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quinta-feira, abril 30, 2026

❗️⚠️💀 Os estrangeiros residentes é o novo alvo do MinDefesa russo

Até o fim de 2026, a rússia planeia recrutar, no mínimo, 18.500 estrangeiros residentes para a sua guerra neocolonial. O alvo principal são os cidadãos dos países da Ásia Central pós-soviética e outros países mais pobres da África e da Ásia. O projeto ucraniano «Quero Viver» revela detalhes. 

Em 2026 a rússia está intensificando os esforços para recrutar estrangeiros, incluindo migrantes, para o seu exército de ocupação. Em todos as regiões russas foram realizadas verificações de controlo/e do número de estrangeiros residentes, homens com idades entre 18 e 60 anos. 

As verificações foram realizadas pela Diretoria Principal de Organização e Mobilização do Estado-Maior das Forças Armadas da federação russa, em conjunto com o Serviço de Cidadania e Registro de Cidadãos Estrangeiros do Ministério do Interior da rússia. 

Indicadores específicos de mobilização foram apresentados aos comissariados militares: recrutar à guerra criminosa contra Ucrânia de 0,5% a 3,5% do número total de estrangeiros residentes em cada região russa. O recrutamento é realizado por meio de 97 postos de recrutamento. O maior número desses postos está no Distrito Militar Central — 30. Nos Distritos de Moscovo/ou e do Sul — 21 cada, no Leste — 14, e o menor na região de Leninegrado — 11. 

No total, até 2026, o Ministério da Defesa russo planeia recrutar pelo menos 18.500 cidadãos estrangeiros para o seu exército de ocupação. 

O principal alvo do recrutamento militar russo são os cidadãos dos países da Ásia Central: Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão e Tadjiquistão. Paralelamente, o recrutamento está sendo realizado fora da rússia. As áreas prioritárias estão Bangladesh, Chade, Sudão, Burundi e outros países mais pobres da África e da Ásia. 

Além dos postos de recrutamento oficiais, o recrutamento nas regiões russas é realizado por estruturas paramilitares, criadas sob o controlo/e dos serviços secretos russos, em particular o GRU: as alegadas EMP, com os nomes pomposos de “Redut”, “Konvoy”, “Wagner-2”, “Potok”, “Irmãos de Guerra Russos”, “Fakel”, “Patriot”, “Plamya”, “Sokol”, “Veteranos”. 

Para atrair estrangeiros, além de promessas de altos salários, benefícios sociais e obtenção da cidadania russa, usam-se as velhas táticas de pressão e coerção. Os russos exploram a vulnerabilidade jurídica de cidadãos estrangeiros, residentes no seu território, em particular: 

  • expiração de visto de turista ou estudante;
  • impossibilidade de prorrogar o visto ou regularizar a situação dentro dos prazos estabelecidos;
  • detenção administrativa por violação da legislação migratória russa. 

Nessas condições, criadas, artificialmente pelo regime russo, os estrangeiros recebem uma “alternativa”, isso é, a sua participação na guerra contra Ucrânia. Forçados à escolher entre uma longa pena de prisão (são mencionadas penas de até 8 anos) e assinatura de um contrato para servir nas forças armadas russas. 

O Ministério da Defesa da Ucrânia alerta cidadãos estrangeiros contra viagens à federação russa e contra aceitação de execução de quaisquer empregos/trabalhos no território russo. Uma viagem à rússia é um risco real de acabar num esquadrão kamikaze de “homens-bomba” e, em última instância, apodrecer em solo ucraniano. 

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terça-feira, março 10, 2026

O surgimento do regime teocrático do Irão em preto no branco

Manifestação a favor da principal figura da oposição, o aiatolá Kazem Shariatmadari. Tabriz, Irão,1980. © Gilles Peress | Fotos de Magnum

As fotografias do lendário fotógrafo Gilles Peress, tiradas no Irão em 1979. Estas imagens são completamente diferentes de tudo o que já viu, mostrando as condições em que este regime teocrático surgiu há 47 anos. 

Manifestação num estádio. Tabriz, Irão. 1979. © Gilles Peress | Magnum

Ruas do Azerbaijão iraniano. 1979. © Gilles Peress | Fotos de Magnum

Apoiantes da oposição, aiatolá Kazem Shariatmadari. Azerbaijão iraniano. 1979.
© Gilles Peress | Fotos de Magnum

Em 1979, ocorreu a revolução islâmica no Irão. O Xá Mohammad Reza Pahlavi foi forçado à abandonar o país, um governo provisório assumiu o poder e, posteriormente, foi proclamada uma república islâmica. Em novembro do mesmo ano, os «estudantes» iranianos afiliados ao novo regime invadiram a embaixada dos EUA em Teerão e fizeram reféns americanos. 

Agentes do serviço secreto real, Savak, em julgamento na prisão de Evin.
Teerão, Irão. 1979. © Gilles Peress | Fotos de Magnum

Mãe e filho. Qom, Irão. 1979. © Gilles Peress | Fotos de Magnum

Mercado de armas. Curdistão iraniano, 1979. © Gilles Peress | Magnum

Foi então que o fotógrafo francês Gilles Peress chegou ao Irão. Nas suas fotografias para o livro «Telex Iran: In the Name of Revolution», captou o momento e as condições em que o atual regime islâmico estava a emergir. Peress trabalhou durante cinco semanas, e as suas fotografias não contam uma história específica, nem analisam as causas da revolução. Em vez disso, transmitem a atmosfera geral de tensão e violência que pairava no ar.

Viciados no bairro de Gumruch. Teerão, Irão, 1979. © Gilles Peress | Magnum

O clero apresenta queixas ao governo do novo regime.
Azerbaijão iraniano. 1979. © Gilles Peress | Fotos de Magnum

Não é claro se o Irão sobreviverá à atual Guerra do Golfo, que eclodiu no final de fevereiro de 2026. O futuro da república islâmica está em jogo — por isso publicamos as fotografias de Peress. Para mostrar as condições em que este regime teocrático surgiu há 47 anos.

Mais fotos do Gilles Peress

domingo, fevereiro 01, 2026

As forças ucranianas liquidam os mercenários da Quénia e das Filipinas

Na região de Donetsk, as forças ucranianas, afetas ao GUR MOU, descobriram os corpos de mercenário queniano Clinton Nyapar Mogesa (29) e do John Patrick, cidadão da República das Filipinas. Ambos foram abandonados pelos seus camaradas russos e morreram devido aos ferimentos curáveis.

Na região de Donetsk, as forças ucranianas, afetas ao GUR MOU, descobriram o corpo de Clinton Nyapar Mogesa (29), cidadão da República do Quênia, nascido em 1997. O queniano estava trabalhava numa agência de segurança no Qatar, tendo posteriormente assinado um contrato com o exército russo, sendo enviado, de seguida, à uma das unidades de assalto das forças russas de ocupação.

Mogesa morreu num dos inúmeros ataques russos, chamados de «trituradora de carne» na região de Donetsk. Os russos não removeram o corpo do queniano morto, e a sua família não obteve quaisquer pagamento, nem mesmo explicções por parte dos russos.

O mercenário abatido portava os passaportes de outros dois cidadãos quenianos aparentemente, o mesmo tipo de vítimas recrutadas, que a rússia pretende usar e abandonar num próximo ataque suicída.

Clinton Mogesi poderia viver e trabalhar em segurança no Qatar. Em vez disso tornou-se a prova definitiva de que, para o exército russo, os estrangeiros não passam de um recurso absolutamente descartável, sinónimo de uma sentença de morte.

Num outro episódio semelhante, os oficiais da GUR MOU descobriram o corpo de John Patrick, cidadão da República das Filipinas, que serviu na 9ª companhia de assalto do 3º batalhão do 283º regimento da 144ª divisão de fuzileiros motorizados do 20 exército de armas combinadas das forças armadas russas.

Como muitos outros mercenários estrangeiros, Patrick morreu durante um ataque «trituradora de carne» perto do assentamento de Novoselivka, distrito de Kramatorsk, na região de Donetsk.

O mercenário portava apenas arma, munição e um pedaço de papel com o número da unidade, número de telefone e nome do comandante. Ele não falava russo. De acordo com dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos do filipino morto, o seu treino/amento básico durou apenas uma semana, após a qual ele foi imediatamente enviado para a linha de frente. No decorrer do combate mercenário foi ferido, não recebeu nenhuma ajuda médica e morreu lentamente, abandonado pelos russos na zona florestal. 

A Direção Principal do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR MOU) aconselha os cidadãos estrangeiros de se abster das viagens para a federação russa, sob pretexto de realizarem qualquer trabalho no seu território, especialmente o trabalho ilegal. Uma viagem à rússia é uma chance real de acabar na unidade de assalto, sem nenhuma preparação, e uma boa chance de não sobreviver.

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quinta-feira, dezembro 11, 2025

Ucrânia captura o mercenário filipino do exército russo

O projeto ucraniano «Quero Viver» apresentou o mercenário filipino Raymon Santos Gumangan, natural de Alcala, província de Pangasinan. Em setembro de 2025, ele foi capurado pelas Forças Armadas da Ucrânia (FAU) na região ucraniana de Sumy.

Raymon, de 52 anos, trabalhava nas Filipinas como segurança, ele tem esposa e filho. Tentando ganhar dinheiro, foi enganado pelos recrutadores russos, que lhe ofereceram um «emprego bem remunerado» na rússia. Em 2024 assinou um contrato com o Ministério da Defesa russo, tornando-se fuzileiro no 51º Regimento de Paraquedistas da 106ª Divisão Aerotransportada. Em setembro de 2025, Raymon foi capurado, em combate, pelo exército da Ucrânia na região ucraniana de Sumy. Neste momento se encontra num dos campos ucranianos de POW, algures na Ucrânia Ocidental.

Uma das características distintas da propaganda russa é o seu «espelhamento». A rússia atribui deliberadamente as suas próprias ações, intenções, crimes ou qualidades imorais aos seus adversários. Assim a rússia invadiu Ucrânia, mas culpa a NATO/OTAN. A rússia ameaçou a população da região de Donbas com campos de filtragem ucranianos, mas foi a rússia que criou estes campos. A rússia fala em «combater o imperialismo Ocidental» enquanto, literalmente sob a bandeira do império russo, tenta conquistar um outro país, rejeitando sua soberania e se recusando a reconhecer a dignidade do seu povo.

O mesmo acontece com os mercenários. A propaganda russa fala de «milhares de mercenários poloneses e franceses nas Forças Armadas da Ucrânia, que estão sendo eliminados diariamente pelo exército russo». Enquanto isso, os mesmos veículos de propaganda que fabricam essas narrativas, publicam abertamente milhares de fotos e vídeos de africanos, asiáticos e outros estrangeiros recrutados para o exército da rússia. São únicos mercenários que a rússia realmente consegue mostrar.

A rússia recruta estrangeiros abertamente para a guerra. Alguns são aliciados, outros, como Raymon, são enganados com ofertas de empregos e outros ainda são coagidos a assinar contratos. Ucrânia possui a informação pessoal de pelo menos 18.000 (!) estrangeiros de 128 países que passaram ou estão lutando no exército russo. Projeto ucraniano «Quero Viver» divulgou as informações sobre mais de 10.000 mercenários. Sabe-se que pelo menos 3.388 deles já morreram. Literalmente, a cada semana, de um a três mercenários estrangeiros do exército russo são capturados pelas FAU. O número desses prisioneiros é contado às centenas, provenientes de 37 países.

Os governos da Jordânia, Quênia, África do Sul, Gana, Índia, Sri Lanka, Uganda, Iraque, Quirguistão, Cazaquistão, Uzbequistão, Azerbaijão falam abertamente sobre o problema do recrutamento em massa de seus cidadãos para a guerra colonial russa. Mas a propaganda russa tenta culpar outros por seus próprioas crimes, por aquilo que a própria rússia está praticando diariamente na sua guerra ilegal contra Ucrânia.

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domingo, novembro 09, 2025

❗️ Os mercenários do Quirguistão mortos na guerra neocolonial russa na Ucrânia

Pelo menos 143 cidadãos do Quirguistão já morreram após serem recrutados para o exército russo. A lista de mortos divulgada pelo projeto ucraniano «Quero Viver» não é completa, nem exaustiva – inclui apenas os nomes daqueles cujas mortes tiveram confirmações confiáveis ​​de fontes privilegiadas no exército russo. 
Faça click para consultar a lista completa

Esta lista dá continuidade a uma série de publicações sobre o recrutamento de cidadãos estrangeiros pela rússia para lutar na guerra contra Ucrânia. «Quero Viver» já publicou a listas com nomes de 687 cidadãos quirguizes recrutados pelos russos, que GUR MOU conseguiu identificar. 

Assim como nos outros países da Ásia Central, a rússia está intensificando o recrutamento no Quirguistão. Dos mercenários que identificamos, 135 assinaram contratos em 2023 e 326 em 2024. Em menos de oito meses de 2025, pelo menos 400 cidadãos quirguizes se alistaram no exército russo. 

A rússia considera extremamente útil recrutar cidadãos estrangeiros para suas unidades de assalto. Certo que, sem um combate judicial ativo às suas redes de recrutamento russo, o número de mercenários continuará a crescer. Dado que os estrangeiros são habitualmente designados para unidades de infantaria de assalto, e o seu treino/amento dura entre alguns dias até, no máximo, duas semanas, a maioria deles corre o risco sério de morrer. 

Blogueiro: como sempre, é útil comparar os números. Assim, mais de 7.000 quirguizes participaram na sangrenta guerra colonial soviética no Afeganistão, que durou, ao certo, nove anos, um mês e 21 dias (3.340 dias). Destes, 254 foram mortos e cerca de 1.500 ficaram feridos. Aproximadamente 600 veteranos retornaram da guerra com deficiências físicas permanentes.

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sábado, outubro 11, 2025

Uma «Hata» ucraniana, com certeza, em Taiwan

O restaurante ucraniano «Hata» (Casa), na cidade de Kaohsiung, no sul de Taiwan, foi inaugurado pela ucraniana Olga Kulish e pelo seu marido taiwanês Lin Yueh, escreve Diaspora.ua

A história do «Hata» começou com o voluntariado, contou Olga numa entrevista à Rádio Liberdade no início de 2025: com o início da invasão russa em grande escala, o casal angariou ajuda humanitária para Ucrânia e, mais tarde, surgiu a ideia de abrir um espaço que unisse os ucranianos e os que apoiam a Ucrânia. 

Olga Kulish e pelo seu marido Lin Yueh.

Kaohsiung tem um novo restaurante que serve a mais autêntica cozinha ucraniana. Se é fã da gastronomia do Leste Europeu, este restaurante é imperdível. Ensopados, sopas e assados tradicionais são preparados pela tradutora Olga Kulish e pelo seu marido Lin Yueh. Abriram o restaurante não apenas porque adoram cozinhar. É também uma forma de partilhar a cultura ucraniana e de resistir à contínua invasão russa da Ucrânia. O restaurante organiza eventos e angaria fundos para a Ucrânia. O objetivo é também partilhar a vibrante cultura ucraniana com os residentes de Kaohsiung.

Compota de frutos vermelhos. Imagem: «Hata»

Menu/cardápio do restaurante. Imagem: «Hata»

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segunda-feira, maio 26, 2025

Ucrânia revela os nomes dos mercenários da Sri Lanka

Mercenário cingalês Fernando, agora mais um POW

O projeto ucraniano «Quero viver» continua a divulgar os nomes dos mercenários estrangeiros que a rússia está a utilizar na guerra contra Ucrânia. Na lista temos 732 mercenários da Sri Lanka, 32 foram liquidados pelas FAU, 22 desertaram e 8 estão detidos nos campos ucranianos de POW.
Faça click para consultar a lista completa

Todos eles dizem que viviam na absoluta pobreza, passando as maiores necessidade na sua terra natal e, em busca de uma vida melhor, tentaram encontrar trabalho no estrangeiro. Infelizmente, em vez de trabalharem, aceitaram a armadilha dos recrutadores russos. Como acontece com os mercenários do exército russo, recrutados no Nepal, Cuba ou países da Ásia Central, a rússia atrai cidadãos dos países mais pobres do mundo para a guerra através das falsas promessas e da corsão. Os recrutadores russos prometem empregos legais na rússia e um salário elevado – até 3.000 dólares. Dizem que estão à procura de trabalhadores para o setor da construção civil, seguranças ou motoristas. 

Assim, o cingalês Anil Madusanka, foi recrutado alegadamente para trabalhar como motorista num hotel. Em vez disso, foi enviado para a frente de batalha na Ucrânia, onde foi ferido. Após disso, conseguiu desertar e chegar à embaixada do Sri Lanka em Moscovo, que o ajudou a regressar à sua terra natal. 

Entrevista com Fernando, cingalês que foi capturado pelas FAU e que está agora no campo ucraniano dos POW (à partir de 2´36´´):

Sabemos de pelo menos 732 mercenários do Sri Lanka que estão ou estavam a lutar no exército russo na sua guerra contra Ucrânia. Sabe-se também no mínimo 22 deles desertaram (dados até junho de 2024) e que outros 32 deles foram mortos, caso do Nipuna Silva, embora estes dados são incompletos, uma vez que o Ministério da Defesa russo praticamente não mantém registos de mercenários. No exército russo, são literalmente soldados “descartáveis”, usados nas operações de assalto. Os cingaleses, assim como outros mercenários, não estão devidamente treinados. Passam apenas por duas semanas de treino muito básico em manuseamento de armas, após o que são enviados para unidades de assalto. Nenhum deles fala russo, embora os comandantes que os enviam para a batalha falem russo. Em caso de ferimentos ou morte, apenas pode ser enviada uma equipa de evacuação não russa, mas na maioria dos casos não é enviado ninguém. 

As autoridades do Sri Lanka sabem que os russos estão a enganar os seus cidadãos para que entrem em guerra. Em maio de 2024, o Presidente do Sri Lanka ordenou o envio de uma delegação especial à rússia para investigar os incidentes de recrutamento. O porta-voz do Ministério da Defesa, Nalim Herat, disse que a Rússia estava a enganar os cingaleses que enfrentavam dificuldades económicas que os obrigaram a procurar trabalho no estrangeiro. A polícia deteve dois generais reformados envolvidos no recrutamento de mercenários, bem como seis dos seus cúmplices que eram responsáveis ​​pela logística. Todos os reclusos enfrentam punições severas. 

Além disso, o Sri Lanka levantou a questão das indemnizações para os cidadãos mortos e feridos durante as negociações com representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações Internacionais e do Ministério da Defesa russo. 

No entanto, como estamos a falar de negociações com o lado russo, é pouco provável que os familiares dos mercenários mortos consigam receber sequer os seus restos mortais, quanto mais as indemnizações.

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quarta-feira, outubro 23, 2024

Mercenários da Sri Lanka são aniquilados pelas FAU em Kursk

Na discussão sobre a conveniência ou o sucesso da operação em Kursk, há uma observação interessante que fala por si  os mercenários exóticos nas fileiras do exército russo indicam que o recurso militar russo está diminuindo.

Os ganeses e nigerianos que vieram para a rússia há muito tempo já se apodreçam nos solos da região de Kursk. Agora é a vez dos cingaleses. O Sri Lanka não é só chá e elefantes. São também os mercenários, que pela sua religião não têm permissão para matar sequer uma barata em casa, mas podem matar ucranianos por um pequeno preço.

É claro que o elefante do Sri Lanka é o irmão mais novo do urso russo, e a rússia é a pátria de qualquer cingalês, se pagar um pouco mais, mas hoje alguns dos cingaleses que vieram de muito longe para matar os ucranianos tiveram azar. A sua viagem terrena terminou perto da aldeia de Sheptukhivka, não regressarão a casa, apodrecendo na terra de Kursk para o deleite dos famintos vermes locais.

Os idiotas úteis dos russos tornaram-se idiotas inúteis.

As FAU estão à espera dos norte-coreanos. Os cães de Kursk fazem fila para se vingarem de suas irmãos e irmãs comidos

Os troféus foram angariados pelos militares da 21ª Brigada Mecanizada Separada das FAU.

Bónus

O projecto “Quero Viver” divulgou um vídeo em coreano, no qual apela aos militares da RPDC para que se rendam ao cativeiro ucraniano. Os POW têm a garantia de habitação segura, alimentação e cuidados médicos para todos, independentemente a sua nacionalidade.


quarta-feira, junho 19, 2024

Os resultados finais da Cimeira da Paz na Suíça

A cimeira demonstrou a ausência de medo da comunidade internacional em relação ao putin e, mais que é perfeitamente possível contrariar os ultimatos de Kremlin com base na forte posição consolidada de países em todos os continentes.

Ucrânia, como nenhuma outra, conseguiu unir os países do “Norte global” (Ocidente) e os países do “Sul global” (África, Ásia, América Latina) para discutir problemas de segurança no sentido global da palavra. Desde questões de segurança alimentar e nuclear (o funcionamento de infra-estruturas críticas, em particular, a restauração do controlo ucraniano sobre a central nuclear de Zaporizhia) até à segurança de um indivíduo específico (respeito pelos direitos humanos, em particular, a manutenção e troca de prisioneiros; o regresso de crianças raptadas).

Esta abordagem permite que os países que enfrentam crises e ataques considerem o formato da cimeira suíça como uma espécie de modelo para criar condições de enquadramento para o agressor quando este já não puder continuar a guerra e for forçado a recuar sob pressão da comunidade internacional. comunidade. Este é um modelo não apenas de sobrevivência, mas de desenvolvimento e de estabelecimento de numerosas conexões ramificadas.

A organização em rede da sociedade civil, bem como abordagens inovadoras às armas, estratégias e tácticas da sua utilização, ajudam a Ucrânia a sobreviver na guerra com um enorme império organizado verticalmente. 

A flexibilidade e elasticidade dos contactos bilaterais e a ampla participação de representantes internacionais são especialmente valiosas em tempos de crise nas instituições internacionais responsáveis ​​pela manutenção da segurança global. 

O facto de as consequências humanitárias da guerra e da crise terem sido o foco da cimeira também pode ser considerado um sinal de um regresso às normas civilizadas de coexistência internacional. As normas que Putin violou brutalmente com a invasão da Ucrânia, lançando um processo de “desumanização” comparável aos horrores do nazismo. 

Finalmente, a cimeira é um lembrete para aqueles que gostam de lucrar com os territórios de outras pessoas que, no século XXI, esta é uma estratégia extremamente mal sucedida e não lucrativa. A Rússia é um grandioso “império de retalhos”, mas isto claramente não é suficiente para entrar na ordem mundial moderna, o que, de facto, demonstra a crise de desenvolvimento que se aproxima da Rússia como resultado de sanções.

Os laços bilaterais flexíveis e as alianças locais proporcionam estabilidade a todo o sistema internacional. E, como mostra o exemplo da Ucrânia, podem contribuir para a sustentabilidade de um país que foi vítima de agressão. Tanto as autoridades ucranianas como a diplomacia ucraniana compreendem isto, pelo que a organização de uma cimeira de tão grande escala acabou por estar dentro das suas capacidades. 

A cimeira mostrou a variabilidade de oportunidades para diferentes países. Para a Europa, a reunião tornou-se uma ocasião para demonstrar a sua posição consolidada e expressar o apoio à Ucrânia como um Estado que obedece às regras ocidentais civilizadas. Para os países do “Sul global”, surgiu uma oportunidade para destacar os seus problemas no cenário mundial, provando que as vozes dos povos da Ásia, África e América Latina são muito importantes para o estabelecimento de uma nova e justa ordem mundial. 

Para as organizações internacionais cuja reputação foi prejudicada pela guerra de Putin, a cimeira tornou-se uma “tábua de salvação” que lhes permitiu ser incluídas na actual agenda de ajuda à população civil e de reconstrução da Ucrânia.

Ucrânia, sitiada pelo exército de putin, declarou mais uma vez que, apesar de todas as maquinações do Kremlin, foi e continua a ser um sujeito da política mundial, um Estado soberano que luta por uma paz justa, pelo desenvolvimento e pela boa vizinhança com países de todos os continentes. 

domingo, abril 14, 2024

A rússia certamente perderá na Ucrânia, avalia um especialista chinês

O professor da Universidade de Pequim, Feng Yujun, publicou um artigo no The Economist apontando 8 razões pelas quais a Rússia perderá na Ucrânia, numa guerra que, segundo ele, prejudicou as relações sino-russas. 

A guerra entre a rússia e Ucrânia foi catastrófica para ambos os países. Com nenhum dos lados desfrutando de uma vantagem esmagadora e as suas posições políticas completamente em desacordo, é pouco provável que os combates terminem em breve. Porém, uma coisa é certa: o conflito é um divisor de águas do pós-guerra fria que terá um impacto global profundo e duradouro. 

Quatro fatores principais influenciarão o curso da guerra. O primeiro é o nível de resistência e unidade nacional demonstrado pelos ucranianos, que até agora tem sido extraordinário. A segunda é o apoio internacional à Ucrânia, que, embora recentemente tenha ficado aquém das expectativas do país, continua a ser amplo. 

8 razões pelas quais a Rússia perderá e Ucrânia vencerá, segundo o professor Yujun:

1. Putin caiu num “casulo de informação”: ele não opera com informações reais verificadas e o seu sistema de gestão não possui um mecanismo eficaz de depuração e correção. Ucrânia, apesar de todas as suas deficiências, é muito mais flexível e eficiente.

2. O sucesso na guerra moderna é assegurado pela concorrência nos sistemas de comando, controlo, comunicações e inteligência, bem como no poder industrial. A base industrial da rússia nunca alcançará o potencial da URSS.

3. Forte resistência e unidade do povo da Ucrânia.

4. Apoio internacional à Ucrânia.

5. A rússia será forçada a retirar-se de todos os territórios ucranianos ocupados, incluindo a Crimeia, a fim de evitar a derrota.

6. A capacidade nuclear não é garantia de sucesso. Os Estados Unidos retiraram-se em tempos do Vietname, da Coreia e do Afeganistão, embora não tenham menos potencial nuclear do que o Kremlin tem agora.

7. Ucrânia provou que Moscovo não é invencível, pelo que uma trégua de acordo com o cenário “coreano” está excluída.

8. putin está em completo isolamento e tem pouco controlo sobre a situação política interna: a rebelião de Prigozhin, a eterna tensão interétnica e inter-religiosa, os ataques terroristas e o descontentamento de uma parte significativa do exército são prova disso.

Depois da guerra, a Ucrânia aderirá definitivamente à UE e à NATO, e Moscovo ainda perderá as suas colónias. O professor também defende a reforma da ONU e a redução do papel dos membros permanentes do Conselho de Segurança (incluindo a federação russa).

terça-feira, dezembro 05, 2023

Os mercenários do Nepal: Os Oito Espertos

Os oito magníficos nepaleses particularmente espertos decidiram não desafiar o destino e, depois de assinarem o contrato com o MoD russo e receberem o primeiro pagamento, simplesmente fugiram, sem esperar de serem mandados para a linha da frente / front na Ucrânia. 

Perdendo nos últimos tempos uma média de 1.000 homens ao dia (entre mortos, feridos, POW e desaparecidos), o Ministério da Defesa russo já há bastante tempo está à caça dos «voluntários» mais ou menos constrangidos. Dado que os prisioneiros russos não é um grupo social infinito, os militares russos também passaram aceitar os estrangeiros: naturais da Ásia Central pós-soviética, africanos, cubanos, sírios e ultimamente indianos/nepaleses, que se fazem passar pelos temíveis «gurcas», muitas vezes apenas para receber o primeiro pagamento e desaparecer, sem deixar o rasto, tal como aconteceu no nosso caso. 

Outros nepaleses, anteriormente se passarem por «sírios»

Geralmente, os estrangeiros estão interessados ​​em uma autorização de residência russa ou em um passaporte de cidadão russo. Mas a maioria busca dinheiro que não pode ganhar em casa, apesar do risco para a vida e a saúde. Os heróis da nossa história são oito moradores da República do Nepal que vieram para a Rússia em busca de trabalho. Cruzaram a fronteira russa em 14 de outubro de 2023. 

A fuga espetacular semanas depois de assinar o contracto e receber o prémio de assinatura

No início de novembro, ainda em Moscovo/u, assinaram o contrato com as forças armadas da federação russa, enviados à uma das unidades do 58º Exército de Armas Combinadas da federação russa (unidade militar 47084, na Ossétia do Norte, parte do distrito militar do Norte). 

Seus nomes (dispostos conforme numeração na foto):

1. Khadka Chetendra, nascido em 29/04/1979, soldado raso, operador de morteiro;

2. Adhikari Yubraj, nascido em 6/10/1979, soldado raso, operador da metralhadora;

3. Bishwakarma Lal Bahadur, nascido em 08/05/1983, soldado raso, atirador sênior;

4. Bishwakarma Tilak Bahadur, nascido em 05/08/1989, soldado raso, operador da metralhadora;

5. Khadka Deepak, nascido em 26/07/1998, soldado raso, operador de morteiro;

6. Bhattarai Laxman, nascido em 26/07/1982, soldado raso, operador da metralhadora;

7. Pahadi Jagadish, nascido em 22/07/, soldado raso, atirador sênior;

8. Rahapal Sushant Kumar, nascido em 17/06/1992, soldado raso, atirador. 

Cada um deles recebeu 195.000 rublos (aproximadamente 1963,8 Euros), em forma de prémio antecipado, após assinatura do contrato com as forças armadas russas. Depois disso, os nepaleses foram enviados à uma unidade militar russa, localizada na região de Rostov. Porém, os heróis da nossa história decidiram que “um pássaro na mão” era muito melhor que serem mortos pelas FAU e pretenderam não arriscar a sua vida. Passando menos de duas semanas em serviço, na noite de 16 para 17 de novembro de 2023, os nepaleses escaparam da sua unidade militar. Neste momento são procurados como desertores, acusados ​​​​de acordo com o art. 337º do Código Penal da federação russa - abandono não autorizado de uma unidade militar. Até 1 de dezembro de 2023 não foram encontrados. Provavelmente já estão fora do território russo.

Uma história de sucesso de expatriados nepaleses. Tal como a história de um outro «estudante» nepalês, que alegadamente estudava biotecnologia em Moscovo, até que já não tinha dinheiro para pagar os seus estudos. Também assinou o contracto com o MoD russo e foi capturado pelas FAU (o rapaz ganhou cerca de 40 dólares em 1,5 meses de serviço). Passará algum tempo na cadeia ucraniana, o mais importante, irá sobreviver, não irá morrer pelos ideais do regime fascista russo...

O mercenário nepalês foi capturado ao sul de Zaporizhia, juntamente com outros POW russos do 70º regimento de infantaria/rifles motorizada, criado em 2016 especialmente para uma agressão em grande escala contra Ucrânia.

Fonte @dosye_shpiona