sábado, maio 23, 2026

Ucrânia atinge dois terminais petrolíferos russos em Novorossiysk no Mar Negro

Unidades de ataque profundo das Forças de Operações Especiais (SSO) atacaram, com sucesso, o terminal petrolífero «Sheskharis» e o complexo de transbordo «Grushovaya» no maior porto marítimo da rússia, Novorossiysk, na região de Krasnodar. Foi uma operação conjunta das SSO e do exército ucraniano.

O terminal, fundamental para o sul da rússia, é um importante centro de exportação de petróleo, onde convergem os oleodutos da empresa estatal russa «Transneft». Até sete petroleiros podiam ser carregados aqui em simultâneo. Anteriormente, as SSO já tinham atacado o terminal «Sheskharis», por duas vezes em 2026, no início de março e no início de abril. 

A geolocalização do terminal «Grushovaya»

A estação intermédia de bombagem de petróleo de «Grushovaya», com a sua infraestrutura neste sistema de transbordo, possui tanques automatizados com capacidade para 1,3 milhões de metros cúbicos e permite o processamento de mais de 500 a 600 vagões-cisterna por dia. 

O terminal «Grushovaya», pertencente à «Chernomortransneft», uma subsidiária da «Transneft», é a maior instalação de armazenamento de petróleo da região Cáucaso. O depósito é constituído por tanques subterrâneos e acima do solo com uma capacidade total de aproximadamente 1,2 milhões de toneladas de produtos petrolíferos. Cinquenta tanques ZhBR-10000 para petróleo e derivados, com uma capacidade total de 500.000 m³, e 14 tanques RVSpk-50000 para petróleo, com uma capacidade total de 700.000 m³. A sua principal função em tempo de paz é servir de enterposto/coletor à servir o porto petrolífero de Novorossiysk. 

Ver a geolocalização do terminal petrolífero de Grushovaya: 44.6929982099313, 37.76897663383929

Fonte OSINT: TG worldmilitares

Na localidade russa de Gubakha (região de Perm, cerca de 1700 km da Ucrânia), os drones ucranianos atingiram o complexo químico da empresa russa «Metafrax». A empresa é especializada na produção de amoníaco, ureia e melamina. A capacidade de produção do complexo é de aproximadamente 900 toneladas de amoníaco e mais de 1.600 toneladas de ureia por 24h.


A técnicas da propaganda goebbelsiana russa

A propaganda russa falsificou e publicou, numa conta da rede social X, as supostas primeiras páginas de quatro jornais europeus e um israelita, com a data de 12 de maio de 2026, todas elas contendo imagem negativa do Volodymyr Zelensky e uma clara narrativa russa em relação à Ucrânia.

Uma das capas falsas exibidas na TV estatal russa
As capas do «Público», falsa à esquerda e verdadeira à direita

As capas falsas foram do «Bild», da Alemanha; «Liverpool Echo», da Inglaterra; «Ouest France», de França; «Público» de Portugal e «Jerusalem Post», de Israel. Todas as capas foram alteradas digitalmente e se referiam às acusações mais ou menos vagas da ex-porta-voz do Zelensky, Iulia Mendel, que trabalhou na presidência da Ucrânia em 2019-21. Recentemente, Mendel deu uma entrevista ao propagandista americano pró-Kremlin Carson Tucker, projetada para ofuscar a imagem do presidente ucraniano. No entanto, a própria Mendel é lembrada no seu papel da porta-voz como uma menina pit bull, pessoa de lealdade exagerada ao Presidente Zelensky, chegando quase se lançar fisicamente aos jornalistas, para os impedir de fazer as perguntas, que em teoria, poderiam incomodar o seu chefe. Mendel também foi a autora de um livro extremamente complimentar e acrítico em relação ao presidente ucraniano real, chamado «Todos nós somos presidentes».
Não sendo as capas reais, existindo apenas virtualmente, que utilidade prática poderiam ter? Aqui a propaganda russa mais uma vez, está copiando as técnicas do nazismo alemão, desenvolvidas pelo Joseph Goebbels, famoso por criar os jornais e rádios falsos, soviéticos ou aliados, dirigidos ao público soviético ou europeu. 81 anos depois, a propaganda russa se dirige ao seu público doméstico, tentando «vender» as capas falsas como o seu exemplo do seu próprio sucesso externo. Os propagandistas estatais russos, exibindo as supostas capas nos progrmas da propaganda televisiva seguem a narrativa do pseudo-sucesso absurdo: «mas quem diria, ehm-ehm, ainda alguns anos atrás que os jornais europeus sejam tão abertamente críticos ao Zelensky?!», perguntam retoricamente eles, se dirigindo aos telespetadores.

A propaganda russa vive abertamente, tal como vivia a propaganda nazi em abril de 1945, num mundo paralelo, onde o 3º Reich conseguia várias vitórias milagreiras e o 22º exército alemão, comandado pelo general Walther Wenck, libertaria Berlim e rompesse o cerco soviético...

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