Os protestos em Havana continuaram pela quarta noite consecutiva, alimentados por apagões que duraram quase 24 horas e pela deterioração das condições de
vida. Moradores de vários municípios, especialmente Guanabacoa, saíram às ruas com barricadas, bloquando as estradas com montes de lixo em chamas, bateram panelas, gritaram slogans antigovernamentais
e entoaram os cânticos como: “Acendam as luzes!” e “O povo, unido, invencível!”. Foram registados os confrontos com a polícia, enquanto também foram relatadas interrupções
da Internet durante as manifestações.
A crise energética agravou-se depois de a central termoelétrica «Antonio Guiteras» ter deixado de funcionar, aumentando o défice de eletricidade em todo o país.
No meio da crescente tensão social, a Embaixada dos EUA alertou sobre a repressão policial, escassez e possíveis apagões prolongados, refletindo uma situação cada vez mais instável
na ilha.
 |
As pessoas queriam pão, dinheiro, água, transportes e uma noite inteira de sono. Elas não querem mais desculpas. / Foto: 14ymedio |
 |
| Os bancos permitem levantar apenas 2.000 pesos por pessoa (cerca de 83,3 dólares), um valor que se evapora rapidamente devido à inflação e ao elevado custo de vida. / Foto: 14ymedio |
 |
| O centro histórico de Havana. Foto: 14ymedio |
A União Elétrica anunciou um défice de 2.200 MW após uma noite turbulenta de protestos em Havana. O sistema esteve offline ao início da manhã do dia
14 de maio, desde Ciego de Ávila até Guantánamo, e a central termoelétrica «Antonio Guiteras» apresentou novas falha, escreve o jornalista cubano Mario Pentón.
Seguir o Mario Pentón no X; Facebook
Sem comentários:
Enviar um comentário