Neste momento a base de dados já conta com 404 perfis de colaboracionistas condenados judicialmente na Ucrânia, que manifestaram, formalmente e por escrito, o seu desejo de serem entregues à rússia numa troca recíproca dos civis entre os dois países. Os perfis dos visados possuem um cronómetro que mostra o tempo que colaboracionista espera para ser trocado e ir para a rússia.
Neste momento, Rita Kuksa é a que está à espera há menos tempo - 2 meses e 20 dias. Ela forneceu aos ocupantes russos as informações sobre a movimentação, deslocação e localização das tropas ucranianas na cidade de Selidove, na região de Donetsk. Nesta lista Hlib Manakov é um recordista, condenado por transmitir informações aos ocupantes russos sobre a localização de unidades das Forças Armadas da Ucrânia em Lysychansk, ele aguarda para ser deportado para a federação russa já 20 meses e 7 dias.
As autoridades russas estão perfeitamente cientes do desejo de cada um destes colaboracionistas de ir à rússia. Mas Moscovo não tem pressa em trocar os seus agentes. Agora, descobertos e presos, interessam à rússia meramente como material descartável de propaganda.
No entanto, este processo não está totalmente parado, até os meados de abril de 2026, os 70 colaboracionistas foram abrangidos pelo programa e foram trocadas com a rússia, no decorrer das habituais trocas dos POW, sob a condição de os civis ucranianos serem libertados do cativeiro russo. Os perfis curtos dos 34 traidores estão disponíveis no site do projeto.
As culpas dos colaboracionistas obviamente não são iguais. Muitos deles foram detidos pela contrinteligência da secreta ucraniana SBU no decorrer de preparação ou de transporte de explosivos improvisados ou de tentativas, de fogo posto. Outros conseguiram cometer os seus crimes e foram descobertos posteriormente, outros ainda cometeram algum delito menor e se preparavam para algo mais sinistro, algo que envolvia os crimes de sangue.
Do outro lado estão os ucranianos, que estando na Ucrânia resistiram aos ocupantes russos. Em muitos casos essa resistência era meramente pacífica: colocação de pafletos ou a mera vigilância. Muitos foram mortos nessa atividade, quase todos passaram pelas torturas, humilhações, todos o tipo de tratamento cruel e desumano. Nenhum ucraniano ou ucraniana estivaram presos na rússia ou nos territórios ocupados em condições dignas, iguais aos oferecidas pela Ucrânia, ao abrigo do senso comum e das convenções internacionais. No entanto, Ucrânia faz a questão de cumprir com as suas obrigações, também na esperança de poder salvar ao máximo, daqueles, que arriscaram tudo, para lutar pela Ucrânia livre, nos territórios sob ocupação russa.
Outro elemento importante e também inovador do programa, é a possibilidade, oferecida pela plataforma literalmente chamada «Quero me juntar aos Meus» de aderir à iniciativa no qualquer estágio do seu envolvimento na traição da Ucrânia.
Por exemplo, uma pessoa está colaborar com serviços secretos russo, mas percebe, pelo meio, que é um caminho ao abismo e que após ser descoberto passará longos períodos da sua vida nas cadeias ucranianas. Pode e deve comunicar AQUI.
O mesmo se aplica aos cidadãos do bem, que não sendo colaboracionistas, simplesmente desconfiam ou sabem de alguém próximo que está a colaborar com o inimigo. Podem e devem escrever AQUI.
Mesmo aqueles que não trairam Ucrânia efetivamente, mas que simplesmente não se sentem bem no país, que não possuem as afinidades suficientes com Ucrânia e que sonham de se mover à federação russa também podem aderir ao programa, se mudando para a rússia sem a necessidade de fazer a paragem obrigatória nas cadeias ucranianas. Basta escreverem AQUI.
Caso contrário, ver-se-ao atrás das grades, condenados pelos demais ucranianos e abandonados pelos seus mentores e curadores russos, que lhes prometem as «montanhas de ouro» pela atividades que objetivamente prejudicam Ucrânia e colocam em perigo as vidas dos ucranianos.
Visitando os colaboracionistas em casa
A jornalista ucraniano-afegã, Ramina Eshakzai, visitou a colónia penal ucraniana, onde cumprem as suas pena as colaboracionistas que, no âmbito do projeto «Quero me juntar aos Meus», manifestaram o desejo de regressar à rússia, na condição de combinar com o regresso de cidadãos ucranianos mantidos em masmorras russas.
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A reportagem descreve as condições em que as colaboracionistas cumprem as suas penas, a sua rotina diária, a alimentação e o lazer. A jornalista falou com algumas destas reclusas.
Quando o mal vence, mesmo que momentaneamente...
Naturalmente, SBU e GUR MOU não são omnipresentes. O inimigo russo é cruel e engenhoso, os serviços secretos russos, geralmente a GRU, usa não apenas os seus agentes mais ou menos ideologicamente motivados, mas todo o tipo de pessoas vulneráveis: desempregados, toxicodependentes, ludómanos, aqueles que procuram o dinheiro rápido e fácil...
No dia 18 de abril aconteceu um tirroteio nas ruas de Kyiv. O agressor abriu fogo sobre os transeuntes e, de seguida, entrincheirou-se num supermercado. Seis pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas. Entre os feridos está uma criança de 12 anos. O pai e a tia da criança ferida morreram. A sua mãe, inicialmente dada como morta, está viva. Na tarde de 19 de abril, oito vítimas, incluindo uma criança, permaneciam hospitalizadas. As autoridades ucranianas, nomeadamente a secreta SBU, está a investigar o ataque na presunção de se tratar de um atentado terrorista.
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| O terroristo liquidado pela unidade especial KORD |
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| A arma do terrorista, uma carabina KelTec SUB2000, legal |
Após cerca de 40 minutos de negociação, o atirador foi liquidado pela unidade KORD, as forças especiais da polícia nacional da Ucrânia. Os seus motivos ainda são desconhecidos, no decorrer das negociações o terrorista não fez nenhuma exigência. A Procuradoria-Geral da Ucrânia afirmou que o ataque foi cometido por um homem de 58 anos, natural de Moscovo. Segundo apurado pelos meios de comunicação social, o seu nome era Dmitri Vasilchenkov, nasceu em Moscovo, era cidadão da Ucrânia, antes de se mudar para Kyiv, viveu na cidade de Bakhmut, na região de Donetsk.
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