sábado, abril 25, 2026

Um grupo de mercenários quenianos foi liquidado na Ucrânia

Mercenários africanos são apenas meros consumíveis descartáveis, na ótica do comando militar russo: um grupo de cidadãos quenianos foi eliminado em combate na Ucrânia. Tropas russas lançaram novamente um ataque suicida, usando os mercenários estrangeiros — desta vez um grupo de quenianos.  

Entre os mercenários eliminados pelas FAU estava o cidadão queniano Nyambura Eric Mwangi, nascido em 2003. Juntamente com outros três compatriotas — Wanjiro Joseph Kamau, Karithi Joel Ngure e Kibet Ronaldo Kipkurui — ele chegou a cidade russa de Iaroslavl entre 23 e 24 de outubro de 2025.

Carta ao chefe do posto do FSB no aeroporto de Domodedovo em Moscovo,
informando os nomes dos quatro quenianos que passarão de Moscovo rumo ao Iaroslavl,
para celebrar o contrato do serviço militar no exército russo, 24.X.2025

Sensivelmente no mesmo período, chegaram ao Iaroslavl outros dois quenianos, que mais tarde foram liquidados pelo exército ucraniano — Ombwori Denis Bagaku e Wahome Simon Gitittu, tal como o GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia informou em 6 de fevereiro corrente.

Em Iaroslavl, todos estes mercenários africanos assinaram os contratos com MinDefesa russo e foram enviados para um centro de treino/amento, onde foram treinados por apenas uma semana e meia. Depois disso, Mwangi foi promovido ao operador de rádio e enviado para a frente de batalha.

No entanto, Mwangi não chegou à servir na sua especialidade — foi mandado para uma unidade de assalto. No início do ano, ele participou de operações de assalto na área do assentamento de Borova, na região de Kharkiv. Morreu atingido por um morteiro ucraniano, enquanto ainda tentava se aproximar a linha da frente.

Apesar dos acordos firmados pelo Kremlin com países africanos para interromper o recrutamento de seus cidadãos, esse processo não parou e até continua acelerado — recentemente Ucrânia consegui obter os dados pessoais de 2.965 cidadãos de países africanos que assinaram contrato com as forças armadas russas.

Neste momento os «top 10» dos dez países africanos, que fornecem o maior número de mercenários é composto por: Quênia, Egito, Camarões, Gana, Nigéria, Uganda, Argélia, Mali, Sudão do Sul e República da África do Sul. Até agosto de 2025, a morte de pelo menos 316 mercenários africanos já havia sido confirmada. As perdas reais são bastante maiores.

O Ministério da Defesa da Ucrânia alerta os cidadãos estrangeiros contra o perigo das viagens à federação russa e aceitação do qualquer tipo de trabalho/emprego no território daquele estado agressor. Uma viagem à rússia é uma chance real de se transformar em um «homem-bomba» e, simplesmente apodrecer em solo ucraniano.

Francis, o homem-bomba aos serviço dos russos com o destino desconhecido...

Enquanto isso, na Índia, as famílias daqueles que foram enganadas com as promessas falsas e viajaram para a rússia para participar, de fato, na guerra neocolonial russa, entraramcom uma ação coletiva no Tribunal Supremo / Suprema Corte.

Vinte e seis famílias, cujos filhos e maridos foram para a rússia em busca de emprego, mas foram enganados e forçados a participar da guerra russa contra Ucrânia, uniram-se e, por meio do Tribunal, estão tentando obter respostas sobre o destino de seus entes queridos. As famílias estão tentando descobrir a situação atual dessas pessoas, ao mínimo saber se os seus familiares estão vivos ou mortos. As famílias não sabem nada sobre seus parentes, já que ligações telefônicas são proibidas aos indianos dentro do exército russo. Por esse motivo, as famílias exigem que o embaixador indiano na rússia forneça informações atualizadas sobre toda a situação.

Até hoje um total de 26 famílias aderiram ao processo, porém, segundo os advogados, eles tem o conhecimento de mais de 100 casos semelhantes. 

O problema aqui, está na total incompreensão dos indianos sobre o que estavam enfrentando diante do regime russo. Os recrutadores do Ministério da Defesa da rússia sabiam perfeitamente para onde estes indianos seriam enviados. Os mercenários indianos foram recrutados para que, após um treino curtíssimo, pudessem ser enviados às unidades de assalto, sem se importar se sobreviveriam ou não. Agora que desapareceram, seus comandantes russos lavam as mãos e não se importam com o destino dos estrangeiros. 

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