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| Imagem: hromadske.ua |
Desde os primeiros dias da invasão russa de grande escala sabia-se que a rússia estava a tentar começar a recrutar os sírios. A Direcção Principal de Informações do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR MOU) informou sobre a criação de 14 centros de recrutamento de mercenários no território sírio controlado por Bashar al-Assad a 13 de Março de 2022.
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| A lista completa do projeto «Quero Viver» |
Em abril de 2022, no meio do fracasso da tentativa de «tomar» Ucrânia em três dias, ministro da Defesa russo, o «marechal de papelão» Shoigu informou publicamente putin sobre cerca de 16 mil «voluntários» do Médio Oriente, sobretudo da Síria, prontos para combater na Ucrânia. Assad deveria enviar as suas tropas para salvar o «segundo exército do mundo» da desgraça, mas nunca foi possível reunir qualquer força organizada de sírios.
O recrutamento foi realizado por militares russos, representantes da EMP Wagner, bem como por autoridades sírias leais ao regime de Bashar al-Assad. Foi dada prioridade à 25ª Divisão (Forças Tigre), uma das unidades leais a Assad, bem como à 16ª Brigada do exército sírio.
Os recrutadores russos tentaram motivar os sírios com dinheiro - na Síria, a sangrar, sendo destruída por Assad e pelos russos, a soma de 350 dólares americanos por assinatura do contrato era uma quantia significativa. A rússia tentou também explorar a motivação ideológica: supostamente, os sírios deveriam estar gratos pelo facto de a rússia ter salvo o regime de Assad, devendo «pagar a dívida», participando na guerra contra Ucrânia. Contudo, a ideologia russa, não foi apelativa aos sírios de tudo.
No final de março de 2023, tornou-se claro que Assad estava a falhar no seu plano de recrutar mercenários. Vendo as perdas que o exército russo estava a sofrer, os sírios recusaram-se de irem em massa para Ucrânia, pelo que os russos conseguiram reunir apenas algumas centenas de mercenários.
Conhecemos os nomes de 101 mercenários do regime de Bashar al-Assad que combateram na Ucrânia. A maioria deles foi recrutada na província de Hama. Não sabemos ao certo se conseguiram sobreviver às táticas russas de «moedores de carne» ou não.
No final de 2024, a oposição síria, aproveitando a ofensiva na província de Idlib, conseguiu derrotar as forças desmoralizadas de Assad. A rússia, atolada na Ucrânia, abandonou o seu aliado, e Assad fugiu da Síria. Atualmente, está escondido algures em Moscou/vo, mas não tem vontade de participar na guerra contra Ucrânia, tal como prometia aos seus curadores russos.
Recorde-se que o Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Realações Exteriores da Ucrânia solicita aos estrangeiros que evitem se juntar às fileiras do exército de ocupação russo por todos os meios possíveis e, se forem enviados para front / frente de combate, que contactem o projeto “Quero Viver”. Não importa que «montanhas de ouro» os recrutadores vós prometeram, geralmente o contrato com os russos acaba em morte num dos muitos ataques inúteis, algures nos estepes da Ucrânia. Apenas os mais sortudos conseguem sobreviver e acabam em cativeiro na Ucrânia.
Salve a sua vida e renda-se às FAU: t.me/spasisebyabot
Chamadas para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)
Escreva ao Telegram ou ao WhatsApp:
- +38 095 688 68 88
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Por sua vez, a Direcção Principal de Informações do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR MOU) publicou a sua própria lista dos mercenários sírios que a rússia recrutou para a guerra contra Ucrânia. Na lista da GUR MOU, recebida à partir das suas fontes na Síria (por isso a lista está em árabe), aparecem os 141 nomes.
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| Consultar a lista completa da GUR MOU |



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