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segunda-feira, maio 25, 2026

Os crimes de guerra russos, ataques aos civis em Kyiv e Bila Tserkva

Na noite de 23 à 24 de maio os ocupantes russos atacaram a cidade de Kyiv, atingindo vários alvos civis: o mercado, o centro comercial, o museu, a ópera e vários prédios residenciais. Há mortos e feridos. A vila de Bila Tserkva foi atingida com o míssil balísticos de médio alcance RS-26 Rubezh («Oreshnik») sem a componente nuclear. 

Assim ficou o centro comercial «Kvadrat», situado no distrito de Shevchenkivskyi, em Kyiv. No mesmo distrito, um prédio de habitação ficou em chamas devido aos bombardeamentos russos. 




















Quando há um maior impasse na frente de batalha, os ocupantes russos optam pelo terror contra os civis ucranianos, assassinato de pessoas no meio do sono, destruíndo as bancas de mercado, numerosos monumentos arquitetónicos e o Museu de Chornobyl em Kyiv. 

Os ocupantes russos costumam proclamar as suas ações criminosas de «desnazificação», embora, por alguma razão secreta, comportam-se igual ou as vezes até pior ao aquilo que os nazis faziam na Ucrânia ocupada. 

A rússia voltou a atacar os diplomatas estrangeiros: atingiu, pela terceira (Sic!) vez em menos de um ano a embaixada do Azerbaijão em Kyiv, danificou a residência do embaixador da Albânia. 

A embaixada do Azerbaijão em Kyiv

Há uma enorme fila no café HOGO, que inaugurou apenas dois dias antees do ataque e foi atingido por criminosos de guerra russos. Uma multidão de moradores de Kyiv compareceu para apoiar os proprietários daquele café.

Míssil balístico de médio alcance RS-26 Rubezh («Oreshnik»), atingiu a cidade de Bila Tserkva, à cerca de 80 km ao oeste de Kyiv. Com as consequências bastante graves para as garagens de uma cooperativa de oficinas mecânicas local, que foram destruídas. Nenhum outro alvo foi atingido naquela cidade. Não se percebe para onde os russos estavam à apontar. Talvez o aeródromo local, talvez a Presidência da República em Kyiv. Quem consegue compreender a lógica das armas russas de alta precisão...?

As garagens da Bila Tserkva após o impacto do míssil nuclear russo RS-26 «Rubezh»

Os TG canais militaristas e patrioteiros russos calcularam o custo do ataque ao Kyiv. Para incendiar um mercado, um centro comercial e o museu de Chornobyl, os russos desperdiçaram cerca de 700 milhões de dólares. Com esse dinheiro todo, poderiam ter construído ou renovado dezenas de escolas e hospitais, substituído os serviços públicos, que viviam com infiltrações e tubagens rotas, transformado Kapustin Yar, a localidade da onde é lançado o míssil RS-26 numa cidade modelo, colorida, bonita e encantadora...

O cálculo do gasto russo em mísseis e drones num único ataque à Ucrânia:
de 320-400 à 700-900 milhões de dólares, que foram gastos para matar e destruir.

Fotos: Yan Dobronosov; vídeos: TG kazansky2017

quinta-feira, janeiro 15, 2026

Kyiv surrealista pintada por Samuel Kaplan

A cidade de Kyiv vista por este artista parece ter sido alvo de jogos com a iluminação: luz amarela nas entradas, elétricos/bondes ao entardecer, neve molhada e pátios onde sempre há um pouco de cinema, e não apenas bairros «dormitórios». Não há glamour nessas paisagens urbanas, mas elas estão repletas de detalhes familiares: pistas de patinação infantil, filas numa cidade à escurecer, carros antigos atolados na neve e luzes de iluminaçõ eternas que transformam até mesmo os prédios soviéticos em algo aconchegante.
Kyiv, o «Parque da polícia»



A história do próprio artista é ainda mais interessante. Kaplan nasceu em Baku, mudou-se com a família para Kyiv em 1937, viveu lá por mais de quarenta anos, formou-se em escola e instituto de arte e, em 1991, emigrou para Nova York, tornando-se um artista ucraniano-americano. Lá, continuou a pintar cidades e pessoas, mas Kyiv permaneceu o seu tema principal, por isso é fácil reconhecer as ruas da cidade em suas obras, mesmo que a assinatura já tenha sido escrita há muito tempo: Samuel Kaplan, EUA.



O artista faleceu em maio de 2021, aos 93 anos, um dia após a apresentação pública do seu quadro «Requiem», dedicado ao 11 de setembro de 2001. Kaplan residia no Brooklyn no dia 11 de setembro, época em que trabalhava há vários anos em uma pintura que capturava o espírito vibrante da região sul de Manhattan, tendo as Torres Gêmeas como ponto central.

Requiem, 2004, Óleo sobre a tela


domingo, novembro 16, 2025

Crimes de guerra russos: desde Kyiv à Soledar e Bakhmut

Um azeri de Kyiv, Ravshan Taghiev, dirigiu-se ao público russo, mostrando as consequências de mais um ataque aéreo russo, que atingiu os prédios residenciais e à embaixada do Azerbaijão na capital da Ucrânia.

«Vejam o que o vosso governo fascista está fazendo!», desabafa o empresário.

Um ocupante russo, natural de Bakhmut, inspeciona a sua cidade natal após a «libertação». Agora as coisas melhoraram na cidade, não como na época da «opressora» Ucrânia... É de recordar, que a cidade de Bakhmut foi capurada pelas forças russas em maio de 2023. 

O dono da EMP Wagner, ainda vivo Evgeny Prigozhin confessou, que na batalha de Bakhmut somente as suas forças tiveram 22.000 baixas mortais e cerca de 40.000 feridos. Isso é, tendo em conta que em 10 anos da sua guerra colonial no Afeganistão, a União Soviética perdeu cerca de 15.500 militares mortos.

A fábrica alemã de construção civil KNAUF na cidade de Soledar. Em 2022, na Ucrânia livre, a fábrica empregava milhares de pessoas. Após a sua destruição pelos ocupantes russos, a fábrica se deslocalizou à Ucrânia ocidental, à cidade de Borshchiv, onde foram investidos 150 milhões de euros numa nova unidade fabril.

É de recordar, que a cidade de Soledar foi totalmente tomada pelas forças russas de ocupação em 16 de janeiro de 2023. Desde aquela data a fábrica antiga está simplesmente destruída e abandonada pelos «libertadores» russos.

Realmente, os ocupantes russos conseguiram importar a destruição e desgraça...

Sejamos claros: estes são crimes de guerra

O Ministro dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prevot, classificou os ataques russos à infraestrutura civil da Ucrânia como crimes de guerra. 

«Sejamos claros: estes são crimes de guerra. Fazem parte de uma estratégia sistemática destinada a minar o moral do povo ucraniano. A Bélgica condena veementemente e de forma clara a onda de ataques russos em massa que atingiu a Ucrânia nas últimas semanas». 

Fonte: TG @kazansky2017

sexta-feira, agosto 29, 2025

Ataque russo em Kyiv atinge os civis ucranianos e os diplomatas estrangeiros

O ataque russo contra a cidade de Kyiv matou 23 pessoas, incluindo quatro crianças. Dezenas de outras pessoas ficaram feridas, incluindo crianças. Há desaparecidos. Janelas foram partidas em muitas zonas da capital, as infraestruturas foram destruídas. Mais de 200 casas foram danificadas no total.
À noite, a rússia atacou a embaixada do Azerbaijão em Kyiv, mas falhou por pouco. O míssil caiu a aproximadamente 100 metros daquela representação diplomática. Delegação da União Europeia e os edifícios do British Council em Kyiv também foram atingidos pelo ataque russo de 28 de agosto. 
Comboio/trem ucraniano Kyiv - Kharkiv

Além disso os ocupantes russos atingiram comboio civil de passageiros da rota Kyiv–Kharkiv. A rússia realizou um ataque direcionado contra comboios de passageiros civis. O comboio Intercidades de alta velocidade, que se preparava à servir a rota Kyiv–Kharkiv, foi gravemente danificado. Ainda assim, a rota não foi cancelada: será assegurada por um comboio de substituição, utilizando carruagens de passageiros – incluindo algumas recém-fabricadas.

Graças às ações rápidas e coordenadas dos trabalhadores ferroviários, o incêndio no local foi extinto e todo o pessoal permaneceu em segurança nos abrigos durante o ataque. Os Caminhos de Ferro Ucranianos (UkrZaliznytsya) continuam a operar sem parar, apesar da ameaça constante dos ataques russos. Mas esta resiliência tem um custo elevado: centenas de ferroviários ucranianos foram mortos pela rússia desde o início da invasão em grande escala.









Um ataque de precisão atingiu um edifício ao lado da Delegação da UE em Kyiv. A explosão danificou gravemente os escritórios e uma torre residencial onde vivem muitos dos seus funcionários.





A rússia atacou diplomatas é uma violação direta da Convenção de Viena. Isto exige não apenas a condenação da UE, mas também global. Solidariedade com os nossos colegas da UE, prontos para ajudar. No total, a rússia matou no mínimo 18 pessoas e feriu mais de 40, incluindo crianças. A rússia atinge diretamente a Delegação da UE e instituições culturais internacionais que apoiam Ucrânia. Isto não foi um acidente – faz parte da guerra de terror de putin, visando civis ucranianos e todos aqueles que apoiam Ucrânia. 
The Wall Street Journal. Foto: Efrem Lukatsky

A rússia não pretende parar, a menos que seja parada...

sábado, março 08, 2025

A Guerra de Outros: mercenários ao serviço da rússia

O documentário do Daniel Berger relata histórias de duas famílias quirguizes cujos filhos morreram na guerra colonial russa contra Ucrânia. A sua dor distorce o mundo ao ponto de nada fazer sentido – as atividades manuais têm a sua própria lógica que pode oferecer um alívio quando nada mais o fará. Cada acção quotidiana parece ajudar os pais a esquecer que a morte dos seus filhos na guerra de outros simplesmente foi em vão. 

“Vivemos em silêncio, mas não há alegria, há uma espécie de vazio”, explica o pai de Rustam ao autor silencioso do filme nos bastidores. O filhotinha vinte anos quando se alistou no exército e foi para a frente de combate na esperança de obter a cidadania russa. Vinte dias depois foi morto. 

O pai do falecido deambula sem rumo pelas instalações desertas da escola fora do horário escolar. Preenche o vácuo, criando um verdadeiro altar à memória do filho. «Dever Militar», «Honra e Destino», «Lembramo-nos! Estamos orgulhosos!» — como se estes slogans rotineiros fossem feitiços na iconóstase, pendurados com retratos e medalhas. Não há nenhuma pessoa viva na tela, nem sequer o seu fantasma aparece, apenas um traço quase imperceptível — nas palavras confusas dos pais a tomar chá numa mesa ricamente posta, tendo como pano de fundo um bonito tapete oriental. 

Outro soldado, Egemberdi, conseguiu obter a cidadania russa e foi convocado de imediato. Quatro meses depois, foi obrigado a assinar um contrato e enviado para a frente de combate, onde morreu doze dias depois. Agora a família abate o carneiro e decide quem vai recitar o Corão enquanto o sangue do animal corre. O texto da oração pede “proteger a nossa terra das guerras e dos infortúnios”. 

O 5º Festival Internacional do Cinema documentário Artdocfest ocorrereu em Riga de 1 à 8 de março de 2025. Para mais detalhes, visite www.artdocfest.com 

Blogueiro

Um mercenário do Azerbaijão, ao serviço dos ocupantes russos, que perdeu a perna e as mãos na Ucrânia, queixou-se de que foi enganado e não recebeu a cidadania russa, ora lhe prometida. Agora sobrevive no hospital sem pagamentos, nem benefícios. Os ocupantes russos o usaram e depois simplesmente abandonaram.

@kazansky2017

quinta-feira, setembro 21, 2023

Militares russos liquidados pelas forças do Azerbaijão

Os militares azeris liquidaram 5 militares russos - participantes da agressão contra Ucrânia, que estavam no território do Azerbaijão sob o pretexto de pertencerem às «forças de paz». Entre os liquidados constam um capitão e um coronel.

Foram liquidados o capitão do 1º grau Ivan Kovgan, vice-comandante das “tropas de manutenção da paz” com pelouro da ação psicossocial no Alto Karabakh, anteriormente o vice-comandante das forças subaquáticas da frota do norte da federação russa (aquartelada em Gadzhievo, região de Murmansk); o coronel Tagir-Murod Karaev, comandante da 29ª Brigada de Proteção Química e anti-Radiação, que anteriormente participaram na agressão russa contra Ucrânia. 

TG canal militarista russo anuncia os patentes dos militares russos liquidados:
capitão; tenente coronel; tenente coronel; coronel.

Tudo isso aconteceu, é claro, por acaso. A principal causa da morte dos militares russos é permanecer no território do Azerbaijão soberano, à onde os azeris não os convidaram. Obviamente, Azerbaijão conduzirá uma investigação, mas também obviamente não haverá quaisquer punição, porque os azeris percebem perfeitamente os militares russos são apenas invasores que não têm nada a fazer no Azerbaijão.

O capitão da marinha russa, Ivan Kovgan, liquidado pelos azeris

Antes de ir ao Cáucaso, Ivan Kovgan atuou como vice-comandante das forças subaquáticas da frota do norte da federação russa (o maior composto de submarinos nucleares estratégicos da rússia), com pelouro da ação psicossocial. Tudo indica que não haverá quaisquer consequências desse ataque para Azerbaijão. Presidente Aliyev pediu desculpas ao Putin e este aceitou as desculpas. Aconteceu mesmo em 2015, quando o avião russo foi derrubado pelos turcos.

De momento, rússia está absolutamente desejosa de castigar Arménia pela escolha pró-Ocidental do primeiro ministro Pashinyan. Acreditando, que dessa maneira conseguirá gerar bastante descontentamento popular, que poderá derrubar o poder no país. Nessa ótica Azerbaijão é uma ótima ferramenta da vingança russa. Que prefere ganhar algo bastante efémero num curtíssimo período de tempo, para, muito provavelmente, perder Arménia por longos anos, senão para sempre.

Além disso, a guerra de Karabakh, que durou 32 anos (!) terminou, nesta guerra, o Azerbaijão mostrou excelente determinação e organização e essa vitória incondicional é o mérito do povo azeri, que hoje se afirmou como uma nação, que conseguiu criar sua própria identidade e instituições de estado eficazes numa luta difícil. Azerbaijão conseguiu definitivamente erradicar um dos cancros, que as autoridades ainda soviéticas plantaram no seu território. O  separatismo terminou, as «ldnr» locais foram aniquiladas para sempre.

UPD: As forças desconhecidas, supostamente as unidades separatistas arménias, naturais de Karabakh metralharam um camião/caminhão «Kamaz» com «pacificadores russos». Pelo menos 1 militar russo foi morto e um ferido.

Já está claro para todos que a rússia não pode fazer nada no Sul do Cáucaso e todos  podem humilhá-la e chutá-la quanto quiser. Está na hora de os russos aprenderem que não são bem-vindos em lugar nenhum e voltarem para o seu próprio país.

UPD II: foram publicadas imagens do ataque do exército do Azerbaijão à base dos “pacificadores” russos em Karabakh.

O facto do ataque ainda está a ser ocultado pelo Kremlin para não admitir a vergonha, pois é óbvio que não poderia haver erro neste caso, e o Azerbaijão atingiu os russos absolutamente deliberadamente. Mas de momento putin tem medo de ir contra o Azerbaijão. Portanto, a propaganda estatal russa mantém silêncio sobre o que aconteceu, e nenhum propagandista russo exige ataques aos «centros de decisões», como os russos costumam exigir em relação à Ucrânia.

Bónus

Mas também temos as notícias perturbadoras, choque total, o Segundo Maior Exército do Mundo, está se movimentando, rapidamente e em força na direcção de Kyiv!