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quinta-feira, agosto 30, 2018

A tragédia ucraniana do cerco de Ilovaysk é recordada em Kyiv

No dia 28 de agosto de 2014, as colunas militares ucranianas, se retiravam do cerco de Ilovaysk, na região de Donetsk, usando o “corredor verde”, oferecido como “caminho seguro” pelos oficiais do exército regular russo. Em resultado e segundo as fontes oficiais, morreram 366 e foram feridos 429 ucranianos.
Os militares e membros das unidades voluntárias ucranianas (batalhões “Aydar”, “Azov”, “Dnipro-1”, “Djokhar Dudaev”, “Donbas”, “Kryvbas”, Setor da Direita, etc.) foram alvejados pela artilharia e sistemas «Grad» russos. 
As emblemas das unidades ucranianas envolvidas 
Uma parte das forças ucranianas conseguiu romper o cerco, mas vários combatentes foram mortos, feridos, desaparecidos em combate (MIA) ou capturados (POW) pelo inimigo. As forças regulares russas alvejaram até os seus próprios militares, capturados, dias antes, em combate, pelos ucranianos. Os ucranianos capturados, por sua vez, passaram pelo pleno calvário russo-terrorista. Vários deles foram fuzilados, mesmo sendo feridos (principalmente os combatentes das unidades voluntárias). Existem as recordações absolutamente horrorizantes, quando os militares ucranianos eram fuzilados, mortos, alvejados, mesmo pisados pelos camiões/caminhões do bando ilegal armado “batalhão Vostok”.
No fim, os militares das FAU sobreviventes à chacina, de forma geral, foram entregues aos cuidados da Ucrânia, os voluntários capturados ou foram assassinados ou entregues aos terroristas das “repúblicas populares” (muitos deles conseguiram escapar com a vida, trocados pelos separatistas ou mesmo libertados consoante o pagamento dos resgates exigidos pelos terroristas).
Em memória de todos os civis e militares ucranianos mortos (ou desaparecidos em combate) na guerra russo-ucraniana desde 2014, no dia 29 de agosto de 2018, em frente da embaixada russa em Kyiv foram colocados as cruzes com os seus retratos. Ucrânia deseja mostrar que não irá esquecer, nem perdoar todos os crimes russos, cometidos pelos seus “voluntários” ou efetivos regulares no leste da Ucrânia.
Fotos: @Miroslav Gai  

O trecho do filme documentário “Cavalheiros do Céu da Ucrânia”, dedicado ao tema da tragédia de Ilovaysk, exibido em Portugal em maio de 2016, legendado em português (o trecho infelizmente não):

segunda-feira, abril 23, 2018

Síria: “Assad traiu a Rússia. Filho ainda está aprendendo”

foto @Khaled al-Hariri / Reuters
Um dos maiores portais russos de notícias, Lenta.ru, publicou no dia 18 de abril um extenso long-read com acusações diretas contra o clã que domina Síria: “Assad traiu a Rússia e matou brutalmente milhares de sírios. [Seu] filho ainda está aprendendo”.

O aliado da Rússia, grande amigo da União Soviética, é exatamente como os russos imaginam Síria. Na verdade, a história das relações entre a República Árabe e União Soviética está cheia de episódios dramáticos de amizade, traição e compromissos, vantajosos especialmente ao Damasco e ao seu dono permanente – pai do Bashar al-Assad, o presidente sírio, Hafez al-Assad. Qual foi o todo-poderoso ditador sírio – recorda Lenta.ru (publicamos a versão curta do texto).

A escumalha

[...] Os muçulmanos sírios tratavam os alauitas com desprezo: eles não tinham permissão para receber educação e manter postos administrativos. Essa foi uma das razões pelas quais o pai de Hafez procurou colaborar com franceses, que ocuparam a Síria. Graças ao colaboracionismo do seu pai, Hafez foi estudar em Latakia e tornou-se a primeira pessoa instruída do [clã] Assad. Quando surgiu a questão do Estado independente sírio, os alauítas enviaram uma carta ao Paris e pediram para não serem incluídos na Síria sunita – [a carta] foi assinada, também pelo Hafez al-Assad. No entanto, os franceses deixaram o país, ignorando o pedido.

[...] Muitas fontes soviéticas falaram sobre o ateísmo de Hafez, mas na verdade ele continuou contatos ativos com a comunidade alauita e até se elevou na hierarquia religiosa. O princípio de Taqiya – a ocultação da fé – ajudou-o nisso. Nos anos seguintes, isso não impediu que Assad, juntamente com outros cristãos e membros do partido sunita, se envolvessem em confrontos abertos com a Irmandade Muçulmana.
Retroescavadora reboca o camião com militares israelitas feridos na guerra de 1948
foto @Keystone Features / Hulton Archive / Getty Images
[...] A aviação desempenhou um papel importante no destino de Assad. Primeiro, muitos alauitas o seguiram na carreira militar, mais tarde se tornando a elite da força aérea síria. Em segundo lugar, Hafez foi enviado ao treino de reciclagem ao Egito, onde passou seis meses durante a crise de Suez. Foi lá que ele foi visto e notado pelos conselheiros militares soviéticos que lhe organizaram um estágio na União Soviética.

Camarada capitão

Na URSS, o capitão Assad chegou em 1957 como comandante do esquadrão. O futuro presidente da Síria aperfeiçoou o domínio de direção do mais novo MiG-17 na base [militar] nos arredores da cidade de Frunze (atual Bishkek, Quirguistão). A mesma escola foi visitada pelo futuro presidente egípcio, Hosni Mubarak, e por alguns dos futuros líderes africanos. No mesmo ano, Hafez se casou com Anisa Mahlouf, representante de uma das mais influentes famílias alauitas da Síria. Isso contribuiu para o crescimento da autoridade e bem-estar de Assad.

[...] Enquanto isso, Hafez Assad continuou a crescer na carreira partidária: no início da década de 1960, ele liderou a ala militar do Partido Baath. E em 1963 no país decorreu um novo golpe de Estado. Como resultado, o governo de Nazim al-Kudsi foi derrubado, todo o poder no país foi tomado pelos baathistas. Asad participou diretamente no golpe: junto com unidades leais, ele tentou capturar o aeródromo de al-Dumayr.

A vitória dos seus aliados, permitiu ao Assad assumir o posto de comandante da força aérea síria. Logo depois, a elite do exército sírio – aviação e inteligência – consistia quase inteiramente de co-religiosos do Hafez. Os alauitas também se candidataram aos cargos de oficiais, que ficaram vagos após o golpe de 1963.

[...] Em 1964, o governo baathista tentou implementar uma espécie da coletivização na Síria. Ação não foi bem vista pela maioria da população da Síria, o que foi usada pela Irmandade Muçulmana, que estava na clandestinidade. O coração da revolta era a cidade síria de Hama.
Hafez Assad, Ministro da Defesa da Síria | foto @AP
[...] Em fevereiro de 1966, Salah Jadid (chefe do Estado-maior do exército sírio) e Assad organizaram o golpe militar mais sangrento da história da Síria. Como resultado, os pais fundadores do partido fugiram para o Iraque e aqueles que não tiveram tempo para fazê-lo foram mandados para a prisão. Salah Jadid realmente liderou o país, embora o líder nominal fosse o presidente Nureddin al-Atasi. Hafez Assad assumiu o cargo de Ministro da Defesa.

Hora de combater

Ao mesmo tempo ficou ativa a União Soviética que se apaixonou pela Síria muito antes de Hafez Assad chegar ao poder, de vez em quando abastecendo a República Árabe com armamento. Ainda em 1956, foi assinado o primeiro contrato soviético-sírio de fornecimento à Síria de blindados T-34, canhões autopropulsados SU-100, blindados BTR-152, canhões de artilharia antiaérea de calibre 37 mm e canhões de longo alcance de 122 mm. As entregas não pararam mesmo quando Gamal Abdel Nasser criou a República Árabe Unida, na base da união de Egito e Síria. Além disso, o blindado T-34 foi substituído por T-54 mais avançado. Depois do golpe de 1966, os fluxos de armas da União Soviética só aumentaram.

[...] A (Guerra dos Seis Dias) durou de 5 à 10 de junho de 1967. No primeiro dia Israel conseguiu destruir toda aviação inimiga, e nos dias seguintes causar sérios danos à coligação/coalizão árabe, que incluiu o Egito, Síria, Jordânia, Iraque e Argélia. Israel estava pronto para esmagar completamente os árabes, mas os países ocidentais e a União Soviética intervieram. A guerra acabou.
Blindados israelitas nos Montes Golãs, 1967 | foto @Assaf Kutin / Wikimedia
“Pela primeira vez desde a fundação de Israel, nós lutamos, como convém à uma batalha. As perdas sem precedentes dos israelitas em homens, equipamentos e espírito convenceram todos de nossa capacidade de combate”, disse o ministro da Defesa da Síria, Hafez Assad, após a guerra. Como resultado, a Síria perdeu as Colinas de Golã / Montes Golã, a cidade de Al-Quneitra e praticamente toda a sua aviação. Morreram quase 70 mil árabes e menos de mil israelitas. O território de Israel aumentou três vezes e o número de refugiados palestinos ultrapassou 400 mil. Assad foi promovido ao marechal de campo.
Aviões egípcios destruídos pela FA do Israel, 1967 | foto @Assaf Kutin / Wikimedia
Mas isso não satisfez as ambições políticas de Jadid e Assad. No outono de 1970, a Síria apoiou a revolta palestiniana na Jordânia: reino deu-lhes refúgio, e eles, como agradecimento começaram uma rebelião armada, tentaram matar o monarca e usurpar o poder, de facto destruir Jordânia. Durante os eventos de “setembro negro” na Jordânia, ao norte do país, da Síria, foi enviado o corpo blindado, mas esta odisseia terminou sem glória com duas colunas de tanques perdidas, entrando numa batalha feroz entre si, terminando com perdas tangíveis. O Damasco oficial nunca admitiu isso, explicando o fracasso pela falta de apoio aéreo.

[...] Assad, com a ajuda de seu irmão Rifat e amigo de longa data Mustafa Tlass, que tornou-se chefe do Estado-Maior das forças armadas sírias, organizou um golpe militar sem derramamento de sangue. [...] Jadid foi encarcerado na prisão, onde permaneceu até a sua morte em 1993.

Em novembro de 1970, no décimo congresso do Partido Baath, Hafez Assad foi eleito seu Secretário-geral. Em 1971, Assad ganhou as eleições e tornou-se o presidente da Síria e o comandante supremo das forças armadas. Era candidato único. Para isso tiveram que ignorar a Constituição síria: com a ajuda dos xeques iranianos foi publicada uma fatwa, afirmando que os alauitas, afinal são muçulmanos e não pagãos.

Mais guerras

Depois da chegada do Assad ao poder, a União Soviética mobilizou importantes forças navais no Mediterrâneo Oriental: navios de guerra, submarinos a diesel e outros navios que estavam em alerta máximo. Além disso, um grande número de instrutores e equipamentos militares foram enviados ao país, o sistema de defesa aérea foi significativamente fortalecido – tudo para alertar Israel contra o ataque aos sírios.

Síria recebeu grandes remessas de sistemas de mísseis e artilharia “Kvadrat”, aviões de combate, tanques T-62 e outros equipamentos militares.

[...] As principais posições no estado e no exército foram ocupadas exclusivamente pelos alauitas. Foi dada preferência aos parentes de Assad, seu irmão Rifat se tornou o líder de “brigadas de combate”, genro Adnan Makhlouf de facto, comandava a Guarda Presidencial. Isso contribuiu para o crescimento da corrupção e do nepotismo, e a Síria gradualmente se transformou em um dos países mais pobres do mundo.

No verão de 1973, Assad e seu amigo egípcio Sadat decidiram fazer o que seus antecessores não conseguiram: vencer a guerra contra Israel. [...] Ação militar que durou 18 dias entrou na história como “guerra do Juízo Final”. Israel foi novamente vitorioso. Mais uma vez a União Soviética salvou Assad da derrota total, colocando em Damasco os mais modernos sistemas de defesa aérea.

[...] Em 1974, o ministro dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores da URSS, Andrei Gromyko, voou para Damasco por três vezes: a expansão da cooperação ocorria em todas as frentes. Tudo isso não impediu Asad de vez em quando falar sobre “a libertação de Jerusalém” e da “criação da Grande Síria”. No entanto, nada aconteceu além das palavras.

Posteriormente, Assad continuou a pedinchar dinheiro e armas de Moscovo. No outono de 1980, ele fez uma visita ao chefe do Estado soviético Leonid Brejnev, em 9 de outubro foi assinado um acordo de amizade e cooperação, o que significava a assistência militar à Síria em caso de um conflito militar. Centenas de especialistas soviéticos continuaram sendo enviados para a República Árabe, e em julho de 1981, foram realizados no Mediterrâneo os exercícios navais soviético-sírios.

Ao mesmo tempo, Assad não poderia ser chamado de amigo do povo soviético: flertando com Moscovo, ele também estabeleceu relações com os Estados Unidos. Em junho de 1974, o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, foi ao Damasco, anunciando a restauração das relações diplomáticas. E no período de 1975 a 1978, os EUA concederam um grande montante de crédito à Síria e proporcionaram uma oportunidade para comprar trigo em troca de acordos sobre a exploração, produção e posterior venda de petróleo sírio.

Ocupar e conquistar

Em 1976, Hafez Assad mais uma vez decidiu tentar a sorte no cenário mundial e atuar como um grande diplomata. Naquela época, no vizinho Líbano, decorria uma guerra civil. [...] As forças numericamente superiores dos muçulmanos foram derrotadas por grupos militantes cristãos (Kataeb, entre outros) e pediram ajuda aos sírios – então Hafez Assad se fiz de arquiteto do armistício, o que resultou em intervenção militar [síria]. Ele não avisou os seus patrões soviéticos desta operação, no entanto, de acordo com algumas fontes, recebeu “ok” do embaixador dos EUA em Damasco.
Estudantes iraquianos juram fidelidade ao partido «Baath», 1963 foto
@Stan Meagher / Express / Getty Images
[...] Como resultado, Israel invadiu o Líbano e ocupou as regiões do sul, e os sírios desalojaram o governo legítimo do país e de facto assumiram o seu controlo. Antes de 2005 e da revolução popular, Damasco tinha o controlo total sobre o país vizinho.

[...] A União Soviética não queria perder um dos últimos aliados no Médio Oriente/Oriente Médio. Assad foi defendido até pelo Secretário-geral do PCUS, Yuri Andropov, que no outono de 1982 organizou o fornecimento à Síria dos sofisticados mísseis “terra-ar” (SAM-5) com um software de radar, mísseis SS-23 e cerca de seis mil militares para a organização de um novo sistema de defesa aérea e treino de militares sírios . No mesmo ano, a Síria recusou oficialmente [o pedido] da URSS de construção de uma base naval em sua costa, considerando-a impraticável. Asad também esqueceu a promessa de ajudar a construir uma base militar terrestre soviética no território de seu país.

Rodada caseira

Com uma mão estendida, Assad viajou para a União Soviética na era Gorbachev. E, na primeira vez, até foi bem-sucedido: em 1985, a União Soviética forneceu à Síria as lanchas militares, algumas centenas de tanques T-80 e mísseis SS-23 com alcance de até 500 quilómetros, e dois anos mais tarde Damasco recebeu os novinhos MiG-29.

No entanto, Asad não gostava de pagar as contas. A dívida militar da Síria com a URSS até o final dos anos 1980 era de cerca de 15 bilhões de dólares, alguns mencionam a soma astronómica de 80 bilhões de dólares. Era compreensível que a União Soviética interessava Síria apenas como um fornecedor de armas. O volume do comércio soviético com Damasco era inferior a dois por cento de faturamento bruto mútuo.

Depois disso, as relações entre a URSS e a Síria esfriaram completamente. Gorbachev, na presença de Hafez Assad, disse que a ausência de relações diplomáticas entre a Síria e Israel é anormal. Após o colapso da União Soviética o fluxo de ajuda a Síria parou (embora já após o colapso da URSS, foram enviados à Síria 300 tanques T-72). Cooperação parou por causa da enorme dívida da República Árabe pelos fornecimentos militares soviéticos.

[...] No início dos anos 1980, Assad proibiu a importação ao país de produtos estrangeiros: eletrodomésticos, roupas, álcool e tabaco. Além disso, era proibido usar máquinas de fax, antenas parabólicas e, posteriormente, telefones celulares. [...] Na década de 1990, para corrigir a situação, Assad liberalizou a economia do país. Em particular, foram tomadas medidas para revitalizar o setor privado. No entanto, isso não resolveu os problemas, e Damasco foi forçado a se curvar perante os Estados Unidos. Assim, em 1990, a Síria concordou em se juntar à operação de coligação/coalizão contra o Iraque e até enviou uma divisão blindada para lá. E em fevereiro de 1991, 17.000 militares sírios participaram da Operação Tempestade no Deserto.

[...] No verão de 1999, Hafez Assad veio para a Rússia moderna e conheceu Boris Yeltsin. [...] Nada foi dito sobre as dívidas da República Árabe, e o presidente russo prometeu fornecer à Síria os armamentos mais modernos. Este contrato foi avaliado em 2 bilhões de dólares e a dívida síria, de acordo com as estimativas mais modestas, era de 15 bilhões de dólares. De muitas maneiras, tais concessões foram devido ao facto de que a Síria era o único país muçulmano que apoiava a posição da Rússia sobre a questão da ex-Jugoslávia.
Hafez Assad e Boris Yeltsin foto @ TASS
O presidente Asad morreu de insuficiência cardíaca em 10 de junho de 2000. [...] No dia seguinte após a morte de Assad, seu filho [Bashar] foi promovido ao tenente-general, em julho de 2000 ele foi nomeado como comandante supremo das forças armadas. Bashar al-Assad se tornou marechal, sem ganhar uma única batalha, e mesmo sem possuir a formação militar completa. Nas eleições, Assad recebeu 97,29% dos votos e se tornou presidente. Um pouco mais de dez anos de relativa calma estava à sua frente.

Blogueiro: embora é de prever que o aparecimento do artigo será anotado pelo GID, certamente o texto foi pensado na audiência interna russa, possivelmente, dessa forma o público é preparado à ideia de desaceleração da ajuda ao regime do Damasco, ou pelo menos serviu de tubo de ensaio para testar a reação do público ao mesmo...

Cartas dos nossos leitores

1. Nestes dias os membros do grupo brasileiro “Nova Resistência” (apoiantes do Assad), deixaram nos comentários do nosso blogue vários endereços das suas páginas na Internet (camaradas, aqui a publicidade paga-se!), afirmando que “nessas redes sociais vc encontrar volorosas informacoes sobre brasileiros que estiveram ou que pretendem ir ao Donbass!” (ortografia e gramática mantidas no original).
Rafael Lusvarghi na base de dados que regista os terroristas
Camaradas, muito gratos, mas os brasileiros que participaram nas atividades terroristas no leste da Ucrânia são por nos conhecidos, os seus perfis podem ser vistos na página ucraniana de Myrotvorets e aqueles que apenas “pretendem” não importam, pois sabemos que irão “pretender” nas próximas décadas, argumentando com a falta de “apoios aéreos”, tal como Hafez Assad fez em outubro de 1970.   

2. Outros camaradas, ou provavelmente os mesmos, deixaram uma outra mensagem, dirigida aos admins do nosso blogue: “... Israel nao e amigo da Ucrania! Israel apoiou a anexaocao da Crimeia, foi contra o Maidan, chama os nacionalistas ucranianos de nazistas” (ortografia e gramática mantidas no original).
Gregory “Olen” Pivovarov: voluntário do “Aydar”, judeu israelita, punk e anarquista
Mais uma vez, parece que os camaradas vivem em algum universo paralelo. Na votação na AG da ONU sobre Crimeia ocupada, o embaixador do Israel simplesmente abandonou a sala, para nem sequer precisar de se abster e não comprometer Israel com nenhuma tomada de posição formal no assunto; Israel naturalmente não tomou nenhuma posição sobre Maydan, mantêm e aprofunda as relações diplomáticas e económicas com a nova Ucrânia; o mesmo princípio é válido em relação aos nacionalistas ucranianos, Israel como país não se manifesta sobre este assunto e os seus cidadãos tomam as posições individuais: há quem apoia as forças russo-terroristas e israelitas e judeus de bem apoiam Ucrânia, servem como voluntários, combatentes ou instutores nas FAU (e em 2014-15 serviram nos batalhões voluntários).
Judeu ortodoxo ucraniano Asher Joseph Cherkassky: "defender Ucrânia é uma obrigação cívica"

sexta-feira, setembro 30, 2016

Sergei Loiko: os ciborgues e “milicianos” terroristas

As fotos do fotógrafo russo Sergei Loiko ficaram expostas apenas um único dia no Centro Sakharov em Moscovo até que foram alvo do ataque dos vândalos que não suportaram ver os retratos dos defensores da Ucrânia na capital do país responsável pela atual guerra russo-ucraniana.
Os restos mortais de operador do blindado ucraniano
Voluntário ucraniano judeu ortodoxo Asher Joseph Cherkassky (não é um ciborgue)
Ciborgue Gennadiy Vlachiga
Ciborgue Oleksiy Matlak
Ciborgue Poliglota Mike
Ciborgue Serhii Tanasov
Operador de metralhadora Ivan Kuryata (morreu, vítima do morteiro em 2015)
O Centro Sakharov informou na sua página do Facebook que “não irá restaurar essas obras, porque nós não podemos garantir não só a sua segurança, mas também a segurança dos visitantes”. 
O Centro Sakharov após a visita dos "guardas vermelhos" russos 
Ao mesmo tempo, o Centro notou que as fotografias – alvos dos vândalos, Alexander Vasyukovych (Belarus) e Sergei Loiko (Rússia), podem ser vistos na página do centro, as fotos dos outros participantes do concurso fotográfico “Olhar Direto”, podem ser vistos no Centro ao vivo, até o dia 19 de outubro.
Fotos do Aleksandr Vasyukovich que assinala os combatentes ucranianos caídos na OAT
Acusado pelos apoiantes dos terroristas de não postar as fotos dos “milicianos”, Sergei Loiko, colocou na sua página do Facebook alguns retratos mais expressivos destes.
Os restos mortais de um terrorista

quinta-feira, junho 09, 2016

A guerra ucraniana do soldado Brian

Brian Boehringer (as vezes grafado como Berenger), o franco-atirador da lendária 101ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA e veterano da guerra no Iraque, foi um dos três cidadãos norte-americanos que celebraram o contrato oficial com o Ministério da Defesa da Ucrânia em abril de 2016.

A situação na zona de conflito no leste da Ucrânia novamente se deteriorou seriamente nas últimas semanas da primavera e nos primeiros dias de verão. Em combates novamente são usados os equipamentos pesados que deveriam ser retirados da linha de contacto, em conformidade com o acordo de Minsk-2. De acordo com relatos não confirmados oficialmente, várias vezes, os separatistas abriam o fogo usando até os sistemas de mísseis “Grad”. Os combates com uso de armas ligeiras e morteiros ocorrem diariamente em quase todas as direções – desde Donetsk até Mariupol. Os pontos mais quentes são a área industrial de Avdeevka, aldeia de Zaytsevo, a aldeia Opytne nos arredores do aeroporto de Donetsk. E a lista não é completa...

Brian Boehringer passou quase por todos estes pontos quentes, vindo à Ucrânia para realizar pessoalmente o compromisso dos Estados Unidos ao abrigo do memorando de Budapeste. Passando por algumas unidades voluntárias, em abril de 2016, ele assinou um contrato oficial com as Forças Armadas da Ucrânia (FAU). O Decreto presidencial que permite aos estrangeiros ou cidadãos apátridas servir nas FAU foi assinada pelo Petró Poroshenko ainda em novembro de 2015.
Da esquerda para a direita: Brian Boehringer, voluntário georgiano (atrás) e Craig Lang
As fotos do Brian Boehringer e do outro ex-militar americano, Craig Lang, fizeram o furor na Internet, quando eles, na companhia de voluntários georgianos e de mais um cidadão americano, Dave Claman, receberam oficialmente as cadernetas militares emitidas pelo Ministério da Defesa da Ucrânia. Ação, que poderia ser vista como campanha das RP do comando militar ucraniano é encarada diferentemente pelos voluntários americanos: eles vieram a Ucrânia para ensinar os militares ucranianos e para proteger as vidas da população civil.

Na realidade, para Brian Boehringer a guerra já acabou, na Ucrânia ele conheceu uma jovem mulher ucraniana, o casamento está nos planos de ambos: “ela disse: ou eu ou a guerra e eu escolhi ela”.

O serviço russo da rádio Liberdade conduziu uma entrevista com Brian Boehringer que pode ser ouvida AQUI (15´03´´) em tradução russa. A seguir é a sua breve transcrição em português, exclusiva do nosso blogue.
A caderneta militar ucraniana do Brian Boehringer
Brian Boehringer (28) nasceu aos 24 de setembro de 1987 na família do militar americano numa base americana na Alemanha Federal. Os seus pais e uma irmã vivem nos EUA no estado da Carolina de Norte. Todos os homens da sua família, de uma ou de outra forma, são ligados ao exército dos EUA, por isso, Brian sempre sonhava com a carreira militar. Após terminar a escola secundária ele se alistou no exército onde serviu por quatro anos. No exército, Brian passou pela infantaria, depois se tornou franco-atirador e servia como batedor na 101ª Divisão Aerotransportada.

Apesar de não ser de descendência ucraniana ou eslava, após o início da guerra russo-ucraniana, em abril de 2014, ele decidiu que deveria ajudar Ucrânia. Através de uma rede de contactos, Brian achou os responsáveis ucranianos que trataram da sua vinda à Ucrânia, onde ele ajudou na formação dos militares do DUK PS (Setor da Direita), dos batalhões “Donbas” e “Dnipro-1”, da 80ª Brigada aerotransportada e 54ª Brigada especial mecanizada das FAU.   

Brian veio à Ucrânia com a sua própria mira ótica, recebendo no país as armas bem modernas, casos de Weatherby Vanguard e Winchester Magnum, em 2016 ele usava uma Barret e SVD.
O contrato com as FAU foi celebrado apenas por dois meses, este até já expirou. O seu amigo, Craig Lang, e mais 10 cidadãos não ucranianos (georgianos, cidadãos da UE e um australiano), continuam servindo na zona de Operação Antiterrorista (OAT), em diversas unidades, formando os militares ucranianos. Acusados por propagandistas russos e separatistas de serem “mercenários”, Brian e o seu pessoal recebem o salário padrão do militar ucraniano (cerca de 150-200 dólares mensais).

Brian comenta a acusação separatista de forma muito objetiva: – se [acreditar] que eu combato pelo dinheiro, sou o mercenário pior pago desta planeta. Eu poderia ir à guerra pelo “Blackwater” (até 2009 é o nome de uma das maiores empresas militares privadas americanas, atualmente se chama “Academi”) e ganhar centenas de milhares de dólares por ano. Mas eu fui para Ucrânia e durante o 2015 combati de forma gratuita. Mesmo aconteceu neste ano, além dos últimos dois meses, quando ganhei algumas centenas de dólares. Nos Estados Unidos, eu posso ganhar mais em 24 horas num emprego de salário mínimo.
Brian e Craig no refeitório militar ucraniano com insígnias da Legião Georgiana 
Desde a independência da União Soviética, Ucrânia era um amigo e aliado dos EUA. Os seus soldados ajudavam-nos, morriam nas nossas guerras, auxiliavam-nos na guerra global contra o terrorismo. Seríamos os maus amigos, se depois de [ucranianos] nos terem ajudado, não os ajudaríamos [...] Ucrânia ajudou os Estados Unidos quando renunciou as suas armas nucleares no âmbito do Memorando de Budapeste. O mundo inteiro, e não apenas a América, disse à Ucrânia: desistem de armas nucleares, e nós vamos ajudar-vos se alguém vos atacará. Os nossos políticos falam por nós. Se eles dão uma promessa – nos também damos essa promessa. Se você não pode cumprir a promessa – não deve a dar.

RS: – A guerra na Ucrânia é a guerra civil ou a guerra da Rússia com Ucrânia? Você pessoalmente viu os soldados russos no leste da Ucrânia?
BB: – Ambas. No Donbas existem as unidades regulares do exército russo. Eles usam equipamentos de alta tecnologia e os equipamentos caros. Eles são usados durante as operações ofensivas de grande escala. Quando não se trata de uma ofensiva séria, eles passam para a retaguarda. – Vi, sim.

– Quais são as diferenças e as semelhanças entre a guerra no Iraque e na Ucrânia?
– A guerra na Ucrânia é mais parecida com a guerra convencional entre dois lados opostos do que a guerra no Iraque. Combatemos os tipos que vestem as uniformes militares. Você consegue determinar, de uma distância bastante grande, quem é o inimigo e quem não é. Ou, pelo menos, supor, com um grau razoável de certeza. Praticamente não se usam nenhuns dispositivos explosivos improvisados, mas há minas modernas. A diferença é pequena, ambas as guerras matam as pessoas, mas a guerra na Ucrânia é muito mais parecida como uma guerra tradicional.
Brian na posição do franco-atirador
– Muita gente, pelo contrário, a chama de novo tipo de guerra, a “guerra híbrida”.
– Ela é “híbrida” no sentido de que a Rússia está tentando fazer parecer que não participa nesta guerra e lá combatem apenas os “milicianos”. Em relação aos métodos diretos de guerra é muito mais convencional do que a guerra no Iraque ou no Afeganistão. [...] A guerra na Ucrânia é uma espécie de mistura de I e a II G. M. Aqui existem trincheiras, as áreas residenciais, você sabe onde está o inimigo e o inimigo sabe onde você está. Esta é uma guerra muito convencional. [...] Aqui, quase todos vestem as uniformes, embora muitas vezes diferentes, mas certamente possuem as faixas coloridas para determinar quem é amigo, e quem não é.

– Como você avaliaria o estado e a nível de preparação das partes desta guerra? Do exército ucraniano, dos militares russos e das chamadas “milícias”?
– [...] Em geral, falando das “milícias” é um pesadelo completo, embora alguns das suas unidades são melhor preparadas do que as outras. Se falamos sobre as unidades do exército russo [...] eles são muito melhor treinados, melhor equipados e combatem muito melhor do que os exércitos das ditas “dnr” e “lnr”. Até certo ponto isso é verdade para os combatentes da Ucrânia. Algumas das unidades são melhor equipadas do que outras, algumas unidades possuem mais recrutas e, nas outras a maior parte são profissionais. Mas, em geral, o lado ucraniano parece muito mais profissional do que os seus adversários.

– Que momento na guerra você se lembra mais?
– Quando combatíamos nos arredores de Mariupol, uma vez ficamos sob o fogo muito intenso. Contra o nosso jipe dispararam 8 ou 9 morteiros. Graças à Deus ninguém morreu, mas a viatura ficou completamente perfurada. Eu tenho as fotos. Milagrosamente, apenas o nosso motorista foi ferido por estilhaços no ombro.
– A guerra na Ucrânia já dura o seu terceiro ano. Quando e como, na sua opinião, essa guerra poderá acabar? Acha que a ajuda americana à Ucrânia ao nível oficial deve ser continuada e expandida?
– Na verdade, Ucrânia tem militares suficientes, e esses militares possuem bastante entusiasmo e coragem para vencer. Mas quando se trata de política, esses conflitos podem levar bastante tempo. – Quero observar que os Estados Unidos, mesmo assim, ajudar Ucrânia – no domínio do equipamento técnico do exército e de outras formas, por exemplo através do envio de instrutores para treinar os militares. É claro, é uma questão de honra para os Estados Unidos – ajudar Ucrânia e continuar a fazê-lo na medida do possível.

– Voltemos à sua noiva ucraniana. Como vocês se conheceram?
– Logo no início, no consulado ucraniano me deram os números de telefones de pessoas que me poderiam ajudar com contatos na Ucrânia. Incluindo a gente da diáspora ucraniana dos Estados Unidos – temos muitos ucranianos que recolhem a ajuda financeira enviando-a ao exército e aos batalhões voluntários. Numa destas reuniões, um ucraniano me disse: “Eu tenho a irmã na Ucrânia, você irá gostar dela”. Começamos nos comunicar on-line, depois a conheci pessoalmente, estamos indo muito bem, e em breve vamo-nos se casar. Quando o meu contrato terminou, ela disse: “Tudo bem, agora ou sou eu, ou a guerra”. Eu escolhi ela. Por enquanto estamos na Ucrânia, mas eu espero que iremo-nos mudar. A sua família vive na mesma cidade que a minha. Assim, o casamento, certamente será celebrado nos Estados Unidos.
Agora Brian Boehringer reúne os documentos necessários para pedir o visto à sua futura esposa e pensa, onde irá passar a sua lua-de-mel. Se não fosse a guerra russo-ucraniana, este lugar poderia ser até na Rússia: “Ei gostaria muito de subir o monte Elbrus e pescar na península de Kamchatka, um dos últimos lugares no mundo, intocados pelo homem” (fonte @rádio Svoboda).

Blogueiro: a propaganda anti-ucraniana tentou usar do facto de três (!) cidadãos americanos assinarem os contratos oficiais com as FAU como um grande factóide que supostamente deveria provar a suposta aliança malévola entre Ucrânia e os EUA. Todos aqueles que têm a memória curta e juízo curto, deveriam se lembrar da placa que nos meados de maio de 2016 foi oficialmente inaugurada no espaço público do mosteiro de São Trindade da Igreja Ortodoxa Russa (IOR) em Moscovo. A placa, apenas e só, menciona os nomes dos 39 cidadãos da federação russa que vieram ilegalmente à Ucrânia para matar os ucranianos. Por azar deles, foram eliminados pelas forças ucranianas, em um único combate à decorrer em 26 de maio de 2014, pelo controlo do novo terminal do aeroporto de Donetsk.   

sexta-feira, maio 27, 2016

Made in Ucrânia: drone “A1-C Furia” (r) v.2

A produtora ucranianaAthlon Aviaapresenta a 2ª modificação do seu drone “A1-C Furia (r) v.2”. Fazem parte do complexo três drones, com a capacidade diurna e noturna (termovisão), estação terrestre de controlo e gestão de dados, antenas e equipamentos adicionais. O próprio aparelho do drone também recebeu vários melhoramentos técnicos e aerodinámicos.
Na sua nova versão “A1-C Furia” possui a nova e melhorada fuselagem de kevlar; o novo layout dos elementos internos; a nova geometria do estabilizador vertical de maior espaço; a nova unidade de potência de fácil substituição e proteção contra as vibrações; o novo sistema nominal de aterragem de pára-quedas; a carga útil de facil colocação; as novas antenas, à bordo e terrestre; o software adicional, etc. (fonte e fotos).
Os dados técnicos:
O tempo de preparação para a decolagem: 10 min.
O tempo de arrumação do complexo: 5 min
O raio de acção: 25-50 km; o tempo de vôo: 2h; a velocidade de vôo 65-100 km/h; a altitude máxima: 2500 m
O drone possui a câmera opticamente estabilizada ou termovisor estabilizado. Graças ao seu motor elétrico e tamanho pequeno, “A1-C Furia” mantem a baixa imperceptibilidade.
Os drones “A1-C Furia” são usados pela unidade especial voluntária Furia.ua, formada em março de 2014, no início da guerra russo-ucraniana. Desde agosto de 2014 a unidade é apoiada financeiramente e logisticamente pela comunidade voluntária ucraniana “Retaguarda Popular” (NT.org.ua).
Ver como drone “A1-C Furia” (inserido no batalhão Dnipro-1) deteta os equipamentos pesados militares dos terroristas, escondidos nas proximidades das escolas e jardins de infância:
https://youtu.be/7dM1F2n9JbU

Outros drones ucranianos:

Patriot RVO10 (fabricante: EyeTech de Kyiv): a sua especialidade é a possibilidade do controlo do drone com uso de oculos de realidade virtual.
Observer-S (Def C): 2 drones geridos com um só comando; além disso, Observer-S pode servir como retransmissora dos rádios militares de comunicação.
Sparrow e Columba (SpaiTech de Odessa): o drone leve “Sparrow” foi desenhado para o reconhecimento rápido no campo de batalha, quando é necessário o mais rapidamente possível estabelecer o posicionamento do inimigo e avaliar as suas forças. “Columba” é o drone mais pesado com autonomia de vôo de até 200 km e uma altitude máxima de vôo de 4.000 m. O seu sistema eletrônico é capaz encontrar e rastrear os alvos em regime autimático. Ambos os aparelhos passaram nos testes do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia.
Além disso, decorrem os testes do drone “Ciber-3 Eye” que consegue permanecer no ar até 10 horas e tem um raio de ação de até 250 km. Estão decorrer os trabalhos de criação dos primeiros drones ucranianos de ataque “Koça” (Gadanha). Os voluntários, em cooperação com a empresa UkrSpecSystems já criaram o drone espião PD-1 com autonomia de vôo superior às 5h.