrelétrica de DniproHES, também foi atingido um troleicarro na sua passagem pela barragem, incendiando-se. A rússia atacou novamente os civis ucranianos nas suas deslocações rotineiras. Devido a hora, morreu apenas o condutor do troleicarro, que aquela hora ainda estava vazio. 

Como resultado de um míssil que atingiu um edifício residencial em Khmelnytskyi (vídeo em baixo), sabe-se que pelo menos duas pessoas morreram e muitas podem permanecer sob os escombros. 

O último ataque com mísseis levou a apagões nas regiões de Dnipropetrovsk, Sumy, Kharkiv, Poltava, Kirovohrad e Ivano-Frankivsk. 

O objectivo dos ataques com mísseis russos é destruir a infraestrutura energética da Ucrânia e matar civis ucranianos – todos os países civilizados devem contribuir para a luta contínua da Ucrânia contra o Estado terrorista. 

Atraso na ajuda militar à Ucrânia, encorajando terroristas a intensificar ainda mais os ataques com mísseis. Enquanto o mundo atrasa a necessária ajuda à Ucrânia e sanções mais eficientes contra a rússia, o Estado terrorista continua a cometer crimes contra os ucranianos, nomeadamente através do lançamento de ataques massivos com mísseis. 

Ucrânia abateu 55 dos 63 drones e 37 dos 88 mísseis

A impunidade de Putin leva-o a cometer ainda mais crimes de guerra que podem ultrapassar as fronteiras da Ucrânia e afectar directamente a Europa. Nas suas ações, Putin não se guia por nenhum critério legal ou moral: os crimes russos na Ucrânia mostram que o Kremlin se tornou um inimigo de todo o mundo civilizado. 

A introdução de sanções adicionais deveria ser uma resposta a cada novo ataque de mísseis russos. As sanções funcionam, desgastando lentamente a economia do Estado terrorista, contribuindo para a sua derrota estratégica. 

Reconhecer a Rússia como um Estado terrorista e criar uma rede de defesa aérea multifacetada em torno de cada grande cidade ucraniana deveria tornar-se um objectivo para os parceiros ocidentais da Ucrânia. 

Os sistemas de defesa aérea ocidentais, como Patriot, SAMP(T) e IRIS-T, provaram a sua eficácia na destruição de vários tipos de mísseis russos. O fornecimento de sistemas de defesa aérea adicionais às Forças Armadas da Ucrânia garantiria que mais vidas fossem salvas e que a infraestrutura energética do país fosse melhor protegida. 

Metro de Kyiv
A escala e a frequência dos ataques russos constituem um incentivo para a criação de uma rede de defesa aérea multicamadas em torno de todas as grandes cidades ucranianas, principalmente onde estão localizadas instalações de infra-estruturas críticas e energéticas. 

O isolamento internacional da Rússia deve expandir-se. Os ataques com mísseis contra a infraestrutura energética ucraniana são o melhor argumento a favor do reconhecimento da rússia como um Estado terrorista. Reconhecer a rússia como um Estado terrorista ao nível dos parlamentos dos parceiros ocidentais da Ucrânia seria uma decisão necessária em resposta aos crimes brutais de Putin na Ucrânia.

terça-feira, setembro 19, 2023

O sonho russo de viver na Ucrânia conquistada e subjugada

A propaganda russa sugere, de forma pouco subtil, que os recrutas do exército, ao matarem os ucranianos, que vivem em Kyiv ou Odessa, poderão se mudar com suas famílias às cidades ucranianas conquistadas à sua escolha.

O canal dos ocupantes russos “Krim 24”, apelando ao recrutamento ao exército russo, sugere fortemente que, ao matar os ucranianos que viviam em Kyiv ou Odessa, os recrutas russos poderão se mudar com suas famílias da rússia profunda às “colinas do bairro Pechersk” na capital da Ucrânia ou então, irem “para o mar”, instalando-se e ocupando as habitações pertencentes aos ucranianos.

A propaganda neofascista russa não sugere aos recrutas, que estes poderão ganhar o dinheiro e caso sobreviverem comprarem os apartamentos em Moscovo/u ou São Petersburgo. Não, a propaganda do 4º Reich russo está colocando nas mentes dos seus militares o “sonho cor-de-rosa” de uma vida despreocupada pós-guerra nas cidades ucranianas conquistadas. Embora sabemos que a história é impiedosa com tais sonhos verdadeiramente nazis; a humanidade já passou por isso durante a Segunda Guerra Mundial.

Neonazismo russo no seu sonho sobre as crianças ucranianas

Além disso, estamos no momento exacto em que a propaganda estatal russa já não difere em quase nada da propaganda dos neonazis russos, que exigem a «atribuição» de jovens crianças ucranianas aos ocupantes russos e seus aliados, «2-3 peças» para cada «vencedor russo» e as meninas «morenas» aos cidadãos russos «não-arianos»... 

Bónus

Roman, menino ucraniano de apenas oito anos, que sobreviveu a um ataque com mísseis russos em Vinnytsya no verão em 2022, sofreu queimaduras em 45% do seu corpo. Ele foi tratado na Alemanha, agora retornou à Ucrânia para continuar com a sua reabilitação.

Sim, Roman é uma vítima das «façanhas» do exército russo. Sim, é exatamente disso que os cidadãos russos se orgulham nos dias de hoje.

@kazansky2017

segunda-feira, julho 10, 2023

A liquidação de comandante russo em Krasnodar

Na cidade russa de Krasnodar, foi abatido à tiros Stanislav Rzytskyi, o vice-chefe do departamento de mobilização militar da cidade. O liquidado Rzytskyi também era o ex-comandante do submarino «Krasnodar», que lançava os mísseis Kalibr contra o território da Ucrânia.

Stanislav Rzytskyi foi morto durante sua corrida matinal. Polícia procura o atirador. Rzhitsky era capitão do 2º escalão e ex-comandante dos submarinos B-265 e depois «Krasnodar» que lançou os mísseis Kalibr contra a cidade de Vinnytsia em 14 de julho de 2022, em resultado morreram 27 ucranianos, incluindo 3 crianças.

Uma das vítimas, a criança ensolarada Liza Dmytrieva, 4 anos

O criminoso de guerra foi baleado 5 vezes e morreu no local.

Desejamos muita saúde ao falecido 🥳🥳🎉🎉🎉🥳🥳🎉🎉🥳🥳🎉🎉🎉

sábado, abril 01, 2023

A nova frota de eléctricos suíços recebida em Vinnytsia

Chegaram hoje na cidade ucraniana de Vinnytsya os elétricos / bondes, oferecidos pela cidade de Zurique. O novo modelo Tram2000, para reforçar a frota dos antigos Mirages, que estão na cidade há mais de 10 anos.


Até o final do ano, devem chegar 16 unidades e, no total, os suíços estão entregando 35 carruagens. Embora tenham sido produzidos na década de 1980, são de qualidade suíça e uma vez, que receberam a devida manutenção, poderão circular na Ucrânia por mais 20 anos, escreve o blogueiro ucraniano Pavlo Trubnikov.