sábado, novembro 03, 2018

O caso Rafael Lusvarghi: a proximidade cada vez maior de um final feliz!

Momento da detenção cívica do Rafael Lusvarghi pela sociedade civil ucraniana em 2018
(foto: facebook.com-oleksandr.vorobyey)
Julgado na Ucrânia por terrorismo, brasileiro Rafael Lusvarghi, prescindiu oficialmente do seu advogado e pediu, também oficialmente, que lhe seja atribuído um defensor oficioso, escreve a página ucraniana Novynarnia.

Como informa agência noticiosa RBC-Ucrânia, a decisão foi tomada pelo Lusvarghi na sequência de não-comparência constante do seu advogado Valentim Rybin no Tribunal Interdistrital de Pavlohrad da região de Dnipropetrovsk, onde está sendo reapreciado o seu caso criminal, em que Lusvarghi é acusado de terrorismo.

Como informa o Ministério Público (MP) da Ucrânia, o advogado do Lusvarghi não apresentou nenhuma prova documental, que poderia justificar a sua ausência permanentemente no processo (uma das táticas da defesa do brasileiro para atrasar o processo). Por isso, o MP da Ucrânia, requereu ao tribunal, que Valentim Rybin seja responsabilizado de forma disciplinar, se mais uma vez não aparecer no dia do julgamento marcado (a última vez que ele faltou ao julgamento foi em 18 de outubro de 2018).
  
Até que o próprio Lusvarghi, submeteu ao tribunal uma declaração por escrito, em que informa que entregou ao seu tradutor oficioso uma carta, em que declara “grande agradecimento ao seu advogado [Valentim Rybin], mas tem que se separar dele, pois esta não aparece no julgamento”, – segundo o informe do tribunal de Pavlohrad, após a deliberação no dia 30 de outubro de 2018.

O juiz Serhiy Tymchenko, também deliberou que o Centro Regional de Assistência Jurídica Secundária Gratuita da região de Dnipropetrovsk deve atribuir ao Rafael Lusvarghi um defensor oficioso.

Dessa forma, o processo será, de uma certa forma, acelerado, dado que a próxima secção de julgamento já foi marcada ao dia 8 de novembro, tendo em conta, que a prisão preventiva do brasileiro é assegurada até 16 de dezembro de 2018.

O pai e filho Rybin (Volodymyr e Valentim), ambos advogados, adeptos do “mundo russo” e defensores dos diversos separatistas locais e terroristas russos, já informaram que não serão mais defensores do Rafael Lusvarghi.

“… Com muita pena eu sou forçado a informar que não haverá mais visitas nossas ao Rafael Lusvarghi em Pavlohrad. Essa decisão nada fácil foi tomada juntamente com Rafael, após apreciação de todos os “prós” e “contras”, – escreveu Volodymyr Rybin na sua página de Facebook.

O advogado e amigo íntimo dos inimigos da Ucrânia, Rybin Sénior reconhece que Lusvarghi será novamente condenado e à uma pena de prisão efetiva. Ele também constatou que Lusvarghi não foi salvo pelo Brasil, nem por uma certa “força poderosa” incógnita, que não reagiu aos “batimentos na porta” do clã Rybin.    

O brasileiro Rafael Lusvarghi foi o primeiro cidadão fora do espaço pós-soviético, julgado e condenado na Ucrânia pela sua participação nas atividades de grupos ilegais armados no leste da Ucrânia, ao abrigo do Código Penal da Ucrânia, que condena as atividades terroristas.  

O adepto do nazismo, estalinismo e neofascismo do cunho euro-asiático, Lusvarghi foi detido em Kyiv em 6 de outubro de 2016 e mais tarde julgado e condenado aos 13 anos de prisão efetiva.

Blogueiro: o timing, escolhido pelo clã Rybin para abandonar definitivamente à prestação de serviços ao Lusvarghi, pode significar uma coisa bastante curiosa. Tal como muitos adeptos do comunismo, os Rybin também estavam à espera do desfecho das eleições presidenciais brasileiras. No caso da vitória do F. Haddad, haveria uma certa esperança do que Brasil poderia mudar a postura em relação ao caso. A realidade cruel vitória gloriosa do Jair Bolsonaro cortou essa esperança de vez. Como escreveu Rybin Sénior: “... Rafael será mandado para a zona [o campo prisional, com as celas, refeitórios e chuveiros comuns e todos os espaços divididos com outros prisioneiros]. Quanto tempo ele aguentará lá – só Deus sabe”.

3 comentários:

Anónimo disse...

Honestamente, essa foto do Lusvarghi manso e cristão contrasta com aquela pose de guerreiro viking, bárbaro e impiedoso que ele construiu na mídia e internet. Os quatros soldados não tiveram oportunidade de viver novamente, portanto deveria ser recíproco. As famílias desses militares devem sofrer até hoje pela perda dos entes queridos.

Anónimo disse...

Você tem o vídeo dele sendo detido em um túnel pela população? Tentei achar mas não encontrei, apenas recortes de um ucraniano questionando "de quem você irá libertar Kiev"?

Anónimo disse...

Quero ver.