Recentemente, recebemos um comentário de um leitor anónimo com este conteúdo:
Parece-me que a Ucrânia irá mesmo assinar o tratado de Associação e Livre Comércio com a UE. Se isto acontecer será mesmo uma opção pelo Ocidente?
Após três anos de conversas difíceis, no dia 23 de Setembro, a UE e a Ucrânia concluíram negociações para o seu acordo de associação. “É um grande êxito… Kyiv escolheu o Ocidente”, observa (o jornal polaco) Rzeczpospolita, realçando que “durante muito tempo pensou-se que o presidente pró-russo ucraniano, Viktor Yanukovych não queria realmente associar-se à União Europeia”. Constava-se que Moscovo também se tinha comprometido a vender a Kyiv o seu gás a preços preferenciais, caso rejeitasse a oferta de relações comerciais e políticas mais próximas com a Europa. O acordo de associação da UE-Ucrânia, que será assinado no final do ano, muito provavelmente na próxima cimeira UE-Ucrânia em Dezembro, proporciona o estabelecimento de uma zona de comércio livre (DCFTA). Nos termos do acordo, Kyiv adoptará o acquis communautaire [acervo comunitário] e adaptará as suas instituições politicas aos padrões europeus.
Após a aderência à União Aduaneira Asiática (Rússia, mais X aflitos, mais Cazaquistão que não se sabe o que lá esqueceu), estou dividido entre crer que a) toda a movimentação do Yanukovych em direcção da Europa só serviu para conseguir melhores condições junto ao Kremlin; b) ver aqui a fatal e antiga tentativa dos ucranianos de sentar nas duas cadeiras com mesmo ...
A história demonstra que isso não dá certo. De qualquer maneira, como foi dito por jornalista e deputado do BYUT pelo Donetsk, Oleksiy Matsuka, “os ucranianos entrarão para UE individualmente”. Não vejo nenhuma outra alternativa...
O concurso Big Brother chegou a Ucrânia, quem o vê na TV diz que é uma seca inimaginável...
Nas melhores tradições do complexo de inferioridade que é impingido aos ucranianos, a página do concurso na Internet é apenas em russo e não possui a versão ucraniana ou inglesa. Na página no Facebook por vezes (vá, lá!) aparecem as postagens em ucraniano, alguns dos participantes nem sequer são cidadãos ucranianos...
Sociedade secreta. Você só entra com um convite. Informal, claro. Não que seja uma regra. Mas é assim que funciona no BarBaran. Um bar aonde um amigo te leva. Você leva outro amigo. Assim vai. A falta de sinalização contribui -para o sucesso do sistema. Não é impedimento para os curiosos que passam pela rua e se deparam com uma fila. O destino é um corredor ao ar livre que conduz ao bar da Sociedade Ucraniana. Fui iniciada em uma quinta-feira. Há um ano. Nunca mais parei.
por: Thais Kaniak 15 | 09 | 2011
O lugar é peculiar. Simples. Os traços não deixam dúvida de que se trata de um espaço ucraniano. Desde a decoração até as comidas típicas. A singularidade do espaço se mistura com a pluralidade dos frequentadores. É exatamente isso que me faz voltar quase toda semana. A experiência antropológica. Pessoas de todas as classes, idades, raças e credos. Unidas por um gosto em comum: o samba.
Sim. Quinta-feira é dia de samba na Sociedade Ucraniana. Em Curitiba. Sensacional. Uma fórmula inusitada que deu certo. Faça frio ou calor, a fila para entrar no bar já faz quase parte do ritual. A não ser que chegue cedo. Aproveita-se e faz uma boquinha. O cardápio agrada a todos. Ucranianos e não ucranianos. Mas na hora de fazer o pedido, cuidado para não pronunciar errado. Nem confundir varenik com pirogue. Engano que já cometi.
Igor e Denise Baran são os proprietários do bar que leva o sobrenome do casal. Significa carneiro em ucraniano. O trocadilho com o nome deu certo. Não só isso. Todo o conjunto. “Ambiente, astral, bons preços e o repertório do Trio Lamara com sambas que todo mundo sabe cantar”, como define Igor.
Difícil não associar as noites de quinta no BarBaran sem a graça do trio. Noel Rosa. Vinícius. Adoniran Barbosa. Chico. Não faltam clássicos. Nem momentos piegas com o melhor das rádios trashs. E que todos têm na ponta da língua.
O BarBaran é o BarBaran desde março de 2008. O local é arrendado à Sociedade Ucraniana do Brasil (SUBRAS) e começou junto com o clube com outros nomes. Até meados da década de 1970, era utilizado apenas por sócios. “Creio que se fizesse algo assim há 30 anos, teria sido expulso”, conta Igor.
Segundo Igor, as redes sociais são as responsáveis em divulgar o bar. Facebook e twitter. Não tem site. Eu arrisco em dizer que o que funciona mesmo é o boca a boca. Privilégio para poucos, esse tipo de propaganda.
Agora chega. Sem mais. Convido você também a fazer parte desta sociedade secreta, agora nem tão secreta assim.
Serviço:
BarBaran - Al. Augusto Stellfeld, 799, Centro. Terças, quintas e sextas das 16h30 até 1h. Quartas até 24h. Sábados das 11h até 24h. Domingos das 16h às 20h. Nas terças, jazz, chorinho e bossa nova com Matozo, Vinicíus e convidados especiais. Couvert: R$ 7. Nas quintas, samba com Trio Lamara. Couvert: R$ 6.
A segurança do primeiro – ministro ucraniano, Mykola Azarov, parte os espelhos dos carros e insulta em baixo calão russo os automobilistas que demoram ceder prioridade à comitiva ministerial.
Os jornalistas ucranianos do programa “Znak Oklyku” (Sinal de Exclamação) do canal televisivo TVi conseguiram filmar os momentos em que seguranças gritam ao megafone: “Passa para a direita, seu deformado! Para direita! Rápido!”.
“Se o automobilista não for rápido, ele é bloqueado pelos carros da comitiva, as pessoas fardadas saem da janela e batem com o bastão da polícia de trânsito no vidro gritando: “Para direita, put@, eu disse!” Quando o automobilista é alcançado pelo mini – bus com a sirene, um polícia abre a porta corrediça e com toda a força bate no espelho do carro, o virando para o lado oposto”, — descreve a situação o jornalista do programa, Kostyantyn Usov.
Me lembro quando em 2009 o ministro português Manuel Pinho se exaltou no plenário do parlamento e mostrou os “corninhos” aos seus oponentes. Foi demitido do executivo quase em directo pelo primeiro – ministro de então, José Sócrates. É claro que não estou a espera que o presidente que cumpriu duas vezes a pena prisional por crimes do delito comum se irá preocupar com as acções tão “mesquinhas” dos seguranças do seu subordinado, isso que faltava!
O Movimento Cristão dos Ucranianos em Portugal (MCUP) convida todos os interessados a participar na festa de celebração da Virgem deMisericórdia e a comemoraçãoda criação do Exército Insurgente Ucraniano (UPA), queserárealizada no domingo, 16 de outubro, 2011. Após o concerto célebre irá decorrer o programa musical de entretenimentoacompanhadopela banda"Roksolaniya".
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Local:. Lisboa, Auditório doLiceude Camões,ruaAlmiranteBarroso №25B, o autocarro número22,732,720, paragem Estefânia ou PraçaJoséFontana, a estação de metro “Saldanha” dalinha amarela.
A simples menção Holodomor simboliza uma faca na alma de qualquer ucraniano. A palavra em ucraniano significa “morte por fome” e remete a um dos períodos mais sombrios da história do país. Hoje, a Ucrânia considera que a fome ocorrida em 1932 e 1933 na então República Socialista Soviética Ucraniana foi provocada pela mão dos russos (na realidade Ucrânia acusa apenas as autoridades soviéticas!). O número de fatalidades varia entre 2,5 e 7,5 milhões de ucranianos, dependendo de quem faz as contas. As opiniões também divergem sobre o quanto a fome foi um ato premeditado pelas autoridades de Moscou e o quanto a natureza foi responsável por uma colheita fraca.
por: Haroldo Castro
Estas divergências ainda existem em Kiev (Kyiv) e algumas autoridades próximas à Rússia tendem a minimizar a tragédia. Mesmo assim, em novembro de 2006, o presidente Viktor Yushchenko (no poder entre 2005 e 2010) assinou uma lei que considera a fome de 1932-1933 como “genocídio contra o povo ucraniano” e qualifica qualquer negação pública como ilegal. O decreto também estipulou que um memorial do Holodomor deveria ser erguido em Kiev. A decisão governamental foi rapidamente implementada: em novembro de 2008 o Memorial às Vítimas da Fome na Ucrânia foi inaugurado, coincidindo com o 75º aniversário da tragédia.
O memorial está em um dos lugares mais belos de Kiev. Descemos na estação de metrô Arsenal e caminhamos por um parque arborizado com uma vista aberta para o rio Dnieper (Dnipro), 50 metros abaixo. Um alto e esguio monumento octogonal chama minha atenção. No topo, esculturas douradas formam uma chama simbólica. Sim, o obelisco branco pretende ser uma gigantesca vela. É o memorial que buscávamos. Antes de chegar até ele, nos deparamos com uma estátua em bronze de uma menina raquítica, guardando cinco espigas de trigo em suas mãos. Seu nome: Memória Triste da Infância.
A Vela da Memória tem 32 metros de altura e foi criada pelo artista ucraniano Anatoliy Haydamaka. As decorações dos oito lados pretedem lembrar os desenhos dos bordados típicos do país. Na base do monumento, existem cinco cegonhas de bronze. Todas as aves douradas estão presas, uma no granito negro, outra em uma jaula, uma terceira enrolada em uma armadilha. Apenas a cegonha que está mais alta consegue se libertar. Este voo rumo ao céu simbolizaria a força do renascimento da nação ucraniana, a firmeza de seu povo e, no plano espiritual, a vida eterna.
Damos uma volta completa ao redor da base do monumento e encontramos um paredão de granito preto. Nele estão escritos os nomes dos 12 mil vilarejos que sofreram a fome. Uma rampa nos leva até o subsolo, exatamente sob a gigantesca vela. É o Hall da Memória, construído para servir como nuseu e exposição permanente. O ambiente é sóbrio, com uma atmosfera de angústia criada por uma iluminação dramática e uma música que realça a tristeza do povo ucraniano.
Assistimos a um documentário em ucraniano, legendado em inglês. O vídeo, projetado em uma tela de 360 graus, é baseado em fotos originais da tragédia: flagelados esquálidos caminham sem rumo, corpos no chão jazem sem vida ou mortos empilhados esperam por uma cova coletiva. Cada foto inspira uma cena reconstituída (regravada com atores) para explicar o horror vivido durante o Holodomor.
A tragédia toma uma dimensão ainda mais mórbida quando escuto depoimentos de indivíduos que conseguiram sobreviver ao martírio revelando que práticas de canibalismo foram a única opção para não morrer de inanição.
No vídeo, documentos buscam comprovar que o governo soviético teria usado a fome como arma para eliminar uma crescente resistência nacionalista ucraniana; que uma intenção adicional de Moscou teria sido extinguir os ucranianos e substituir a população local por colonos russos; que o confisco da produção de grãos teria funcionado como uma represália direta aos camponeses que não quiseram aderir à coletivação da agricultura nos anos anteriores; que a quantidade de grãos produzidos na Ucrânia – mas que foram retirados à força do país – teria sido suficiente para alimentar toda a população e que poderia ter evitado a fome. Atrás de cada crime, sempre o mesmo cérebro, o de Josef Stalin.
Nos intervalos entre um vídeo e outro, o telão circular recebe projeções de centenas de nomes que vagam pelo fundo escuro da sala – quase como fantasmas. Mesmo se escritos em alfabeto cirílico, consigo identicar nomes como Maria ou Anton. Colocados em podiums ao redor, estão 19 livros, divididos por regiões, que contem mais de um milhão de nomes de pessoas que pereceram durante a fome de 1932-1933.
Ainda no subsolo, o local mais emocionante é o centro do museu, colocado estrategicamente sob a Vela da Memória. Um recepiente octogonal, refletindo a mesma forma geométrica do gigantesco monumento, guarda em seu interior centenas de quilos de grãos de trigo. Os visitantes são estimulados a tocar os grãos e a sentir em suas mãos o quanto o alimento é vital para os seres vivos.
Acendo uma vela em memória dos milhões de ucranianos aniquilados de forma medonha pelo militarismo soviético. Na mente, tenho apenas a esperança de que genocídios como este nunca mais possam acontecer na história da humanidade.
A Casa Branca emitiu uma Declaração sobre a Ucrânia, onde exige a libertação da Yulia Tymoshenko e outros líderes políticos e ex-funcionários governamentais.
Os Estados Unidos estão profundamente decepcionados com a persecução e condenação de ex-Primeira Ministra da Ucrânia Yulia Tymoshenko por meio de uma perseguição politicamente motivada. As acusações contra a Sra. Tymoshenko e a realização de seu julgamento, bem como a perseguição de outros líderes da oposição e membros do anterior governo, têm levantado sérias preocupações sobre o empenhamento do Governo da Ucrânia pela democracia e o Estado de Direito.
Os Estados Unidos apoiam firmemente o objectivo do povo ucraniano em se tornar um Estado europeu democrático e próspero, e contínua a ser dedicado ao reforço da cooperação bilateral, baseada em valores e interesses compartilhados. Ucrânia, no entanto, não pode alcançar esta meta sem esforços redobrados para proteger e promover a democracia e o Estado de direito para todos os seus cidadãos. Por estas razões, os Estados Unidos exigem a libertação da Sra. (Yulia) Tymoshenko e os outros líderes políticos e ex-funcionários governamentais, e acredita que eles devem ter uma capacidade irrestrita de participar plenamente na vida política, incluindo as eleições parlamentares do próximo ano.
Dois influentes senadores americanos, John McCain e Joe Lieberman divulgaram hoje uma declaração sobre a sentença contra a ex-Primeira-Ministra ucraniana Yulia Tymoshenko:
“Com a condenação de hoje da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko a sete anos de prisão, o governo ucraniano sob a presidência de Yanukovych atingiu uma nova baixa alarmante na deterioração da democracia e do Estado de Direito. O veredicto de hoje foi o produto de um julgamento por motivos políticos que não cumpre as normas internacionais, que visa silenciar um membro da oposição. Por essa razão, é muito mais do que o destino de um líder ucraniano. (A condenação) vai directamente para a questão de saber se o governo ucraniano respeita os direitos humanos básicos e os seus compromissos internacionais e se os cidadãos ucranianos recebem o tratamento igual perante a lei”.
Ex-Primeira Ministra da Ucrânia Yulia Tymoshenko foi condenada à sete anos de prisão por alegado abuso de autoridade mediante a assinatura de contratos de gás com Rússia em 2009. A condenação já foi criticada pela Rússia e pela União Europeia.
A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Catherine Ashton emitiu um comunicado onde afirmou que “a decisão de tribunal de Kyiv está decepcionar a Comissão Europeia”.
Além disso, Catherine Ashton informou que a UE irá rever a sua política em relação à Ucrânia, após o veredicto do tribunal. De acordo com Alta Representante, as abordagens que as autoridades ucranianas estão aplicar em relação aos valores universais e o Estado de Direito, especialmente a forma como eles tratam os casos, são associados com o risco de “complicações sérias para as relações bilaterais entre a UE e a Ucrânia”.
Na Rússia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros vê no caso “óbvias conotações anti-russas”; pois na essência, “Yulia Tymoshenko é julgada por assinar o acordo legalmente vinculativo entre “Gazprom” e “Naftogaz da Ucrânia”, afirma o MNE russo no seu comunicado de 11 de Outubro.
Mesmo o presidente da Ucrânia Viktor Yanukovych não deve estar muito seguro da sua “vitória” sobre a líder da oposição, pois publicamente disse “acreditar que a sentença de ex-primeira-ministra não é final e pode ser contestado por advogados da Yulia Tymoshenko”.
A própria ex-Primeira-Ministra Yulia Tymoshenko considerou o veredicto como uma vingança pessoal do Presidente Viktor Yanukovych. Tymoshenko permanecerá na prisão até que a sentença transite em julgado. O veredicto do tribunal tem 10 dias para ser contestado no tribunal de recurso, escreve News.mail.ru
Bónus
Yulia Tymoshenko é sem dúvida um produto do passado da Ucrânia, mas também não duvido que as pessoas que a tentam condenar são personagens absolutamente nada recomendáveis...
A Representação Central Ucraniano Brasileira – RCUB, que representa meio milhão de brasileiros descendentes de ucranianos manifesta a sua preocupação com os contínuos processos contra os opositores políticos por parte das autoridades da Ucrânia:
Para celebrar os 120 anos de imigração ucraniana no Brasil, a TV PPS do Paraná transmitirá nesta quarta-feira (12 de outubro) às 11h30 o documentário Made in Ucrânia. Realizado pelo cineasta curitibano Guto Pasko, o trabalho retrata a história dos ucranianos no Paraná.
Além de “Made in Ucrânia”, a TV PPS também mostrará o trailer do novo filme “Iván – De volta para o passado”, que deve estar nos cinemas no início de 2012. O filme foi exibido no Festival de Cinema de Brasília, ondeteve boa receptividade do público e da crítica.
Trajetória
O cineasta Guto Pasko vem se destacando por realizar trabalhos que registram de maneira documental as diferentes etnias que colaboram com a formação da cultura paranaense. Atualmente, ele vem produzindo uma série para a RPC TV, que retrata a história da Colônia Cecília, colônia anarquista criada por italianos na cidade de Palmeira.
Recentemente, a TV americana Fox exibiu o 1° capítulo da 23ª temporada dos desenhos animados de culto, “The Simpsons” – chamado “The Falcon and the D’ohman” (O Falcão e Homem Diabólico). Além das outras coisas, este capítulo é dedicado a Ucrânia e ao seu presidente.
Na estação nuclear de Springfield aparece o novo guarda, Wayne (voz do actor canadense Kiefer Sutherland). Um dia Homer e Wayne tomam copos na Taverna do Moe, onde Wayne defende os fregueses durante a tentativa do assalto do vilão local Chester “Snake” Turley.
A acção corajosa do Wayne é noticiada na TV local, passa para YouTube e é vista em Kyiv por bandido Viktor (homem inculto com as feições grossas que parece com o presidente ucraniano Viktor Yanukovych). No passado Wayne fazia parte das operações clandestinas do governo americano e durante uma das missões matou acidentalmente a esposa do Viktor. A senhora aparece na tela apenas uma única vez, só para Viktor gritar com ela iradamente: “Mas eu te ordenei ficar no seu quarto”. Aparentemente, os criadores dos The Simpsons conhecem a história do degredo efectivo da Ludmyla Yanukovych em Donetsk, escreve Glavkom.
Além disso, Viktor possui a estatura forte e a cara do brutamontes. Ele fica em Kyiv, capital da Ucrânia, perto da Praça de Independência, em um gabinete muito grande, protegido por vários guardas armados. O seu assessor ensina-o como usar computador e Internet (é de conhecimento público que o gabinete de Yanukovych não possui computador). Em um dos momentos Viktor verifica o seu correio electrónico e fica muito contente por constatar que cantora Beyonce aceita cantar no aniversário da sua filha (na vida real Beyonce cantou em 2009 na inauguração do estádio “Donbass Arena”, que pertence ao clube FC Shakhtar, propriedade do “patrão” do Yanukovych, bilionário ucraniano Rinat Ahmetov).
Depois de algumas tentativas goradas de escrever o nome da Ucrânia em inglês, “Ukrane” ou “Ukreign”, o responsável gráfico desiste: “Não interessa, quantos Kyiv podem existir?” Mas nas imagens de Kyiv demonstradas, podemos diferenciar a Praça de Independência, Portões de Ouro, Mosteiro de Kyiv – Pechersk, etc...
Nos EUA Viktor e os seus comparsas raptam Homer e “vazam” essa informação à televisão. Para salvar Homer, Wayne se dirige ao bairro ucraniano de Springfield, chamado “Little Ukraine”, pelo caminho ele passa o café “Tsarbucks”, clínica “Insane in the Ukraine” e a loja de roupa “Cossacks Fifth Avenue”. Wayne encontra Homer na pista de gelo “Hot to Trotskiy’s”, onde mata Viktor e todos os seus cúmplices.
The Simpsons é o desenho animado com maior duração na história da TV dos EUA. Desde a sua estreia em 17 de Dezembro de 1989 já foram produzidas cerca de 450 capítulos, divididos em 22 temporadas, com cerca de 20 capítulos cada uma. Vários famosos já se tornaram o alvo da série, como Mikhail Gorbachov, Michele Obama ou George Bush (Pai).
No entanto não é claro se o telespectador ucraniano poderá ver o “capítulo de Yanukovych” na televisão. Na Ucrânia os direitos de transmissão dos The Simpsons pertencem ao canal “2+2” do bilionário Ihor Kolomoyskiy. Embora Sr. Kolomoyskiy não faz parte da elite afecta ao presidente Yanukovych (na passado até financiava BYUT da Yulia Tymoshenko), mas também não pode ser considerado nenhum revolucionário, alias, as suas TV já são acusadas de praticarem a censura.
A imagem da Ucrânia produzida pelos americanos e projectada ao mundo não é nada abonatória: é de um país dirigido pelo bandido, que nem sabe usar o computador e Internet, escreveLife.pravda.com.ua.