![]() |
| Artista e dissidente ucraniano Opanas Zalyvakha. Foto do KGB. |
![]() |
| Dados sobre os detidos devido às «atividades nacionalistas»: 23 pessoas, região de Kyiv: 7; região de Lviv: 9 |
Mais de 20 figuras foram presas em Kyiv, Lviv, Ivano-Frankivsk, Ternopil e Lutsk. Entre elas estavam Ivan Svitlychny, os irmãos Mykhaylo Horyn e Bohdan Horyn, Ivan Gel, Valentyn Moroz...
![]() |
| Processo do Mykhaylo Horyn (1930-2013) |
Nos relatórios do KGB, estes jovens intelectuais eram chamados de “moralmente instáveis”, “caluniadores”, “distribuidores de propaganda hostil”.
![]() |
| Processo do Bohdan Horyn |
Na cidade de Ivano-Frankivsk foi preso o artista Opanas Zalyvakha. Hoje, documentos desclassificados do seu processo criminal permitem-nos ver como o regime tentou eliminar a resistência cultural ucraniana.
De que foi acusado o artista?
Da “agitação anti-soviética”: produção, armazenamento e distribuição de literatura samizdat (em particular, obras sobre a russificação da Ucrânia).
![]() |
| Arte do Opanas Zalyvakha |
Da “sabotagem ideológica” na arte: um ano antes da sua detenção, Zalyvakha, em colaboração com artista monumental Alla Horska, criou o vitral “Shevchenko. Mãe” para a Universidade Estatual de Kyiv «Taras Shevchenko». O partido comunista declarou a obra como “ideologicamente hostil” – essa foi destruída ainda antes de quaisquer veredicto oficial.
![]() |
| Arte que assustou o regime soviético ao ponto de ser destruído. «Shevchenko. Mãe», 1964 |
Sentença e “condições especiais”
Zalyvakha foi condenado a 5 anos de regime fechado nos campos de GULAG em Mordóvia. A administração recebeu uma instrução clara: estava categoricamente proibido de pintar, tal como aconteceu mais de 100 anos antes, no regime czarista russo, ao póprio Taras Shevchenko, que foi condenado ao serviço militar obrigatório com a clara menção real: «com a proibição de pintar e desenhar».
![]() |
| Pedido de clemência, endereçado ao Tribunal Supremo da Ucrânia Soviética, em abril de 1966, por parte da classe artística ucraniana. Em vão. |
Apesar da reação negativa da sociedade e das cartas coletivas que expressavam esperança no “espírito humanitário das leis soviéticas”, as purgas continuaram. A operação especial do KGB de 1965 tinha como objectivo intimidar os dissidentes e impedir a disseminação de ideias livres. No entanto, os documentos de arquivo comprovam que a tentativa de suprimir o movimento levou à sua radicalização e internacionalização.
Fonte: Arquivo Estatal do Serviço de Segurança da Ucrânia, fundo 16, descrição 1, processo 952; Direção do SBU na região de Ivano-Frankivsk, processo 8311-p; Direção do SBU na região de Lviv, processo 20227-p.







Sem comentários:
Enviar um comentário