sexta-feira, setembro 05, 2014

A vida e a morte dos mercenários russos

Os jornalistas e ativistas sociais reconstruíram a vida de um jovem mercenário russo que participou ativamente na anschluss da Crimeia e na invasão posterior da Ucrânia continental. Assim, de vitória à vitória, ele caminhou na subjugação da Ucrânia até perder uma das pernas, ficando aos 21 anos um inválido para aquilo que resta da sua vida...

O jovem rapazinho russo, Nikolai Kozlov (o perfil já foi apagado), vivia na cidade de Ulianovsk (Rússia), fazia parte da unidade especial da tropas aerotransportadas da federação russa.

Em fevereiro de 2014 Nikolai visitou a Crimeia, onde escondendo o seu fardamento militar russo, vestiu a uniforme da polícia de choque ucraniana “Berkut”. Pois, como até agora defendem alguns ingénuos, o exército russo não participou ativamente na invasão da península ucraniana. Tudo eram vontades dos moradores locais, por assim dizer...

Visitou o edifício do Conselho Supremo da Crimeia.

Passeou lá dentro.

Voltou para casa, recebeu a medalha “Pela devolução da Crimeia”. Se casou.

Os seus familiares se orgulhavam dos feitios do filho. A foto com o pai, Vsevold Kozlov e a medalha dada pela Crimeia.

O pai também é um ex-para-quedista, agora o polícia na cidade de Ozyorsk (Rússia), na foto está no meio.

Tudo ia às mil maravilhas até que Nikolai novamente voltou à Ucrânia. Não se sabe que fardamento vestia, mas estive na região de Donetsk (se calhar também foi lá apenas para trabalhar). Mas que azar, foi gravemente ferido, levado para Moscovo, onde lhe foi amputada uma das pernas. E ninguém saberia disso, talvez até lhe concediam uma nova medalha, mas... O seu tio moscovita, Sergey Kozlov, afinal é um democrata, isso é nacional-traidor. Acontece muito bastante na Rússia...

No último dia 2 de setembro, este mesmo tio russófobo, escreveu no seu Facebook:

Ligou o irmão. Disse – o seu filho, o meu sobrinho, foi trazido ao hospital moscovita. Ele agora é um inválido sem a perna até o fim da vida.
Crimeia agora é nossa, com o caneco.

A história mexeu com o público e os jornalistas conseguiram achar o pai do mercenário aleijado. O irmão-polícia dos Montes Urais não concordou com a opinião do parente moscovita sobre a “Crimeiaénossa”:

Mas o que contar? Ele é um soldado. Ele fez um juramento e honestamente executou a ordem. E não fugiu, e não se acobardou, como vossos lá ... banderistas (ucranianos) estes, por quais vocês puxam todo este tempo. Entendem?
[...]

Nos nossos Urais começamos viver apenas sob Putin, reconstruir-se. E vocês vivem em Moscovo lá... vocês tem um país completamente diferente. Sabem por que na Ucrânia chamam os russos de moscovitas? Apenas por causa de Moscovo.

Moral da história: um jovem rapaz russo foi à guerra na Ucrânia e aos 21 anos tornou-se deficiente para o resto da sua vida. O seu tio de Moscovo, apoiante da democracia, sentiu a pena dele. Para que Nikolai agora precisará de Donbas e da Crimeia, se já não tem a perna para andar? O pai-polícia não sente pena nenhuma. O rapaz sob Putin apenas começou à viver...

Fonte:

As férias mortais

Se acreditar na propaganda estatal russa, todos os seus para-quedistas vão para Ucrânia apenas pela vontade própria e morrem lá, única e exclusivamente, durante o gozo das férias militares. O opositor russo Alexey Navalny divulga o texto do Primeiro Canal da TV russa:

“Hoje em Kostroma se despediram do pára-quedista Anatoly Travkin. Cerca de um mês atrás, ele foi para o Donbass e morreu em combate. Sobre a sua decisão ele não disse nada nem à esposa, com quem celebrou o casamento um pouco antes de sua partida, nem ao comando da unidade militar, em que servia. Oficialmente, ele simplesmente tirou as férias” (FONTE).

Bónus
"Perdoa, nos, Ucrânia!"
Hoje os moradores de São Petersburgo (Rússia) durante cerca de 10-12 minutos viram as imagens anti-guerra, colocados no painel publicitários pelos hackers russos em apoio a Ucrânia. No fim das imagens aparecia o pedido: Perdoa, nos, Ucrânia Depois, a ação dos nacional-traidores locais foi contida.....

quinta-feira, setembro 04, 2014

A defesa da Mariupol

Dez carros de combate russos foram destruídos à 15 kms de Mariupol, em Shirokyne (foto e mapa). A força russa progredia de duas direcções: do norte (vinda remotamente de Krasnodon) e da ocupada cidadezinha fronteiriça de Novoazovsk.

Apesar da valentia dos defensores do batalhão Azov (ridiculamente mal equipados para uma operação desta envergadura), vai ser muito difícil travar a investida. Mas em Mariupol o tempo é para uma grande manifestação a favor da paz e da integridade territorial da Ucrânia.
Os moradores de Mariupol aplaudem às Forças Armadas da Ucrânia que defendem a sua cidade
A cimeira G6

Primeira imagem do encontro EUA-GB-França-Alemanha-Itália com Petró Poroshenko, na cimeira de Gales. O presidente ucraniano informou que, só na noite anterior morreram 120 soldados russos nas frentes de Debaltsevo e do sul de Luhansk. Informou também que os ucranianos sofreram, até agora, 837 mortos e 3044 feridos.

Entretanto, a NATO, como se previa, não anunciou apoio armado à Ucrânia (não podia), mas deu o passo de «apoiar toda a ajuda militar bilateral dos membros» ao país invadido. Uma «nuance» inesperada e significativa...
"Apenas para frente na defesa de Mariupol"
A página oficial do batalhão Azov deu as últimas notícias da frente do combate (da unidade do “Bootsman”):

“Estamos vivos, não acreditem em rumores. Alguns são feridos, mas nada de grave. Os deuses protegem nos. Durante 5 horas à cada 3 minutos fomos alvejados pela artilharia, morteiros e “Grad”.
       Depois sobre o tenebroso.
     Todos aqueles que querem a Rússia, que acreditam no césar-fogo do Putin-Poroshenko, recomendo visitar ou pelo menos telefonar à aldeia de Shyrokino. Lá estão as casas destruídas, há mortos e feridos.
      Hoje durante 5 horas a artilharia russa disparou contra uma pacífica aldeia ucraniana. Onde não estava nenhum militar ucraniano.
Bem-vindos ao “mundo do Putin”...”

Mariupol pela paz e unidade da Ucrânia
Cutin - paralho para te e não Mariupol!




Os moradores de Mariupol se reuniram em um comício significativo pela paz e pela a unidade territorial da Ucrânia. Além disso, a cidade continua se preparar militarmente a sua defesa, são montados os postos de controlo, que deverão travar a ofensiva terrorista russa no caso da ataque contra a cidade. Hoje, os combates proceguiam na autro-estrada entre Mariupol e Novoazovsk, tomada alguns dias atrás pelo exército russo, informa Hromadske.tv

quarta-feira, setembro 03, 2014

O retrato do mercenarismo russo

A jornalista russa Elena Racheva investigou a vida e a morte do Anton Tumanov (20), o para-quedista com a formação especial, um dos invasores russos, abatidos recentemente na Ucrânia. A sua história, típica, tanto quando possível, explica como e porque os jovens russos participam na tentativa de aniquilar a Ucrânia.

Conta a sua mãe, Elena Petrovna Tumanova (versão portuguesa curta)...

Anton Tumanov foi trazido num caixão fechado.

— Lá (existe) a janelinha – bem, pelo menos se pode identificar a cara. Os rapazes me disseram, que na sua unidade, há alguns que são apenas os pedaços de carne, os (análises de) ADN estão ser feitos agora. Os pais ainda não receberam os seus filhos.

Elena Petrovna já tem o Certidão de óbito do filho, sempre o carrega consigo. Os pertences, passaporte e a caderneta militar do sargento júnior, Anton Tumanov, ainda não foi lhe entregue. No dia 20 de agosto ela recebeu apenas o caixão e a cópia do Certidão de óbito de um morgue da cidade de Rostov. O certidão contém a data da morte: 13 de agosto de 2014, o lugar: “Local da deslocação temporária da unidade militar № 27777”; momento: “Durante o exercício das funções militares” e a razão (da morte): “Lesão combinada. Vários ferimentos dos membros inferiores causados ​​por estilhaços com danos em grandes vasos sanguíneos. A perda de sangue aguda”.

— As suas pernas foram arrancadas, é claro. Os rapazes me disseram. Mas eu mesmo assim senti que ele não estava inteiro no caixão...

Anton foi à tropa da sua Kozmodemiansk nativa (21.000 habitantes, república Mari El) em 2012. Passou o curso preparatório em Penza, serviu na Ossétia do Sul.

— Quando veio do exército – queria encontrar um trabalho, mas não deu certo, – diz calmamente Elena Petrovna. – Na cadeia de prisão preventiva não foi aceite porque tinha anemia. Serviu para o exército e não para o trabalho. Anton foi para Nizhny Novgorod, uns três meses trabalhou na fábrica de automóveis. Não tinha lugar para viver, o aluguer era caro... Voltou. Foi algumas fezes ao Moscovo, trabalhou nas obras, com os rapazes. Não lhes pagaram, eu lhe mandei o dinheiro para o bilhete de volta. E em Kozmodemiansk trabalhar aonde? Apenas duas fábricas ficaram, uma faz uns plásticos, outra – eu não me lembro. Em maio (ele) disse: “Eu, mãe, vou para o exército, sob o contrato. Eu o tentei dissuadir: “Espere, veja como está a situação... Deus me livre, serás metido na Ucrânia, já tivemos Chechénia, Afeganistão...” — “Mãe, as nossas tropas não serão enviadas para lá. É tudo, eu decidi, eu vou. Eu preciso de dinheiro. Eu não vou para a guerra – eu vou para o trabalho. Não há nenhum outro trabalho”.

No dia 21 de junho de 2014 Anton foi para a 18ª Brigada motorizada de atiradores, a unidade militar № 27777, situada na aldeia Kalinovskaia na Chechénia. O local escolheu ele próprio, disse que (na tropa) apaixonou-se pelas montanhas. Já no local soube que durante os primeiros três meses do período probatório não irá receber o salário. Mãe lhe mandou 3.000 rublos (80.34 USD), pois o seu próprio salário de enfermeira era 5.500 rublos. Já sob o contrato lhe prometiam 40.000-50.000 rublos por mês (1.071 – 1.339 USD), os colegas da unidade explicaram que o mais provável, Anton foi enganado, eles próprios recebem não mais que 30.000 rublos (803 USD). Os salário de 1,5 meses do serviço militar também não foi pago...

“Vamos à guerra”

No início de julho Anton ligou para mãe e contou que na sua unidade perguntam, quem quer ir para Ucrânia como voluntário. Prometiam que caso o militar sobreviver na Ucrânia durante uns tantos dias, irá receber 400.000 rublos (10.712 USD). Mas ninguém concordava, mesmo se ficarem vivos, sabiam que seriam enganados, nunca receberiam este dinheiro.

Depois, Anton informou que a sua unidade é mandada para Rostov. Na fronteira russo-ucraniana os militares da unidade № 27777, estavam no dia 11 de julho. Perguntei: “O que vocês comeram?” — (A massa instantânea chinesa) “Doshirak” — “E a cozinha de campo?” — “Não. Ração de combate”.
[...]

Nastia Chernova (17), a noiva do Anton conta sobre os acontecimentos na província de Rostov de forma diferente. [...] No dia 23 ou 25 de julho Anton disse pela primeira vez: “Vamos à guerra”. Assustada, Nastia perguntou apenas: “Mas na Ucrânia não há russos?” – “Nos vamos na qualidade dos insurgentes”.

Segunda vez, como contou Anton à Nastia, eles foram enviados à Ucrânia no dia 3 de agosto, por dois dias. As cidades, datas, objetivos da viagem não disse: Nastia pensa que nem ele sabia.

— Parece que eles foram enviados apenas para controlar a situação, para irem, para verem – raciocina ela. – Deram (lhe) o dinheiro ucraniano, Anton contou que entrou na loja, rindo: “Não há lembranças, pelo menos lhe trago o dinheiro ucraniano”.

“Tudo será fixe!”

No dia 10 de agosto Anton ligou para casa: “Mãe, nós mandam para Donetsk”. [...] Apenas disse: “enviaram (nós) para ajudar às milícias. Não se preocupe, tudo vai ficar fixe!”. À Nastia Anton acrescentou que estará na Ucrânia por dois ou três meses, talvez até novembro, sem a comunicação.

No dia 11 de agosto Anton recebeu duas granadas e 150 balas para espingarda automática. Às 15h00 mandou à mãe a mensagem através da rede VK: “Entreguei o telefone, foi à Ucrânia”. É tudo.

O que se passou depois é sabido apenas nas palavras dos companheiros do Anton da unidade militar № 27777. Um deles, deixou à Elena Petrovna “Explicação” legalizada no notário com os pormenores da morte do Anton (o nome do militar e a cópia do documento está na posse dos jornalistas da “Novaya Gazeta”).

De acordo com colegas, a ordem de atravessar a fronteira com a Ucrânia veio em 11 de agosto. Aqueles que se recusaram, o comandantes ofendiam, humilhavam, ameaçavam com os processos criminais. Tiveram a ordem de entrega de todos os documentos e telefones, retiraram os fardamentos (todos vestiram as fardas de camuflagem simples), apagaram as marcas de identificação e os números dos equipamentos militares. Nas mãos e nos pés amarraram as faixas brancas [...]: “São marcas de identificação do tipo “amigo ou inimigo”. Hoje no pé, amanha na mão direita, e assim por diante. Tudo o que se move sem as faixas é destruído”.

Na noite de 12 de agosto, uma coluna de 1200 pessoas entrou na Ucrânia e na tarde do dia 13 parou no território de uma fábrica na cidade de Snizhne na região de Donetsk, à 15 quilómetros da fronteira. Os camiões com as munições e armamento foram colocados muito próximos. No dia 13 de agosto contra a coluna dispararam os (mísseis) “Grad” (ucranianos).

— Os meninos (colegas militares) disseram que das 1200 pessoas – 120 morreram; 450 foram feridos, – diz Tumanova. — Eles próprios estavam algures atrás, e o meu Anton na frente. Sem trincheiras, sem proteção... Pânico, quem (entra) nas máquinas, (outros) em todas as direções. Fugiam como podiam...
[...]

A informação sobre a morte (do Anton) trouxe o funcionário do Comissariado militar de Kozmodemiansk, Budaev. [...] Eu apenas perguntei: “Onde é que isso aconteceu?” – “Nos arredores de Luhansk” – “Mas eles iam para Donetsk.” – “Não chegaram.”
[...]

— Por que isso aconteceu? Onde? Que me digam e não mentem. Muito mais, é claro, eu quero saber por que, quem deu essa ordem?! Porque essa ordem só poderia vir de Moscovo. Se estaria na minha frente Putin – eu teria perguntado: “Você deu a ordem? Responde honestamente”. [...]

Chora.

— Quando a Crimeia foi anexada, eu estava assistindo a TV e pensei: “Para que raio precisamos dela? Nós estamos aqui como lixo – e ainda querem nos anexar alguns”. Antoninho, ao que parece, nem pensou nisso. Ele não ia para a guerra ia trabalhar.
[...]

— Você quer que pela morte de Anton alguém seja punido? — pergunto eu.
— Eu, sinceramente, não me importo: será despedido alguém, não será. Já não me importo mais. Eu quero entender por que ele foi enviado para lá, quem fez isso? Puramente por me. Só que é muito difícil que alguém diga.
[...]

— Para que eles lutam? – simplesmente, não retoricamente me pergunta Elena Petrovna, tropeça na calçada quebrada. — Por causa do território, hein? Quem precisa disso? Patavina eu não entendo nessa política... Antes disso, por vezes, pensava: “Quem, afinal luta lá?” Se permanentemente dizem que tantos milícias foram mortos – quantos mais lá ficaram? Anton já estava nos arredores de Rostov – eu ainda pensava assim. Aqui como alguns pensam? A II Guerra Mundial cá não chegou, e essa não chegará. E que vão levar os homens – não entendem.
[...]

Os militares da unidade № 27777 disseram à Elena Petrovna que nessa missão trouxeram os documentos às três famílias dos mortos: em Kozmodemyansk, Kazan e Mariinsky Posad.

— Ele não era de muitos estudos. Quando terminou a escola – ele não tinha vontade de ir além. Fui à escola técnica, não terminou. Disse, se trabalhar numa fábrica, é possível sem a escola técnica. Não há institutos na nossa cidade. O que ele queria? Um trabalho, um carro, um apartamento, casar-se. Apenas não funcionou de outra forma com o trabalho... Embora você sabe ... Eu sempre queria vê-lo de uniforme. E ele mesmo gostava de servir. [...]

Fonte:

Os esquadrões anti-Maydan

Na Crimeia são formados os “esquadrões anti-Maydan”, à fim de “abortar”, com a polícia,  as tentativas da oposição às autoridades russas de mostrar a sua posição. O fuhrer do “Conselho de anti-Maydan” e o presidente da fundação do apoio dos veteranos “Otrada” (Alegria), dirigiram ao presidente auto-proclamado do Conselho de Ministros da Crimeia as cartas pedindo auxílio no seu trabalhinho, isso é trabalho, escreve Newsru.ua

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terça-feira, setembro 02, 2014

Europa: 1939 – 2014: quase nada mudou

A estação dos caminhos-de-ferro de Lviv: 1 de setembro de 1939
No dia 1 de setembro de 1939, às 04h45 a Alemanha nazi atacou a Polónia, começando a II G.M. Neste mesmo dia a Luftwaffe bombardeou as cidades ucranianas de Lviv, Lutsk, Ternopil. Ucrânia se tornou o centro de luta entre os dois ditadores e dois regimes desumanos: comunismo soviético e nazismo alemão.

Lviv foi bombardeada às 11h30 de manha, em resultado morreram 83 moradores da cidade, cerca de 100 foram feridos. Inicialmente, as pessoas pensavam que decorriam os exercícios militares, só mais tarde o público soube das primeiras vítimas mortais.

As cidades ucranianas Striy e Drohobych já nas primeiras semanas da guerra foram ocupados pelos nazis. Mas após a entrada da URSS na guerra contra a Polónia, no dia 17 de setembro, a Alemanha nazi cedeu estes territórios ao controlo da União Soviética comunista.

É de recordar que a II G.M., começou quando Alemanha nazi e Eslováquia (as mesmas que hoje se recusam à apoiar a Ucrânia) atacaram a Polónia, em resposta, Grã-Bretanha e França declararam a guerra contra Alemanha. Deste modo, o conflito imediatamente se transformou em uma guerra mundial, recorda ZIK.ua

É difícil discordar do jornalista português Nuno Rogeiro:

Tudo isto é claro. Os paralelos são terríveis. A Rússia substituiu todos os «voluntários» no terreno por tropas regulares. Será fácil ocupar os aeroportos de Luhansk e Donetsk, se não foram já tomados.
E então virá a paz.
A paz do império-cemitério.
Claro que a história não acaba aí.
Como a história do Reich não acabou em 1939.

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segunda-feira, setembro 01, 2014

Semen Semenchenko dirige-se aos ucranianos

O comandante do batalhão voluntário da auto-defesa Donbas, Semen Semenchenkono processo de convalescença após um ferimento sério e de muletas, fala ao povo da Ucrânia e mostra a sua cara (para já não iremos divulgar o nome real do comandante, dado que ele próprio optou por não fazer-lo).

O que é uma balaclava? Máscara atrás da qual pode estar cada um de nós: desde o soldado raso ao comandante do batalhão. Máscara não esconderá o principal – os nossos atos.

Qualquer patriota – com ou sem balaclava – pode empreender as ações diferentes: os importantes e os de rotina. A balaclava é um símbolo de tudo que é coletivo (por trás dela está qualquer um), mas em algum momento os acontecimentos exigem DE TODOS a responsabilidade, e na guerra, essa deve ser pessoal.

Eu não tenho o medo da minha responsabilidade pessoal. A minha família está em segurança, mas a minha família não é apenas a minha esposa e filhos, mas toda a Ucrânia.

Eu decidi tirar a máscara perante Ucrânia: está na hora de uma mudança – para mim, para o batalhão “Donbas”, para Ucrânia – para cada um de nós.
https://www.youtube.com/watch?v=5EEc2RTXreU

Obrigado à: http://www.szona.org

No dia 1 de setembro de 2014, recebendo das mãos do primeiro-ministro da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk e do ministro do Interior, Arsen Avakov, a Ordem Militar “Bohdan Khmelnitskiy” do 3º Grau, Semen Semenchenko retirou a sua balaclava habitual.

A condecoração foi devida à “coragem e mérito militar, demonstradas no decorrer da libertação das cidade Artemivsk, Popasna, Lisichansk”.

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Batalhão “Donbas” receberá os blindados

O batalhão voluntário “Donbas” receberá os reforços e terá os novos equipamentos militares, como os blindados, disse o conselheiro do ministro do Interior, Anton Herashenko.
“Acabei de falar com Semen Semenchenko e com o comandante da Guarda Nacional, Stepan Poltorak, foi tomada a decisão de completar o batalhão “Donbas” com os voluntários, bem como a transferência de equipamentos pesados, ​até os tanques”, – disse Herashenko, informa a televisão ucraniana TVI.ua

As histórias da guerra: Volodymyr Parasyuk

O nosso blogue já escreveu sobre Volodymyr Parasyuk (Lviv, 26 anos), conhecido na Maydan de Kyiv como o “centurião Volodymyr”, o homem que deu ultimato ao ex-presidente Yanukovych para que este abandone o poder (ler O homem que acabou com Yanukovych).
Volodymyr na Maydan
Muita coisa mudou desde então, a Ucrânia está, de momento, sob a ocupação russa e Volodymyr, tal como milhares de outros ucranianos defende o seu país no decorrer da Operação Anti-terrorista (OAT). Ele é voluntário de uma das companhias do batalhão Dnipro-1. Tudo razoavelmente bem, até a batalha de Ilovaisk, seguida do cerco das tropas ucranianas naquela localidade...

por: Borys Filatov (o vice-governador da província de Dnipropetrovsk)

Volodymyr Parasyuk – herói da Maydan e o símbolo da resistência (ucraniana) foi ferido pelo estilhaço na cabeça, sofrendo uma contusão.

Ele foi aprisionado por militares russos do exército regular. O entregaram aos chechenos. Que o tentaram humilhar. Arrancavam o crucifixo. Volodymyr não os deixou fazer isso. Disse que a mãe ofereceu. Depois os chechenos o devolveram aos para-quedistas russos. E estes o levaram à RÚSSIA! Lá ele foi interrogado pelo pessoal do GRU. QUE NEM PERCEBERAM QUEM ERA ELE!

Volodymyr enganou-os!

De seguida, Volodymyr, foi devolvido à Ucrânia e entregue aos (terroristas) da “rp de Donetsk”. Eles, também, não perceberam quem lhes calhou e entregaram aos nossos. Volodymyr está dormindo agora. Está tudo bem com ele.

... Já eu, prevejo o dia em que os seguidores do Kadyrov irão novamente arrancar os crucifixos aos russos...

Embora, parece que neles já não há os crucifixos à bastante tempo....

Bónus


Uma nova página com os nomes dos militares russos abatidos, presos, feridos e desaparecidos na Ucrânia (até hoje são 110 nomes com detalhes pessoais, fotos, páginas nas redes sociais): http://lostivan.ru

A morte no bestiário

Diferentemente da vida no bestiário (AQUI e AQUI), a morte entre os terroristas não difere muito da morte de outros seres humanos. Os terroristas também choram e também ficam tristes quando os seus comparsas caem, finalmente abatidos pelas forças ucranianas. O fotógrafo americano Jonathan Alpeyrie apresenta as fotografias raras do enterro separatista em Donetsk.

Os separatistas que lutam nas fileiras da organização terrorista “rp de Donetsk” não permitem filmar os seus enterros. No entanto, no dia 18 de agosto eles deixaram que o fotógrafo Jonathan Alpeyrie pudesse testemunhar uma das suas cerimónias fúnebres nos arredores de Donetsk. No entanto, como criaturas instáveis, em breve, os terroristas mudaram de ideias, secaram as suas lágrimas de crocodilo e prenderam o fotógrafo. Argumentando que não queriam mostrar as suas fuças ao mundo. Voltando ao hotel, o repórter conseguiu recuperar todas as imagens apagadas por exigência dos terroristas, tiradas especialmente para a CNN.

Ver as imagens (9 fotos):

Caça aos “agentes estrangeiros”

Tal como na URSS nos anos 1920-1950, a Rússia novamente está preocupadíssima com os “agentes estrangeiros”. A última vítima desta caça às bruxas foi a ONG “Mães de soldados de São Petersburgo” (Soldiers Mothers), oficialmente colocada pelo Ministério da Justiça da Rússia no registo das “organizações não comerciais – agentes estrangeiros”.


A decisão foi oficialmente publicada na página Web do Ministério, após receber o pedido formal da Procuradoria de São Petersburgo. É de recordar que em maio de 2014 o Conselho da Federação da Rússia votou favoravelmente o projeto-lei que prevê a colocação coersiva na lista dos “agentes estrangeiros” as organizações que não fizeram isso por vontade própria, mas que são considerados como os tais “agentes” pelo estado russo, escreve Colta.ru