Em
Síria, em resultado da explosão de umAEI,
morreram 4 militares russos, dois outros foram gravemente feridos. Ao menos um
dos militares mortos, no passado recente era o terrorista russo na Donbas, mostra
a investigaçãoOSINTucraniana.
A
explosão ocorreu no dia 16 de fevereiro, a viatura com os militares russos
estava inserida na coluna militar síria e se dirigia do aeroporto militar de Tiyas (a famosa
base russa T4)
em direção à cidade de Homs. Após percorrer cerca de 4 km, a viatura explodiu,
atingida pelo AEI, possivelmente acionado por controlo remoto. Dado que não é nada
fácil atingir a viatura certa numa coluna militar em andamento, é possível que
a viatura, usada pelos militares russos, foi armadilhada ainda na base T4.
A
publicação russa E1informa
que no mesmo dia, 16 de fevereiro na Síria também morreu o 1º tenente de
artilharia Vadim Magamurov (1985),
o
chefe da unidade dos batedores. Na
versão russa e citando o seu amigo, Elnar Sadirov, o 1º tenente Magamurov foi
liquidado pelo fogo de metralhadora pesada dos militantes sírios.Sadirov também
deixou escapar que conheceu o artilheiro russo em Donetsk, em 2014, ou seja, mais que provável que ambos
eram terroristas russos, inseridos nos bandos armados, lutando contra Ucrânia e
contra as suas forças armadas no leste da Ucrânia.
Até
16 de fevereiro, as oficiais perdas russas na Síria eram de 25 militares e duas enfermeiras, afetas ao
Ministério da Defesa, informa a TV russa TV rain.
A
publicação russa Nash Gorod
revelou o nome de um outro militar russo morto na Síria, o major Pavel
Kozachenko de 31 anos, fuzileiro naval, sepultado em 19 de fevereiro na cidade russa
de Penza. A publicação estabelece claramente que major Kozachenko foi vítima de
uma explosão AEI.
Bónus
A
para abrilhantar o dia, chegou a notícia de que Vitaly Churkinaceitou
#ExplosionChallenge do Motorola, Anashenko e
Givi, batendo a bota em Nova Iorque, nas vésperas do seu aniversário. Não sentimos nenhuma pena, as suas
mentiras mataram tantos ucranianos, como as armas dos mercenários terroristas. Ficou
apenas uma única incógnita. Who is next?
A Assembleia da República Portuguesa condenou a
ilegalização do Partido Comunista da Ucrânia: o voto apresentado pela bancada do PCP e aprovado pelas
bancadas do PS, PCP, BE e PEV,com
votos contra de PSD e CDS.A
Diáspora ucraniana de Portugal considera
que
o voto da esquerda, na verdade, tenta justificar a guerra de agressão e de
ocupação russa, apoiando e favorecendo o agressor, e não o país que está
resistir à essa mesma agressão militar ilegal – Ucrânia.
Exmo. Senhor Presidente da
República Portuguesa,
Exmo. Senhor Presidente da
Assembleia da República Portuguesa,
Estimados Senhores Deputados da
Assembleia da República Portuguesa.
Na passada sexta-feira, dia 17
de fevereiro de 2017, a Assembleia da República Portuguesa condenou a
ilegalização do Partido Comunista da Ucrânia (ocorrida em 2015). O voto contra
a ilegalização dos comunistas foi apresentado pela bancada do PCP e aprovado
pelas bancadas do PS, PCP, BE e PEV e teve o voto contra de PSD e CDS.
No texto aprovado, lê-se que a
lei de 2015 da Ucrânia que ditou a ilegalização dos comunistas “é
antidemocrática e contraria às normas e convenções do direito internacional”.
Excelências, os ucranianos
residentes em Portugal, naturalizados e imigrantes, os cidadãos cumpridores da
lei e co-responsáveis pelo desenvolvimento e pelo bem-estar deste país
acolhedor, não precisam de recordar a necessidade absoluta desta AR de se
abster na ingerência, aguda e mal informada, nos assuntos internos de um país
independente e soberano, que nos últimos três anos se tornou a vítima da
ocupação e de anexação estrangeira, tendo as partes do seu território nacional
ocupadas ilegalmente pelas forças “híbridas” (regulares e irregulares),
criadas, financiadas e armadas pela federação russa.
Recordaremos no entanto que o
artigo 37º da Constituição da Ucrânia estipula a proibição de “formação e
actividades dos partidos políticos e das organizações públicas, cujas metas
estatuais ou cujas ações visam eliminar a Independência da Ucrânia, a ordem
constitucional, violar a soberania e integridade territoriais, comprometer a
segurança...”
O mesmo é secundado pela Lei da
Ucrânia “Sobre os partidos políticos da Ucrânia” que prevê, no seu artigo 5º, a
“proibição da formação e das actividades dos partidos políticos, caso os seus
objetivos ou ações programáticas são destinadas à eliminação da Independência
da Ucrânia”.
É do conhecimento geral que
desde 16 de março de 2014 a parte integrante da Ucrânia – península da Crimeia
é ilegalmente ocupada e anexada pela federação russa (através de um
“referendo”, considerado ilegal pela Resolução № 68/262 da Assembleia Geral das
Nações Unidas). Desde abril de 2014, a própria Ucrânia continental é alvo do
ataque militar “híbrido”, perpetuado pelas forças paramilitares russas, com
apoio dos separatistas locais, uma parte dos quais pertencia às estruturas e às
lideranças locais do Partido Comunista da Ucrânia.
No dia 14 de junho de 2014, o
Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) entregou ao Ministério da Justiça da
Ucrânia o dossier das evidências de
atividades ilegais do Partido Comunista da Ucrânia e dos seus representantes. A
base de evidências destas actividades ilegais consistia em cerca de 120
páginas, além de provas de vídeo e áudio. Em particular, a evidências
demonstravam o envolvimento direto e ativo de representantes do Partido
Comunista da Ucrânia nas ações que levaram à ocupação da Crimeia pela Rússia,
nas ações de fornecimento de armas e financiamento de terroristas nas regiões
do leste da Ucrânia, na organização dos referendos ilegais e separatistas nas
regiões de Luhansk e Donetsk. Além das provas documentais da participação
direta das estruturas do Partido Comunista da Ucrânia em açõs armadas contra as
Forças Armadas da Ucrânia, no decorrer da Operação Antiterrorista (OAT).
Além disso, em 23 de julho de
2015, o Ministério da Justiça da Ucrânia aprovou um parecer jurídico sobre o
não cumprimento pelo Partido Comunista da Ucrânia da Lei “Sobre condenação dos
regimes totalitários comunista e nacional-socialista (nazi) na Ucrânia e a
proibição de propaganda de seus símbolos” (a vítima dos dois maiores
totalitarismos da século XX, do comunismo e do nazismo, Ucrânia apoia
plenamente a Declaração de Praga sobre Consciência Europeia e Comunismo, que
por sua vez possui o apoio do Parlamento Europeu, particularmente na sua
Resolução sobre a Consciência Europeia e o Totalitarismo, e pela Organização
para a Segurança e Cooperação na Europa).
Finalmente, em 16 de dezembro
de 2015, o Tribunal Administrativo do Distrito de Kyiv (Kiev) concluiu o
julgamento do pedido do Ministério da Justiça da Ucrânia de proibição do
Partido Comunista da Ucrânia. O processo decorria na presença do Responsável
dos Direitos Humanos do Parlamento da Ucrânia. O tribunal satisfez o pedido do
Ministério da Justiça na íntegra, proibindo as atividades do Partido Comunista
da Ucrânia (PCU e todos os outros grupos e organizações comunistas deixaram de
fazer a parte no processo eleitoral desde 24 de julho de 2015).
Exmo. Senhor Presidente da
Assembleia da República,
Estimados Senhores Deputados,
Excelências,
Cada país europeu possui a sua
própria história, passou por suas próprias vivências coloniais e lida, de forma
diferente, com o seu passado colonial e a presente pós-colonial. Ucrânia é uma
jovem democracia que por cerca de 350 anos foi dominada por uma potência
colonial estrangeira – o Império russo. Após um curto período de vigência da 1ª
República de inspiração socialista (1917-1920), o país foi novamente ocupado
pela Rússia bolchevique, a futura URSS.
Tento em conta a complexidade
do passado histórico e do presente da Ucrânia, a comunidade ucraniana de
Portugal e da Diáspora, exorta a Assembleia da República Portuguesa, de se
abster, desde já e para o futuro, de quaisquer declarações e/ou condenações unilaterais,
que sem acrescentar nada nas relações fraternas entre Portugal e Ucrânia,
apenas podem prejudicar o desenvolvimento harmonioso destas mesmas relações.
Por fim, em nome da comunidade
ucraniana de Portugal e da Diáspora, condenamos e repudiamos veemente a decisão
da Assembleia da República Portuguesa, tomada no preciso momento em que Ucrânia
precisa de todo o apoio internacional para parar a agressão militar russa.
Consideramos que o voto irrefletido do PS, PCP, BE e PEV, na verdade, tenta justificar
a guerra de agressão e de ocupação russa, de facto, apoiando e favorecendo o
agressor, e não o país que está resistir à essa mesma agressão militar ilegal –
Ucrânia.
Com muita estima, cordialmente,
Associação dos ucranianos em
Portugal, Presidente – Pavlo Sadokha,
Presidente da subdelegação de
Lisboa – Olga Petriv Ferreira,
Presidente da subdelegação de
Águeda – Nadiya Umanska,
Presidente da subdelegação de
Leiria – Yulia Grygoryeva,
Subdelegação de Santiago do
Cacém – Vasyl Senkiv,
Presidente da subdelegação das
Caldas de Rainha – Mariya Ryakova,
Presidente da subdelegação de
Abrantes – Yulia Balyuk,
Presidente da subdelegação de
Lagos – Roman Prystay,
Presidente da subdelegação de
Braga – Valentyna Bykova,
Presidente da subdelegação do
Funchal – Maria Cherkas,
Presidente da subdelegação de
Viseu – Andriy Dyakun,
Presidente da subdelegação de
Santarém – Tetyana Tarnavska,
Presidente da subdelegação de Vila Nova de Gaia – Alyona
Smertina,
Presidente da subdelegação da Marinha Grande – Nadia Shkuro.
Associação “UPE—Centro
Social e Cultural Luso-Ucraniano”, Vasyl Bundzyak,
Associação “Fonte de Mundo”,
Presidente – Boris Kucheras,
Associação dos ucranianos do
Algarve, Presidente – Igor Korbelyak,
Associação “Pirâmide das
palavras”, Presidente – Myroslava Martynyuk,
Centro Educativo e Cultural
“Milagre do Mundo” (Lisboa), Diretor – Vlada Kiyak,
Centro Educativo e Cultural
«Oberig», director – Ulyana Kucheras,
Centro Educativo e Cultura
“Escola Ucraniano-Portuguesa T. Shevchenko” (Faro), Directora – Natalia
Dmytruk,
Comunidade dos ucranianos na cidade de Albufeira. Declaração
da Srª Embaixadora da Ucrânia em Portugal Inna Ohnivets (video):
O
presidente russo assinou o decreto do reconhecimento formal dos documentos
emitidos pelas organizações terroristas “dnr” e “lnr”, a medida chamada de “temporária”, alegadamente até a resolução do conflito no leste da Ucrânia. O decreto oficializa a prática
russa existente e poderá levar às novas sanções ocidentais contra Rússia, na
medida que o reconhecimento atenta contra a soberania da Ucrânia.
Putin
legitimou as práticas que, de facto, já estavam funcionar na Rússia. Os “passaportes”,
certificados escolares e outros documentos emitidos pelas “dnr” e “lnr” são
reconhecidos na Rússia, de facto, desde 2015. As pessoas munidas de documentos emitidos
pelas “repúblicas populares” eram livres de atravessar a fronteira com a
Rússia, e praticamente sem problemas compravam as passagens aéreas e ferroviárias.
Apenas os bancos recusavam a concessão de empréstimos na base de tais “documentos”.
Até o início de 2017 a “dnr” já emitiu 40.000 “passaportes” e “lnr” dezenas de
milhares.
Agora,
os “passaportes” da “dnr” e “lnr” passarão ser obrigatoriamente aceites por
todas as entidades russas como os documentos de identidade válidos. O governo russo
irá alterar os regulamentos das agências estatais, nomeadamente do Ministério
da Educação (certificados e diplomas), do Ministério do Interior (registo de
residência), do FSB (a travessia da fronteira), do Ministério dos Transportes
(venda de passagens) e do Banco Central (abertura de contas e empréstimos).
Após a publicação das ordens correspondentes, os “passaportes” dos terroristas terão
o seu estatuto final. Para impor a nova regra à sociedade, as autoridades
reguladoras russas podem usar uma variedade de ferramentas – desde multas a
revogação da licença.
A
nova decisão do Kremlin poderá agravar as sanções ocidentais contra as empresas
e os funcionários estatais russos. Eles não se podem recusar à cumprir o novo decreto,
o que significa que todos os bancos, companhias aéreas e outras empresas serão
obrigadas a aceitar o “passaporte” da “dnr” e “lnr”. Por sua vez, os EUA e a UE
sempre indicavam que iriam introduzir medidas restritivas contra os indivíduos
e empresas que ponham em causa a integridade territorial da Ucrânia. O reconhecimento
oficial de “passaportes” emitidos pelos terroristas tem todas as possibilidades
de sere classificado como tal.
As
sanções não entrarão em vigor automaticamente e contra todos os implicados. Os
organismos ocidentais primeiro vão ter que estabelecer que certas empresas
russas são envolvidas na violação do regime de sanções. Por exemplo, o Tesouro
dos EUA periodicamente atualiza a sua lista de empresas russas que trabalham na
Crimeia, na base das novas informações disponíveis. A última atualização foi feita
em dezembro de 2016, embora as sanções já funcionam por mais de dois anos.
Para
já não está claro como as empresas russas irão operar após a assinatura do novo
decreto. As grandes empresas russas, na sua maioria, têm medo de trabalhar na
Crimeia, na península não funcionam os maiores bancos e operadoras de telefonia
móvel. As companhias aéreas russas continuam à voar à Crimeia, apenas a “Dobrolet”
foi completamente banido do espaço ocidental, a empresa voava apenas de e para
Crimeia, escreve a página Meduza.
Reação
da Ucrânia
“A
decisão da federação russa de reconhecimento dos passaportes das ditas “dnr” e “lnr”
é mais uma evidência da ocupação russa e da violação do direito internacional. Muito
simbólico e cínico que tudo isso aconteceu no decorrer da Conferência de Segurança
de Munique. Essa decisão [russa], teve, nomeadamente, a nossa atenção no
encontro com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence”, escreveu no seu Facebook o
presidente ucraniano Petró
Poroshenko.
Reaçãodosterroristas
Os
terroristas agradeceram a Rússia pelo reconhecimento de seus “documentos”. O
chefe da “dnr”, Alexander Zakharchenko, afirmou que “se a Mãe-Pátria, de forma
alta e corajosa apoia a nossa luta, então a nossa luta é justa, significa que
os nossos sacrifícios não são em vão, as nossas expectativas são justificadas”.
O chefe da “lnr”, Igor Plotnitsky seguiu a mesma deixa: “O dia de hoje é mais
um passo ao reconhecimento internacional da soberania da nossa república. A
decisão do Vladimir Putin é uma ilustração vívida de quem exatamente é o nosso povo
irmão”.
Visão
otimista: “um presente à Ucrânia”
A
decisão de Putin de reconhecer os passaportes dos terroristas é um presente
para Ucrânia. De todos os pontos de vista. Mas oficialmente ninguém irá dizer
isso. Haverá condenações. Possivelmente, mesmo o agravamento das sanções. Moscovo fica
enraivecido porque tudo corre não como tinha planeado.
Agravamento é a única maneira deles para atrair a atenção depois de críticas do
Ocidente. Esta decisão confirma que a ideia de negociar com Ocidente nas costas
da Ucrânia falhou. Quem ficará mal, após esta decisão, que na prática significa
a anexação de Donetsk e de Luhansk?
Apenas
Moscovo – quer à curto, quer à longo prazo. A decisão deveria, supostamente, baixar
a onda de decepção entre os fãs de “novaróssia”, após tantos assassinatos de seus
líderes. Mas a decisão significa, para os locais, que não os querem receber
como os “russos”, eles serão “repúblicas”, sem futuro e com “passaportes” seus
e não os russos.
De
facto, Putin simplesmente aquece a situação, para usá-la nas negociações com o
Ocidente e supostamente fortalecer as suas posições. Ucrânia precisa de um muro
ao longo da linha da frente. E ao longo da fronteira com a Rússia, que agora é
quase o mesmo (fonte).
#maissanções
Visão
pessimista: o mais popular blogueiro georgiano, Cyxymu, recorda que em
abril de 2008 Rússia tinha reconhecido os “passaportes” da Abecásia e da Ossétia
do Sul, apenas quatro meses antes da guerra
de 5 dias, em que Moscovo mais uma vez, atacou um país vizinho, sem
declarar a guerra, causando a destruição e sofrimento humanos.
O
polémico ator russo, Aleksey Panin,
conhecido,
sobremaneira, pelas suas relações amorosas com um cão, fará o papel do líder
dos terroristas russos na Donbas, num filme russo, baseado na obra do escritor estalinista
e anti-semitaAlexander
Prokhanov.
O
meu personagem é ambíguo: é miliciano, mas não é nada limpo e fofo. Com um passado.
Pelas suas ações de hoje ele é definitivamente um herói, mas com uma biografia
controversa. Para mim é uma história muito interessante, explica o ator numa
entrevista ao jornal russo KP.ru
Em
2013 ator efetuou o coming-out, afirmando ser o bissexual, mais tarde causou
muita polémica, afirmando num talk-show que o seu sonho é fazer felácio à um
homem. Em 2014 apoiou a anexação da Crimeia pela Rússia e a ocupação russa de Donbas. Em
2015 Panin foi internado numa clínica psiquiátrica de Moscovo, após o ataque
agudo de delirium tremens. Mas a “fama” maior, alcançou o ator quando
em 2016 a TV russa NTV mostrou um vídeo (supostamente o trecho de um filme
porno) em que uma pessoa extremamente parecida com ele entra em vias de
facto com um cão...
Blogueiro:
o ator é absolutamente perfeito para representar um líder terrorista russo na
Donbas, pois tudo nele é absolutamente genuíno, desde a sua face à biografia, das
ambiguidades físicas e morais às tendências amorosas. Os terroristas russos,
seguramente aprovarão a escolha do realizador. Bónus
Recentemente, Panin mostrou os seus "documentos" num lugar público, será um ótimo ator para representar o "voluntário russo" típico que veio a Ucrânia em defesa do "mundo russo".
As
fotos são do blindado ligeiro russoBPM-97,
destruído pelas forças ucranianas na batalha de Sanzharivka
(colina 307,5), pertencente às forças russo-terroristas. Na batalha de Debaltseveos ucranianos destruíram pelo menos 3 blindados deste tipo, o da foto foi
queimado pelos defensores do ponto reforçado ucraniano “Seryoha”.
Recorda
o major Oleh Barkatov, comandante do pelotão de blindados da 92ª Brigada das
FAU, ponto reforçado “Seryoha”:
“Em
27 de janeiro de [2015] os blindados ucranianos vieram aos pontos reforçados de
“Valera”, “Seryoha” e “Lyokha”, na parte oriental do campo de batalha. No dia
seguinte já entramos em combate, aniquilamos a coluna de equipamentos militares
terroristas. No meu ponto reforçado eu possuía dois blindados, do Ivan Bozhko e
meu, mais o blindado ligeiro BMP da 128ª Brigada. Os nossos blindados estavam
bem camuflados, debaixo das redes próprias. Perto estava o blindado atingido da
17ª Brigada das FAU.
Atingimos
três blindados [dos terroristas], blindado ligeiro KamAZ “Vystrel”. Apenasoexércitorussotematalcoisa. Atingimos o [rebocador] MTLB, uns três KamAZ
[BMP-97], o tudo o que ficou junto à zona verde, não vi bem” (fonte).
Blogueiro; as criaturas que aparecem nas fotos pertencem aos bandos armados da dita “lnr”, os
terroristas tem a tendência estranha de tirar as fotos junto aos seus próprios
equipamentos militares destruídos.
Bónus
O
vídeo que se segue foi filmado pelos militares ucranianos do 25º Batalhão “Kyivska Rus”,
as imagens mostram os combates contra as forças russas nos arredores de Debaltseve
e Ridkodub; os equipamentos militares russos destruídos; a saída dos militares
ucranianos do cerco terrorista.
O
grupo de investigação internacionalBellingcatrevelou a identidade do terrorista russo que controlava o transporte da lançadora
russa “Buk” da Rússia ao leste da Ucrânia. A operação, que resultou no abate do
Boeing-777 do voo MH17, estava ao cargo do coronel do GRU Sergey Dubinsky, militar
russo na reforma.
Em 2014 o terrorista foi identificado pelo SBU como Petrovskyi Sergey Nikolaevich
(um dos apelidos usados pelo terrorista), membros do grupo terrorista russo, comandado pelo Igor "Girkin" Strelkov
Como
explica Bellingcat, o transporte do «Buk» estava ao cargo do oficial russo Sergey
Nikolaevich Dubinsky, conhecido como «Khmuriy» (Sombrio), o chefe da “inteligência
militar” da dita “dnr”.
O
que se sabe sobre o terrorista?
Dubinsky com ator russo Mikhail Porechenkov (de boné) que visitou Donetsk em 30/10/2014
Sergey
Nikolaevich Dubinsky nasceu em 9 de agosto de 1962, viveu em Donetsk na Ucrânia
e em Rostov-no-Don na Rússia. Atualmente vive com a sua família na vila militar
russa de Stepnoy na região de Rostov, onde está aquartelada a 22ª Brigada Especial
de Spetsnaz, a unidade militar № 11659, a parte integrante do GRU do Estado-maior
das FA russas.
Dubinsky (no meio) com ator russo Okhlobustin e a sua esposa em Donetsk em dezembro de 2014
Dubinsky serviu no 108º
Regimento de Infantaria Motorizada que, em 1979-1989 participou na guerra de Afeganistão,
participou na guerra de Chechénia e serviu na 22ª Brigada do spetsnaz do GRU. Em
julho de 2014 possuía o patente de coronel das FA russas na reforma. Em agosto
de 2014, após o abate do voo MH17, Dubinsky recebeu o patente de “major general”
da dita “dnr”. Ele deixou Donetsk no início de 2015 e mais tarde foi impedido
de voltar à dita “dnr”, acusado pelos próprios terroristas (Sic!) de extorsão à
um dos empresários locais.
Dubinsky (marcado à vermelho) ao lado do conhecido neo-nazi russo Alexey "Fritz" Milchakov. Congressso dos terroristas russos em novembro de 2016, cidade russa Rostov-no-Don
Hoje, Dubinsky vive a vida bastante luxuosa, para os
padrões russos, numa vila tranquila, passando o tempo com a sua família e
desfrutando de passeios num veículo recreativo bastante caro.
Uma
semana após a liquidação do terrorista “Givi”, o “mundo russo” preparou o seu
substituto, escritor russo Zakhar Prilepin, comissário político de um novo
bando terrorista da dita “dnr”, antes disso o “assessor” do chefe da “dnr”
Zakharchenko.
Sobre
o bando, formado, alegadamente, por 90% dos ex-militares “locais”, sabe-se pouco,
o seu “comissário” explica que este foi formado pela sua própria iniciativa e tem
como objetivo de “entrar no cavalo branco”, isso é reocupar alguma cidade ou
vila ucraniana perto da linha da frente, deixada pelos terroristas russos, face
aos avanços das FAU em 2015.
Perguntado
sobre os objetivos finais da guerra, Prilepin é direto:
–
Kiev (Kyiv) é o objetivo final. Não vamos esconder. Kiev (Kyiv) é uma cidade
russa. Cidaderussaucraniana. [...] Toda Ucrânia é objetivo. Não poderá
haver nenhum outro.
Desejoso
trazer o “mundo russo” à toda Ucrânia, o terrorista russo fica irritado quando
os jornalistas o perguntam se os seus filhos vivem com ele em Donetsk.
–
Vocês estão no seu perfeito juízo?, – se insurge o aprendiz do terrorista.
O exemplo da propaganda anti-ucraniana à que se dedica Prilepin na Donbas,
transformando os terroristas e mercenários armados em supostos "mineiros" civis
O
fuhrer da dita “dnr”, Alexandr Zakharchenko, escreveu em 13 de fevereiro de
2017 no seu twitter que “Prilepin agiu [...] seguindo as tradições de grande literatura
russa. E eu pessoalmente lhe entreguei os galões do major das forças armadas da
dnr”. Por
essa e por outras, SBU abriu o processo contra Prilepin, o mercenário russo é
acusado ao abrigo da 1ª parte do artigo 258-3 (participação em ações de
organização terrorista) e 1ª parte do artigo 258-5 (o financiamento do
terrorismo), ambas do Código Penal da Ucrânia.
Embora
Prilepin se declara “comissário político”, ou seja, não pretende combater na
linha da frente, mas fazer a endoutrinação aos seus comparsas na retaguarda
segura, é possível prever que um belo dia ele será liquidado. Digamos que por
um “grupo de sabotagem ucraniano” ou outros ilustres desconhecidos. E ai?
O
jornalista russo de origem judaica, nascido na Ucrânia, Matvey
Ganapolsky, prevê essa situação.
O
único problema é que quando o nosso romântico, com um sorriso congelado, estará
deitado nas ruas de Donetsk com uma bala na testa, na Rússia irão gritar que os
ucranianos mataram o grande escritor russo. Não, não será morto o escritor, mas
um fascista incorrigível – o agressor, que não apenas está a invadir o vizinho,
mas ainda sorrindo, quer escrever sobre isso um romance poético. Olhem, lá, na
Rússia, pode ser que parem este . Provoca uma pena. Expliquem-lhe
que ele é um que a guerra não é um brinquedo, que ele não é [Lev]
Tolstoi. E, embora a poça de sangue no chão irá, de forma linda, contrastar com o
seu sorriso congelado, exatamente como ele queria descrever no seu romance,
tentem explicar-lhe que o “spetsnaz literário” vive apenas em sua cabeça ,
e na vida [real] estes românticos de merd@ são seguidos apenas pelas balas. E
que melhor “o casamento do cão da literatura” do que a morte de cão.
Bónus
Em 31.01.2017 na Síria foi liquidado militar russo Alexey Naynodin (51), pouquíssima coisa se
sabe dele, além de ser um militar de carreira, como mercenário ele participou a
guerra na Ucrânia, foi ferido na Donbas. Possivelmente, quer na Ucrânia, quer
na Síria estava inserido numa das empresas militares privadas russas,
possivelmente no grupo
Vagner.
Michael T. Flynn, o conselheiro
de segurança nacional do presidente Donald Trump, foi a primeira baixa da sua equipa.
Resumindo, o ex-general pediu a demissão por ter diversos e repetidos contactos
com os representantes da inteligência russa e mentiu, negando essas evidências.
Obrigando o vice-presidente Pence, que o defendeu, ficar mal “na fotografia”.
Os
registos telefónicos e as chamadas interceptadas mostram que os membros da
campanha presidencial de 2016 de Donald J. Trump e outros associados do Trump
tiveram contatos repetidos com altos oficiais russos de inteligência no ano
anterior à eleição, de acordo com quatro autoridades americanas atuais e
antigas.
As
agências da lei e ordem e de inteligência norte-americanas interceptaram as
comunicações ao mesmo tempo em que descobriam evidências de que a Rússia estava
tentando interromper a eleição presidencial, hackeando o Comité Nacional
Democrático, disseram três fontes. As agências de inteligência, em seguida,
procuraram saber se a campanha Trump foi conluia com os russos na pirataria ou noutros
esforços de influenciar a eleição.
No
dia 2 de dezembro de 2016, os policiais
militares da Força Tática do 28° Batalhão de Polícia
Militar de
São Paulo (PMSP),
localizaram um cativeiroe libertaram dois modelos ucranianos que foram
feitos reféns na rua Alexandre Davidenko na cidade Tiradentes (Zona Leste de SP). No
meio de operação policial, de muito sucesso, que contou com a postura pró-ativa
das vítimas e com apoio da embaixada
da Ucrânia no Brasil, a sociedade conheceu a 1º tenente da
PMSP, a linda guerreira Isadora Katerenhuk.
O
nosso blogue não poderia perder essa oportunidade e por meio da ajuda dos
familiares da tenente entrou em contato com Isadora. O que segue é a conversa
que mantemos em mais que uma ocasião em janeiro-fevereiro de 2017. O texto
recebeu os mínimos retoques estéticos e é o mais próximo possível do discurso
original e direto da guerreira ucraniano-brasileira.
1.
Isadora, conte sobre a sua família e os seus antepassados, do lado materno e
paterno. Dado que pertenciam às etnias diferentes, isso não atrapalhou, de
alguma forma os seus relacionamentos?
A
minha família na parte do meu pai, em grande maioria reside no estado do
Paraná, infelizmente não sabemos tanto sobre a vinda da minha família da
Ucrânia, porém, os meus avos, quando eram vivos, mantinham os costumes
ucranianos; inclusive alguns filhos aprenderam a língua; o meu Pai se chama
Simão Katerenhuk, ele nasceu no estado do Paraná, hoje trabalha como
representante comercial e infelizmente não fala ucraniano fluentemente, mas percebe
o idioma;
Minha
Mãe se chama Marize de Carvalho Katerenhuk, atualmente é dona de casa, cuidando
do lar; a família dela portuguesa e síria, ela nasceu no sul do estado de Minas
Gerais. Minha mãe conheceu o meu pai em São Paulo, quando ambos trabalhavam com
vendas nos supermercados, o namoro deles até que não foi muito difícil, pois ambos
estavam residindo em SP, ou seja, longe dos condicionalismos familiares.
2.
Sendo uma parte da sua família é ucraniano-brasileira, como a família mantêm as
tradições ucraniano-brasileiras, o idioma, etc.?
Sim,
minha família mantêm muitas das tradições ucranianas, alguns dos familiares falam
ucraniano; eles mantêm também a boa parte da culinária ucraniana, algo, que praticamente
toda família aprecia. A família do meu pai costuma se reunir no Natal, são
preparados alguns pratos tipicamente ucranianos que sempre estão em menu / no
cardápio, como o Kutia, Borchtch/Borsh, Varének/Varenyky.
3.
Será que vocês mantêm alguma ligação como os Katerenhuk na Ucrânia ou fora do
Brasil? De alguma forma os seus familiares estão ligados à vida
ucraniano-brasileira?
Infelizmente
não temos tanto contato com os parentes na Ucrânia; quando as tradições, alguns
primos meus, por residirem no estado do Paraná, têm o maior contato com a
cultura, religião e as tradições ucranianas.
4.
Até que ponto Isadora e a sua família estão atentes à atualidade da Ucrânia?
Seguem o desenrolar da atual guerra russo-ucraniana? Como vê a situação em que
Brasil, como membro do grupo BRICS, mantêm o equilíbrio entre Rússia e apoio à
Ucrânia, com quem sempre tive as relações muito amistosas?
Sim,
acompanhamos; na minha família, fora do circuito restrito dos Katerenhuk, temos
outros parentes na Ucrânia, com os quais sempre conversamos sobre a situação
económica e social do país. Dentro das relações internacionais, vejo que o
Brasil deve manter boas relações tanto com a Rússia, quanto com Ucrânia; pois
como muito bem diz a pergunta, Brasil e Ucrânia sempre tiveram um bom
relacionamento.
5.
Conte por favor sobre a sua meninice, escola, se era uma boa aluna, o que
queria ser quando tinha 12-15 anos, quando é que nasceu a vontade de ser uma
PM?
Então,
quanto a escola sempre me dediquei bastante, tive boas notas;porém quando fui atingindo meus 15 anos,
comecei a me dedicar mais, prestando bolsas de estudo em cursos preparatórios,
o que me ajudou muito à ingressar na área militar. Não tenho uma explicação
quanto a vontade de me tornar militar, porém desde muito pequena gostava de ir
em exposições de artigos, hinos ou fardamentos militares; os meus pais me
levavam à feira de aviação, promovida pela Aeronáutica, eu ficava encantada
pela Aeronáutica.
6.
Foi muito difícil entrar na PM? É difícil ser a 1º tenente mulher?
Quando
prestei provas para a Academia Militar, a prova era realizada pela FUVEST;
a prova era de extrema dificuldade; fora da prova escrita, havia ainda a prova física,
que contava com natação, corrida, flexão, abdominais e agilidade; a parte
psicológica e a investigação social [do perfil do aspirante]. Quanto a questão
de ser mulher e tenente na Polícia Militar, para mim é uma grande honra, algo
que faço por amor a profissão, e como muitos perguntam quanto a condição física,
acredito que com esforço podemos superar as dificuldades.
7.
Como a Isadora lida com o medo? Pois está diariamente nas ruas, a cidade de SP
não é tão violenta como pode parecer, mas o perigo sempre existe. Como funciona
o seu processo de superação?
Já
faz algum tempo que estou na minha profissão, então acho que já me acostumei
com as situações diárias; mas claro que as vezes nos surpreendemos com algumas
ocorrências (por exemplo essa situação que envolveu os modelos ucranianos), algo
que não é tão corriqueiro; mas sempre procuro, nas folgas, através do desporto/esporte
tirar o stress.
8.
O terrorista brasileiro atualmente preso na Ucrânia, Rafael Lusvarghi era
ex-soldado da PM em SP, tentou ser oficial da PM em Acre. No seio da PMSP se
fala do assunto? A PM faz algum trabalho de acompanhamento deste tipo de
situações? Dos radicais da direita e da esquerda que podem tentar penetrar na
PM, representando o perigo à sociedade brasileira?
foto @PM Cleber Quirino
Quanto
ao Rafael Lusvarghi, não vejo se falar tanto a respeito desse assunto; porém na
Polícia temos diversos profissionais, tanto da área da Saúde mental, com o auxilio
psicológico, quanto na parte de inteligência policial; os quais sempre
acompanham os policiais.
9.
No caso dos modelos ucranianos libertados em SP, será que Isadora foi destacada
por acaso ou pesou o fato de ter a origem ucraniano-brasileira?
Quanto
ao caso dos modelos ucranianos, até para mim foi uma surpresa que as duas vítimas
serem do mesmo país do qual provêm a minha família. Infelizmente não falo
ucraniano, mas fiquei feliz por poder ter ajudado, tanto eu, quanto a minha
equipe de Força Tática, pois tal trabalho só foi possível graças a todos
policiais da equipe.
10.
Neste momento Ucrânia está passar por uma profunda reforma de polícia nacional
e de todo o sistema de lei e ordem. Como tal, no sistema foram convidados à
trabalhar alguns estrangeiros para pudessem compartilhar as melhores práticas
daquilo que se faz no exterior. Se Ucrânia (o Ministério do Interior ou Guarda
Nacional da Ucrânia), convidarem Isadora para trabalhar na Ucrânia, aceitaria o
cargo?
Se
eu fosse convidada, com toda certeza aceitaria, primeiro, porque sempre quis
conhecer o país de meus parentes; e segundo pela experiencia profissional na área
militar; acredito que para um Oficial, experiências assim são de suma importância,
pois compartilharia as vivências tanto do Brasil, quanto da Ucrânia.
11.
Além de servir na PM, Isadora está fazer o curso de Direito, que tipo de carreira
gostaria de seguir?
Hoje
em dia estou terminando a Faculdade de Direito, estou me empenhando em aprender
o inglês; pois em breve pretendo prestar a prova para o ingresso nas Forças de
Paz da ONU, podendo servir fora do país.
12.
Tendo a sua vida tão preenchida, sobra o espaço para a vida privada? Namora com
alguém, pensa em casar ou constituir a família?
Estou
namorando com um colega do PMSP, num clima da paz e sem os choques hierárquicos ;-), mas dado aos planos da carreira, dento e fora da PM, dificilmente haverá
as mudanças na minha vida pessoal, pelo menos, nos próximos tempos.
Texto @Ucrânia em África; fotos @Facebook da Isadora Katerenhuk (todas) e Cleber Quirino (marcada como CB)