domingo, maio 03, 2026

Juraguá, a cidade nuclear da Cuba comunista

Em 1976, a URSS assinou um acordo com Cuba para a construção da Central Nuclear de Juraguá, a 200 km de Havana. Em 1987, 11.000 pessoas trabalhavam na construção da central, mas em 1991 a URSS colapsou e o projeto foi cancelado.

O plano era construir duas unidades de geração de energia com reatores VVER-440, cada uma com uma capacidade de 440 MW. A construção da central começou em 1983. Uma cidade para os trabalhadores da energia nuclear, a Ciudad Nuclear, foi construída nas proximidades, inspirada nas «cidades atómicas» soviéticas. Na primavera de 1987, 11.000 pessoas trabalhavam na construção da central.



«Que o átomo seja operário e não um soldado»

A primeira unidade de geração de energia estava quase pronta, mas em 1991, a URSS entrou em colapso e a construção foi interrompida. Cuba tentou posteriormente obter financiamento, mas em 2000, Fidel Castro cancelou finalmente o projeto. Tudo o que resta são as gigantescas estruturas de betão da central e a cidade dos trabalhadores da energia nuclear, onde ainda vivem pessoas.

O fracasso do projeto Juraguá também levou à demissão do filho do ditador, Castro Díaz-Balart, que estava sendo acusado pelo pai de incompetência, segundo relatos da imprensa à época. Em 2018, «Fidelito» cometeu suicídio após sofrer um quadro de «depressão profunda», segundo a imprensa oficial cubana.




Como podemos ver na última foto, a futura central nuclear está situada na costa do Mar de Caraibas, num local baixo e facilmente alagável, no caso de algum acidente, toda a radiação seria despejada nas águas costeiras, envenenando, para sempre o meio-ambiente local e possivelmente regional.

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