A
carabina ucranianaZbroyar Z-15
Zombie Hunteré um modelo de edição limitada que permite trabalhar de forma
silenciosa e de forma bastante confiável nas distâncias até 200 metros. Z-15 possui
um bom balanço e usa a munição da série .300 Whisper (7.62X35 / .300AAC).
O
modelo apresenta o antebraço alongado até 14" (356 mm) com um novo design,
as suas “guelras” permitem agarrar a arma de forma fiável mesmo com as mãos
molhadas, mas não interferem no arrefecimento do cano. O antebraço é feito de
liga leve, possui o trilho Picatinny integrado às 12 horas, com a possibilidade
de colocação de barras simples ou duplas adicionais às 3, 6 e 9 horas (também foram
produzidas Z-15 ZH com o trilho Picatinny incorporado na parte inferior da arma);
O seu cano,afixado livremente, é de circuito de marcha
(march bore) tipo “carabina” e possui os canais cromados e uma câmara de
cartuchos larga que aceita os cartuchos 223Rem e 5,56x45; o seu comprimento é
de 14,5" / 16" (368/406 mm); funciona na base do sistema de gás
«mid-length»;
A
câmara de cartuchos de carabina é fabricada de metal forjado («Cerro forjar»,
liga 7076-T6). Por dentro da câmara é coberta com a tinta de dissulfato de
molibdénio (elemento lubrificante seco), fabricado pela «KG Gun Kote» (EUA). A
cobertura externa da câmara e do antebraço é de tinta armeira «Cerakote» (EUA);
A
carabina é completada com um gatilho de um tempo; possui a coronha móvel tipo М4 («СААTACTICAL»,
de fabrico israelita; diámetro «comercial»); o cabo de tipo pistola com base de
borracha «IMI»; carregador de 5/10 cartuchos; cinto simples e bolsa de
transporte; é fabricada em cores verde («OD Green»), arreia («FDE») e preta;
O
seu peso é de 3,5 kg; preço: 900 USD e garantia do fabricante 12 meses desde a
data de compra ou 5.000 disparos; na Ucrânia a carabina pode ser adquirida em
Kyiv na loja Kulya.com.ua
(produto esgotou de momento).
Ver a apresentação curta do Z-15 Zombie Hunter (6´19´´):
https://www.youtube.com/watch?v=alJOv92wUwM
A
munição Whisper .300 («sussurro») faz parte da família «wildcat» (o cartucho fora
de padrão, projetado e testado de acordo com os critérios próprios do entusiasta
que o produziu, como regra, em séries pequenas), pensada no uso em armas com
silenciador tático ou integrado. Como
a base do cartucho serviu a cápsula em forma de garrafa de munição de caça 0,221
Fireball, cujo corpo foi alargado para acomodar a bala de calibre 7,62 mm. Inicialmente
a munição Whisper .300 foi pensada para acomodar as balas pesadas com
velocidade subsónica, mais tarde, também recebendo as balas ultra-sónicas. Na
opção subsónica o alcance efetivo da munição Whisper .300 é de apenas 150-200
metros, o que é suficiente para as operações especiais policiais e militares.
Comparada com a munição de calibre 9x39 mm subsónica de fabrico soviético / russo,
a munição Whisper .300 proporciona uma maior precisão devido ao maior coeficiente
balístico das balas e melhor qualidade dos seus componentes.
Na
Ucrânia os cartuchos .300 ААСpodem
ser comprados na loja Safari Ucrâniae
“Bekas” (Lviv), o preço da unidade ronda 20 UAH (0,80 USD), informa o produtor
da carabina, a firma “Zbroyar”, na sua página
de Facebook.
Ver aapresentação longa do Z-15 Zombie Hunter (46´25´´):
A
equipa de investigação internacional que investiga as circunstâncias da queda do
Boeing-777 do voo MH17 da Malaysia Airlines na região de Donetsk na Ucrânia,
anunciou nesta segunda-feira que tinha encontrado no local do desastre um
grande fragmento do míssil do sistema “Buk”, escreve agência Interfax Ucrânia.
No
relatório, publicado na página do Ministério Público Holanda se nota que se
trata da tubeira do míssil.
Além disso, o MP holandês publica uma fotografia do objeto achado. A imprensa
holandesa nota que este é a primeira vez em que os investigadores relataram a
descoberta de um fragmento de míssil tão grande na área da queda do voo MH17.
Conforme
foi relatado na época, o Boeing-777 da companhia aérea Malaysia Airlines que
seguia de Amesterdão (Países Baixos) para Kuala Lumpur (Malásia), foi abatido
no leste da Ucrânia em 17 de julho de 2014. À bordo estavam 298 pessoas. Todos eles
morreram. Entre eles havia 192 cidadãos da Holanda (um tinha cidadania
norte-americana), 44 cidadãos da Malásia, incluindo 15 tripulantes, 27
australianos, 12 indonésios; 10 – britânicos (um tinha também a nacionalidade
da África do Sul), quatro alemães e quatro belgas, três filipinos, um cidadão
canadense e um da Nova Zelândia.
A
Comissão do Conselho de Segurança da Holanda, que está investigando as causas do
acidente, emitiu aos 13 de outubro de 2015 o relatório no qual informava que o
avião foi abatido por um míssil da classe “terra – ar”, lançado do sistema “Buk”.
A
página ucraniana Censor.net.ua
já revelou as fotografias
exclusivas do hangar e das sub-munições pertencentes ao “Buk-M1-2”, mencionadas
no caso criminal holandês. Os Ministérios Públicos dos Países Baixos e da Austrália
reuniram a base fatual muito convincente de evidências. Em particular, verificou-se
que as sub-munições que atingiram “Boeing-777”, coincidem exatamente com o
enchimento das ogivas dos modernos mísseis antiaéreos russos “Buk-M1-2”. O
complexo “Buk-M-1-2” foi desenvolvido em 1997 e entrou ao serviço das Forças
Armadas russas em 1998, nunca foi vendido ou entregue à Ucrânia. Além disso, os
peritos independentes da Alemanha, Inglaterra e Polónia, estudaram os
fragmentos dos destroços achados no local da queda e formaram a sua opinião: são
partes do míssil russo Buk. A análise química moderna detetou nestas sub-munições
a composição das partículas de metal e do vidro de revestimento do avião que
estes elementos trespassaram antes de atingir os passageiros. Essa mesma
peritagem permite aprofundar a pista russa e comprovar a inocência da Ucrânia no
caso (ver o relatório
original).
No
dia 9 de maio, a firma de advocacia australiana, LHD,
submeteu ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, a queixa-crime contra a
federação russa e contra o presidente russo Vladimir Putin em nome dos
familiares das 33 vítimas (cidadãos da Austrália, Malásia e Nova Zelândia) dos
passageiros do voo MH17, abatido em 17 de julho de 2014 no território da
Ucrânia sob controlo das forças terroristas e separatistas, informa a BBC. Os advogados exigem
a compensação de 10 milhões de dólares australianos (7,2 milhões de USD) por
cada passageiro morto, o valor igual que a empresa conseguiu reclamar com
sucesso da Líbia e do Muhamar Gaddafi, no conhecido caso de Lockerbie.
Blogueiro: podemos
imaginar que os amigos dos terroristas vão ter muita dificuldade de abandonar, de vez, a sua tese do caça ou caça-bombardeiro ucraniano, dizendo, por exemplo, que possuem as testemunhas que
viram o piloto ucraniano atirar a tubeira da janela do seu avião, logo após
confundir voo MH17 com o voo presidencial russo R1, que por sua vez, por
desconhecimento da geografia voltava da Varsóvia à Moscovo, passando pela zona
de guerra na Ucrânia. Pelo sim, pelo não, reunimos algumas versões principais
que as partes em questão apresentaram ao público desde o fatídico dia 17 de
julho de 2014. As conclusões poderão ser tiradas pelos leitores do nosso
blogue.
No último dia 4 de junho a polícia russa da Crimeia ocupada dispersou a manif dos comunistas da cidade de Alushta e deteve o seu líder, o deputado (pela PC russo) da câmara municipal, Pavel Stepanchenko, ex-membro do PC da Ucrânia que em 2014 formou e encabeçava o
bando local da “autodefesa popular” em apoio à chegada do “mundo russo”.
No
dia 5 de abril de 2014 o novo “chefe da polícia” de Alushta, Andrey Gurchenko, nomeado
pelas forças de ocupação, condecorrou o comunista Stepanchenko com um diploma
honorário pela a assistência às forças russas durante a ocupação da Crimeia. A
vida do traidor, como pensou ele, era um sucesso...
A condecoração em 2014 pelo apoio à invasão russa
Até
que da Crimeia chegou o vídeo que mostra a vida feliz do povo da península sob
o domínio da administração de ocupação russa. Foi divertido não porque a polícia
dispersou uma manif e atirava as pessoas dentro das suas viaturas como os sacos
de batata. Na Rússia é uma coisa quotidiana. O engraçado é que os participantes
da manif, dispersados pela polícia, a insultavam, gritando “Banderas!” (em
alusão ao histórico do nacionalismo ucraniano, Stepan Bandera).
Apesar
de tudo, os “banderas”, isto é, as forças de lei e ordem ucranianas não usam
este tipo de métodos. A polícia ucraniana não ataca os comícios de 15 velhotes,
não prende as pessoas inocentes, não as quebra e não os atira às viaturas de
detenção. Porque na Ucrânia existe a sociedade civil que lutou contra este tipo
de coisas. Porque na Ucrânia as pessoas deram as suas vidas para livrar o país da
abominação do Yanukovych que tentou impor este estilo. E os ucranianos ganharam
o direito de não serem marginalizados e mudos, ao contrário dos russos que escolheram
a cocheira e o chicote policial.
A
Crimeia foi “liberada” do “banderas”, eles saíram da península, todas as
bandeiras azuis e amarelas foram rasgadas, os tridentes ucranianos foram
cortados. Por isso, não é preciso lançar as palavras sem pensar. E ainda mais, os
da Crimeia devem parar de chamar o vosso “Berkut” de “banderas”. A vossa
polícia vos trata exatamente como vocês exigiram. Que tipo de “banderas” eles
são? São apenas e só a imagem da Mãe Rússia na sua versão clássica. Esta é a
sua ordem secular, as suas tradições, as suas regras. Pessoas são húmus, o rei
está sempre certo, etc. Ninguém vos mentiu e ninguém vos prometeu uma outra
Rússia. (por Dennis Kazansky)
6.05
– uma das participantes grita: “Desgraça! Onde está a liberdade de expressão?!”
7.30
– polícia arrasta para a viatura de detenção o próprio Stepanchenko – os
moradores gritam histericamente aos polícias: “Banderas!”
7.49
– um homem grita: “Vergonha à Rússia!”
8.30
– um grupo de moradores começa a gritar em uníssono para a polícia: “Ver-go-nha!
Ver-go-nha! Ver-go-nha!”. Não adiantou em nada, Stepanchenko é detido e metido
na viatura de detenção...
8.53
– Stepanchenko grita histericamente do caro policial: “Me começam a ameaçar! Mechutamnaperna! Levaramomeutelefone!” Polícia fecha a janela da sua viatura.
O casaco novo do Pavel irá para o lixo!
No
fim, a polícia com maior poder e superioridade numérica prende Stepanchenko que
é defendido quase exclusivamente pelas mulheres. A polícia empurra as pessoas,
o “mundo russo” ganha. Novamente enganados, os moradores da Crimeia se
dispersam raivosos. Stepanchenko recebe a oportunidade de explorar a nova
realidade na península ocupada... (por Yuri Butusov).
Ver
a festa no YouTube (mistura fina entre as expectativas de 2014 vs realidade de 2016):
https://www.youtube.com/watch?v=buRM_MAebzw
Após
sete horas de detenção, o ex-comunista soma os ganhos e perdas: casaco e calças
foram rasgados, os jeans sofreram no zip, não se sabe se sofreu algum outro locúal dos rasgos; levou pontapés nos
tomates, na perna esquerda e possui nódoas negras nas costas. Dois camaradas seus detidos durante a manif; um foi levado ao teste compulsivo de álcool, outro foi preso. Pavel é um praticamente emigrante e a 5ª coluna em potencial ;-)
O
nosso blogue já contou a história doStanislav
“Slava” Kurilov(1936-1998) — oceanógrafo que fugiu da URSS em 1974,
desafiando a proibição de autoridades soviéticas de viajar ao estrangeiro. No
entanto, em 15 de janeiro de 1979 a jovem ucranianaLiliana Gasinskaya(Lillian Hayson) repetiu a sua proeza, saltando da janela do cruzeiro soviético,
ancorado na baia de Sidney.
Lilian
tinha apenas 18 anos, mas entrou às primeiras páginas da imprensa mundial quando
após nadar por cerca de 40 minutos apareceu em Pyrmont, no subúrbio do Sidney. «A
bonitona foge do cruzeiro «vermelho»», – escreveu “Daily Mirror” dois dias após
a sua fuga. «A moça de biquíni vermelho» em breve se tornou a segunda
identidade da Lilian.
O
seu plano era simples – fugir do odioso regime comunista soviético, obtendo a
liberdade num novo país, bem longe das «mentiras e da propaganda»: «eu
tinha 14 anos quando comecei entender o que é o comunismo e qual é o seu
objetivo. [...] Compreendi que estava rodeada pela mentiras e pela propaganda e
comecei odiar o [comunismo] gradualmente».
A
moça que nasceu na cidade ucraniana de Alchevsk em 1961 numa família artística, a mãe era atriz e o pai – músico, planeava
a sua fuga durante alguns anos. Quando praticamente desistiu da ideia, surgiu
uma nova oportunidade: «Quando soube que os cruzeiros anunciaram a admissão do
pessoal, me surgiu uma ideia». Ela foi admitida à empresa que geria os
cruzeiros soviéticos, fez o estágio na Ucrânia e na Grã-Bretanha e foi colocada
ao serviço do navio «Leonid
Sobinov» (ex-Saxonia &; ex-Carmania, 1954-1999).
Os
cruzeiros soviéticos reproduziam em miniatura as regras do país: todos os membros
da tripulação eram permanentemente vigiados. Para evitar as possíveis fugas, o convés
era patrulhado pelos tripulantes “de confiança”, no período noturno todos os
espaços exteriores eram iluminados como os holofotes potentes.
Na
noite de 14 à 15 de janeiro de 1979 a tripulação do cruzeiro estava muito
atarefada para servir os seus passageiros: «vesti
o biquíni vermelho e levei apenas o meu anel. Eu sabia que é inútil levar qualquer coisa
que seja, senão serei apanhada. Subi na cama, passei pela vigia e saltei para água.
[...] Eu sei que meus pais em Voroshilovgrad [cidade de Lunansk desde 1970] estarão terrivelmente
infelizes, mas não posso ajudar nisso», – disse
ela mais tarde.
A
história de sua fuga teve os rasgos de romance policial: os funcionários da
embaixada soviética que foram informados da fuga da Lilian tentaram a sua
captura, mas os jornalistas do “Daily Mirror”, a esconderam em um local secreto
em troca de uma série de entrevistas e fotos exclusivas em já famoso biquíni
vermelho.
O
seu pedido de asilo na Austrália causou sentimentos mistos na sociedade australiana.
Os membros da oposição argumentavam que se Lilian não fosse jovem, bonita e em
um biquíni vermelho, seria simplesmente deportada de volta à União Soviética.
Recebendo a permissão de permanência, Lilian assinou o contrato de 15.000
dólares com a primeira edição de “Penthouse”, onde se tornou a “moça do mês”. O
slogan “Lilian: The Red Bikini Girl – Without The Bikini” e as fotos dele em nu
integral foram recordados nas edições especiais da revista masculina nos seus 34ºe 35º
aniversários.
Novamente
Lilian foi a notícia em 1981, quando foi o alvo da debate parlamentardevido
aos rumores que viajou à URSS e pediu a devolução da cidadania soviética. Lilian
negou as acusações
e a permissão de viver na Austrália foi reconfirmada. Sabe-se que ela estudou
na escola de modelos, mais tarde optou pela carreira de atriz, participando nos
pequenos papéis nas séries australianas “The Young Doctors” e “Arcade”.
Em
1984 ela se casou com o developer e construtor civil Ian Hayson (morreu aos 69
anos em 2014), que foi conhecido pela participação na construção do centro
comercial “Harbourside Shopping Centre” que custou 2 biliões de dólares e foi
inaugurado pela rainha Elizabeth em 1988. O casamento de ambos durou até 1990.
Sabe-se
que após o seu divórcio, então Lilian Hayson (que terá 58 anos em 2019) em 1991 se
mudou para a Grã-Bretanha, desaparecendo do espaço público e nada mais se sabe sobre
a sua vida desde então (fonte1;
fonte2).
A infantaria ligeira se prepara aos treinos de combate no mato
No dia 2 de junho, no
polígono de Stare nos arredores de Kyiv, foi apresentada publicamente a
recém-formada Brigada de Reação Rápida da Guarda Nacional da Ucrânia (NGU). É
um projeto revolucionário de criação de uma unidade de combate, criada para as
operações militares na guerra moderna de baixa intensidade.
Graças aos rapazes das
Forças Armadas da Ucrânia que estão lutando na linha de frente, a Brigada
obteve o tempo considerável e a possibilidade de escolher os melhores na
criação de uma unidade, formada à partir do zero. A base da Brigada, ainda em
formação, são soldados e oficiais que já passaram pela Operação Antiterrorista
(OAT). De seguida, de forma sucinta, eis o que foi feito para que o novo projeto
puder avançar em termos de profissionalização da defesa da Ucrânia:
1. Foi criado e aprovado
o conceito do desenvolvimento e da utilização da Brigada de reação rápida,
otimizada para as missões de combate em guerras locais. Desenvolvida a
estrutura organizacional da nova unidade.
2. Feita a seleção dos
comandantes, baseada nos seguintes critérios: o respeito pelo soldado;
experiência na OAT; passagem nos testes de seleção juntamente com os soldados
da unidade; domínio de táticas de acções individuais e em grupos pequenos;
formação baseada nos programas da NATO ou a capacidade de estudar as táticas da
NATO; domínio de inglês; compreensão da necessidade de viver na igualdade de
condições de serviço com os soldados e sargentos.
3. Foi estabelecida e
operara um novo sistema de seleção de pessoal de acordo com os seguintes
critérios: patriotismo; testes da motivação e qualidades volitivas;
honestidade; espírito de equipa e apoio mútuo; resistência; ausência de maus
hábitos, como álcool ou drogas. Durante a seleção se realizaram os testes
psicológicos do stress físico e psicológico. Se verifica não a força, mas o
desejo humano de superar dificuldades e sofrimentos, qualidades morais. A
pessoa mais velha da Brigada tem 59 anos, o homem com a força de vontade de
ferro, um verdadeiro guerreiro – Anatoly Skrytskiy, o conhecido herói dos
blindados.
Anatoliy Skrytskiy é o militar mais experientes da Brigada.
O seu blindado participou nos combates pelo aeroporto de Donetsk.
4. Foi formado o
estado-maior do batalhão da infantaria ligeira sob padrões da NATO, com maior
número de oficiais, cada um dos quais exerce as suas funções de forma
independente e pró-ativa de acordo com os padrões da NATO: C1 – a unidade dos
recursos humanos; C2 – unidade de reconhecimento; C3 – unidade operativa; C4 –
departamento de logística; C6 – unidade de comunicações. A criação do
estado-maior do batalhão aumenta significativamente a velocidade da tomada de
decisões e a resposta à mudança de situação tática porque o comando monitora
visualmente a situação no campo de batalha em tempo real. O estado-maior
trabalha com os estatutos da NATO em inglês, usando a terminologia da NATO e os
seus dados táticos. O estado-maior trabalha com os instrutores da Guarda
Nacional dos EUA e do Exército da Defesa de Israel (ao nível do chefe do
estado-maior da brigada de infantaria). Os americanos lecionam em inglês.
O instrutor israelita Tzvi Arieli (natural da Letónia), pela sua ajuda às unidades
das FAU, NGU e MinInterior, recebeu a arma pessoal às mãos do Ministro do Interior
5. Foi criado o corpo
dos sargentos da Brigada. O trabalho educacional e motivacional com o pessoal
ao nível do pelotão foi totalmente transferido à responsabilidade dos
sargentos. Os oficiais não interferem na jurisdição dos sargentos que realizam
tarefas de forma independente e pró-ativa. Os sargentos se tornaram a base da
unidade, uma estrutura independente que garante a comunicação entre as decisões
dos oficiais e sua implementação pelos soldados.
6. A real contratação
do pessoal à brigada começou em outubro de 2015. Até hoje foi preparado o grupo
tático para as ações na linha de frente na OAT, que recebeu os blindados e as viaturas
blindadas, decorre a formação dos sargentos de tripulações dos tanques e das unidades
de artilharia. Os equipamentos necessitam de algum trabalho de aperfeiçoamento,
existem alguns problemas com o pessoal. Os requisitos: o contrato profissional
de três anos. Neste momento foram admitidos 400 militares voluntários, outros
100 estão em processo de admissão dos cerca de 2.000 pessoas se inscreveram
para se juntar à Brigada.
Militar de boina vernelha: Anatoliy Sviryd, ciborgue, defendeu o aeroporto de Donetsk
nas fileiras do 90º Batalhão aerotransportado.
À sua frente o soldado Oleksandr Fedorchenko, voluntário do batalhão "Donbas",
em 29 de agosto de 2014 com mais dois companheiros destruiu dois tanques e dois
blindados BMD russos, capturou três militares russos.
7. Foi formada a equipa
de instrutores profissionais – 6 pessoas trabalhando em formato permanente
durante todo o curso de treino de combate. Os instrutores têm a experiência
prática significativa com as unidades das Forças Armadas, do Ministério do
Interior, da NGU, do SBU, no decorrer da atual guerra russo-ucraniana.
8. Foi criado e
aplicado o novo curso do treino intensivo da preparação de combate para
infantaria, com a duração de quatro meses em regime de treino de 12-14 horas diárias,
com poucos dias de descanso. Os critérios do desenvolvimento do programa:
pensamento e iniciativa independente; decisões de acordo com os procedimentos
operacionais padrão; domínio perfeito de armas de fogo e a formação em técnicas
modernas (cada formando gasta 1.500 munições por semana); domínio de táticas de
ação individual e táticas de ação em pequenos grupos; as habilidades
necessárias em desminagem, camuflagem, medicina tática e sobrevivência.
Os blindados ligeiros BTR-3E, pertencentes à Brigada
9. As relações bem
estabelecidas com a sociedade civil. Isso estimula a seleção para a Brigada dos
militares motivados, provenientes das unidades voluntárias e entre os veteranos
desmobilizados da OAT. Juntamente com os voluntários foi criada a unidade do
reconhecimento aéreo. Além disso, graças aos voluntários, foram resolvidas
varias outras situações quotidianas da Brigada.
O canhão autopropulsado SAU 2C1 "Gvozdika" da Brigada
10. As dificuldades são
muitas, a logística é igual às outras unidades. Embora a alimentação não suscita
as reclamações, os voluntários ajudam sistematicamente com as frutas e
vitaminas. Graças às doações do povo ucraniano e dos voluntários, os militares
recebem tudo que o estado ainda não lhes consegue fornecer. Apesar disso, a
atitude perante as pessoas e a organização são novas e diferentes. Os rapazes
querem chegar o mais rapidamente à linha da frente para realizar em combates as
competências adquiridas em formação (por Yuriy Butusov).
O
nosso blogue já escreveu sobre aNovorossia
real, aldeia russa altamente depressiva, esquecida pela Deus e civilização,
ex-sede do kolkhoze chamado «Caminhada ao comunismo». No entanto, também é interessante
verificar o estado em que ficaram os territórios ucranianos ocupados em
resultado da invasão armada dos adeptos da “novorossia” moderna.
Assim,
o líder da organização terrorista “dnr”, Aleksandr Zakharchenko admitiu
recentemente que nas fileiras das ditas milícias que, com apoio das forças
terroristas russas começaram a guerra no Donbas havia muitos bandos de puros
bandidos. A afirmação foi feita durante a sua dita “on-line conferência com os moradores
de Donbas”, informa a página ucraniana Ostro.org.
“Outra
questão é que antes da criação do exército da “dnr” muitos grupos de homens
armados se identificavam como milícia, e, de facto, eram criminosos comuns e as
armas usavam não para a defesa da república, mas para o enriquecimento pessoal”,
– explicou Zakharchenko. Ele também acrescentou que esses milicianos esperarão
em vão qualquer ajuda da dita “dnr”: “Agora, muitos desses “patriotas”, que por
qualquer motivo evitaram a punição pelos seus crimes ainda querem receber o
dinheiro do estado. Isso não acontecerá”, – concluiu o líder dos terroristas,
citado pela Newsru.ua.
Antifascistas
com os métodos fascistas
Durante
a sua fuga da cidade de Slovyansk em 2014, os terroristas deixaram por trás diversos
documentos interessantes, que mostram a atmosfera em que a cidade viveu os três
meses da sua ocupação pelas forças terroristas da dita “dnr”.
A ordem de fuzilamento assinada pelo terrorista russo Igor Girkin
Já
se escreveu bastante sobre as famosas ordens de fuzilamento, assinadas pelo
terrorista russo Igro “Strelkov” Girkin e pelos seus comparsas. Por exemplo, a
ordem divulgada publicamente em 26 de maio de 2014 deliberava fuzilar os dois líderes
terroristas locais, provavelmente os separatistas locais: Dmitri G. Slavov
“Búlgaro” e Nikolay A. Lukyanov “Luka” pela “pilhagem, roubo à mão armada, sequestro,
abandono de posições militares”.
A
ordem foi afixada nos espaços públicos da cidade de Slovyansk e lida no dia
26.05.2014 na televisão local pelo líder comunista da cidade, Anatoliy
Khmelevoy, por isso não pode haver nenhuma argumentação sobre a sua
autenticidade.
https://www.youtube.com/watch?v=-LG6srcwdh8
Ou
seja, um autoproclamado «ministro da defesa» de uma autoproclamada «república» manda
fuzilar as pessoas na base da ordem da URSS, um país extinto. Por um lado,
estamos perante a selvajaria inacreditável ao estilo do estado islâmico, por outro
lado eram as regras quotidianas trazidas pelos defensores do «mundo russo».
Mas
além disso, em Slovyansk foram recuperados documentos e exposições que os
cidadãos aterrorizados escreviam ao Igor Girkin (que na altura se intitulava
como “coronel comandante miliciano da dnr”) e ao seu vice, Victor “Nos” Anosov (“comandante da polícia militar”),
para denunciar os mais diversos crimes dos seus subordinados (ver
os originais dos documentos).
Talvez
a mais interessante é a exposição № 8, escrita pelo cidadão de Slovyansk,
Borsuk A. A. e endereçada ao Victor “Nos” Anosov
em que este descreve os usos e costumes que reinam num dos postos de controlo
dos “milicianos”, onde “cresce as pilhagens, espancamentos, ameaças, chantagem –
todos os métodos do fascismo”.
Ainda,
ma noite de 30/06 à 1/07 de 2014, a cidade de Slovyansk estava sem a energia
elétrica o que obrigou os moradores à usar as lanternas para se movimentar na
escuridão. Em algum momento, por causa da luz da lanterna do telemóvel, o seu
apartamento foi invadido pelos “milicianos”, que sem mais demoras, imediatamente
o começaram a bater na cabeça com um bastão:
“Os
dois seguravam pelas pernas e miliciano “Maloy” (Puto) batia com um bastão nos
ossos de pernas e dos dedos, obrigando-me a confessar que sou o traidor. Vieram
outros milicianos e queriam me dar o tiro na perna. Eles exigiram à confessar
aquilo que eu não cometi. Eles disseram que eu era um homem morto. Marina [namorada?]
chorava e pedia-lhes para parar com a tortura brutal e que não atirem em mim. Começou
a debandada do apartamento. Com a luz da lanterna me focavam nos olhos para [eu]
não ver o que eles estavam roubando. “Maloy” indicava à um outro [...] o que
deveria ser levado. O miliciano com um lenço preto focava a lanterna, ligada à
espingarda automática, encostada à minha testa. A segurança da arma foi destravada,
essa foi carregada, [me] chutavam deitado no chão. Atrocidade completa”.
O
cidadão teve a ideia brilhante de telefonar à “polícia” dos terroristas. Em
resultado da chegada desta, descalço, seminu e algemado foi levado ao edifício
da polícia local, onde permaneceu a noite inteira. Já os milicianos não
perderam o tempo, o mesmo “Maloy”: “retirava do meu apartamento os objetos de
valor e electrodomésticos, [vestindo] as calças do meu fato treino e empilhava os no meu
carro, que foi levado. Como resultado de actos de vandalismo, intimidação fascista,
do apartamento desapareceram os bens”.
A
lista dos bens, desaparecidos após a visita dos “milicianos” é extensa (21 pontos, eis apenas alguns, os mais reveladores):
As
medalhas do avô da Segunda Guerra Mundial;
As
chaves do apartamento, levados pelo “Maloy”; a viatura “Tavria Slavuta” que em julho
de 2014 estava estacionada junto ao posto de controlo [dos separatistas];
Partido
e levado o dinheiro de cofrinho de criança (!!!) no valor de 400 UAH [em 2014
cerca de 50 USD];
Dois
pastores alemães e os respetivos documentos;
Dois
frascos de água-de-colónia cara;
Monitor
de TV com os documentos; a colher de jantar de prata;
As
condecorações do Ministério dos Transportes e relógio de bolso;
O
Deputado da Duma Estatal da federação russa, Roman Khudiakov, pediu ao ministério
da Justiça russo considerar oficialmente a letra do hino da Ucrânia de
“extremista”. O deputado exige que sejam considerados de extremistas todas as variações
de verso do poeta Pavlo
Chubynsky que serviram de base do atual hino nacional da Ucrânia. O
deputado considera que o poeta ucraniano “sempre respirava o veneno contra os
cidadãos da federação russa”, isso é, apesar deste morrer em 1884. Além disso,
o deputado considera que a frase “Ficaremos, os irmãos, na sangrenta batalha do
Sanao Don” (na redação até 6 de
março de 2003) é uma “reivindicação dos territórios russos” (fonte).
Neste
contexto importa recordar que o hino do partido comunista soviético, PCUS, era
o “Internacional”, cuja letra na sua versão russa rezava:
O
mundo inteiro da violência destruiremos
Até
o base, e depois
Nós
o nosso, o novo mundo construiremos:
Quem
era nada se tornara tudo!
Como
diz a blogueira ucraniana Alla Vinnichenko: “70 anos de puro extremismo”.
Blogueiro: é
interessante a postura estalinista do fuhrer Zakharchenko. Denunciando os
crimes dos separatistas e terroristas anónimos, cometidos sob o comando seu e
dos seus curadores moscovitas, ele opta pela tática do Estaline que mandou
executar dois chefes da polícia secreta OGPU-NKVD, Yagoda (1938) e Yezhov
(1940), acusados de diversos crimes, cometidos, na realidade, às suas próprias
ordens.
Dado
que o nosso blogue ignorou por completo o Dia Internacional de Criança, estamos
remendar a situação, pois não a conseguimos prevenir.
Uma
das tradições ucranianas (e não só) é produzir os álbuns dos finalistas após os
alunos terminarem a escola secundária ou liceu. Os rapazes aparecem lá de fatos
e gravata, com as fitas, outrora vermelhas, agora azuis e amarelas, à tiracolo,
as moças ora exibem os vestidos da noite, ora optam pelo estilo striptease e
pole dance, cuidadosamente posando para a câmara. Ganda chatice ;-)
Mas
o álbum de formatura da 11ª classe de 16ª escola na cidade ucraniana de Ternopil entrará, muito provavelmente, para a história como o mais original (já foi visto no YouTube mais de 65.000 vezes). Autor do conceito e
das fotografias é Roman Savka.
Em
abril de 2015, na sua visita à Alemanha, o então Primeiro-Ministro da Ucrânia,
Arseniy Yatsenyuk diz que Putin é ameaça à toda a Europa. Em Berlim, Yatsenyuk
afirmou que objetivo do presidente russo é conduzir uma guerra contra o Ocidente
e redesenhar as fronteiras europeias pós II G. M. (DW).
Em
maio de 2016, o analista russo afeto à Kremlin confirma aquilo que foi dito há
mais de um ano atrás, citado pelo renomado jornal polaco Rzeczpospolita:
“As fronteiras [atuais] foram deslocadas”.
O
analista de uma instituição criada pelo Putin fala sobre a mudança de
fronteiras dos países pós-soviéticos:
–
Este, é essencialmente um fenómeno novo no espaço pós-soviético, se mudam as
fronteiras e se realizam alguns processos de integração. Isso está acontecendo
não na base das relações interestatais, mas de acordo com o princípio da
reunificação do espaço de língua russa, – diz Oleg Nemenski (1979), um dos principais pesquisadores do Instituto
Russo dos Estudos Estratégicos, instituição financiada pelo Kremlin. – A alteração
das fronteiras dos Estados pós-soviéticos é inevitável. As fronteiras irão
mudar porque foram criadas nos gabinetes e não surgiram como resultado de autodeterminação
das nações, – concluiu ele.
Desta
forma, o Niemenski abordou a questão da anexação da Crimeia durante a
conferência organizada no centro de imprensa do grupo de mídia pró-governo [russo]
“Rossiya Segodnya” (Rússia Hoje), por ocasião do próximo aniversário da fundação
da Comunidade de Estados Independentes (CEI). Curiosamente, o quadro sénior da
instituição que prepara os diversos materiais analíticos em nome do Kremlin
abertamente admitiu: “a Rússia deve ocupar um papel dominante em todos os tipos
de projetos de integração”.
–
Não podem funcionar as estruturas de integração com base na igualdade. Esta é
uma integração pós-imperial, há uma clara preponderância da Rússia e esta
vantagem deve ser aprovada em todas as estruturas de integração. –
A integração para a Rússia é rentável apenas quando ela [Rússia] pode ditar a
sua vontade aos vizinhos não apenas de facto, mas também legalmente, –
acrescenta.
A procura do "lebensraum" no passado...
O
Instituto Russo dos Estudos Estratégicos é uma instituição do Estado, fundada
pelo presidente russo, Vladimir Putin. É dirigido por Leonid Reszetnikow,
o tenente-general do Serviço de Inteligência Externa (SVR) da Rússia, escreve a comunidade voluntária ucraniana InformNapalm.