Na
manha deste sábado na cidade de Luhansk foi liquidado o chefe da “milícia
popular” de Luhansk, o “coronel” Oleg Anashenko, de facto, o líder dos bandos armados
ilegais da organização terrorista “lnr”.
Anashenko
e o seu condutor morreram na hora e no momento da explosão, decorrida às 7h50
de manha no bairro Mirniy, um dos subúrbios do sul da cidade de Luhansk. A
viatura, uma das “expropriadas” pelas “repúblicas populares” aos seus donos
legítimos ardeu completamente.
Os
terroristas da dita “lnr” acusam, como é habitual nestas ocasiões, os serviços
secretos da Ucrânia.
PerfildoAnashenko
Oleg
Anashenko (29.08.1968) era um separatista local, ex-militar (o tenete-coronel na reserva do exército ucraniano), antes da guerra russo-ucraniana estava
ligado às minas de carvão, desde 2010 era o deputado, pelo Partido das Regiões, de conselho municípal de um dos bairros de Luhansk.
Desde início, apoiou a invasão russa, em 2015 foi designado como “chefe da
defesa anti-aérea” dos terroristas, em fevereiro de 2017 foi finalmente liquidado. Anashenko não era
uma figura muito mediática e não estava demasiadamente ativo na política da sua “república popular”
A
liquidação do Anashenko não é o primeiro caso da “morte súbita” da liderança
militar dos terroristas: no dia 1 de janeiro de 2015 foi liquidado, pelos
desconhecidos, o conhecido terrorista Aleksandr “Batman” Bednov; em 23 de maio
de 2015 foi a vez do Alexey Mozgovoy (o chefe do bando “Prizrak”), em janeiro
de 2017 em Moscovo se finou Valeriy Bolotov, o primeiro líder autoproclamado da
dita “lnr”.
As
versões do sucedido
Entre
as várias versões do sucedido se fala da luta interna entre as diversas facções
dos “comandantes do campo” das ditas “dnr” e “lnr”. Possivelmente, se pode
pensar em tentativa dos terroristas de ocupar e colocar sobre o seu controlo a
Fábrica de Coqueria de Avdiivka, que continua sob controlo firme da Ucrânia. A cidade
realmente passa por sérias privações. Devido à corte de energia, a fábrica sente
dificuldades de fornecer a energia à cidade, as forças russo-terroristas cortaram
o fornecimento de energia elétrica à Estação de Tratamento de Água de Donetsk, o
que privou de água não apenas Avdiivka e Yasynuvata, mas também a parte norte de
Donetsk, sob controlo dos separatistas. Apesar da situação nada facil, dos
cerca de 15.000 moradores da cidade, foram evacuados menos de 500 pessoas. Os
restantes sentem o receio de deixarem as suas casas, parcialmente devido aos
rumores que estas poderão ser objeto de pilhagens por parte dos saqueadores.
Reportagem
do primeiro julgamento na Ucrânia de um mercenário terrorista proveniente fora
do espaço da ex-URSS com as entrevistas, depoimentos, fotos, vídeos e algum
moral da estória, visto e presenciado pela página ucranianaNovynarnia.
O
medo e tédio em Pechersk
“Pode
imaginar o medo que ele está sentindo?” – pergunta Ihor Vovk, o procurador do
Ministério Público (MP) de Kyiv, o chefe processual no processo penal do
mercenário brasileiro da “dnr” e “lnr”, Rafael Lusvarghi.
A juíza Svitlana Shaputko
Passou
quase uma hora desde a troika de juízes do tribunal distrital de Pechersk – liderada
pela Dra. Svitlana Shaputko – foi às consultas sobre os termos de condenação. Os
juízes determinarão o destino do mercenário que no outono de 2014 veio do
Brasil via Moscovo e Rostov para a cidade de Alchevsk (região de Luhansk), onde
se juntou ao bando armado “Prizrak”, liderado pelo já liquidado Alexey Mozgovoy.
Lusvarghi e Mozgovoy
Há
coincidências interessantes: quase ao mesmo tempo, em dezembro de 2014, a juíza
Shaputko se transfere do tribunal de Alchevsk para Kyiv, no bairro de Pechersk.
Desde então, a sua biografia de juíza tive várias decisões polémicas. Mas ao
acórdão de 25 de janeiro de 2017 aplaude toda Ucrânia.
O procurador Ihor Vovk
Mais
uma coincidência: o jovem procurador ambicioso no caso Lusvarghi é o filho do
major-general Vasyl Vovk do Serviço de Segurança da Ucrânia que em 2014 chefiou
o Departamento geral de Investigação do SBU. Agora, o seu pai se aposentou, e
Dr. Ihor Vovk, é funcionário do MP da capital ucraniana e começa
a ganhar os pontos no campo de aplicação da lei. Acusação contra Lusvarghi e a
sua condenação é uma vitória considerável do Vovk Júnior.
Quando
Dr. Vovk diz que Lusvarghi sente o medo ele não se refere à condenação em si,
mas sobre o local desta condenação. Lusvarghi foi o primeiro mercenário e
terrorista julgado na Ucrânia pela sua participação na guerra russo-ucraniana
que não pertencia ao espaço da ex-URSS. Ex-estudante e adepto das redes
sociais, ele ia à guerra como à uma festa, quase qualquer manobra sua e mesmo a
rajada da arma automática mereciam uma postagem no Facebook, VK ou YouTube. O
amor às redes sociais levou o “cavalheiro da novaróssia” à cadeia ucraniana, as
provas do seu envolvimento nas atividades terroristas estão acessíveis na
Internet, mesmo nos dias de hoje.
Lusvarghi
se tornou um dos mercenários mais mediáticos da “dnr/lnr”, merecendo a “medalha”
às mãos do terrorista russo Igor “Stelkov” Girkin. Agora, nas cadeias
ucranianas, outros presos, consideram Lusvarghi como um “terrorista glamoroso”,
amiguinho do Girkin que veio de muito longe para matar os ucranianos na
Ucrânia.
Provavelmente,
para Lusvarghi, a intriga principal estava nem tanto no número de anos à que
ele será condenado mas ao facto de precisar voltar à cela comum na prisão
Lukyanivka. Nos últimos três dias antes do julgamento a sombra da morte na
prisão aterrorizava Rafael muito mais do que a artilharia ucraniana no
aeroporto Donetsk.
“Este
é um homem endurecido, durante as interrogações ele nunca pediu água, nunca fez
a única queixa. Ele não tem nenhum dinheiro, não recebe, nem pede nenhuma ajuda”,
– conta o defensor oficioso do brasileiro, Dr. Maxim Herasko do Centro do Apoio
Judiciário Secundário Gratuito.
Ex-militar
da Legião Estrangeira Francesa, em-PM, ex-“voluntário de Dombass”, no dia do
julgamento Lusvarghi parecia um coelho assustado, quando se falava do seu
possível retorno à cadeia Lukyanivska, a sua nova casa na Ucrânia, onde ele divide
a cela com outros quatro «desconhecidos». Apenas que nenhum coelho grita: «Eu
não voltarei ao SIZO!»
«Não!»
– quase gritou Rafael, quando advogado lhe explicou que irá recorrer da
condenação. Significa que o brasileiro passará mais algumas semanas na cadeia. «Concordo
mesmo com 15 anos, mas ficando em segurança», – explica Lusvarghi através da
sua tradutora. Naquele momento realmente foi evidente que brincadeiras acabaram
e Rafael não está passar um bom momento.
Réu com o seu advogado Dr. Maxim Herasko
Uma
declaração especial foi feita pelo Lusvarghi, após consultar o seu advogado, no
meio da 2ª e última sessão do seu julgamento.
«Me
começaram espancar três dias atrás, exigindo o dinheiro. Uma vez durante o
passeio, outra vez na cela», – disse Rafael, sem explicar, ao pedido da juíza,
quem exatamente foram os seus atacantes. O advogado fica preocupado e confirma,
SIZO №13 vive vários problemas de manutenção de legalidade jurídica.
Lusavrghi
por várias vezes pediu pela assistência médica e pela possibilidade de voltar à
cadeia de SBU, onde se sentiu em segurança. Além disso, brasileiro deseja
começar a cumprir a sua pena, trabalhando fisicamente numa colónia penal. No
entanto, a sua situação na “zona”, dependerá inteiramente dos “colegas” de
encarceramento, explica o advogado.
O advogado Dr. Maxim Herasko
Lusvarghi
não é o primeiro terrorista julgado na Ucrânia e todos os que já foram
condenados, passam o seu tempo na companhia de outros presos. «Em lugar nenhum
ele terá as facilidades», – reconhece o procurador Vovk.
Dr.
Vovk lembra que na cadeia de Lukyanivka agora estão presos alguns ex-membros do
regimento voluntário “Tornado”, conhecidos pelo seu radicalismo e comportamento
expressivo. Será que foram eles que assustaram Lusvarghi? Nasce a piada: “se o
pessoal do “Tornado” corta as suas próprias orelhas, se pode imaginar o que
eles cortarão à um “separ”?
Condenado
à solitária
Pouca
gente está presente no julgamento aberto ao público: réu, guardas, juízes,
secretária, procurador, advogado oficioso, tradutora de português, uma mulher
do público ligada ao processo, o jornalista da “Novynarnia” e equipa da TV
ucraniana «1+1» – bastante pouco para um caso bastante mediático.
Ao
mesmo tempo o processo foi rápido, a sessão preparatória e quatro horas da 2º
sessão que ditou a sentença. O réu confirmou todos os factos de acusação, mais
mostrou o “comportamento ideal na fase do pré-julgamento”.
O
procurador Vovk pediu para Lusvarghi uma pena de 14 anos e 224 dias. Rafael foi
acusado ao abrigo da 2ª parte do artigo 260 do Código Penal da Ucrânia – «participação
nas actividades de grupos armados não previstos na lei» (pena de 3 à 8 anos), superado
pelo artigo mais pesado, a 1ª parte do do artigo 258-3 «participação num grupo
ou organização terrorista», com penas de 8 aos 15 anos. Os 224 dias é o tempo
da sua prisão preventiva – 112 dias desde a sua detenção no aeroporto de «Boryspil»
no dia 6 de outubro de 2016 x 2, segundo a “Lei Savchenko”. Dado que réu
reconheceu a sua culpa, se arrependeu, colaborou com a investigação (isso é,
com SBU), ele foi condenado aos 13 anos de cadeia.
“Nos
termos do artigo 66º do Código Penal da Ucrânia, entre os factos atenuantes, o
tribunal tem em conta o pleno reconhecimento de culpa e o arrependimento
sincero do acusado. As circunstâncias previstas no artigo 67º do Código Penal
que agravam a pena, não foram estabelecidas pelo tribunal. Entre as
características da pessoa acusada, foi tido em conta que Rafael Marques Lusvarghi
é casado, possui a formação superior, não possui as condenações anteriores”, – se
pode ler na condenação do réu brasileiro em nome da Ucrânia.
Também
foi decidido o confisco dos seus bens: laptop Dell e smartphone Samsung, que foram
apreendidos pelo SBU e agora figuram entre as provas materiais. Além disso, o
tribunal decidiu que o réu terá que pagar a quantia de 15.500 UAH (cerca de 570 dólares)
pelas peritagens técnicas que provaram que o bravo “cavalheiro da novaróssia”
nos vídeos do YouTube é o réu e nenhuma outra pessoa (foram efetuadas duas
peritagens independentes, baseadas na aparência e na voz).
Provavelmente
a parte da acusação mais importante é essa: «Nos termos
do artigo 206 do Código de Processo Penal (“os deveres gerais dos juízes em
termos dos direitos humanos” – parte “N”) e do artigo 19º da Lei da Ucrânia “Sobre
a segurança das pessoas envolvidas nos processos penais” o tribunal decidiu favoravelmente
a questão da segurança do Rafael Marques Lusvarhi, através da sua colocação na
sela solitária e aplicação de um exame médico”. O acórdão não menciona se a
decisão se aplica à sua permanência em SIZO Lykyanivska ou durante toda a sua
pena. Isso intrigou um pouco o procurador (a condenação é mencionada desde 12´57´´).
Embora
em geral, Dr. Vovk está contente, o processo mediático foi julgado rapidamente,
a pena está próxima da pedida pela procuradoria (Dr. Vovk confessa que esperava
12 anos).
Advogado,
que na sua intervenção pedia considerar todos os atenuantes e condenar
Lusvarghi aos 3 anos de cadeia (embora ele próprio afirmava que seria
fantástico demais, dado às acusações pendentes contra o seu cliente), ficou
contente com a prisão solitária do réu. «Digam, por favor, aos responsáveis que
há decisão sobre a solitária», – pediu Dr. Herasko aos guardas que levavam
Lusvarghi no fim do julgamento.
Dado
que Rafael não recusou a apelação, o advogado oficioso disse que irá recorrer
no prazo legal de 10 dias: «pode ser que a pena será reduzida até 12 anos,
embora é pouco provável», – reconhece Dr. Herasko, conhecendo a prática
corrente neste tipo de casos.
Com
a “salada russa” na cabeça
Olhando
para Lusvarghi (32), um barbudo parecido com o hippie, é difícil acreditar que
estamos perante um inimigo mortal da Ucrânia, mercenário profissional com
ideias anti-ucranianas e salada ideológica na cabeça.
Nas
diversas entrevistas ele se declarava “nazista e desde o pivete ... que as suas ideias socialistas vem, na maior parte, dos ideias do fuhrer e só depois do Stalin”, mas também
conservador e socialista, estalinista e anti-trotskista, duginista euroasiano e
adepto da Rússia unida de “Dublin à Seattle”, pagão (a sua tatoo “Berserk” com
um erro gramático).
Aos
jornalistas Lusvarghi contava que desde criança gostava os cartoons soviéticos,
“por exemplo, sobre os cossacos” (produzidos na Ucrânia). O seu pai, que
abandonou a família, gostava do filme “Taras Bulba”, filmado, parcialmente em
Salta, na Argentina e baseado vagamente na obra do Nicolas Gogol (com lendário Yul Brynner no papel do
Taras Bulba).
Sob
a forma de um aviso solene da nova embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, ao
Putin e aos seus generais: «Cessem a ocupação da Crimeia!»
O
discurso deu-se como condenação das recentes agressões de militantes russo-terroristas
na Donbas contra os civis e militares ucranianos. A especulação é a de que, se
o ataque continuar, Washington se prepara para fornecer a ajuda militar real a Ucrânia,
coisa que nunca aconteceu, apesar das boas palavras da administração anterior.
Eis
o discurso integral da nova embaixadora dos EUA na ONU, nas palavras duríssimas
para com o Kremlin. Não haverá fim de sanções sem a evacuação militar da
Crimeia. É a primeira resposta exemplar aos que suspeitavam de «infiltração»
russa em Washington (gratos ao Nuno Rogeiro).
A
resposta russa
Desde
o dia 6 de fevereiro, a Rússia proíbe toda e qualquer exportação de carne de
bovino e os seus derivados da região belarusa de Minsk, informação avançada na página oficial do
RosSelkhozNadzor, organismo estatal russo que zela pela segurança alimentar.
A
Rússia afirma que a razão da proibição são as dúvidas sobre a origem real da
carne, a contraparte russa acredita que Belarus exporta a carne europeia e
ucraniana, apenas trocando e substituindo as embalagens dos produtos e os
carimbos veterinários.
Anteriormente,
o presidente da Belarus, Alexander Lukashenka, deu a ordem aos órgãos da lei e
ordem do seu país para abrir o processo-crime contra o chefe do RosSelkhozNadzor,
Sergey Dankvert, informa Gazeta.ru.
Blogueiro: é de recordar que nas
últimas décadas Rússia por diversas vezes usou a proibição de exportação de
determinados produtos alimentares dos países vizinhos como a forma de
castiga-los pelas políticas nacionais independentes. Em diversas ocasiões foi
proibida a exportação de conservas da Estónia, vinho e água mineral georgiana
(desde 2004), tangerinas de Abecásia (quando o território separatista georgiano
escolheu um presidente que não foi de agrado ao Kremlin), vinho e frutas da
Moldova, toucinho e confeitaria da Ucrânia, frutas e legumes turcas após o
abate de Su-24 de 2016, diversos alimentos europeus, para castigar os produtores
europeus após a introdução das sanções da União Europeia, originadas pela
ocupação russa da Crimeia e abate do Boeing-777 do voo MH17 em 2014.
Os
jogadores do clube espanhol “Real
Betis Balompié” se manifestaram coletivamente e publicamente em apoio ao seu
companheiro, o atacante ucranianoRoman Zozulya, vítima de
uma acusação falsa e abusiva, impedido, escandalosamente, de realizar o seu
empréstimo ao clube madrileno “Rayo
Vallecano”
Roman
Zozulya se tornou a vítima de linchamento de imagem, quando uma parte de
imprensa espanhola chamou, por diversas vezes, o brasão oficial da Ucrânia de “símbolo
dos neonazis”, embora diversos órgãos se retrataram mais tarde, retirando as
notícias falsas do ár, o dano já foi feito. Os adeptos do “Rayo Vallecano”, mal
informados e/ou afetos à esquerda totalitária da claque organizada “Bukaneros”,
exigiram que Roman não jogue no clube, a chantagem prontamente aceite pela
direção do “Rayo Vallecano”.
Em
resposta à provocação pró-russa contra o jogador ucraniano, todos os jogadores do
clube “Real
Betis Balompié” foram apoia-lo. Roman Zozulya é exemplo do cidadão e
atleta, ele criou a fundação voluntária Narodna Armia (Exército
Popular), que oferece enorme e inestimável apoio ao exército da Ucrânia, o
próprio Zozulya várias vezes foi à linha da frente para apoiar os militares ucranianos.
Essas ações realmente mostram a verdadeira Ucrânia e a dignidade dos seus cidadãos.
É algo para se orgulhar.
Num
comunicado oficial, publicado na página do clube às 14h33 do dia 2 de fevereiro
de 2017 pode-se ler:
Estamos
aqui para expressar a nossa indignação pelos episódios que tive que viver o
nosso companheiro, Roman Zozulia, nas últimas horas. Temos assistido um
linchamento público de um futebolista, cujo comportamento profissional e pessoal
desde a sua chegada a este vestuário tem sido exemplar.
Por
tal motivo, queremos condenar o trato que ele tem recebido de alguns e cuja origem
não deixa de ser uma noticia falsa sobre o significado da camiseta com qual
tenha aterrando em Sevilha.
A
situação criada posteriormente nos parece de uma gravidade extrema e sentimos
que em qualquer momento podemos ser nos, as vítimas de um tratamento similar.
Sabemos
que a AFE já está atuando defender o
direito do nosso companheiro à exercer a sua profissão em condições adequadas e,
consequentemente garantirem a máxima segurança do nosso companheiro. Esperamos
que todos os organismos que devem zelar por bom desenvolvimento da competição
adotem as medidas necessárias para que a sua imagem e a da liga espanhola não sejam
manchadas por os comportamentos inaceitáveis e que vão contra os valores que
devem compor este desporto.
Todos,
incluímos nos, devemos refletir sobre a facilidade com quem se infringe um dano
absolutamente gratuíto. Por nossa parte, manifestamos todo o nosso apoio ao Roman
e à sua família.
Todos
somos Zozulia.
Blogueiro:
por causa dos fãs de esquerda totalitária perderam todos. “Rayo” não receberá o
atacante e já não conseguirá encontrar o seu substituto, porque a janela de
transferências de inverno foi fechada. Roman Zozulya não poderá jogar até o verão
– nem pelo “Betis”, nem por qualquer outro clube, porque ele já por duas vezes
mudou a equipa durante a temporada. “Betis” terá que pagar o salário do jogador
que não pode usar.
Mais,
no século XXI, entre os jornalistas de ABC de Sevilla; El Correo; Reporte 24;
Betis.com; Sport.es; PúblicoTV há imensos atrasados mentais que não desejam “perder”
alguns segundos para confirmar óbvio, o tridente na camiseta do jogador desde
1991 é símbolo nacional e oficial da Ucrânia. E se alguém vê nele o logo do “Setor
da Direita”, apenas pretende confundir as mentes dos milhões e levar à desgraça
os povos e os indivíduos.
Como
dizem os fãs ucranianos de futebol: “alguém tem que explicar aos jornalistas
espanhóis que tridente é símbolo da Ucrânia!” e “alguns, ditos anfifascistas,
têm o lugar cativo no jardim zoológico”!
Apesar
do frio, mais de 3 mil cidadãos, militares no ativo e os veteranos da Operação
Antiterrorista (OAT) vieram à Maydan de Kyiv para se despedir dos sete
militares da 72ª Brigada Especial Mecanizada (72ª OMBr) que morreram em combates na zona
industrial de Avdiivka, informa a página ucranianaNovynarnia.
Como
diziam os presentes, poucas ações após a Revolução de Dignidade chegavam ao
nível emocional e de mobilização semelhantes à essa despedida solene. Os caros
fúnebres e os corpos dos Heróis foram recebidos pela multidão presente ajoelhada
com as lágrimas e palavras de ordem “Heróis não morrem!” Os caixões levavam milhares
de cravos, rosas, crisântemos e tulipas.
Por
três vezes foi tocada a tocante balada “Plyve kacha”. Os Heróis da 72ª Brigada eram
velados pelos sacerdotes da Igreja Ortodoxa da Ucrânia – Patriarcado de Kyiv. Era
cantada a letra da oração ligeiramente alterada: “Dê descanso, ó Deus, aos seus
guerreiros que partiram!”
Na
manif improvisada estavam discursando os comandantes da Brigada, aquartelada em
Bila Tserkva, os camaradas dos militares que partiram. “Quatro morreram no dia
29 de janeiro, no decorrer do primeiro avanço [do inimigo], outros três caíram
no dia 30 de janeiro, no segundo assalto. Sete no total”, – informou a oficial
de imprensa da 72ª Brigada, Olena Mokrenchuk, preferindo um discurso muito emocionado.
Mais
vezes foi mencionado o capitão Andriy Kyzylo (23) – o comandante da companhia
do 1º Batalhão da 72ª Brigada, que veio à Brigada sendo o jovem tenente, após o
curso intensivo de 2014 na Academia de Forças Terrestres “Hetman Sahaydachny”. Na
zona industrial de Avdiivka, Andriy defendia a posição chamada “Maydan”.
Daquela
posição ele foi ao contra-ataque, repelido o ataque inimigo, tomou o ponto
avançado dos terroristas e segurou-o com os seus companheiros, quando a
trincheira foi atingida pelo morteiro. O capitão Kyzylo morreu juntamente com
dois soldados. Ele deixa a esposa e filho de oito meses.
“E
hoje o seu caixão foi primeiro à entrar no Maydan”, – disse Olena Mokrenchuk.
Além
do capitão, nos arredores de Avdiivka morreram e foram velados na Maydan:
2º
sargento Volodymyr Balchenko (24) de Chernihiv;
Soldado
Dmytro Overchenko (28) de Cherkassy;
Sargento
Volodymyr Kryzhanskiy (34) de Kyiv;
Soldado
Yaroslav Pavlyuk (36) de Kyrovohrad;
Operador
de morteiro Oleh Burts (27);
Soldado
Vitaliy Shamray (27).
Pelo
decreto do Presidente da Ucrânia, Andriy Kyzylo foi condecorado com o título de
Herói da Ucrânia e com a ordem militar de “Estrela de Ouro” (a título póstumo).
Com a ordem militar “Pela Coragem”, à título póstumo, foram condecorados Volodymyr
Kryzhanskiy, Volodymyr Balchenko, Dmytro Overchenko, Yaroslaw Pavlyuk, Oleh Burts
e Vitaliy Shamray.
Andriy
Kyzylo pertencia à uma dinastia militar, ele era o pupilo do liceu militar de Kyiv
“Ivan Bohun”, onde se graduou em 2010. Sonhou, desde infância de se tornar um militar,
tal como o seu pai e avô. Escolha da profissão não foi a coincidência e os anos
de estudo no liceu apenas fortaleceram as suas intenções. Se despedir do
capitão vieram os graduados do liceu de diversos anos e os cadetes atuais. O tributo
ao Andriy Kyzylo e aos seus camaradas foi prestado pelo chefe do Liceu, o Herói
da Ucrânia, major-general Ihor Hordiychuk (Sumrak).
O general Ihor Hordiychuk Sumrak Foto @MinDefesa da Ucrânia
A
fábrica de coqueria deAvdiivkasuspende as suas atividades e entra em regime de espera. Uma das maiores
coquerias da Europa tomou essa decisão após os bombardeamentos massificados russo-terroristas
da cidade danificarem a última linha de energia elétrica. Sem a energia
eléctrica a fábrica não consegue funcionar.
Os
moradores da cidade pelo terceiro dia consecutivo estão sem a eletricidade e parcialmente
sem abastecimento de água. Os funcionários da fábrica fazem todos os esforços
para manter à funcionar o aquecimento centralizado da cidade. Espera-se pelo fornecimento
de gás natural, na expetativa de restaurar o fornecimento de energia. Mas até
agora todas as tentativas revelaram-se fúteis, os ataques russo-terroristas
não cessam. Com uma temperatura ambiente de -22ºC a catástrofe humanitária e
ecológica é inevitável.
Além
disso, se pelo menos um projéctil atingirá o departamento químico da fábrica,
toda a parte venenosa da tabela periódica de elementos químicos poderá
contaminar os solos e o território em raio de até 70 quilómetros pode se
transformar no “Chernobyl. 2.0”. Os ambientalistas e os médicos têm medo até de
prever os resultados. Para já, quando o pior cenário não aconteceu, existem
outros perigos.
Caso
a fábrica fechar, a metade da população da cidade (até 15.000 pessoas) ficará sem o
trabalho, bem como os seus colegas da indústria de Mariupol e Zaporizhzhia,
onde os gigantes metalúrgicos da Ucrânia, como “Azovstal”, “Zaporizhstal” e “Fábrica
metalúrgica Illich” terão que parar, pois só funcionam na base de coque de Avdiivka.
O que em nada irá melhorar a situação económica ucraniana.
Enquanto
isso, nos arredores da cidade, prestes à congelar está acontecendo um
verdadeiro inferno. Os militares ucranianos durante três últimos dias, quase
sem descansar estão conter o avanço do exército russo. As téticas russas não mudam
– centenas de obuses caem sobre as posições ucranianas, seguidas pelos ataques
de infantaria. No momento, nem um único centímetro do território ucraniano foi
entregue aos ocupantes, e os contra-ataques de sucesso permitem a ocupar as posições
estratégicas.
De
acordo com todas as previsões, a situação promete ficar ainda mais tensa. Os relatos de inteligência ucraniana e de acordo com a informação dos
moradores dos territórios ocupados, em Makiivka e Donetsk regularmente aparece o
transporte militar de tropas russas, dos equipamentos e munição. Os moradores de
Donetsk contam que nas ruas passam freneticamente os veículos militares de
lagartas. O exército regular russo alveja a cidade de Avdiivka, à partir do
bairro Kyivskiy, sentindo a plena impunidade, se posicionando nas áreas residenciais da cidade.
A sangue frio dos defensores de Avdiivka consegue, para já, aguentar tudo isso e
até mostrar aos russo-terroristas os músculos ucranianos. Firmemente segurando
as armas, eles escrevem a história desta guerra impiedosa. A sua principal
tarefa é se entrincheiras em novas posições e impedir o exército inimigo,
concentrado em Donetsk de avançar sobre Avdiivka. Para assegurar o sucesso nas
novas posições as forças ucranianas precisam de equipamentos de observação, o
que permitirá controlar o inimigo em Yasinovata, Gorlivka e na auto-estrada de Donetsk
(veja como ajudar: https://goo.gl/82nHlU). O resto é a questão de técnica (Volte Vivo).
A
possível evacuação da cidade
Ucrânia
pondera a evacuação maciça dos moradores de Avdiivka, preparando para o tal 150
autocarros que de uma única vez possuem a capacidade de levar até 4.000 pessoas
e em apenas 4 levas, toda a população da cidade.
Para
já, na cidade foram montados 11 pontos públicos de aquecimento. No estádio local
funcionam as tendas do Ministério das Situações de Emergência da Ucrânia, dos “Médicos
sem Fronteiras”, de “Cáritas” e da igreja evangélica “Boa Nova”. O chefe da
administração estatal de Donetsk, Pavló Zhebrivskiy, passou a noite na cidade,
onde à cada 2 horas decorrem as reuniões operativas de salvamento da cidade.
Os
sistemas de mísseis russos BM-21 “Grad” alvejam a cidade ucraniana e a zona industrial
envolvente. As autoridades ucranianas de saúde evacuaram todos os pacientes permanentes
do hospital local, inluindo uma grávida, informou a agência ucraniana UkrInform.
As
forças armadas ucranianas irão proteger a população e responder aos ataques dos
terroristas todo o tempo necessário, escreve a jornalista ucraniana Olga Len.
As
perdas dos terroristas
O fuhrer dos terroristas da dita "dnr", Zakharchenko, apareceu na linha da frente para negar as perdas de suas forças (Sic!)
O
bando armado ilegal, “Somali”, perdeu nos combates de Avdiivka até 40% do seu
pessoal, a informação provêm da comunicação via rádio do próprios terroristas,
e foi tornada pública pelo veterano de OAT, o ex-militar da 72ª Brigada Especial Mecanizada,
Martin Brest.
A imprensa ucraniana divulgou a informação, ainda não confirmada, sobre o
ferimento do líder do bando, Mikhail “Givi” Tolstykh (anteriormente as FAU
liquidaram o vice do “Givi”, o líder separatista local e terrorista Igor “Konsul” Davleev). O mesmo militar informa que “Givi”
deu a ordem de lançar em combate a última reserva da sua unidade – o regimento
de blindados, escreve Newsru.ua
O separatista e terrorista liquidado Igor “Konsul” Davleev