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sexta-feira, junho 05, 2026

A vida ucraniana no olhar da professora Alla Umanska

A mulher forte, bonita e sorridente que se vê na foto é a professora ucraniana reformada, Alla Umanska. Vai fazer 90 anos este mês. A segunda e a última fotos mostram a sua casa e apartamento destruídos por um míssil russo.

Alla foi retirada dos escombros após o primeiro ataque, e mais tarde houve um segundo no mesmo local. O seu apartamento ficava no primeiro piso; acordou desorientada após a explosão, com a sensação de que alguém a tinha atingido na cara. Diz que o seu primeiro pensamento foi como se a noite tivesse acabado dentro do seu rosto.

Profª Alla lecionava a História ucraniana e o Direito. Sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Ela escrevia poemas, que arderam juntamente com o seu apartamento. Após o ataque, conseguiu tirar as chaves do apartamento. Assim, ligou à filha, Toma, e pediu-lhe que entrasse e fechasse a porta do apartamento. Toma, até ao último momento, não soube como dizer à mãe que o seu apartamento simplesmente já não existe.

Hoje, Alla está no hospital. A preparar-se para a reabilitação. O seu estado geral deteriorou-se significativamente devido aos ferimentos sofridos, especialmente a audição. Mas falando com ela, percebe-se que, mesmo depois deste pesadelo que viveu, após perder o seu apartamento, o que mais dói é pensar nos jovens que estão a morrer. Entre eles estão os seus alunos, e ela é professora com P grande. Ela amava todos os seus alunos, e eles amavam-na. Esta é a maior perda para ela.

É uma pessoa de uma força fantástica. A primeira coisa que pediu à filha foram ganchos de cabelo. Para Dra. Alla é importante estar bonita. Porta-se bem e com otimismo, mas tudo está escrito nos seus olhos, sem palavras...

Ajudar a Profªa Alla, a vaquinha ministrada pela sua fila Toma: Monobank.ua

Fonte: texto, imagens: página de Instagram de @libkos (Kostiantyn e Vlada Liberov)

186 ucranianos finalmente livres! 


Na mais recente troca de POW, ocorrida no dia 5 de junho de 2026, os 186 ucranianos regressaram hoje a Ucrânia livre: 185 militares e um civil. A maioria dos libertados estava em cativeiro russo desde 2022, informa Ombudsman da Ucrânia, Dmytro Lubynets.

Outros 185 defensores da Ucrânia ucranianos regressam hoje a casa após anos em cativeiro russo. Um civil também regressa juntamente com os defensores. São guerreiros das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional e do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia – soldados, sargentos e oficiais. Defenderam o nosso país em Mariupol e Azovstal, bem como nos setores de Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Kherson, Zaporizhzhia, Sumy, Kyiv e Kursk. Entre eles estão os que regressam após anos em cativeiro russo, onde estavam detidos desde 2022, escreveu o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy.

quarta-feira, maio 20, 2026

Doutrina Budanov: Ascensão da Estratégia de Desgaste Ucraniana e a Transição para a Guerra de Drones

O coronel da reserva do Exército Brasileiro, Marco Coutinho*, descreve a «Doutrina Budanov» como a redefinição da defesa ucraniana ao substituir ofensivas convencionais por sistemas autônomos, drones FPV e inteligência operacional integrada; a guerra assimétrica e a autonomia tecnológica, que moldam a resiliência nacional e projetam poder estratégico num conflito industrial prolongado. 

Este artigo examina a reconfiguração da estratégia de defesa ucraniana a partir de 2026, marcada pela ascensão de Kyrylo Budanov ao cargo de Chefe do Gabinete do Presidente. Analisa-se a transição do modelo convencional conhecido como “Plano para a Vitória” de Zelensky, centrado em blindados pesados e dependência de armamentos ocidentais, para a chamada “Doutrina Budanov”, caracterizada pela priorização de sistemas autônomos, drones FPV e operações de alcance profundo em território russo. A pesquisa baseia-se em análise documental, relatórios públicos da inteligência militar ucraniana (GUR) e estudos estratégicos recentes, destacando o impacto da Operação Spider Web como marco da adoção de uma guerra assimétrica de alta tecnologia. Conclui-se que a integração entre inteligência operacional, autonomia de sistemas e produção industrial descentralizada constitui o núcleo da resiliência ucraniana para se adaptar e atuar com vantagem em um cenário de guerra prolongada. 

1. Introdução

Em janeiro de 2026, a Ucrânia iniciou um processo de reestruturação profunda de sua arquitetura de defesa e governança estatal, visando ampliar a resiliência nacional diante de um conflito industrial prolongado. A nomeação do tenente-general Kyrylo Budanov, ex-diretor do Diretório Principal de Inteligência (GUR), para o cargo de Chefe do Gabinete do Presidente, simbolizou a convergência definitiva entre a inteligência operacional, a formulação estratégica e o esforço diplomático. 

Essa mudança estrutural decorreu da exaustão do modelo convencional anterior, que se baseava em grandes manobras de blindados pesados, como observado nas ofensivas de Zaporizhzhia e Kursk, e na dependência de mísseis ocidentais de longo alcance, frequentemente limitados por restrições políticas impostas pelos aliados. Diante da escassez de capital humano e da necessidade de compensar a superioridade numérica do adversário, a liderança ucraniana articulou uma transição para a denominada “Guerra de Máquinas”. 

Nesse contexto, emergiu a “Doutrina Budanov”, uma estratégia centrada no desgaste coercitivo do inimigo por meio de inovações tecnológicas disruptivas, como a integração de Inteligência Artificial, e o emprego sistemático de operações de profundidade. Esta nova fase prioriza a substituição de pessoal por sistemas autônomos e o uso de drones FPV e de longo alcance para degradar os centros de gravidade econômicos e militares em território russo, visando forçar um endgame diplomático em posição de força. 

2. O Declínio do Modelo Convencional

Comparativo entre o modelo de guerra convencional (2023-2025) e a transição para a Doutrina Budanov, destacando o pivô para a assimetria tecnológica e autonomia de sistemas (Adaptado de Parish, 2026 e Özdemir, 2026).

A estratégia ucraniana até meados de 2025 fundamentava-se no “Plano para a Vitória” então defendido pelo presidente Zelensky, uma abordagem que privilegiava ofensivas mecanizadas de alta intensidade e a expectativa de um suporte tecnológico ocidental de longo alcance que, em grande parte, foi restrito por hesitações políticas dos aliados. Este modelo convencional enfrentou limites severos durante as ofensivas de 2023 e 2024 nas regiões de Zaporizhzhia e Kursk, evidenciando que manobras baseadas em blindados pesados e caros tornaram-se vulneráveis diante da densidade de vigilância por drones e sistemas de ataque de precisão russos. 

Ler o texto integral em português ou em inglês.

* Marco Antonio de Freitas Coutinho é coronel da reserva do Exército Brasileiro. Participou em missões da ONU, em diplomacia de defesa e estudos estratégicos. Editor do GRU. O Vice-Presidente do Instituto de Altos Estudos de Geopolítica, Segurança e Conflitos (GSEC).

sábado, janeiro 03, 2026

⚡️⚡️⚡️ O retrato do POW russo, capturado na Ucrânia pelas FAU

Compilando os resultados no final do 2025, o projeto ucraniano «Quero Viver» divulga as estatísticas abrangentes, baseadas em dados de mais de 10.000 militares russos capturados pelas FAU durante todo o período da invasão russa em grande escala, que começou em 24.02.2022. 

O número de russos que se renderam aumenta ano após ano. Em 2025, o número de militares russos capturados foi superior ao total de 2022 e 2023 juntos. Em média, de 60 a 90 militares pertencentes às forças armadas russas são feitos prisioneiros por semana, e em agosto de 2024, esse número chegou a 350 por semana. Desde junho de 2023, os militares russos têm sido capturados com mais frequência do que os militares ucranianos pela rússia. 

O maior número de POW russos foi capturado nos distritos de Pokrovsk e Bakhmut, na região de Donetsk, na região de Kursk e também no distrito de Pologovsk, na região de Zaporizhia. 

Em 2025, o número de mercenários estrangeiros, ao serviço da rússia, aumentou significativamente. A cada semana, aproximadamente 2 a 3 soldados do exército russo, que se são capturados pelas FAU revelam-se cidadãos de países terceiros. Em 2025, o número de estrangeiros capturados foi maior do que em todos os anos anteriores juntos. Atualmente, quase 7% de todos os prisioneiros de guerra na Ucrânia são mercenários estrangeiros, proveninentes de 40 países. 

O prisioneiro de guerra russo típico:

  • 83% – soldados rasos;
  • 13% – sargentos e sub-oficiais;
  • 1,4% – furrieis e sub-oficiais da marinha;
  • Quase 3% são oficiais júniores e superiores.

A patente mais alta entre os POW russos é coronel.

O mais jovem no momento da sua caputra tinha 18 anos, o mais velho, 65 anos. Aproximadamente 76% são militares sob contrato, incluindo os recrutados em prisões e membros da EMP. Mobilizados – cerca de 19%, quase 5% – recrutas via SMO. 24% dos prisioneiros relataram participação involuntária nessa guerra – foram enganados ou forçados a participar no conflito.

40% de todos os prisioneiros de guerra russos possuem antecedentes criminais. Os 5 principais crimes pelos quais os militares russos foram presos são:

  • Furtos – 35,1%,
  • Drogas – 18,5%,
  • Roubo e furto – 16,3%,
  • Lesões corporais graves – 8,3%,
  • Homicídios – 7,2%.

Apenas 7% de todos os prisioneiros de guerra estudaram numa universidade ou possuem ensino superior. 44% concluíram o ensino médio ou técnico, e 30% sequer concluíram o ensino médio. Várias dezenas de prisioneiros de guerra nem sequer frequentaram a escola. 

Antes da guerra, 38% estavam desempregados. 18% trabalhavam na construção civil, 11% eram motoristas e 7% mecânicos, soldadores e eletricistas. 6% trabalhavam na área de segurança e outros 6% no serviço público. 

36% são casados, 16% são divorciados, 13% são casados em regime de facto e 34% nunca se casaram. 46% têm filhos. 8% tinham três ou mais filhos, mas isso não lhes permitiu serem dispensados do exército russo. 

Centenas de pessoas foram capturadas com doenças como HIV/AIDS, Hepatite B e C, tuberculose, diabetes e doenças mentais como esquizofrenia. 

No total, pouco mais de 6.000 prisioneiros de guerra já foram devolvidos à rússia em trocas dos POW, 52% dos quais aconteceram em 2025. Sabe-se da morte ou desaparecimento de pelo menos 237 ex-POW russos que foram reenviados para a frente de batalha. Quatro soldados russos estão atualmente em cativeiro ucraniano pela segunda vez. 

Quem a rússia aceita em troca? A composição étnica dos russos trocados é marcadamente superior aos demais prisioneiros. Se entre os POW 66% são de etnia russa, então entre os trocados essa proporção sobe para 83%. Moradores de Moscovo/ou e da região metropolitana de Moscovo/ou, das regiões de Krasnodar e Perm, e da região de Rostov foram repatriados com mais frequência do que outros. Raramente são trocados os habitantes e naturais da Chuváchia, Udmúrtia, Calmúquia e da região de Sacalina. 

Primeiramente, o Ministério da Defesa russo se esforça para repatriar aqueles que não estão gravemente feridos e que passaram pouco tempo em cativeiro: 28% dos trocados estiveram em cativeiro por menos de três meses. Outros 40% estiveram em cativeiro entre quatro e nove meses. Entre aqueles que estiveram em cativeiro por mais de um ano, apenas 22% foram aceites em troca pela rússia. 

Quanto aos cidadãos estrangeiros, a rússia não demonstra quase nenhum interesse na sua repatriação e não os solicita para serem incluídos nas trocas. 

Neste momento, milhares de POW russos permanecem presos na Ucrânia, entre eles aqueles que foram capturados nos primeiros dias da invasão, recrutas de Kursk, feridos e doentes. O lado russo recusa-se, pelo quarto ano consecutivo, a devolvê-los aos seus países de origem, no âmbito da promessa de «todos por todos». 

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

Escreva ao Telegram ou WhatsApp:

  • +38 095 688 68 88
  • +38 093 688 68 88
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quinta-feira, fevereiro 06, 2025

Ucrânia lança a nova ofensiva na região de Kursk

As forças ucranianas lançaram uma nova ofensiva na região de Kursk, ao sul de Sudzha, as FAU estão a avançar em Ulanok e Cherkaska Konopelka. 

Os combates pesados ​​estão a ocorrer na área de Makhnivka. Os blogueiros militares russos escrevem que a aldeia de Ulanok está sob controlo das forças ucranianas.

Acredita-se que o objetivo do ataque ucraniano seja de recapturar a aldeia de Cherkaska Konopelka, chegar à retaguarda e garantir uma rota de abastecimento à partir de Sumy;

Alguns propagandistas russos escrevem que as FAU já contornaram Cherkaska Konopelka. 

A operação ucraniana em Kursk em 2024 começou dois meses antes da ofensiva geral. As Forças Especiais da Ucrânia (SSO) mostraram como em maio-junto de 2024 atuavam na retaguarda russa, destruíndo os sistemas russos de defesa aérea em território inimigo.

Durante a operação Kursk, as SSO da Ucrânia utilizaram pela primeira vez de forma abrangente grupos táticos, unidades de operações psicológicas, o Movimento de Apoio e veículos aéreos não tripulados em coordenação com unidades aliadas das Forças de Defesa. 

Quando a Rússia realizava os ataques aéreos de grande escala na região de Sumy, em junho de 2024, pequenos grupos de SSO já se encontravam na área da região de Kursk, na Rússia. 

Bónus

O comandante do batalhão de forças especiais invisíveis «Akhmat», major-general Apti Alaudinov, principal porta-voz da federação russa na Batalha de Kursk, informou que mais uma vez as suas tropas tik-tok não se cruzaram com a nova ofensiva das Forças Armadas Ucranianas, devido à esperteza das FAU em atacar exatamente no local onde não se encontram os kadirov boys

Parece uma mentira, só que ele disse isso mesmo). 

domingo, janeiro 05, 2025

As Forças Armadas da Ucrânia partiram para a ofensiva em Kursk

As unidades blindadas ucranianas partiram para a ofensiva na região de Kursk. Os canais russos relatam a captura de novos assentamentos e temem que o objetivo da ofensiva das FAU é a captura da usina/fábrica nuclear de Kursk. 

O anúncio foi feito por Andriy Kovalenko, chefe do Centro de Combate à Desinformação do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia (RNBO). Segundo ele as FAU estão trabalhando atualmente no desenvolvimento da ofensiva. «Os russos em Kursk estão passando por grande ansiedade porque foram atacados em várias direções, e isso foi uma surpresa para eles. As forças de defesa estão trabalhando», observou Kovalenko. 

Esta informação também é confirmada por autoridades russas e blogueiros militares, que relatam o movimento das FAU do distrito de Sudzha em direção à vila de Bolshoe Soldatskoe. 

Autoridades russas exortam a evacuação dos cidadãos do distrito 
de Bolshoe Soldatskoe

Os TG canais russos também publicam vídeos de uma coluna de veículos blindados ucranianos se aproximando do assentamento russo de Berdin. Há informação não confirmada sobre a captura de Berdin pelas FAU. 

Os TG canais patrioteiros russos relatam a captura de novos assentamentos na região de Kursk pelas FAU. O objetivo da ofensiva das FAU é capturar a usina nuclear de Kursk, afirmam os russos. Ao mesmo tempo, eles imediatamente escrevem que este não é o alvo principal das FAU, se interrogando se isso é uma manobra de distração por parte dos ucranianos. Mas sem saber para onde esperar o ataque principal. 

As tentativas frustradas de drones russos de impedir o avanço ucraniano em Kursk. O sistema ucraniano de guerra eletrônica funciona brilhantemente. Os russos escrevem que apenas os drones em fibra óptica sobrevivem, outros perdem massivamente o contacto com os seus operadores:


Trabalho de combate da 41ª brigada das FAU em veículos russos na região de Kursk:


Bónus 

Um terrorista profissional, o ícone da propaganda russa, sérvio Bratislav «Koma» Živković, comandante da companhia de assalto do 150º regimento do Exército russo, foi eliminado na região de Kursk. 

16 de dezembro de 2024 Živković sobreviveu milagrosamente a chegada de um drone FPV, mas já no início de janeiro de 2025, a justiça finalmente triunfou. Živković lutou ao lado dos ocupantes russos contra Ucrânia desde 2014 nas fileiras da Unité Continentale, uma unidade de mercenários, composta por cidadãos estrangeiros.

segunda-feira, dezembro 16, 2024

Os militares norte-coreanos vistos na região de Kursk

Os vídeos mostram, em detalhe, as táticas de combate que as tropas norte-coreanos usam na região de Kursk. São táticas da guerra inter-coreana de há 70 anos atrás.

Além disso, os norte-coreanos na avaliação dos militares ucranianos (o vídeo é do «Grupo Khorne» da 116ª Brigada Mecanizada Separada das FAU):

  • A fraqueza e a coragem são as suas táticas, o seu trunfo é um bom preparo físico.
  • Não conhecem / não contam com os drones.
  • Usam chapéus muito estranhos, mas engraçados.
  • As armas automáticas são carregadas como se fosse a espingarda Mosin-Nagant. Parece que estão a usar as mesmas táticas de há 70 anos.

Muitos morrerão, a única questão é quem terminará primeiro. Os projéteis e drones ucranianos ou a infantaria norte-coreana.

Os corpos de 23 norte-coreanos, algures em Kursk, à confirmar

O 2º vídeo foi filmado perto de Malaya Loknaya, mostra em detalhe, como os norte-coreanos lutam na região de Kursk: 

  • Se juntam na margem da floresta, preparando-se para o assalto.
  • Depois correm pelo campo nevado, sem contar com as baixas.
  • Os mortos e feridos não são evacuados de imediato.

A unidade ucraniana de drones «Pássaros do Magyar» filmou os corpos de soldados norte-coreanos e russos mortos na região de Kursk (à confirmar):


quinta-feira, agosto 15, 2024

Rendição em massa do militares russos na frente de Kursk

14 operativos da força especial da secreta SBU (CSO «A») capturaram 102 militares russos. Os russos pertenciam ao 448º Regimento de Espingardas Motorizadas de Guardas aquartelados num ponto de apoio feito para durar. 

“Um rebanho frouxo, perdido, alguns a chorar, a lembrar palavras ucranianas como “sejam bem-vindos”, foi assim que os participantes da operação comentaram a rendição em massa dos russos.

 

O 448º Regimento de Espingardas Motorizadas de Guardas não teve motivos especiais para se render. O seu ponto de apoio era forte e confortável, exatamente do tipo que foi construído “para mostrar na TV” - com casas de banho, sala de jantar, ícones, gabinete do comandante e retratos de Putin. Havia muita comida, assim como munição. 

90% dos russos que se renderam eram novatos à morrer de medo. Mas a massa “frouxa” russa (como está agora na moda no exército russo) foi reforçada por um par de kadyrovistas marvados, um «comissário político» bêbado, vindo do FSB e alguns veteranos mais experientes. Havia, como é habitual, a presença de droga leve e pesada, mas em quantidades razoáveis: eram apenas 6 pessoas completamente drogadas (no momento de rendição). 

Acontece que a rendição em massa não foi 100% “suave”.

O «comissário político» surpreendeu pela positiva: homem se ofereceu para ajudar a amarrar as mãos dos seus filhos espirituais e políticos. Os «Kadirov boys» também se comportaram de forma razoável, mas estavam um pouco envergonhados porque os seus telefones estavam cheios de pornografia gay. Os drogados (que nem se aperceberam que já estavam em cativeiro ucraniano) continuaram a cantar as suas “kalinkas-malinkas” e convidavam os oficiais da SBU para dançar.

Mas surgiu um “patriota da mãe-rússia” que tentou fazer algum barulho “pela pátria”. Foi imediatamente acalmado, com pontapé “nos tomates” pelo seus, o que causou um breve burburinho na multidão. 

As Forças Armadas Ucranianas avançaram entre 500 m à 1,5 km na região de Kursk nas últimas 24 horas e ocuparam agora uma área de 1.150 km². As aldeias de Mirny, Bondarevka, Mikhailovka e Syrsky foram libertadas. Ucrânia criou o primeiro gabinete do comandante militar nos territórios controlados da região de Kursk. 

Bónus 

O bombardeiro estratégico russo Tu-22M caiu na região russa de Irkutsk. À partir destas aeronaves que os criminosos de guerra russos lançam ataques com mísseis contra alvos civis na Ucrânia. A rússia atualmente já não produz este tipo de aeronaves.


Que ótimas notícias!

quarta-feira, agosto 14, 2024

Ucrânia traz a paz e ajuda humanitária à região de Kursk

A televisão ucraniana TSN divulgou uma reportagem de Sudzha. A reportagem mostrou como as Forças Armadas da Ucrânia retiram as bandeiras russas e trazem ajuda humanitária à população civil da região de Kursk.

O canal de TV ucraniano TSN divulgou a reportagem da cidade de Sudzha, libertada pelas Forças Armadas Ucranianas durante a ofensiva na região de Kursk. O canal transmitiu a reportagem em direto, sublinhando que esta foi a primeira transmissão dos media ucranianos do território da federação russa. 

No início da reportagem a jornalista Natália Nahorna mostrou uma bandeira russa, que, os militares ucranianos retiraram de um dos edifícios administrativos da cidade. De seguida, o canal exibiu o vídeo filmado pela equipa do TSN em que os militares ucranianos derrubam a bandeira russa e a atiram-a para o chão.

“Estamos em Sudzha precisamente naquele momento histórico em que a tricolor russa cai no chão”, comenta Nagorna sobre o que está a acontecer. A bandeira russa foi retirada do edifício de um colégio interno não muito longe da administração municipal. Segundo o jornalista do TSN, a bandeira retirada será transferida para o museu da guerra russo-ucraniana.

Natália Nagorna disse ainda que viu equipamento militar russo aniquilado perto da cidade. Na própria Sudzha, segundo o jornalista, ainda há civis. Ela afirmou que estavam escondidos em caves por causa dos bombardeamentos russos.

“As pessoas que conhecemos disseram que não foram avisadas de que tinham de evacuar, não foram levadas... Tinham muito pouca comida, mas hoje a situação mudou precisamente porque a ajuda humanitária chegou”, disse ela correspondente do TSN.

A jornalista conta que numa das caves a equipa do canal conheceu adolescentes dos 13 aos 14 anos. “Mas a criança mais nova que conhecemos tem agora um ano”, disse Nagorna. Depois disso, a reportagem mostrou imagens dos militares ucranianos a entregarem ajuda humanitária aos residentes de Sudzha.

Durante uma semana de combates na região de Kursk, as tropas russas não conseguiram impedir a ofensiva das Forças Armadas ucranianas. As brigadas ucranianas, a julgar pelos dados de fontes abertas, ocuparam a cidade de Sudzha.

POW russos rendidos às forças ucranianas

O Ministério da Defesa russo não reconheceu oficialmente a rendição de Sudzha. O comandante das forças chechenas conhecidas como «Kadirov boys» e «exército dos Tik-Tok», Apty Alaudinov, disse que as tropas ucranianas não estabeleceram o controlo sobre a cidade.

O The Wall Street Journal, citando responsáveis ​​norte-americanos, noticiou que a Rússia estava a retirar parte das suas forças da Ucrânia em resposta à ofensiva das Forças Armadas Ucranianas na região de Kursk.

A ofensiva das Forças Armadas ucranianas na região de Kursk começou a 6 de agosto. Desde então, as tropas ucranianas avançaram pelo menos 30 quilómetros em território russo. Uma fonte do Serviço de Segurança Ucraniano afirmou que até 10 de agosto, algumas unidades das Forças Armadas Ucranianas avançaram 40 quilómetros em direção a Kursk.

O presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, afirmou na noite de 13 de agosto que 74 vilas e aldeias russas estão sob o controlo dos militares ucranianos. A 12 de agosto, o governador em exercício da região de Kursk, Alexey Smirnov, disse que as Forças Armadas Ucranianas capturaram 28 assentamentos. O Ministério da Defesa russo declarou posteriormente que não houve mais nenhum avanço das forças ucranianas na região.

Comunistas russos exortam à lealdade

Na página oficial do PC russo da região de Kursk apareceu o texto seguinte:

«Tendo em conta o avanço temporário das unidades das Forças Armadas Ucranianas no território russo e assumindo uma possível ocupação da cidade de Kursk, o Partido Comunista recomenda que os cidadãos comuniquem educadamente com os militares ucranianos, não os provoquem, apresentem os documentos necessários mediante pedido e, se possível, cooperam com eles na organização de uma vida segura e na prevenção de pilhagens após a saída das unidades policiais russas da cidade.

O principal é preservar a sua vida e a liberdade. Isso pode ser conseguido através de expressões comuns e contidas de lealdade e da ausência de agressividade

Algum tempo depois a liderança comunista local afirnmou que a página foi hackeada e que o texto é «uma psy-op ucraniana». É de recorar que PC russo, ao nível das suas estruturas locais foi único partido russo, com a representação parlamentar, que protestou contra a guerra russa. Embora a liderança nacional do partido, encabeçado pelo Gennadiy Ziuganov, está absolutamente alinhada com Kremlin, propagando ódio aos ucranianos e apoia o militarismo estatal russo.

As Forças Armadas da Ucrânia estão a distribuir ajuda humanitária aos residentes da Sudzha. Quando o exército russo invadiu a Ucrânia, os ocupantes russos saquearam, violaram e mataram os civis ucranianos.