Não é porque a vida é tão boa que o «segundo maior exército do mundo» é obrigado a engrossar as suas fileiras com dezenas de milhares de estrangeiros através do engano, da coação e das promessas falsas. Trabalhadores migrantes da Ásia Central, desempregados da América do Sul, os segmentos mais pobres de África — a rússia não descarta ninguém. O projeto ucraniano «Quero Viver» já identificou mais de 28.000 estrangeiros que assinaram os contratos com o exército russo. Pelo menos 5.149 deles já morreram — apenas os que já foram identificados e/ou retirados do campo de batalha. Outros 3.080 estrangeiros estão no «limbo», os seus contratos com exército russo terminaram, sem serem prorrogados e sem serem dispensados do exército de ocupação. Ou seja, estes estrangeiros são MIA (desaparecidos em combate, mais provavelmente mortos, com corpos não recolhidos) ou SOCh (desertores, também mais provavelmente mortos, também, com corpos algures nos estepes da Ucrânia).
Os estrangeiros no vídeo tiveram sorte em sobreviver e serem capturados pelas FAU. Ucrânia os trata com todos os direitos dos demais prisioneiros de guerra – nos mesmos campos de POW que os cidadãos russos. Recebem a mesma comida, podem trabalhar, praticar desporto, escrever e receber cartas e encomendas. Recebem também visitas de representantes do Comité Internacional da Cruz Vermelha e de organizações de defesa dos direitos humanos.
Enquanto Kremlin produz os discursos sobre o «mundo multipolar» ou a «luta contra o neocolonialismo ocidental», na prática, a rússia desrespeita a soberania dos países africanos e asiáticos, recrutando ilegalmente os seus cidadãos e enviando-os para uma guerra neocolonial.
O Kremlin teme que as suas ações sejam expostas e os seus crimes revelados ao mundo. Por conseguinte, o Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra, em conjunto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, está a lançar o recurso informativo http://stoprussianrecruiters.org A página publica informações sobre os principais esquemas, a geografia e a escala do recrutamento russo, bem como sobre os próprios recrutadores em vários países que trabalham para a rússia, enviando as pessoas para a morte certa em troca do dinheiro russo.
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Este recurso foi criado para expor o sistema de recrutamento russo, alertar as potenciais vítimas e responsabilizar aqueles que, por dinheiro, enviam cidadãos de outros países para morrerem na guerra neocolonial russa, ao serviço do Kremlin.
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