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segunda-feira, agosto 31, 2026

A repressão comunista da era Brejnev, que visava os dissidentes ucranianos

Artista e dissidente ucraniano Opanas Zalyvakha. Foto do KGB.

No final de agosto de 1965, o KGB da Ucrânia soviética lançou uma operação especial de grande envergadura contra a intelectualidade ucraniana. Era o início das várias outras purgas dirigidos contra os dissidentes ucranianos. 

Dados sobre os detidos devido às «atividades nacionalistas»:
23 pessoas, região de Kyiv: 7; região de Lviv: 9

Mais de 20 figuras foram presas em Kyiv, Lviv, Ivano-Frankivsk, Ternopil e Lutsk. Entre elas estavam Ivan Svitlychny, os irmãos Mykhaylo Horyn e Bohdan Horyn, Ivan Gel, Valentyn Moroz...

Processo do Mykhaylo Horyn (1930-2013)

Nos relatórios do KGB, estes jovens intelectuais eram chamados de “moralmente instáveis”, “caluniadores”, “distribuidores de propaganda hostil”.

Processo do Bohdan Horyn

Na cidade de Ivano-Frankivsk foi preso o artista Opanas Zalyvakha. Hoje, documentos desclassificados do seu processo criminal permitem-nos ver como o regime tentou eliminar a resistência cultural ucraniana.

De que foi acusado o artista?

Da “agitação anti-soviética”: produção, armazenamento e distribuição de literatura samizdat (em particular, obras sobre a russificação da Ucrânia).

Arte do Opanas Zalyvakha

Da “sabotagem ideológica” na arte: um ano antes da sua detenção, Zalyvakha, em colaboração com artista monumental Alla Horska, criou o vitral “Shevchenko. Mãe” para a Universidade Estatual de Kyiv «Taras Shevchenko». O partido comunista declarou a obra como “ideologicamente hostil” – essa foi destruída ainda antes de quaisquer veredicto oficial.

Arte que assustou o regime soviético ao ponto de ser destruído.
«Shevchenko. Mãe», 1964

Sentença e “condições especiais”

Zalyvakha foi condenado a 5 anos de regime fechado nos campos de GULAG em Mordóvia. A administração recebeu uma instrução clara: estava categoricamente proibido de pintar, tal como aconteceu mais de 100 anos antes, no regime czarista russo, ao póprio Taras Shevchenko, que foi condenado ao serviço militar obrigatório com a clara menção real: «com a proibição de pintar e desenhar». 

Pedido de clemência, endereçado ao Tribunal Supremo da Ucrânia Soviética,
em abril de 1966, por parte da classe artística ucraniana. Em vão.

Apesar da reação negativa da sociedade e das cartas coletivas que expressavam esperança no “espírito humanitário das leis soviéticas”, as purgas continuaram. A operação especial do KGB de 1965 tinha como objectivo intimidar os dissidentes e impedir a disseminação de ideias livres. No entanto, os documentos de arquivo comprovam que a tentativa de suprimir o movimento levou à sua radicalização e internacionalização.

Fonte: Arquivo Estatal do Serviço de Segurança da Ucrânia, fundo 16, descrição 1, processo 952; Direção do SBU na região de Ivano-Frankivsk, processo 8311-p; Direção do SBU na região de Lviv, processo 20227-p.

sábado, dezembro 06, 2025

O terror aéreo russo atinge vários alvos da infraestrutura civil da Ucrânia

Estação de comboios de Fastiv, região de Kyiv

Na noite em que o São Nicolau traz presentes para as crianças, Kremlin e forças de ocupação russas atacaram os alvos civis ucranianos com drones e mísseis. As explosões e incêndios de grandes proporções, mais uma vez, atingem Ucrânia, escreve a deputada ucraniana Sofiya Fedyna. 
Estação de comboios de Fastiv, antes e depois do ataque russo

A contenção das consequências do ataque russo noturno e em massa continua. Dez regiões foram atingidas e oito pessoas ficaram feridas. Equipas/es de resgate, aeronaves e sistemas robóticos do Serviço Estatal de Emergência (DSNS) estão atuando. No total, especialistas do DSNS estão trabalhando em 24 locais, dos quais 17 já foram controlados. 

  • Lutsk – armazéns com produtos alimentícios foram destruídos pelo fogo.
  • Bila Tserkva – a área atingida pelo fogo é de 5.200 m², aeronaves do Serviço Estatal de Emergência atuaram no combate às chamas.
  • Dnipro – armazéns estão em chamas, aeronaves de luta anti-incéndio foram acionadas. 
Na cidade do Dnipro um míssil russo caiu num parque infantil:


Dnipro

Comboios/trens atingidos em Fastiv

Região de Dnipro

Região de Volyn/Lutsk

Região de Volyn/Lutsk

O ataque com mísseis destruiu completamente uma casa particular e danificou cerca de dez residências vizinhas. Atualmente, três pessoas estão feridas no ataque.

  • Fastiv — um incêndio em uma área de 3.000 m², uma estação ferroviária foi destruída.
  • Distrito de Vyshhorod — um incêndio em uma área de 5.500 m² foi extinto.
  • Região de Lviv

Como resultado dos ataques, instalações de infraestrutura crítica pegaram fogo. No distrito de Sheptytsky, um incêndio começou e uma casa particular foi danificada devido à queda de destroços; duas pessoas ficaram feridas.

terça-feira, agosto 15, 2023

‼️ Ocupantes russos atacam a infraestrutura civil da Ucrânia

Nesta noite a rússia lançou um ataque maciço de mísseis contra Ucrânia: atacando Dnipro, Zaporizhia, Lutsk e Lviv. Vários mísseis foram abatidos, mas também foram atingidas as casas privadas, edifícios de apartamentos, supermercados, armazéns e unidades industriais. 

Em Lviv foram atingidas as casas privadas e edifícios de apartamentos. Há um incêndio nos andares superiores. Todos os serviços de emergência estão no local. Em Lutsk foi atingida uma empresa industrial. Duas pessoas foram feridas. Todos os serviços relevantes estão no local. No Dnipro, um míssil atingiu a empresa industrial, causando um incêndio. Além disso, os ocupantes russos mais uma vez atingiram Zaporizhzhia com mísseis balísticos.

Os ocupantes russos usaram:

  • — Mísseis KRPB Kh-101/555 lançados dos Tu-95;
  • — Mísseis balísticos dos sistemas S-300.
  • — Ampla utilização de guerra radioeletrónica.

O inimigo russo também tentou atacar uma série de instalações militares estratégicas.

Anteriormente, na madrugada de 14 de agosto os ocupantes russos atacaram a cidade de Odessa e a região de Odessa, usando duas ondas de drones de ataque, um total de 15 drones e 8 mísseis marítimos do tipo «Kalibr» – informou o Comando Operativo «Sul» das FAU.

Supermercado Fozzy destruído


Janelas e portas foram danificadas em creches, escolas e centros educativos