sábado, janeiro 03, 2026

⚡️⚡️⚡️ O retrato do POW russo, capturado na Ucrânia pelas FAU

Compilando os resultados no final do 2025, o projeto ucraniano «Quero Viver» divulga as estatísticas abrangentes, baseadas em dados de mais de 10.000 militares russos capturados pelas FAU durante todo o período da invasão russa em grande escala, que começou em 24.02.2022. 

O número de russos que se renderam aumenta ano após ano. Em 2025, o número de militares russos capturados foi superior ao total de 2022 e 2023 juntos. Em média, de 60 a 90 militares pertencentes às forças armadas russas são feitos prisioneiros por semana, e em agosto de 2024, esse número chegou a 350 por semana. Desde junho de 2023, os militares russos têm sido capturados com mais frequência do que os militares ucranianos pela rússia. 

O maior número de POW russos foi capturado nos distritos de Pokrovsk e Bakhmut, na região de Donetsk, na região de Kursk e também no distrito de Pologovsk, na região de Zaporizhia. 

Em 2025, o número de mercenários estrangeiros, ao serviço da rússia, aumentou significativamente. A cada semana, aproximadamente 2 a 3 soldados do exército russo, que se são capturados pelas FAU revelam-se cidadãos de países terceiros. Em 2025, o número de estrangeiros capturados foi maior do que em todos os anos anteriores juntos. Atualmente, quase 7% de todos os prisioneiros de guerra na Ucrânia são mercenários estrangeiros, proveninentes de 40 países. 

O prisioneiro de guerra russo típico:

  • 83% – soldados rasos;
  • 13% – sargentos e sub-oficiais;
  • 1,4% – furrieis e sub-oficiais da marinha;
  • Quase 3% são oficiais júniores e superiores.

A patente mais alta entre os POW russos é coronel.

O mais jovem no momento da sua caputra tinha 18 anos, o mais velho, 65 anos. Aproximadamente 76% são militares sob contrato, incluindo os recrutados em prisões e membros da EMP. Mobilizados – cerca de 19%, quase 5% – recrutas via SMO. 24% dos prisioneiros relataram participação involuntária nessa guerra – foram enganados ou forçados a participar no conflito.

40% de todos os prisioneiros de guerra russos possuem antecedentes criminais. Os 5 principais crimes pelos quais os militares russos foram presos são:

  • Furtos – 35,1%,
  • Drogas – 18,5%,
  • Roubo e furto – 16,3%,
  • Lesões corporais graves – 8,3%,
  • Homicídios – 7,2%.

Apenas 7% de todos os prisioneiros de guerra estudaram numa universidade ou possuem ensino superior. 44% concluíram o ensino médio ou técnico, e 30% sequer concluíram o ensino médio. Várias dezenas de prisioneiros de guerra nem sequer frequentaram a escola. 

Antes da guerra, 38% estavam desempregados. 18% trabalhavam na construção civil, 11% eram motoristas e 7% mecânicos, soldadores e eletricistas. 6% trabalhavam na área de segurança e outros 6% no serviço público. 

36% são casados, 16% são divorciados, 13% são casados em regime de facto e 34% nunca se casaram. 46% têm filhos. 8% tinham três ou mais filhos, mas isso não lhes permitiu serem dispensados do exército russo. 

Centenas de pessoas foram capturadas com doenças como HIV/AIDS, Hepatite B e C, tuberculose, diabetes e doenças mentais como esquizofrenia. 

No total, pouco mais de 6.000 prisioneiros de guerra já foram devolvidos à rússia em trocas dos POW, 52% dos quais aconteceram em 2025. Sabe-se da morte ou desaparecimento de pelo menos 237 ex-POW russos que foram reenviados para a frente de batalha. Quatro soldados russos estão atualmente em cativeiro ucraniano pela segunda vez. 

Quem a rússia aceita em troca? A composição étnica dos russos trocados é marcadamente superior aos demais prisioneiros. Se entre os POW 66% são de etnia russa, então entre os trocados essa proporção sobe para 83%. Moradores de Moscovo/ou e da região metropolitana de Moscovo/ou, das regiões de Krasnodar e Perm, e da região de Rostov foram repatriados com mais frequência do que outros. Raramente são trocados os habitantes e naturais da Chuváchia, Udmúrtia, Calmúquia e da região de Sacalina. 

Primeiramente, o Ministério da Defesa russo se esforça para repatriar aqueles que não estão gravemente feridos e que passaram pouco tempo em cativeiro: 28% dos trocados estiveram em cativeiro por menos de três meses. Outros 40% estiveram em cativeiro entre quatro e nove meses. Entre aqueles que estiveram em cativeiro por mais de um ano, apenas 22% foram aceites em troca pela rússia. 

Quanto aos cidadãos estrangeiros, a rússia não demonstra quase nenhum interesse na sua repatriação e não os solicita para serem incluídos nas trocas. 

Neste momento, milhares de POW russos permanecem presos na Ucrânia, entre eles aqueles que foram capturados nos primeiros dias da invasão, recrutas de Kursk, feridos e doentes. O lado russo recusa-se, pelo quarto ano consecutivo, a devolvê-los aos seus países de origem, no âmbito da promessa de «todos por todos». 

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