sábado, fevereiro 04, 2017

Liquidado mais um líder separatista da dita “lnr”

Na manha deste sábado na cidade de Luhansk foi liquidado o chefe da “milícia popular” de Luhansk, o “coronel” Oleg Anashenko, de facto, o líder dos bandos armados ilegais da organização terrorista “lnr”.  
Anashenko e o seu condutor morreram na hora e no momento da explosão, decorrida às 7h50 de manha no bairro Mirniy, um dos subúrbios do sul da cidade de Luhansk. A viatura, uma das “expropriadas” pelas “repúblicas populares” aos seus donos legítimos ardeu completamente.
Os terroristas da dita “lnr” acusam, como é habitual nestas ocasiões, os serviços secretos da Ucrânia.

Perfil do Anashenko
Oleg Anashenko (29.08.1968) era um separatista local, ex-militar (o tenete-coronel na reserva do exército ucraniano), antes da guerra russo-ucraniana estava ligado às minas de carvão, desde 2010 era o deputado, pelo Partido das Regiões, de conselho municípal de um dos bairros de Luhansk. Desde início, apoiou a invasão russa, em 2015 foi designado como “chefe da defesa anti-aérea” dos terroristas, em fevereiro de 2017 foi finalmente liquidado. Anashenko não era uma figura muito mediática e não estava demasiadamente ativo na política da sua “república popular”
A liquidação do Anashenko não é o primeiro caso da “morte súbita” da liderança militar dos terroristas: no dia 1 de janeiro de 2015 foi liquidado, pelos desconhecidos, o conhecido terrorista Aleksandr “Batman” Bednov; em 23 de maio de 2015 foi a vez do Alexey Mozgovoy (o chefe do bando “Prizrak”), em janeiro de 2017 em Moscovo se finou Valeriy Bolotov, o primeiro líder autoproclamado da dita “lnr”.

As versões do sucedido
Entre as várias versões do sucedido se fala da luta interna entre as diversas facções dos “comandantes do campo” das ditas “dnr” e “lnr”. Possivelmente, se pode pensar em tentativa dos terroristas de ocupar e colocar sobre o seu controlo a Fábrica de Coqueria de Avdiivka, que continua sob controlo firme da Ucrânia. A cidade realmente passa por sérias privações. Devido à corte de energia, a fábrica sente dificuldades de fornecer a energia à cidade, as forças russo-terroristas cortaram o fornecimento de energia elétrica à Estação de Tratamento de Água de Donetsk, o que privou de água não apenas Avdiivka e Yasynuvata, mas também a parte norte de Donetsk, sob controlo dos separatistas. Apesar da situação nada facil, dos cerca de 15.000 moradores da cidade, foram evacuados menos de 500 pessoas. Os restantes sentem o receio de deixarem as suas casas, parcialmente devido aos rumores que estas poderão ser objeto de pilhagens por parte dos saqueadores.
Os blindados russo-terroristas nas ruas de Donetsk, 3 de fevereiro de 2017 (twitter do terrorista russo Igor "Strelkov" Girkin)

Rafael Lusvarghi: esquecido, abandonado e arrependido

Reportagem do primeiro julgamento na Ucrânia de um mercenário terrorista proveniente fora do espaço da ex-URSS com as entrevistas, depoimentos, fotos, vídeos e algum moral da estória, visto e presenciado pela página ucraniana Novynarnia.

O medo e tédio em Pechersk

Pode imaginar o medo que ele está sentindo?” – pergunta Ihor Vovk, o procurador do Ministério Público (MP) de Kyiv, o chefe processual no processo penal do mercenário brasileiro da “dnr” e “lnr”, Rafael Lusvarghi.
A juíza Svitlana Shaputko 
Passou quase uma hora desde a troika de juízes do tribunal distrital de Pechersk  liderada pela Dra. Svitlana Shaputko – foi às consultas sobre os termos de condenação. Os juízes determinarão o destino do mercenário que no outono de 2014 veio do Brasil via Moscovo e Rostov para a cidade de Alchevsk (região de Luhansk), onde se juntou ao bando armado “Prizrak”, liderado pelo já liquidado Alexey Mozgovoy.
Lusvarghi e Mozgovoy
Há coincidências interessantes: quase ao mesmo tempo, em dezembro de 2014, a juíza Shaputko se transfere do tribunal de Alchevsk para Kyiv, no bairro de Pechersk. Desde então, a sua biografia de juíza tive várias decisões polémicas. Mas ao acórdão de 25 de janeiro de 2017 aplaude toda Ucrânia.
O procurador Ihor Vovk
Mais uma coincidência: o jovem procurador ambicioso no caso Lusvarghi é o filho do major-general Vasyl Vovk do Serviço de Segurança da Ucrânia que em 2014 chefiou o Departamento geral de Investigação do SBU. Agora, o seu pai se aposentou, e Dr. Ihor Vovk, é funcionário do MP da capital ucraniana e começa a ganhar os pontos no campo de aplicação da lei. Acusação contra Lusvarghi e a sua condenação é uma vitória considerável do Vovk Júnior.

Quando Dr. Vovk diz que Lusvarghi sente o medo ele não se refere à condenação em si, mas sobre o local desta condenação. Lusvarghi foi o primeiro mercenário e terrorista julgado na Ucrânia pela sua participação na guerra russo-ucraniana que não pertencia ao espaço da ex-URSS. Ex-estudante e adepto das redes sociais, ele ia à guerra como à uma festa, quase qualquer manobra sua e mesmo a rajada da arma automática mereciam uma postagem no Facebook, VK ou YouTube. O amor às redes sociais levou o “cavalheiro da novaróssia” à cadeia ucraniana, as provas do seu envolvimento nas atividades terroristas estão acessíveis na Internet, mesmo nos dias de hoje.

Lusvarghi se tornou um dos mercenários mais mediáticos da “dnr/lnr”, merecendo a “medalha” às mãos do terrorista russo Igor “Stelkov” Girkin. Agora, nas cadeias ucranianas, outros presos, consideram Lusvarghi como um “terrorista glamoroso”, amiguinho do Girkin que veio de muito longe para matar os ucranianos na Ucrânia.

Provavelmente, para Lusvarghi, a intriga principal estava nem tanto no número de anos à que ele será condenado mas ao facto de precisar voltar à cela comum na prisão Lukyanivka. Nos últimos três dias antes do julgamento a sombra da morte na prisão aterrorizava Rafael muito mais do que a artilharia ucraniana no aeroporto Donetsk.
Este é um homem endurecido, durante as interrogações ele nunca pediu água, nunca fez a única queixa. Ele não tem nenhum dinheiro, não recebe, nem pede nenhuma ajuda”, – conta o defensor oficioso do brasileiro, Dr. Maxim Herasko do Centro do Apoio Judiciário Secundário Gratuito.

Ex-militar da Legião Estrangeira Francesa, em-PM, ex-“voluntário de Dombass, no dia do julgamento Lusvarghi parecia um coelho assustado, quando se falava do seu possível retorno à cadeia Lukyanivska, a sua nova casa na Ucrânia, onde ele divide a cela com outros quatro «desconhecidos». Apenas que nenhum coelho grita: «Eu não voltarei ao SIZO!»

«Não!» – quase gritou Rafael, quando advogado lhe explicou que irá recorrer da condenação. Significa que o brasileiro passará mais algumas semanas na cadeia. «Concordo mesmo com 15 anos, mas ficando em segurança», – explica Lusvarghi através da sua tradutora. Naquele momento realmente foi evidente que brincadeiras acabaram e Rafael não está passar um bom momento. 
Réu com o seu advogado Dr. Maxim Herasko
Uma declaração especial foi feita pelo Lusvarghi, após consultar o seu advogado, no meio da 2ª e última sessão do seu julgamento.

«Me começaram espancar três dias atrás, exigindo o dinheiro. Uma vez durante o passeio, outra vez na cela», – disse Rafael, sem explicar, ao pedido da juíza, quem exatamente foram os seus atacantes. O advogado fica preocupado e confirma, SIZO №13 vive vários problemas de manutenção de legalidade jurídica.
Lusavrghi por várias vezes pediu pela assistência médica e pela possibilidade de voltar à cadeia de SBU, onde se sentiu em segurança. Além disso, brasileiro deseja começar a cumprir a sua pena, trabalhando fisicamente numa colónia penal. No entanto, a sua situação na “zona”, dependerá inteiramente dos “colegas” de encarceramento, explica o advogado.  
O advogado Dr. Maxim Herasko
Lusvarghi não é o primeiro terrorista julgado na Ucrânia e todos os que já foram condenados, passam o seu tempo na companhia de outros presos. «Em lugar nenhum ele terá as facilidades», – reconhece o procurador Vovk.

Dr. Vovk lembra que na cadeia de Lukyanivka agora estão presos alguns ex-membros do regimento voluntário “Tornado”, conhecidos pelo seu radicalismo e comportamento expressivo. Será que foram eles que assustaram Lusvarghi? Nasce a piada: “se o pessoal do “Tornado” corta as suas próprias orelhas, se pode imaginar o que eles cortarão à um “separ”?

Condenado à solitária
Pouca gente está presente no julgamento aberto ao público: réu, guardas, juízes, secretária, procurador, advogado oficioso, tradutora de português, uma mulher do público ligada ao processo, o jornalista da “Novynarnia” e equipa da TV ucraniana «1+1» – bastante pouco para um caso bastante mediático.

Ao mesmo tempo o processo foi rápido, a sessão preparatória e quatro horas da 2º sessão que ditou a sentença. O réu confirmou todos os factos de acusação, mais mostrou o “comportamento ideal na fase do pré-julgamento”.
O procurador Vovk pediu para Lusvarghi uma pena de 14 anos e 224 dias. Rafael foi acusado ao abrigo da 2ª parte do artigo 260 do Código Penal da Ucrânia – «participação nas actividades de grupos armados não previstos na lei» (pena de 3 à 8 anos), superado pelo artigo mais pesado, a 1ª parte do do artigo 258-3 «participação num grupo ou organização terrorista», com penas de 8 aos 15 anos. Os 224 dias é o tempo da sua prisão preventiva – 112 dias desde a sua detenção no aeroporto de «Boryspil» no dia 6 de outubro de 2016 x 2, segundo a “Lei Savchenko”. Dado que réu reconheceu a sua culpa, se arrependeu, colaborou com a investigação (isso é, com SBU), ele foi condenado aos 13 anos de cadeia.
Faça click para ler o texto integral da acusação
“Nos termos do artigo 66º do Código Penal da Ucrânia, entre os factos atenuantes, o tribunal tem em conta o pleno reconhecimento de culpa e o arrependimento sincero do acusado. As circunstâncias previstas no artigo 67º do Código Penal que agravam a pena, não foram estabelecidas pelo tribunal. Entre as características da pessoa acusada, foi tido em conta que Rafael Marques Lusvarghi é casado, possui a formação superior, não possui as condenações anteriores”, – se pode ler na condenação do réu brasileiro em nome da Ucrânia.

Também foi decidido o confisco dos seus bens: laptop Dell e smartphone Samsung, que foram apreendidos pelo SBU e agora figuram entre as provas materiais. Além disso, o tribunal decidiu que o réu terá que pagar a quantia de 15.500 UAH (cerca de 570 dólares) pelas peritagens técnicas que provaram que o bravo “cavalheiro da novaróssia” nos vídeos do YouTube é o réu e nenhuma outra pessoa (foram efetuadas duas peritagens independentes, baseadas na aparência e na voz).
Provavelmente a parte da acusação mais importante é essa: «Nos termos do artigo 206 do Código de Processo Penal (“os deveres gerais dos juízes em termos dos direitos humanos” – parte “N”) e do artigo 19º da Lei da Ucrânia “Sobre a segurança das pessoas envolvidas nos processos penais” o tribunal decidiu favoravelmente a questão da segurança do Rafael Marques Lusvarhi, através da sua colocação na sela solitária e aplicação de um exame médico”. O acórdão não menciona se a decisão se aplica à sua permanência em SIZO Lykyanivska ou durante toda a sua pena. Isso intrigou um pouco o procurador (a condenação é mencionada desde 12´57´´).
Embora em geral, Dr. Vovk está contente, o processo mediático foi julgado rapidamente, a pena está próxima da pedida pela procuradoria (Dr. Vovk confessa que esperava 12 anos).

Advogado, que na sua intervenção pedia considerar todos os atenuantes e condenar Lusvarghi aos 3 anos de cadeia (embora ele próprio afirmava que seria fantástico demais, dado às acusações pendentes contra o seu cliente), ficou contente com a prisão solitária do réu. «Digam, por favor, aos responsáveis que há decisão sobre a solitária», – pediu Dr. Herasko aos guardas que levavam Lusvarghi no fim do julgamento.

Dado que Rafael não recusou a apelação, o advogado oficioso disse que irá recorrer no prazo legal de 10 dias: «pode ser que a pena será reduzida até 12 anos, embora é pouco provável», – reconhece Dr. Herasko, conhecendo a prática corrente neste tipo de casos.

Com a “salada russa” na cabeça

Olhando para Lusvarghi (32), um barbudo parecido com o hippie, é difícil acreditar que estamos perante um inimigo mortal da Ucrânia, mercenário profissional com ideias anti-ucranianas e salada ideológica na cabeça.

Nas diversas entrevistas ele se declarava “nazista e desde o pivete ... que as suas ideias socialistas vem, na maior parte, dos ideias do fuhrer e só depois do Stalin”, mas também conservador e socialista, estalinista e anti-trotskista, duginista euroasiano e adepto da Rússia unida de “Dublin à Seattle”, pagão (a sua tatoo “Berserk” com um erro gramático).

Aos jornalistas Lusvarghi contava que desde criança gostava os cartoons soviéticos, “por exemplo, sobre os cossacos” (produzidos na Ucrânia). O seu pai, que abandonou a família, gostava do filme “Taras Bulba”, filmado, parcialmente em Salta, na Argentina e baseado vagamente na obra do Nicolas Gogol (com lendário Yul Brynner no papel do Taras Bulba).

continua...

Nikki Haley e o primeiro banho de água fria ao Kremlin

Sob a forma de um aviso solene da nova embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, ao Putin e aos seus generais: «Cessem a ocupação da Crimeia!»

O discurso deu-se como condenação das recentes agressões de militantes russo-terroristas na Donbas contra os civis e militares ucranianos. A especulação é a de que, se o ataque continuar, Washington se prepara para fornecer a ajuda militar real a Ucrânia, coisa que nunca aconteceu, apesar das boas palavras da administração anterior.

Eis o discurso integral da nova embaixadora dos EUA na ONU, nas palavras duríssimas para com o Kremlin. Não haverá fim de sanções sem a evacuação militar da Crimeia. É a primeira resposta exemplar aos que suspeitavam de «infiltração» russa em Washington (gratos ao Nuno Rogeiro).

A resposta russa
Desde o dia 6 de fevereiro, a Rússia proíbe toda e qualquer exportação de carne de bovino e os seus derivados da região belarusa de Minsk, informação avançada na página oficial do RosSelkhozNadzor, organismo estatal russo que zela pela segurança alimentar.

A Rússia afirma que a razão da proibição são as dúvidas sobre a origem real da carne, a contraparte russa acredita que Belarus exporta a carne europeia e ucraniana, apenas trocando e substituindo as embalagens dos produtos e os carimbos veterinários.

Anteriormente, o presidente da Belarus, Alexander Lukashenka, deu a ordem aos órgãos da lei e ordem do seu país para abrir o processo-crime contra o chefe do RosSelkhozNadzor, Sergey Dankvert, informa Gazeta.ru.

Blogueiro: é de recordar que nas últimas décadas Rússia por diversas vezes usou a proibição de exportação de determinados produtos alimentares dos países vizinhos como a forma de castiga-los pelas políticas nacionais independentes. Em diversas ocasiões foi proibida a exportação de conservas da Estónia, vinho e água mineral georgiana (desde 2004), tangerinas de Abecásia (quando o território separatista georgiano escolheu um presidente que não foi de agrado ao Kremlin), vinho e frutas da Moldova, toucinho e confeitaria da Ucrânia, frutas e legumes turcas após o abate de Su-24 de 2016, diversos alimentos europeus, para castigar os produtores europeus após a introdução das sanções da União Europeia, originadas pela ocupação russa da Crimeia e abate do Boeing-777 do voo MH17 em 2014.

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Real Betis Balompié: todos somos Zozulia!

Os jogadores do clube espanholReal Betis Balompiése manifestaram coletivamente e publicamente em apoio ao seu companheiro, o atacante ucraniano Roman Zozulya, vítima de uma acusação falsa e abusiva, impedido, escandalosamente, de realizar o seu empréstimo ao clube madrilenoRayo Vallecano
A imagem do tryzub nacional da Ucrânia que desagradou os "antifascistas" espanhóis
Roman Zozulya se tornou a vítima de linchamento de imagem, quando uma parte de imprensa espanhola chamou, por diversas vezes, o brasão oficial da Ucrânia de “símbolo dos neonazis”, embora diversos órgãos se retrataram mais tarde, retirando as notícias falsas do ár, o dano já foi feito. Os adeptos do “Rayo Vallecano”, mal informados e/ou afetos à esquerda totalitária da claque organizada “Bukaneros”, exigiram que Roman não jogue no clube, a chantagem prontamente aceite pela direção do “Rayo Vallecano”.  
Em resposta à provocação pró-russa contra o jogador ucraniano, todos os jogadores do clube “Real Betis Balompié” foram apoia-lo. Roman Zozulya é exemplo do cidadão e atleta, ele criou a fundação voluntária Narodna Armia (Exército Popular), que oferece enorme e inestimável apoio ao exército da Ucrânia, o próprio Zozulya várias vezes foi à linha da frente para apoiar os militares ucranianos. Essas ações realmente mostram a verdadeira Ucrânia e a dignidade dos seus cidadãos. É algo para se orgulhar.  
Num comunicado oficial, publicado na página do clube às 14h33 do dia 2 de fevereiro de 2017 pode-se ler:

Estamos aqui para expressar a nossa indignação pelos episódios que tive que viver o nosso companheiro, Roman Zozulia, nas últimas horas. Temos assistido um linchamento público de um futebolista, cujo comportamento profissional e pessoal desde a sua chegada a este vestuário tem sido exemplar.
Por tal motivo, queremos condenar o trato que ele tem recebido de alguns e cuja origem não deixa de ser uma noticia falsa sobre o significado da camiseta com qual tenha aterrando em Sevilha.
A situação criada posteriormente nos parece de uma gravidade extrema e sentimos que em qualquer momento podemos ser nos, as vítimas de um tratamento similar.
Sabemos que a AFE já está atuando defender o direito do nosso companheiro à exercer a sua profissão em condições adequadas e, consequentemente garantirem a máxima segurança do nosso companheiro. Esperamos que todos os organismos que devem zelar por bom desenvolvimento da competição adotem as medidas necessárias para que a sua imagem e a da liga espanhola não sejam manchadas por os comportamentos inaceitáveis e que vão contra os valores que devem compor este desporto.
Todos, incluímos nos, devemos refletir sobre a facilidade com quem se infringe um dano absolutamente gratuíto. Por nossa parte, manifestamos todo o nosso apoio ao Roman e à sua família.
Todos somos Zozulia.

Blogueiro: por causa dos fãs de esquerda totalitária perderam todos. “Rayo” não receberá o atacante e já não conseguirá encontrar o seu substituto, porque a janela de transferências de inverno foi fechada. Roman Zozulya não poderá jogar até o verão – nem pelo “Betis”, nem por qualquer outro clube, porque ele já por duas vezes mudou a equipa durante a temporada. “Betis” terá que pagar o salário do jogador que não pode usar.
Mais, no século XXI, entre os jornalistas de ABC de Sevilla; El Correo; Reporte 24; Betis.com; Sport.es; PúblicoTV há imensos atrasados mentais que não desejam “perder” alguns segundos para confirmar óbvio, o tridente na camiseta do jogador desde 1991 é símbolo nacional e oficial da Ucrânia. E se alguém vê nele o logo do “Setor da Direita”, apenas pretende confundir as mentes dos milhões e levar à desgraça os povos e os indivíduos.

Ler mais:
Como dizem os fãs ucranianos de futebol: “alguém tem que explicar aos jornalistas espanhóis que tridente é símbolo da Ucrânia!” e “alguns, ditos anfifascistas, têm o lugar cativo no jardim zoológico”!

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Kyiv se despede dos Heróis caídos da 72ª Brigada Mecanizada

Apesar do frio, mais de 3 mil cidadãos, militares no ativo e os veteranos da Operação Antiterrorista (OAT) vieram à Maydan de Kyiv para se despedir dos sete militares da 72ª Brigada Especial Mecanizada (72ª OMBr) que morreram em combates na zona industrial de Avdiivka, informa a página ucraniana Novynarnia.

Como diziam os presentes, poucas ações após a Revolução de Dignidade chegavam ao nível emocional e de mobilização semelhantes à essa despedida solene. Os caros fúnebres e os corpos dos Heróis foram recebidos pela multidão presente ajoelhada com as lágrimas e palavras de ordem “Heróis não morrem!” Os caixões levavam milhares de cravos, rosas, crisântemos e tulipas.
Por três vezes foi tocada a tocante balada “Plyve kacha”. Os Heróis da 72ª Brigada eram velados pelos sacerdotes da Igreja Ortodoxa da Ucrânia – Patriarcado de Kyiv. Era cantada a letra da oração ligeiramente alterada: “Dê descanso, ó Deus, aos seus guerreiros que partiram!”
Na manif improvisada estavam discursando os comandantes da Brigada, aquartelada em Bila Tserkva, os camaradas dos militares que partiram. “Quatro morreram no dia 29 de janeiro, no decorrer do primeiro avanço [do inimigo], outros três caíram no dia 30 de janeiro, no segundo assalto. Sete no total”, – informou a oficial de imprensa da 72ª Brigada, Olena Mokrenchuk, preferindo um discurso muito emocionado.
Mais vezes foi mencionado o capitão Andriy Kyzylo (23) – o comandante da companhia do 1º Batalhão da 72ª Brigada, que veio à Brigada sendo o jovem tenente, após o curso intensivo de 2014 na Academia de Forças Terrestres “Hetman Sahaydachny”. Na zona industrial de Avdiivka, Andriy defendia a posição chamada “Maydan”.
Daquela posição ele foi ao contra-ataque, repelido o ataque inimigo, tomou o ponto avançado dos terroristas e segurou-o com os seus companheiros, quando a trincheira foi atingida pelo morteiro. O capitão Kyzylo morreu juntamente com dois soldados. Ele deixa a esposa e filho de oito meses.

“E hoje o seu caixão foi primeiro à entrar no Maydan”, – disse Olena Mokrenchuk.

Além do capitão, nos arredores de Avdiivka morreram e foram velados na Maydan:
2º sargento Volodymyr Balchenko (24) de Chernihiv;

Soldado Dmytro Overchenko (28) de Cherkassy;
Sargento Volodymyr Kryzhanskiy (34) de Kyiv;
Soldado Yaroslav Pavlyuk (36) de Kyrovohrad;
Operador de morteiro Oleh Burts (27);
Soldado Vitaliy Shamray (27).

Pelo decreto do Presidente da Ucrânia, Andriy Kyzylo foi condecorado com o título de Herói da Ucrânia e com a ordem militar de “Estrela de Ouro” (a título póstumo). Com a ordem militar “Pela Coragem”, à título póstumo, foram condecorados Volodymyr Kryzhanskiy, Volodymyr Balchenko, Dmytro Overchenko, Yaroslaw Pavlyuk, Oleh Burts e Vitaliy Shamray.
Andriy Kyzylo pertencia à uma dinastia militar, ele era o pupilo do liceu militar de Kyiv “Ivan Bohun”, onde se graduou em 2010. Sonhou, desde infância de se tornar um militar, tal como o seu pai e avô. Escolha da profissão não foi a coincidência e os anos de estudo no liceu apenas fortaleceram as suas intenções. Se despedir do capitão vieram os graduados do liceu de diversos anos e os cadetes atuais. O tributo ao Andriy Kyzylo e aos seus camaradas foi prestado pelo chefe do Liceu, o Herói da Ucrânia, major-general Ihor Hordiychuk (Sumrak).
O general Ihor Hordiychuk Sumrak Foto @MinDefesa da Ucrânia

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

A situação alarmante de Avdiivka: a possível catástrofe humanitária

A fábrica de coqueria de Avdiivka suspende as suas atividades e entra em regime de espera. Uma das maiores coquerias da Europa tomou essa decisão após os bombardeamentos massificados russo-terroristas da cidade danificarem a última linha de energia elétrica. Sem a energia eléctrica a fábrica não consegue funcionar.

Os moradores da cidade pelo terceiro dia consecutivo estão sem a eletricidade e parcialmente sem abastecimento de água. Os funcionários da fábrica fazem todos os esforços para manter à funcionar o aquecimento centralizado da cidade. Espera-se pelo fornecimento de gás natural, na expetativa de restaurar o fornecimento de energia. Mas até agora todas as tentativas revelaram-se fúteis, os ataques russo-terroristas não cessam. Com uma temperatura ambiente de -22ºC a catástrofe humanitária e ecológica é inevitável.

Além disso, se pelo menos um projéctil atingirá o departamento químico da fábrica, toda a parte venenosa da tabela periódica de elementos químicos poderá contaminar os solos e o território em raio de até 70 quilómetros pode se transformar no “Chernobyl. 2.0”. Os ambientalistas e os médicos têm medo até de prever os resultados. Para já, quando o pior cenário não aconteceu, existem outros perigos.

Caso a fábrica fechar, a metade da população da cidade (até 15.000 pessoas) ficará sem o trabalho, bem como os seus colegas da indústria de Mariupol e Zaporizhzhia, onde os gigantes metalúrgicos da Ucrânia, como “Azovstal”, “Zaporizhstal” e “Fábrica metalúrgica Illich” terão que parar, pois só funcionam na base de coque de Avdiivka. O que em nada irá melhorar a situação económica ucraniana.

Enquanto isso, nos arredores da cidade, prestes à congelar está acontecendo um verdadeiro inferno. Os militares ucranianos durante três últimos dias, quase sem descansar estão conter o avanço do exército russo. As téticas russas não mudam – centenas de obuses caem sobre as posições ucranianas, seguidas pelos ataques de infantaria. No momento, nem um único centímetro do território ucraniano foi entregue aos ocupantes, e os contra-ataques de sucesso permitem a ocupar as posições estratégicas.

De acordo com todas as previsões, a situação promete ficar ainda mais tensa. Os relatos de inteligência ucraniana e de acordo com a informação dos moradores dos territórios ocupados, em Makiivka e Donetsk regularmente aparece o transporte militar de tropas russas, dos equipamentos e munição. Os moradores de Donetsk contam que nas ruas passam freneticamente os veículos militares de lagartas. O exército regular russo alveja a cidade de Avdiivka, à partir do bairro Kyivskiy, sentindo a plena impunidade, se posicionando nas áreas residenciais da cidade.
A cidade de Donetsk, na noite de 30.01.2017, no bairro Kyivskiy, na rua Romain Rolland (faça click para ver o vídeo)
A sangue frio dos defensores de Avdiivka consegue, para já, aguentar tudo isso e até mostrar aos russo-terroristas os músculos ucranianos. Firmemente segurando as armas, eles escrevem a história desta guerra impiedosa. A sua principal tarefa é se entrincheiras em novas posições e impedir o exército inimigo, concentrado em Donetsk de avançar sobre Avdiivka. Para assegurar o sucesso nas novas posições as forças ucranianas precisam de equipamentos de observação, o que permitirá controlar o inimigo em Yasinovata, Gorlivka e na auto-estrada de Donetsk (veja como ajudar: https://goo.gl/82nHlU). O resto é a questão de técnica (Volte Vivo).

A possível evacuação da cidade

Ucrânia pondera a evacuação maciça dos moradores de Avdiivka, preparando para o tal 150 autocarros que de uma única vez possuem a capacidade de levar até 4.000 pessoas e em apenas 4 levas, toda a população da cidade.

Para já, na cidade foram montados 11 pontos públicos de aquecimento. No estádio local funcionam as tendas do Ministério das Situações de Emergência da Ucrânia, dos “Médicos sem Fronteiras”, de “Cáritas” e da igreja evangélica “Boa Nova”. O chefe da administração estatal de Donetsk, Pavló Zhebrivskiy, passou a noite na cidade, onde à cada 2 horas decorrem as reuniões operativas de salvamento da cidade.

Os sistemas de mísseis russos BM-21 “Grad” alvejam a cidade ucraniana e a zona industrial envolvente. As autoridades ucranianas de saúde evacuaram todos os pacientes permanentes do hospital local, inluindo uma grávida, informou a agência ucraniana UkrInform.

As forças armadas ucranianas irão proteger a população e responder aos ataques dos terroristas todo o tempo necessário, escreve a jornalista ucraniana Olga Len.

As perdas dos terroristas
O fuhrer dos terroristas da dita "dnr", Zakharchenko, apareceu na linha da frente para negar as perdas de suas forças (Sic!)
O bando armado ilegal, “Somali”, perdeu nos combates de Avdiivka até 40% do seu pessoal, a informação provêm da comunicação via rádio do próprios terroristas, e foi tornada pública pelo veterano de OAT, o ex-militar da 72ª Brigada Especial Mecanizada, Martin Brest. A imprensa ucraniana divulgou a informação, ainda não confirmada, sobre o ferimento do líder do bando, Mikhail “Givi” Tolstykh (anteriormente as FAU liquidaram o vice do “Givi”, o líder separatista local e terrorista Igor “Konsul” Davleev). O mesmo militar informa que “Givi” deu a ordem de lançar em combate a última reserva da sua unidade – o regimento de blindados, escreve Newsru.ua
O separatista e terrorista liquidado Igor “Konsul” Davleev