quinta-feira, junho 18, 2026

O bisneto de Leonid Brejnev foi capturado na Ucrânia

O bisneto do líder comunista soviético Leonid Brejnev, Anton Milaev, foi capturado na linha da frente pelas FAU. O ocupante russo, Milaev, participava ativamente na agressão militar russa contra Ucrânia.

Anton Milaev é neto adotivo de Galina Brezhneva, filha do Secretário-Geral do Comité Central do PCUS, que o educou como se fosse o seu próprio filho. Segundo o TG canal russo Baza, o homem de 45 anos ingressou no Distrito Militar do Norte no outono de 2025 como sapador e perdeu o contacto com a família já em novembro. Tal como contou a sua mãe, Irina Kuznetsova, a notícia chegou alguns meses mais tarde: o seu filho se tornou o POW da Ucrânia, capturado pelas FAU na região de Kherson. 

Oficialmente, Ucrânia ainda não confirmou a possível captura do Milaev, no entanto, o seu perfil pode ser encontrado na base de dados Myrotvorets, onde o bisneto do Brejnev é acusado de «Atentado contra a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. Cúmplice dos crimes da rússia contra a Ucrânia e os seus cidadãos». 

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Galina Brezhneva, filha do Leonid Brezhnev, era conhecida pelo seu comportamento excêntrico, vivendo luxuosamente como bem entendia, entre festas, bebidas e negócios obscuros, bem longe das orientações do «homem soviético», como ditava o partido. 

Galina Brejneva, em cima da mesa no ambiente informal, década de 1980

Durante a sua vida, Galina foi casada, oficialmente, por três vezes. O seu primeiro marido, foi um simples artista de circo, Yevgeny Milayev. Aos 22 anos, apaixonada por um acrobata de 41 anos e pai de dois filhos (Alexander, posteriormente pai do Anton e Natalia), casou com ele sem hesitações, preferindo a interminável deslocação entre as cidades e os palcos, trabalhando como figurinista, à vida despreocupada que o pai lhe prometia. 

Galina e Yevgeny Milaev, início da década de 1950

Dez anos depois, quando a relação do casal começou a deteriorar-se, fruto da infedelidade de ambos, a impulsiva Galina, usando as suas ligações privilegiadas, divorciou-se de Milaev em apenas um dia e casou com outro homem circense. O imponente ilusionista Igor Kio, 15 anos mais novo do que ela. No entanto, sob pressão do próprio Brejnev, que via essa união como uma grave humilhação pessoal (por genro ser um circence e um judeu), o casamento oficial foi desfeito ao décimo dia. Os encontros secretos continuaram por mais três ou quatro anos, até que Galina deixou o amante para evitar que o KGB lhe arruinasse a vida e impedisse o seu desenvolvimento artístico.

Igor Kio na década de 1980. Foto: Internet
O terceiro casamento aconteceu em 1971. O marido seguinte de Galina foi o carreirista militar, oficial das tropas do Ministério do Interior, major Yuri Churbanov, que não se mostrava incomodado com o facto de a sua noiva ser sete anos mais velha do que ele, nem com o facto de ser oficialmente casado. Tendo rompido abruptamente com a sua primeira mulher, Churbanov tornou-se genro do Secretário-Geral do PCUS, com todos os privilégios inerentes à função. Rapidamente Churbanov tornou-se o vice-ministro do Interior, o candidado ao membro do Bureau Político do PCUS. Depois de viver com ele durante 20 anos, repetia incansavelmente: «O apelido do meu marido combina perfeitamente com a sua personalidade» (a palavra russa churban, próxima do toco, tem a perfeita correspondência portuguesa de calhau, com todas as conotações inerentes).

Galina Brejneva no casamento com Yuri Churbanov

Para além dos seus casamentos instáveis, Galina chocava os cidadãos soviéticos, falsos conservadores nos seus valores familiares, por ter um grande número de amantes. A história não preservou todos os seus nomes, mas entre os mais famosos estavam os jornalistas Oleg Shirokov e Alexander Avdeyenko, o bailarino letão Maris Liepa e o ator Boris Buryatse, o primo do teatro cigano soviético «Romen». Cada um dos seus favoritos se aproveitava da bondade e generosidade de Galina, recebendo bens materiais, artigos de luxo, joias e uma ascensão meteórica na carreira. O espírito aventureiro de Galina não se contentava com o que o destino lhe oferecia de bandeja, e por isso via-se frequentemente no centro de vários escândalos, o mais notório dos quais envolvia o comêrcio ilegal de diamantes. Munida de informações sobre quando os preços das jóias preciosas iriam subir, Brezhneva e as suas confidentes compravam-nas à pressa e revendiam-nas ao novo preço, obtendo um lucro considerável. Além disso, Galina comprava e vendia os diamantes roubados, fruto de assaltos às residências de elite soviética endinheirada. Não fosse a sua condição da filha do Secretário-Geral do PCUS, teria acabado na prisão. 

O bailarino letão Maris Liepa no meio. Foto: Internet

Os maiores desafios de Galina Brejneva surgiram após a morte do pai em 1982: viu-se praticamente em prisão domiciliária na sua dacha nos arredores de Moscovo. Desesperada e deprimida, recorreu cada vez mais ao álcool. Além disso, o seu marido caiu em desgraça: primeiro, Churbanov foi despromovido, depois demitido por tempo de serviço e, em 1988, na auge da Perestroika, condenado a 12 anos de prisão por acusações de corrupção. Galina não esperou pelo marido ser libertado da prisão; ainda em 1990, pediu o divórcio. 

Galina Brejneva com o pai, Leonid Brejnev. Foto: Vladimir Masuelyan

Galina, aos 50 anos, com ar de bêbeda, perdera completamente o interesse pela vida, encontrando a sua única alegria nos encontros com a turba desleixada que constantemente visitava o seu apartamento com garrafas de bebidas alcoólicas. Eventualmente, os vizinhos cansaram-se desta situação e recorreram a familiares para remediar o problema. Galina recusou-se a viver com a sua filha Viktoria, pelo que esta a internou num hospital psiquiátrico, onde Galina faleceu em junho de 1998.

A neta do Estaline Chrese Evans, nascida nos EUA como Olga Peters

Fonte: Galina Brezhneva: as mais escandalosas travessuras da filha do líder da URSS.

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