quarta-feira, janeiro 31, 2024

O novo ataque ucraniano bem-sucedido na Crimeia ocupada

Como resultado de um ataque com mísseis ao campo de aviação de Balbek nos arredores de Sebastopol, foram destruídos dois Su-27 e um Su-30, vários ocupantes russos foram mortos e feridos, dados à confirmar.

TG canal russo, dados à confirmar

Na vila de Gvardeyskoe o míssil ucraniano atingiu a base das forças especiais do GRU russo. Fragmentos dos ocupantes russos são recolhidos por toda a aldeia, os dados divulgados pelos TG canais russos apontam 9 mortos e 7 feridos. 

Bónus 1 & 2

Uma imagem de um Su-24 ucraniano armado com um míssil de cruzeiro francês SCALP-EG apareceu online. A inscrição no míssil: «De Paris avec amour, rachysty, allez en enfer».

O lançamento do míssil anti-radar americano AGM-88 HARM pelo caça ucraniano MiG-29.


«Não sou eu que bato - o salgueiro bate!»

Uma nova troca dos POW: 207 ucranianos livres

207 militares ucranianos regressaram hoje à Ucrânia livre, libertos do cativeiro russo. Entre eles militares das Forças Armadas da Ucrânia (95), da Guarda Nacional (56), da Guarda-fronteira (26), Defesa Territorial (29) e da Polícia Nacional (1) - soldados, sargentos e oficiais. 






A rússia não libertou nenhum único militar da OZSP «Azov» e não apresentou nenhuma evidência de alegada existência dos POW ucranianos no cargueiro IL-76 russo, abatido no dia 24 de Janeiro, nas circunstâncias ainda desconhecidas, nos arredores da cidade de Belgorod, na BNR. 

Bónus 

Segundo a publicação americana «Politico», ainda hoje Ucrânia receberá as munições GLSDB, uma arma de alta precisão que junta uma bomba aérea e um motor de míssil. A munição possui o alcance declarado de 150 km, o que obrigará a logística russa recuar bastante ao território russo, para tentar garantir a maior segurança das suas bases. 


GLSDB são projéteis de pequeno porte e alta precisão, na verdade uma bomba de cruzeiro. Foi criado pela Boeing em conjunto com a empresa SAAB e está em desenvolvimento desde 2019. O GLSDB combina a bomba aérea de pequeno diâmetro GBU-39 com o motor de míssil/foguete M26. Pode atingir alvos a uma distância de 150 km. O GLSDB pode ser disparado de lançadores de mísseis como os sistemas HIMARS e M270 ao serviço da Ucrânia. 

No entanto, nessa mesma noite de 30 à 31 de Janeiro os drones desconhecidos atingiram, novamente a cidade de São Petersburgo, que dista da Ucrânia à uma distância de cerca de 900 km. Os drones voaram sem problemas quase até ao centro de São Petersburgo e atingiram a fábrica «Nevsky Mazut». Com o impacto, houve incêndio na fábrica e registro de destruição.




quinta-feira, janeiro 25, 2024

O terrorista russo Igor Girkin é condenado na rússia por extremismo

O tribunal russo anunciou a sentença ao terrorista russo Igor «Strelkov» Girkin — 4 anos de prisão em regime geral, proibição de uso da Internet por três anos e o seu laptop confiscado em benefício do Estado, por «exortação ao extremismo». Em vez de ficar na prisão confortável em Haia, o homem que em 2014 iniciou a gerra híbrida contra Ucrânia terá de cumprir a pena nas condições pouco recomendáveis da sua terra natal. 

O regime russo mais uma vez mostrou que não permite nenhum tipo de dissidência e qualquer cidadão pode, unicamente, como se brincava na URSS «vacilar segundo a linha mestre do partido». O homem que iniciou e comandou os primeiro ataques militares contra Ucrânia, em abril de 2014, o homem que chegou ao posto de «ministro da defesa da dnr», nos últimos anos permitia, à si mesmo, a crítica aguda ao ministro da defesa russo, à quem chamava, constantemente, de «marechal de cartolina», assim, como ao próprio putin, algo que o regime russo não podia lhe perdoar. Mesmo assim, a insubordinação do Girkin durou vários anos, tornando-se bastante aguda desde início da guerra de larga escala. O terrorista russo acusava habitualmente, a liderança político-militar russa de «meias-mediadas» e de vontade de assinar algum tipo de entendimento com Ucrânia. Na sua visão, defendida nas redes sociais, o estado russo tinha obrigação de eliminar, na totalidade, Ucrânia como estado, em relação aos ucranianos o plano também era claro: morte de todos que resistissem, expulsão em massa dos que não aceitassem a dominação russa, assimilação e russificação brutal e forçada da restante população ucraniana. 

Hoje também foi anunciado o veredicto da Daria Trepova (26), a menina russa responsável efetiva pela liquidação do propagandista russo Maksim Fomin, conhecido publicamente como «Vladlen Tatarsky». 

O tribunal de São Petersburgo condenou Trepova à 27 anos de prisão no caso da morte do propagandista russo, ocorrido num café em São Petersburgo em 2 de abril de 2023. Daria Trepova foi detida no dia seguinte à explosão e estava em prisão preventiva desde então. Pouco antes da explosão, ela entregou ao Tatarsky uma estatueta na qual, segundo a investigação, estava montado um artefato explosivo. 

Cidadão ucraniano, Fomin desde 2014 aderiu aos movimento terrorista «dnr», natoabilizou-se como um propagandista radical, que exortava ao extermínio de ucranianos com base da sua etnicidade. O conselheiro do chefe do Gabinete da Presidência da Ucrânia, Mykhailo Podolyak, classificou o abate de Tatarsky como uma luta política interna na Rússia, informa o serviço ucraniano da Rádio Liberdade.

quarta-feira, janeiro 24, 2024

A Miss Japão 2024 é ucraniana Karolina Shino

A vencedora do concurso Miss Japão 2024 foi eleita a ucraniana Karolina Shino, nascida na Ucrânia e natural da cidade de Ternopil. 

Ela se tornou a primeira vencedora da competição nascida fora do Japão. Karolina nasceu em Ternopil em 1998 em uma família ucraniana comum. Sua mãe se casou com um japonês e eles se mudaram para Nagoya quando ela tinha apenas cinco anos. Karolina se inscreveu no concurso Miss Japão depois de se tornar cidadã do país em 2022. Segundo ela, fez isso para “criar uma sociedade em que as pessoas não fossem julgadas pela aparência”. 

É de recordar que um dos maiores sumoistas do Japão, foi Koki Naya, yokozuna do 48º grau, a maior distinção em luta profissional de sumo no país. Koki Naya “Taiho” nasceu como Ivan Boryshko em 29 de Maio de 1940, no Sul de ilha de Sakhalina (extremo oriente da URSS). A sua mãe é japonesa Kie Naya e o seu pai é ucraniano étnico, Markian Boryshko.

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terça-feira, janeiro 23, 2024

O novo crime de guerra russo em Kyiv e Kharkiv

De manhã cedo, os mísseis russos atacaram as cidades ucranianas de Kyiv, Kharkiv, Pavlohrad, Sumy e Dnipro. O ataque resultou em 19 vítimas mortais e mais de 120 pessoas ficaram feridas — informou o Procurador-Geral da Ucrânia Dr. Andriy Kostin. 



Os restos do míssil russo na cidade de Kyiv

No ataque a rússia usou mísseis guiados, de cruzeiro, balísticos, de aviação e antiaéreos — um total de 41, em resultado 21 mísseis foram abatidos. O maior número de pessoas morreu na região de Kharkiv — 15 pessoas, na região de Kherson — 3 mortos, na região de Dnipropetrovsk — uma pessoa.

Os vídeos mostram uma menina de 8 anos, um homem e uma mulher idosa, todos civis, atingidos pelos mísseis russos em Kherkiv e retirados dos escombros pelo Serviço das Emergências da Ucrânia.


Enquanto isso, a propaganda russa, plenamente consciente de que as suas forças atacaram bairros residenciais e mataram civis, diz que em Kharkiv «foram destruídos locais das Forças Armadas da Ucrânia disfarçados de edifícios residenciais».





A propaganda russa afirma que os prédios e casas civis eram «locais das FAU disfarçados»

As perdas russas e ucranianas na batalha de Avdiivka

A vila de Avdiivka nos arredores de Donetsk se tornou o Verdun russo. Desde o início da ofensiva russa o seu exército já perdeu nessa única localidade mais militares do que a União Soviética em toda a guerra no Afeganistão. 

Segundo a página OSINT Oryx, houve perdas documentadas de equipamentos de ambos os lados desde o início da ofensiva russa em Avdiivka: 

Perdas russas em Avdiivka, dados com sinal (+) representam as perdas da última semana

Perdas ucranianas

  • rússia: 531 unidades
  • Ucrânia: 43 unidades 

A proporção assimétrica indica a incapacidade do exército russo de conduzir operações, tendo uma vantagem colossal de armamento e homens. Oryx é um site holandês de pesquisa visual de guerra. Há uma confirmação de foto/vídeo para cada perda documentada. 

No total, desde 24.02.2022 rússia perdeu 14.015 equipamentos, dos quais: destruídos: 9.797, danificados: 638, abandonados: 651, capturados: 2.929

domingo, janeiro 21, 2024

Os novos drones ucranianos e a sua eficácia na guerra assimétrica

Ucrânia apresentou o seu novo drone kamikaze com motor à jato. Nas fotos publicadas é possível observar um veículo aéreo não tripulado desenvolvido segundo o esquema aerodinâmico “Pato”, com asa frontal horizontal. 

O drone kamikaze possui uma asa reta com asas finais do tipo «Hörner», que fornecem força de elevação adicional e ajudam a se livrar do «rolo holandês» devido à fraca estabilidade do curso. 


Fotos: Max Glushak

Bónus 

Na República Popular de Bryansk, a base petrolífera de Klinti está em chamas após um ataque de drones desconhecidos. Pela segunda noite consecutiva (18-19 de janeiro), o depósito de petróleo em chamas aquece a população local, escreve @kazansky2017

 

O terminal petrolífero de Ust-Luga na região de Leningrado foi atingido, no dia 20 de janeiro, pelos drones desconhecidos. Testemunhas relatam duas explosões. A evacuação das populações vizinhas está em andamento. Para entender, a localidade de Ust-Luga se situa à cerca de 900 km da Ucrânia.



quinta-feira, janeiro 18, 2024

Discurso genocidário das cabecilhas do regime russo

Vice-secretário do Conselho de Segurança da federação russa, Dmitri Medvedev, numa das suas postagens nas redes sociais afirmou que a rússia sempre estará em guerra com Ucrânia, enquanto a nação ucraniana existir como um país independente e soberano. 
O texto programático do Medvedev

Apesar da escandalosa reputação pessoal de Medvedev, não se deve subestimar as suas palavras, porque ele apenas divulga publicamente aquilo que é a posição dissimulada de mais alta liderança da federação russa. Juntamente com a recente declaração de putin sobre a «inadmissibilidade da devolução das conquistas territoriais», a declaração de Medvedev sobre a guerra até a máxima destruição da Ucrânia revela a própria essência da agressão russa. 

Os apelos neofascistas do regime de Putin à conquista e destruição da Ucrânia não diferem em nada das ações do Hitler em relação à Polónia, Checoslováquia, França, etc. Nenhum compromisso duradouro jamais será possível com o atual regime russo, personificado pelo presidente Putin. Nenhuma negociação e acordo mudarão nada. A atual guerra da agressão russa só terminará com o colapso total do ruscismo e do putinismo. 

O discurso neocolonial e neofascista do Medvedev, aponta a própria existência do estado ucraniano como a ameaça aos ucranianos. Argumentando que entre a vida subjugada na rússia e a morte pela independência os ucranianos deveriam escolher a vida em cativeiro. Na realidade a única ameaça mortal dos ucranianos é a possível perca da soberania de um Estado capaz de organizar o povo para a autodefesa contra o genocídio russo. Anunciado, abertamente e publicamente, nas redes sociais pelo Medvedev.

quarta-feira, janeiro 17, 2024

Putin, o rosto do fascismo de hoje

Hoje existe um fascismo que na Europa tem a cara do regime de putin. Um sistema de ideias, mesmo antes de uma ditadura, que durante anos atraiu as simpatias daquela extrema direita que de todas as latitudes olha para Moscovo como o seu próprio capital moral.

Ler o original por Andrea Romano

A necessidade imperativa de atingir os alvos militares nos territórios russos

A imagem meramente ilustrativa

A atual guerra russo-ucraniana é uma guerra de grande escala: nela são usados todos os recursos possíveis e é travada com todo o tipo dos armamentos disponíveis aos adversários, excepto o poder nuclear. 

O confronto da rússia com Ocidente está a aprofundar-se constantemente. Moscovo/u patrocina forças abertamente hostis ao Ocidente, apoia o Hamas e os Houthis e transfere a sua tecnologia militar para o Irão e a Coreia do Norte. 

Realizando o seu direito à autodefesa, Ucrânia contrataca os alvos no território do inimigo. Isso é justo e é uma tática justificada do ponto de vista militar em relação as forças do agressor. Continuando comprometida com seus acordos com aliados, Ucrânia não utiliza as armas ocidentais para conduzir operações militares no território da federação russa. Embora, quando Ocidente, à todo o custo, tenta evitar a escalada, a rússia simplesmente prepara-se para ataques directos contra os aliados ocidentais da Ucrânia. 

Estando numa profunda crise económica, a rússia tenta e tentará mais usar os países de BRICS para obter o apoio financeiro e até militar. Usando, como moeda de troca, os seus recursos minerais (diamantes, gás, petróleo) e a tecnologia militar, transferida aos estados-pária. Mas o que fará a rússia quando os seus recursos acabarem? Para contornar a possibilidade do retorno à década de 1990, o estado russo, aparentemente, escolheu a opção verdadeiramente distópica de levar o país aos padrões culturais e sociais de séculos XVI-XVIII. Transformando rússia numa teocracia antiliberal e anti-ocidental, fechada sobre si própria, uma espécie de mistura entre a China atual e o Taliban ortodoxo, tudo isso em pleno século XXI. 

A proibição da utilização de armas ocidentais para ataques ao território da federação russa impõe sérias restrições à Ucrânia e reduz a eficácia das operações das suas Forças de Defesa. A remoção destas restrições contribuiria para a vitória mais rápida da Ucrânia e para o fim da guerra.