Na
sequência davisitaà Ucrânia da Svetlana Ageeva, a mãe do terrorista russo Victor Ageev, este fez
uma revelação importante: o capitão do GRUYevgeny
Erofeev, capturado na Ucrânia em maio de 2015, foi liquidado na Rússia, já após
a sua troca pela Nádia Savchenko.
“Você
ouviu o que aconteceu com [capitão] do GRU Erofeev, quando ele voltou? – começou
Ageev. – Ele foi simplesmente liquidado. Assassinado”. “Como você sabe?” – “Eu
sei com certeza. Todos falam sobre isso: lá e cá, deste lado. Todos sabem que isso
o que fizeram com ele. Porque falou demais”. – “Mas isso é propaganda, assim geralmente
intimidam na guerra”. “Não, – insistia o cabo de 23 anos. – Não iriam falar sem
uma razão. Tenho certeza. Embora já não tenho a certeza de nada... Quero apenas
que me tirem daqui”.
Pela
primeira vez a informação sobre liquidação do Erofeev apareceu na Internet em
maio de 2016,
a notícia dizia que Erofeev foi abatido na entrada da sua casa na cidade russa de Togliatti. Na altura o
serviço de imprensa regional do Ministério do Interior russo informou que nada
sabe sobre o assunto. Apenas uma única coisa é certa, desde a sua troca pela
Nádia Savchenko, capitão do GRU, cidadão russo Yevgeny Erofeev nunca mais foi
visto, nem vivo, nem morto...
Blogueiro:
o caso realmente pode ser tanto verídico, como a propaganda. Se realmente
FSB/GRU liquidou Erofeev, fizeram isso com o propósito claro de intimidar todos
os outros mercenários e terroristas russos que participam na guerra contra
Ucrânia: “morram em combate ou fiquem de bico calado se/quando forem capturados”. Se Erofeev realmente
não está morto, também será um revés ao GRU: “cantou e ficou vivo”. De qualquer
maneira, mais uma vez se revela como verídica a máxima: o terrorista russo
capturado na Ucrânia só fica seguro na cadeia ucraniana.
No
dia 25 de maio, após 709 dias no cativeiro russo, a piloto, voluntária e
deputada ucraniana, Nadiya Savchenko, voltou à Ucrânia, em troca por dois
membros das forças especiais russos, capturados em combate no leste do país em
2015.
Nadiya ao bordo do avião presidencial ucraniano
Últimos momentos no solo russo
Levada
até Kyiv pelo avião presidencial, Nadiya Savchenko falou ao público que a
esperava no aeroporto de “Boryspil”, de uma forma muito emocional. A deputada começou
por pedir as desculpas: “Quero pedir as desculpas aos pais cujos filhos não
voltaram da Operação Antiterrorista (OAT), enquanto eu estou viva. Quero pedir
desculpas à todas as mães cujos filhos estão em cativeiro, e eu estou livre. Eu
não posso ressuscitar os mortos, mas estou pronta novamente para sacrificar a
minha vida no campo de batalha, e eu vou fazer de tudo para garantir que cada
pessoa que se encontra em cativeiro, fique livre.
Centenas de jornalistas à espera da Nadia em Kyiv
Quero
agradecer à todos os que me desejaram o bem, porque graças à vocês eu
sobrevivi. Quero agradecer aqueles que me queriam o mal, porque apesar disto,
eu sobrevivi. Quero agradecer aqueles que eram indiferentes, porque não me
perturbavam. Obrigado à todos... Se as pessoas não falassem, os políticos
ficariam em silêncio para sempre, então obrigado à todos!”, – se dirigiu às
pessoas Nadia Savchenko. E depois acrescentou: “É muito rentável quando os
heróis estão mortos ... Mas estamos vivos... Os heróis estarão no Parlamento da
Ucrânia. Não me deixem se vender, não me deixem se estragar ... eu vou fazer
tudo para que vocês não fiquem desapontados comigo!” – prometeu Nadia Savchenko
no fim do seu discurso.
Aos
jornalistas que a cercavam de todos os lados, ela explicou que em dois anos na
sua cela solitária ficou desacostumada às sensações tácteis e pediu para não a
tocarem. Quando os jornalistas lhe ofereceram as flores ela as entregou à sua
mãe, dizendo: “Melhor oferecem as flores à minha mãe”.
A
operação da liberação da Nadia Savchenko foi preparada nos últimos meses e
semanas. Não houve o vazamento de informações sobre o caso, para que o processo
não se abortar, explicou aos jornalistas a vice-chefe do parlamento ucraniano,
Irina Herashenko, informa o serviço ucraniano da Deutsche Welle.
Como
informa o jornalista russo Pavel Kanygin,
apenas três canais televisivos russos, todos alinhados com o Kremlin, foram permitidos
de colher as imagens da chegada dos dois militares russos, libertados pela
Ucrânia em troca à Nadia Savchenko. Ao terminal especial do aeroporto Vnukovo
foram admitidos: “apenas Russia Today, 1º Canal e NTV. E mesmo assim – não foi
permitido fazer as perguntas, apenas capturar as imagens sem qualquer
invtervenções. Dos familiares (e em geral) ao encontro vieram apenas as esposas”.
O
blogueiro ucraniano Dennis Kazansky
aponta a discrepância importante no discurso russo. Se Yerofeev e Aleksandrov realmente
são “milicianos” da dita “lnr”, por que razão eles voaram para Moscovo? Dado
que federação russa não está em guerra e os dois alegadamente não são membros
do GRU, mas apenas e só “mineiros voluntários”. Porque razão são recebidos
apenas pelas esposas e não pela liderança da dita “lnr”?
Quer
os terroristas russos, quer Nadia Savchenko receberam o perdão presidencial dos
presidentes da Ucrânia, Petró Poroshenko e do seu homólogo russo. O que significa que estão livres
de qualquer perseguição judicial no âmbito dos respetivos casos no futuro, informa a TV ucraniana
UA
today.
Dado que nas últimas 48
horas apareceram diversas informações sobre a possível libertação da deputada e
piloto ucraniana Nadiya Savchenko, em cativeiro russo-terrorista desde verão de
2014, importa ouvir as fontes realmente próximas do caso. O seu advogadoIlya S. Novikove o presidente da Ucrânia, Petró Poroshenko.
No dia 19 de abril o presidente Poroshenko pela
primeira vez pessoalmente falou com Nadiya telefonicamente. [Para evitar as
possíveis provocações] a conversa foi mantida via telefone do Cônsul da Ucrânia [em Rostov-no-Don], que recebeu a permissão de levar o aparelho à cadeia do isolamento
operativo (SIZO). O presidente Poroshenko contou à Nadiya sobre os esforços
empreendidos para a sua libertação. Nos últimos meses todos falaram sobre a
possível troca da Nadiya pelos oficiais
do GRU Aleksandrov e Yerofeev, que foram ontem (18/04/2016) considerados
culpados das atividades terroristas no território da Ucrânia. Sem violar as leis
ucranianas, não é possível nem lhes conceder a perdão, nem os entregar à Rússia
até que a sua sentença transitará em julgado. Isso só pode acontecer no dia 18
de maio (na Ucrânia os condenados têm 30 dias para apelação, contra 10 dias na
federação russa). Caso apelação seja apresentada, tudo irá se prolongar por mais
algumas semanas.
Ontem (18/04/2016) discuti
possíveis variantes com os advogados dos membros do GRU. Ontem existia a
informação [dos advogados] que a decisão judicial será
recorrida e o pedido de clemência não é aceitável [por parte dos militares
russos]. Hoje (19/04/2016) foi recebida a informação do que Yerofeev não
tenciona recorrer. Considero isso como um sinal positivo, possivelmente o
procedimento de preparação da troca já foi iniciado e já começou a funcionar e
da Rússia foi recebido um sinal confirmativo. Espero que Aleksandrov também
alinhará nessa decisão. Está nos interesses de todos os participantes.
Após a conversa com o presidente
Poroshenko, mas também com a mãe e a irmã, que estiveram presentes, Nadiya
Savchenko concordou em parar com a greve de fome. Senão, pareceria que ela estaria
à forçar Ucrânia libertar os terroristas sem a confirmação oficial da sua sentença
definitiva. A decisão privaria Ucrânia, no futuro, do leque diverso das opções jurídicas
resultantes dessa decisão e criaria uma situação de desigualdade na troca. No futuro
isso poderia invalidar a libertação do [Oleg] Sentsov, Soloshenko e outros
ucranianos (ler mais sobre os prisioneiros
políticos ucranianos nas cadeias russas). Em resultado, Nadiya concordou em parar a greve de fome e iniciar o procedimento complexo da saída desta situação
física.
A equipa que luta pela Nadiya Savchenko
São exactamente estas notícias que nos esperávamos
nas últimas duas semanas, e senão até nos últimos dois anos. Principalmente
estas foram esperadas pela Maria Ivanivna Savchenko [a mãe da Nadiya].
Por sua vez, o presidente
Petró Poroshenko contou que na conversa com Nadiya Savchenko transmitiu lhe as
palavras de apoio e admiração: “Nadiya se tornou o símbolo da Ucrânia”. Petró Poroshenko
também lhe contou o teor da sua conversa com presidente russo sobre a
possibilidade da sua libertação e juntamente com a mãe e irmã, pediu para parar
a greve de fome. O presidente agradeceu a decisão da Nadiya em concordar (fonte).
Além disso, o
presidente ucraniano unforma que o Ministério da Justiça e MNE da Ucrânia
receberam a ordem para trabalhar os mecanismos do mais rápido regresso da
Nadiya Savchenko para casa. Petro
Poroshenkó está pronto à enviar o avião presidencial para levar Nadiya à
Ucrânia. Como o presidente disse numa outra
ocasião: “Farei tudo para o regresso da Nadiya Savchenko à Ucrânia”.
À não esquecer outros POW ucranianos nas cadeias russas, o mais conhecido dos quais é o realizador Oleg
Sentsov (no vídeo em baixo a mãe do anarquista Olexandr Kolchenko conta sobre a importância de correspondência com os prisioneiros ucranianos: "as cartas é uma linha que os une"):
O tribunal ucraniano condenou
dois elementos do GRU russo, capturados em combate com as armas nas mãos na
Ucrânia em maio de 2015 aos 14 anos de prisão efetiva cada, acusados de
diversos crimes, incluindo o do terrorismo (ler mais aqui,
aqui,
aqui).
https://www.youtube.com/watch?v=L3khPZucwTQ
A dupla, foi capturada
em combate aos 16 de maio de 2015, ambos são militares do exército regular da
federação russa: o batedor sénior, o sargento contratado Aleksandr A. Aleksandrov
(7.01.1987, nom de guerre “Alex”) e líder do grupo, o capitão Evgeniy V. Yerofeev.
Na altura da sua captura, os dois estavam armados com as pistolas automáticas, usadas,
quase exclusivamente, pelas forças especiais russas: VSS Vintorez e AS Val (na
foto em baixo, em cima e em baixo, respetivamente), ambas com o silenciador
integrado.
Inicialmente, ambos
confessaram pertencerem ao exército regular da federação russa, mais tarde,
mudaram os seus depoimentos, alegando saírem do exército russo nas vésperas
(prática habitual nas unidades especiais russas) e que alegadamente eram “voluntários”
ao serviço das organizações terroristas à operar no leste da Ucrânia. Embora sabe-se
que Aleksandrov chorou quando o jornalista russo Pavel Kanygin lhe mostrou a
gravação de uma declaração da sua esposa que confirmava a versão oficial,
dizendo que o marido tinha deixado as forças armadas russas (fonte).
O tribunal ucraniano
deu como comprovadas as acusações contra Yerofeyev e Aleksandrov, em participar
numa guerra agressiva contra Ucrânia sob conspiração prévia, auxílio à uma
organização terrorista sob conspiração prévia, cometimento dos atos terroristas
sob conspiração prévia, uso de armas no intuito de provocar o conflito armado, sob
conspiração prévia. O tribunal também não viu os atenuantes do caso, pois ambos
não se mostraram arrependidos, nem aceitaram a sua culpa, embora no início Aleksandrov
mostrou a abertura em confessar o seu envolvimento nos crimes, recebendo em
troca a redução significativa da sua pena.
Acusação ucraniana pediu
para Yerofeyev e Aleksandrov 15 anos de prisão, insistindo que ambos os terroristas
russos devem cumprir a sua pena na íntegra na Ucrânia.
RIP Vadym Pugachov
Durante o combate e a
sua captura, os dois terroristas mataram um militar ucraniano, Vadym Puhachov (na foto em cima) e
feriram um operativo do SBU. A triste ironia suprema, neste caso reside no
facto do que o militar caído, ele próprio, é de origem étnica russa, que
supostamente deveria ser “libertado” pelos terroristas russos, infiltrados pela
Rússia (fonte).
A possível troca de
prisioneiros
O presidente ucraniano,
Petró Poroshenko informou o publico da sua proposta à contraparte russa em
trocar os dos membros das forças especiais russas pela militar e deputada Nadiya
Savchenko, condenada à 22 anos na Rússia pelo alegado auxílio na morte dos dois
jornalistas russos, que penetraram na Ucrânia ilegalmente e misturados com um
bando terrorista morreram atingidos pelo fogo anónimo de morteiros.
De momento, Nadiya
Savchenko, está em greve de fome, embora aceitava receber o soro, principalmente
até o dia da condenação dos terroristas russos, ora confirmada oficialmente. O
advogado da militar ucraniana, Ilya Novikov, informou a imprensa que irá se
reunir com os advogados dos militares russos para discutir a possibilidade
desta troca (fonte). Também na última hora surgiu a informação do que a situação da Nadiya Savchenko e os militares russos foi discutida pelos presidentes da Ucrânia e da Rússia. O presidente Petró Poroshenko informou que exortou Putin libertar imediatamente Nadiya Savchenko e pediu que ela seja vista pelos médicos ucranianos e alemães. Na conversa foi acordado o acesso imediato à cidadã ucraniana pelo cônsul da Ucrânia em Rostov-no-Don, algo que a contraparte russa tinha negado nas últimas semanas.
Blogueiro: nos dois
casos que não são semelhantes em nada, é inegável apenas uma única coisa, a
facilidade com que os militares russos entregam todos os seus dados pessoais, uma
vez interrogados, confirmando e confessando todos os crimes e a coragem de aço,
mostrando nas mesmas interrogações, conduzidas primeiro pelos separatistas e
depois pelo FSB, pela ucraniana Nadiya Savchenko.
Bónus
O fuhrer da organização
terrorista “dnr”, Aleksandr Zakharchenko, está plantando uma árvore, na
companhia dos diversos guarda-costas e jovens continuadores, vestidos à soviética. Como
disse nas redes sociais o embaixador da Ucrânia na Finlândia, Andriy Oliferov: «Nos
territórios ocupados de Donbas tudo foi virado de cabeça para baixo, mesmo a plantação
das árvores» (fonte).
Recentemente, na base
do Centro Internacional de Paz e Segurança da Academia da Infantaria da Ucrânia
“Hetman Sahaydachny”, começaram os treinos
práticos dos pára-quedistas ucranianos com experiência de combate na Operação
Antiterrorista (OAT).
No decorrer dos
exercícios os pára-quedistas treinam as ações de defesa e ataque dos edifícios
habitacionais, a sua limpeza e a libertação dos reféns. Outros exercícios
consistem em defesa das suas posições, decorrendo em condições que se aproximam
às do combate real. Nestes casos, nos exercícios de tiro os militares
ucranianos usam as munições de fogo real.
O programa tem a
duração de dois meses e é ministrada pelos instrutores dos EUA e do Canadá. Nestes
exercícios está sendo usado o sistema de imitação de ações táticas MILES,
são testados os conhecimentos dos paras na administração dos primeiros socorros
nas situações de combate.
No dia 6 de abril de
2016 Nadiya Savchenko começou a greve de fome seca. Visitem a nova página
dedicada à vida da Nadiya, não esquecem o seu sacrifício pela Ucrânia!
No
dia 22 de março de 2016 o tribunal russo condenou à 22 anos de prisão e multa
de 30.000 rublos (433 USD) a piloto e deputada ucraniana Nadiya Savchenko,
capturada pelos terroristas na Ucrânia, raptada pelas forças russas e levada
ilegalmente à Rússia.
A
própria Nadiya já disse que não pretende recorrer da sentença e que nos
próximos dez dias continuará a greve de fome com uso de água, após este período
passará à greve de fome seca. A oficial ucraniana também declarou previamente
que: “o uso de qualquer força física contra mim [por exemplo, a alimentação
forçada] irei considerar como tortura e [irei] resistir. Tudo indica que Nadiya
Savchenko está firme na sua decisão de “regressar à Ucrânia viva ou morta” (Ação
global free Savchenko).
O melhor monumento da amizade fraternal russa - ucraniana...
Na
sua declaração oficial sobre a decisão do poder russo, o presidente ucraniano
Petró Poroshenko foi claro:
No
dito processo contra Nadiya Savchenko o mundo não viu nada que se assemelha,
sequer remotamente, à um processo judicial. Foi o processo infame que o país
agressor organizou contra a Oficial ucraniana, com a letra maiúscula, que, tal
como é devido, defendia a sua terra dos ataques inimigos. Ucrânia nunca, mais
uma vez enfatizo, nunca! – reconhecerá nem este julgamento, nem essa, assim
chamada sentença, que pela sua absurdidade e crueldade demonstra o retorno da
justiça russa à época de Stalin - Vyshinsky.
Contra
todos os envolvidos na perseguição da Nadiya Savchenko, Oleg Syentsov e outros
cidadãos da Ucrânia, patriotas ucranianos refém, vítimas de torturas ilegais em
território russo devem ser impostas as sanções pessoais – quer ucranianas, quer
internacionais [...]
Durante
as reuniões ao mais alto nível [...] levantei repetidamente a questão da libertação
da Nadiya e de outros reféns ucranianos e foi apoiado por outros membros destes
encontros. O presidente Putin, afirmou na altura que após, assim chamada,
decisão judicial devolverá Nadiya Savchenko à Ucrânia.
Agora
é o tempo de cumprir essa promessa.
Eu,
por sua vez, estou pronto entregar à Rússia dois militares russos detidos no nosso
território pela sua participação na agressão armada contra Ucrânia. O
julgamento dos seus casos está na fase final. Imediatamente após a sua conclusão,
estou pronto, através dos procedimentos adequados, garantir a sua ida à Rússia.
Essa abordagem está de acordo com o 6º ponto dos acordos Minsk – a troca de
todos por todos. Isto deve ser feito imediatamente.
Nadiya (encarcerada) olha para a irmã Vira
Hoje
toda Ucrânia está ao lado da Nadiya, ao lado da sua mãe Maria Ivanivna e a sua
irmã Vira. Acredito que os nossos esforços conjuntos serão coroados de sucesso.
E a herói da Ucrânia, a deputada [do parlamento] da Ucrânia, oficial das Forças
Armadas da Ucrânia voltará até nós, até a casa onde todos nós estamos esperando
por ela.
Num
outro momento Nadiya começa à cantar: “ardia o pneu, o pneu ardia, estava lá a nossa
companhia... Ohm juízes, meus juízes, vocês me julgavam demoradamente, não vão
julgar mais, vocês próprios entrarão nas cadeias”. Assim cantava Nadiya
Savchenko durante a leitura da “sentença” no “tribunal” russo. A multidão
ucraniana na sala apoiou Nadiya e cantou o hino da Ucrânia, o tribunal anunciou
o intervalo...
A
Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Género e o Empoderamento das
Mulheres (ONU Mulheres), em conjunto com a ONG ucranianaFundação das Mulheres
Ucranianase as FAU, organizaram a exposição fotográfica “Mulheres nas
Forças Armadas da Ucrânia”, cuja versão digital apresentamos aos nossos
leitores.
Cada
imagem apresenta o texto trilíngue em ucraniano, inglês e português, onde em
forma resumida se fala sobre cada uma das lindas ucranianas que aparecem nas
fotografias (fonte1;
fonte2).
John
Kerry: A detenção prolongada de Nadiya Savchenko
Comunicado
de imprensa
John
Kerry
Secretário
de Estado
Washington
DC
7
de março de 2016
Estou
profundamente preocupado com a saúde e bem-estar de piloto ucraniana e deputada
da Rada (Parlamento da Ucrânia) Nadiya Savchenko, que desde sexta-feira se
recusou a comida e água para protestar contra a sua detenção continuada pela
Federação Russa.
Nos
20 meses, desde que ela foi capturada no leste da Ucrânia e levados para a
Rússia, Sra. Savchenko já teria sofrido interrogatórios, prisão solitária e uma
“avaliação psiquiátrica” forçada. O seu julgamento e prisão continuam à demonstrar
o desrespeito pelas normas internacionais, bem como dos compromissos assumidos pela
Rússia no âmbito dos acordos de Minsk.
Os
Estados Unidos, mais uma vez exortam a Rússia a libertar imediatamente Sra.
Savchenko e devolvê-la à Ucrânia (fonte).
Pelo menos 5 guardas prisionais russos à vigiar a oficial ucraniana colocada numa jaula no tribunal russo
No
entanto, o tribunal russo remarcou para os dias 21 e 22 de março a leitura
final da sentença contra Nadiya. O advogado da militar ucraniana, Mark Feygin, escreveu no seu Twitter: Nós precisamos novamente da sua ajuda! Peço-vos para participarem na ação
internacional #FreeSavchenko em 21 e 22 de março, nos dois dias de [pronunciamento]
de sentença à Nadiya!
Blogueiro: embora acreditamos muito pouco na eficácia
das petições, solicitamos aos amigos da Ucrânia assinar uma, endereçada aos
líderes da Europa: Free
Savchenko: open letter to european leaders