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quinta-feira, fevereiro 12, 2026

☠️❗️ Forças ucranianas liquidam dois mercenários da Nigéria

No leste da Ucrânia cresce sigificativamente o número de mercenários africanos abatidos. Os africanos recebem o «treino» ultra-mínimo e são usados, propositadamente, em ataque frontais, somente para os ocupantes russos tentarem detectar a posição das linhas defensivas ucranianas. 

Na região de Luhansk, oficiais da inteligência militar ucraniana GUR MOU descobriram os corpos de dois cidadãos da República Federal da Nigéria — Hamzat Kazeen Kolawole (nascido em 03/04/1983) e Mbah Stephen Udoka (nascido em 07/01/1988).

Declaração do Mbah Stephen Udoka
em substituição da sua caderneta militar

Ambos serviram no 423º regimento de fuzileiros motorizados da guarda (unidade militar Nr. 91701) da 4ª divisão de tanques da divisão «Kantemirov», outrora uma unidade da elite do exército soviético e depois russo. 

Ambos assinaram contratos de 1 ano com o exército russo no segundo semestre de 2025: Kolawole em 29 de agosto e Udoka em 28 de setembro. Udoka, na verdade, não teve nenhum treino/amento — apenas cinco dias depois, em 3 de outubro de 2025, foi colocado numa unidade russa e no mesmo dia enviado aos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia.

Recibo do Hamzat Kazeen Kolawole: «no caso da recusa de assinar o contrato, você será levado à polícia e depois irá esperar, em cârcer, durante muitos meses a deportação e será interdito de visitar a federação russa para sempre. Você também terá que pagar o custo do seu bilhete de ida e volta».

Os documentos sobre o treino/amento de Kalawole não são disponíveis, mas, muito provavelmente ele também não passou por nenhum treino/amento militar. Homem deixou a esposa e três filhos órfãos na Nigéria.

Ambos os nigerianos morreram no final de novembro de 2025 numa tentativa de atacar as posições ucranianas na região de Luhansk. Nem sequer entram em combate — os mercenários foram eliminados por drones ucranianos.

O Ministério da Defesa da Ucrânia alerta cidadãos estrangeiros contra viagens à federação russa e aceitação de qualquer trabalho/emprego no território da rússia. Uma viagem à rússia é uma chance real de acabar num destacamento de ataque kamikaze, para no fim, apodrecer algures no solo ucraniano.

Blogueiro: nota-se uma certa mudança nas táticas e atitudes russas em relação aos mercenários estrangeiros. A falta do pessoal fez com que os tempos já curtos de preparação militar foram encurtados aos absolutamente mínimos. Como neste caso, em que entre assinatura do contrato e colocação no terreno se passaram apenas 5 dias. Os mercenários estrangeiros começaram a receber para assinar algum documento em inglês, para evitar a possibilidade deste mesmo mercenário alegar que não sabia o que assinava, pois não sabe ler russo. Os mercenários estrangeiros já nem sequer recebem as cadernetas militares, em vez disso, uma simples folha A4 com sua foto e carimbo. Por fim, os papeis que os mercenários assinam, mencionam que o seu contrato é de 1 ano, só que ninguém lhes explica que o contrato pode ser prorrogado pela simples decisão do comandante, por tempo indefinido, até o fim da «operação militar especial», ou seja, até o fim da guerra colonial russa na Ucrânia.

Propaganda russa dirigida aos zimbabweanos

O exemplo da propaganda/publicidade russa de um dos centenas de recrutadores russos em África dirigida ao público de Zimbabwe. O objetivo são os países mais pobres do continente africano, onde são construídas as redes de recrutamento. Nas redes sociais são publicados anúncios prometendo muito dinheiro para trabalhar na rússia. Em alguns casos, anunciam diretamente o serviço militar, mas, com mais frequência, oferecem o «treino»/«treinamento» (por exemplo, na fabricação de drones em Alabuga) ou outros empregos civis, por exemplo, na construção civil, com salários que, na rússia, na realidade só são pagos aos informáticos ou aos mercenários da guerra colonial russa. 

O recrutamento russo dos zimbabweanos

As redes de recrutamento são construídas com base no princípio do marketing multinível: indique um amigo e ganhe uma comissão. Quanto mais você recruta, mais dinheiro ganha. Os recrutadores costumam prometer de 500 a 700 dólares por cada recrutado. Naturalmente, omitem o fa(c)to de que os recrutados se tornarão tropas de ataque após 5-15 dias de preparação. Os recrutadores russos costumam prometer que os recrutados serão «assistentes militares» sem necessidade de participar em combates. O principal conseguir a assinatura do contrato. Depois disso não há voltas à dar, os que recusam a combater, ou são maltratados nas cadeias ilegais russos ou, então, podem tentar escapar, se entragando às forças ucranianas. 

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

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sábado, setembro 27, 2025

A nigeriana que se apaixonou pela Ucrânia e que vive em Kyiv

Imagem © blaqsauce_ / Instagram

Ona Uzoma Asompta vive em Kyiv há mais de sete anos. Inicialmente, a nigeriana de 27 anos foi estudar medicina, mas depois decidiu ficar na capital ucraniana. Agora, Ona é ativa nas redes sociais, onde fala sobre a sua vida na Ucrânia. Adora camisas bordadas ucranianas e aprende ucraniano com persistência. 

Ona conta as suas histórias para o serviço ucraniano da RFI. 

Após o início da guerra em grande escala (24.02.2022), Ona deixou Ucrânia e foi para Portugal. Lembra-se de cantar o hino ucraniano com uma camisa bordada. Africanos abordaram-na e perguntaram-lhe porque estava a fazer aquilo e porque estava vestida daquela maneira, se não era ucraniana. E depois acusaram-na de fazer aquilo para chamar a atenção.

Imagem © blaqsauce_ / Instagram

“Um deles até perguntou: ‘Se te oferecessem um visto gratuito para os EUA, ainda escolherias a Ucrânia?’ E a minha resposta foi: ‘Sim’. Já viajei muito, estive em onze países, mas sinto-me sempre atraída pela Ucrânia. Procuro sempre um motivo para voltar, a minha alma precisa disso”, conta Ona. 

Depois, após uma curta estadia na Europa, regressou a Kyiv, apesar do perigo. 

Ona Uzoma Asompta chegou à capital ucraniana em janeiro de 2018. A menina ingressou na Universidade Médica de Kyiv, estudou ginecologia e só recentemente se licenciou. 

No entanto, não trabalha profissionalmente — Ona é modelo e blogueira, ela conta a sua vida na Ucrânia.

«Quando faço um vídeo sobre a Ucrânia, faço-o com respeito. Não me visto apenas como um disfarce, percebe? Não o vejo como um carnaval. Faço vídeos e esforço-me para pesquisar a história do que estou a falar, para que as pessoas vejam que realmente sei do que estou a falar. 

Diversas redes sociais, usadas pela Ona

Talvez seja também porque sou estrangeira. Por vezes é interessante que um estrangeiro seja tão entusiasta e fale sobre a Ucrânia desta forma», diz ela. 

Diz que já se deparou com racismo na Ucrânia, mas não leva isso para o lado pessoal. 

«Quando me deparo com comportamentos racistas na rua, penso que as pessoas que o praticam são muito ignorantes e que não é culpa delas. Por isso, não levo isso muito a sério. Já experimentei mais racismo, por exemplo, na Alemanha do que na Ucrânia. É muito estranho, porque há muitos estrangeiros na Alemanha. Mas lá, encontrei isso com mais frequência. O mesmo em Portugal. 

Portanto, sim, há pessoas más em todo o lado. Mas isso não muda em nada a minha opinião sobre a Ucrânia», diz ela.