quarta-feira, abril 22, 2026

Os POW estrangeiros do exército russo, capturados pelas FAU

Desde o início da invasão e da guerra russa de grande escala contra Ucrânia, ocorrida em 24.02.2022, centenas de cidadãos estrangeiros de 47 países renderam-se ou foram capturados pelas FAU. 

Os mercenários estrangeiros são um elemento básico da propaganda russa. Os porta-vozes das forças armadas russas contam regularmente sobre «milhares de mercenários britânicos» que morrem «num só dia», os russos ouvem as conversas «em polaco/polonês» nas rádios e as «forças especiais francesas» estão em todos os edifícios civis a destruir mísseis russos nas cidades ucranianas.

POW do Brasil: Pedro Enrique Antunes Pantoja (1992)

É uma técnica russa chamada de «espelhamento» — atribuir as próprias ações, intenções e crimes ao inimigo. A rússia começou a recrutar estrangeiros em 2022, a par do recrutamento de reclusos nas prisões russas . Inicialmente, este plano era realizado pelo Grupo «Wagner», uma fachada civil da secreta militar russa GRU. Após a decisão russa de assassinar Prigozhin e Dmitry «Wagner» Utkin (a real liderança militar da EMP «Wagner»), o recrutamento de prisioneiros e de estrangeiros passou ao controlo total do Ministério da Defesa russo. 

POW da Nigéria Kehinde Oluvagbemileke, capturado pela unidade russa das FAU, a RDK 

Dentro da própria rússia, o principal alvo passaram a ser os migrantes operários não qualificados da Ásia Central, a quem ora prometido dinheiro e cidadania russa, ora é oferecida a «escolha» entre a prisão, a deportação ou de assinatura de um contrato militar.

Fora do espaço ex-soviético, os principais alvos de recrutadores russos passaram a ser as regiões mais pobres nos países do chamado Sul Global. A rússia recruta descaradamente pessoas destes países que a sua propaganda retrata como países-amigos. O recrutamento tem sido exponencial. Em 2022, o número de estrangeiros no exército russo chegava às dezenas. Em 2023, o número de estrangeiros que assinaram contratos foi de, pelo menos, 3.808 (apenas aqueles cujos dados pessoais são conhecidos pela Ucrânia). Em 2024, a Rússia conseguiu recrutar 8.265 pessoas e, em 2025, 13.997. De acordo com os dados disponíveis, o plano para 2026 é de 18.500 cidadãos estrangeiros.

POW da Uganda, Richard Akantoran:

Os primeiros prisioneiros de guerra estrangeiros começaram a chegar à Ucrânia já no outono de 2023. Eram nepaleses recrutados com promessas de obtenção da cidadania russa e dos salários elevadíssimos. Em 2026, quase todas as semanas, entre as dezenas de militares russos que se rendiam, dois ou três eram cidadãos de países terceiros, cuja geografia está em constante expansão.

Ao contrário da rússia, Ucrânia cumpre a Convenção de Genebra. Apesar de, de facto, serem mercenários estrangeiros, todos estão detidos na Ucrânia como prisioneiros de guerra e não são processados ​​como mercenários.

POW do Togo Kemechon Coffi Victor

Ucrânia não se opõe à sua participação em trocas dos POW, mas o lado russo está relutante em libertar até os seus próprios cidadãos – quanto mais estrangeiros. Os propagandistas russos não escrevem sobre eles, as TV´s não fazem as reportagens. Nenhum deputado da Duma Estatal russo gasta o seu esforço pelo seu regresso, tal como fazem pelos «Kadyrov boys». Para a rússia, estes estrangeiros é um mero material descartável, e não são pessoas pelas quais Moscovo ou seu MinDefesa sinta a mínima consideração ou a responsabilidade. 

O propagandista militar russo Mikhail Zvinchuk («Rybar»), pertencente ao circúito do propagandista-mor russo Vladimir Solovyov (o mesmo que recentemente insultou Giorgia Meloni) produziu uma peça informativa, contando que os cidadãos de países africanos recebem promessas de empregos bem remunerados na rússia. Quando chegam a Moscovo, os seus passaportes são confiscados, dias depois eles são informados de que não há vagas e os seus vistos foram cancelados.

Sem dinheiro para regressar à África, é-lhes oferecida uma «escolha» entre a deportação forçada com todas as suas dívidas ou a assinatura de um contrato com exército russo, cujo texto os africanos não comprendem, pois é feito em russo. 

Naturalmente, que no fim «Rybar» (conhecido pelas suas ligações diretas ao MinDefesa russo) faz uma conclusão simples: não existem estruturas russas oficiais que fazem o recrutamento em África; tudo é feito pelas agências turísticas nos capitais africanos, em Accra ou em Nairobi; as autoridades africanos fecham olhos à este tipo de atividade ilegal. 

Estamos perante uma situação bem característica ao neocolonialismo russo: em qualquer situação menos favorável, rússia simplesmente irá trair os seus mercenários africanos, declarando o seu desconhecimento total e lavando as mãos de toda essa situação. 

Aqueles africanos que morrerem na Ucrânia só poderão voltar à África caso os seus corpos serão descobertos pelas FAU, os que estão presos nos campos dos POW poderão regressar à casa somente no fim da guerra. Os russos não os querem trocar e Ucrânia não tem nenhum problema de os libertar, mas somente em troca dos POW e civis ucranianos, detidos nas masmorras russas. 

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