sexta-feira, maio 15, 2026

Os cubanos exigem mudanças e entram em confrontos com polícia

Os protestos em Havana continuaram pela quarta noite consecutiva, alimentados por apagões que duraram quase 24 horas e pela deterioração das condições de vida. Moradores de vários municípios, especialmente Guanabacoa, saíram às ruas com barricadas, bloquando as estradas com montes de lixo em chamas, bateram panelas, gritaram slogans antigovernamentais e entoaram os cânticos como: “Acendam as luzes!” e “O povo, unido, invencível!”. Foram registados os confrontos com a polícia, enquanto também foram relatadas interrupções da Internet durante as manifestações. 

Bairros populares de Havana (?)

A crise energética agravou-se depois de a central termoelétrica «Antonio Guiteras» ter deixado de funcionar, aumentando o défice de eletricidade em todo o país. No meio da crescente tensão social, a Embaixada dos EUA alertou sobre a repressão policial, escassez e possíveis apagões prolongados, refletindo uma situação cada vez mais instável na ilha. 

Protestos em Marianao, Havana, após mais de 20 horas sem energia elétrica. / Mário Pentón/Facebook

As pessoas queriam pão, dinheiro, água, transportes e uma noite inteira de sono.
Elas não querem mais desculpas. / Foto: 14ymedio

Os bancos permitem levantar apenas 2.000 pesos por pessoa (cerca de 83,3 dólares), um valor que se evapora rapidamente devido à inflação e ao elevado custo de vida. / Foto: 14ymedio

O centro histórico de Havana. Foto: 14ymedio

A União Elétrica anunciou um défice de 2.200 MW após uma noite turbulenta de protestos em Havana. O sistema esteve offline ao início da manhã do dia 14 de maio, desde Ciego de Ávila até Guantánamo, e a central termoelétrica «Antonio Guiteras» apresentou novas falha, escreve o jornalista cubano Mario Pentón. 

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