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sábado, maio 17, 2025

Ucrânia revela os nomes dos mercenários brasileiros

O projeto ucraniano «Quero Viver» publica a lista dos mercenários brasileiros, que a rússia estava ou está à utilizar na sua guerra contra Ucrânia. Assim, como divulgará, em breve, o depoimento de um brasileiro capturado, Pedro Henrique Antunes Pantoja (1992). 

Graças aos seus contactos no exército russo o projeto ucraniano “Quero Viver” obteve a lista dos mercenários com passaportes brasileiros que combatem na 144ª Divisão de Fuzileiros Motorizados do exército russo. Naturalmente, a lista apresentada está longe de estar completa – há brasileiros nas outras unidades russas. Esta é apenas uma pequena parcela dos cidadãos do Brasil que lutam ao lado dos ocupantes russos. Os seus nomes são apresentados na lista segundo a grafia russa, tal, como estes foram transliterados pelos centros russos de recrutamento. 

Consultar a lista no TG do projeto «Quero Viver»

O esquema de recrutamento dos brasileiros, bem como outros latino-americanos, é tradicional: são atraídos para a federação russa com a oferta de emprego e já no local são persuadidos a assinar um contrato, coagidos ou tentados pelo dinheiro. Geralmente, os brasileiros juntam-se ao exército russo via conhecido “Ponto Único de Recrutamento” na rua Iablochkova, em Moscou/vo. Depois de serem enviados ao front / frente de batalha, têm poucas hipóteses de sobrevivência, uma vez que os russos não poupam especialmente os mercenários “não russos”. Apenas alguns tiveram a sorte de serem capturados. Uma entrevista a um destes brasileiros sortudos, Pedro Henrique Antunes Pantoja, será divulgada, em breve, no canal YouTube do projeto: 

Apelamos às autoridades brasileiras para que prestem atenção a este problema. Se você for convidado à se juntar ao exército russo, isso significa que, literalmente será enviado ao matadouro. Irá morrer numa guerra que não é a sua, e será imediatamente esquecido algures nos estepes da Ucrânia, se transformando no adubo das famosas terras negras ucranianas. 

Recorde-se que o Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores da Ucrânia pede aos estrangeiros que evitem se juntar às fileiras do exército de ocupação russo por todos os meios possíveis e, se forem enviados para front / frente de combate, que contactem o projeto “Quero Viver”. Não importa que “montanhas de ouro” os recrutadores russos vós prometeram, tudo geralmente termina em morte num dos muitos ataques russos de «trituradora de carne». 

Salve a sua vida e se renda às FAU: t.me/spasisebyabot

Chamadas para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

Escreva ao Telegram ou ao WhatsApp:

  • +38 095 688 68 88
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quarta-feira, janeiro 17, 2024

A necessidade imperativa de atingir os alvos militares nos territórios russos

A imagem meramente ilustrativa

A atual guerra russo-ucraniana é uma guerra de grande escala: nela são usados todos os recursos possíveis e é travada com todo o tipo dos armamentos disponíveis aos adversários, excepto o poder nuclear. 

O confronto da rússia com Ocidente está a aprofundar-se constantemente. Moscovo/u patrocina forças abertamente hostis ao Ocidente, apoia o Hamas e os Houthis e transfere a sua tecnologia militar para o Irão e a Coreia do Norte. 

Realizando o seu direito à autodefesa, Ucrânia contrataca os alvos no território do inimigo. Isso é justo e é uma tática justificada do ponto de vista militar em relação as forças do agressor. Continuando comprometida com seus acordos com aliados, Ucrânia não utiliza as armas ocidentais para conduzir operações militares no território da federação russa. Embora, quando Ocidente, à todo o custo, tenta evitar a escalada, a rússia simplesmente prepara-se para ataques directos contra os aliados ocidentais da Ucrânia. 

Estando numa profunda crise económica, a rússia tenta e tentará mais usar os países de BRICS para obter o apoio financeiro e até militar. Usando, como moeda de troca, os seus recursos minerais (diamantes, gás, petróleo) e a tecnologia militar, transferida aos estados-pária. Mas o que fará a rússia quando os seus recursos acabarem? Para contornar a possibilidade do retorno à década de 1990, o estado russo, aparentemente, escolheu a opção verdadeiramente distópica de levar o país aos padrões culturais e sociais de séculos XVI-XVIII. Transformando rússia numa teocracia antiliberal e anti-ocidental, fechada sobre si própria, uma espécie de mistura entre a China atual e o Taliban ortodoxo, tudo isso em pleno século XXI. 

A proibição da utilização de armas ocidentais para ataques ao território da federação russa impõe sérias restrições à Ucrânia e reduz a eficácia das operações das suas Forças de Defesa. A remoção destas restrições contribuiria para a vitória mais rápida da Ucrânia e para o fim da guerra.

segunda-feira, janeiro 01, 2024

rússia: entre a talibanização ortodoxa crescente e o enfraquecimento do BRICS

As meninas russas ficaram sem as calças. Nas escolas em pelo menos 17 regiões russas proibiram o uso de calças para as alunas, apesar do frio de inverno e dos riscos óbvios para a saúde feminina. 

A proibição de calças para as meninas em instituições educacionais é relatada nos territórios de Khabarovsk e Primorsky, nas regiões de Iakutia, Altai, Voronezh, Rostov, Irkutsk, Penza, Orenburgo e outros. Não existe um sistema: na mesma cidade, numa escola, as meninas podem frequentar as aulas com roupas confortáveis ​​​​e quentes, mas numa escola vizinha, as alunas são colocadas no histórico escolar por causa das calças e são repreendidas publicamente, em frente dos colegas da escola. 

Aplicação ou não da regra talibanizada depende unicamente da opinião do diretor da escola. Nas instituições de ensino onde foi introduzida a proibição, a administração argumenta: isso é necessário para a melhor disciplina e o bom desempenho acadêmico. 

Os pais da região de Irkutsk reclamam que as meninas têm que chegar à escola com as temeraturas de -30ºC, usando a saia e meia-calça, razão pela qual algumas delas têm problemas de saúde. Calças não são o único item de roupa proibido. Frequentemente, as escolas russas proibem o uso das roupas quentes - suéteres, cardigãs, jaquetas. 

Os médicos criticam duramente essas ordens. Devido às características estruturais do corpo feminino, o risco de adoecer por hipotermia nas meninas é 5 vezes maior. “Isso é nostalgia dos tempos soviéticos”, diz o Professor de Mérito da rússia, Dr. Ievgeni Iamburg, “Estupidez vinda do nada”. 

No entanto, a rússia também está numa profunda crise económica e tenta usar os recursos dos seus parceiros de BRICS para conseguir algum apoio financeiro. Embora a única coisa que a rússia consegue oferecer fora portas são os seus recursos naturais: petróleo, gás, diamantes, madeira, etc. Mas o que a federação russa fará quando estes recursos esgotarem? Ou quando as poulações autoctónes das suas regiões petrolíferas ou diamantíferas reclamarem as partilha de justa parte da riquiza extraída do seu subsolo. Será que a população russas está pronta para voltar à década de 1990, cheia de incertezas e certas humilhações para todos aqueles que se auto-identificam com o passado imperial russo? Para evitar a repetição deste tipo de experiências, que seguramente poderão se revelar fatais ao seu status quo atual, a rússia usa e usará mais ativamente os seus espiões, sob o disfarce de diplomatas, para tentar aliciar os representantes dos países de BRICS. 

Aqui que os diplomatas e estadistas brasileiros, indianos e sul-africanos devem responder uma pergunta simples: desejam eles de interagir com um país que está mergulhando numa teocracia crescente? Ou que essa talibanização russa é uma ameaça clara às democracias, imperfeitas, mas reais, dos três restantes países de BRICS.

terça-feira, setembro 26, 2023

Procurado nos EUA e na UE o governante russo se dirige à África do Sul

O vice-presidente do conselho da federação russa, Konstantin Kosachev, liderará a delegação russa no IX Fórum Parlamentar do BRICS que acontecerá na África do Sul de 27 a 29 de setembro; com as consequências muito negativas para a imagem da África do Sul.

Por exemplo, devido à sua participação ativa no suporte legislativo russo da ocupação efetiva da Ucrânia, nos EUA Konstantin Kosachev é alvo das diversas sanções políticas e económicas, por exemplo, impostas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, está na Lista de Triagem Consolidada de Comércio dos EUA (CSL), no Banco de Dados OpenSanctions, Lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN) do OFAC.

Como membro do conselho da federação ele ratificou as decisões governamentais do «Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre a federação da rússia e a república popular de Donetsk e entre a federação da rússia e a república popular de Luhansk». Konstantin Kosachev também fornece apoio político e económico às tentativas ilegais da rússia de anexar o território soberano ucraniano através de referendos falsificados.

PROCESSOS PENAIS E SANÇÕES INTERNACIONAIS:

  • Sanções dos EUA desde 06/04/2018
  • Sanções da Ucrânia 21/06/2018 (nº 92 da lista) e 7.09.2022
  • Sanções do Canada desde 15/03/2019
  • Sanções da União Europeia desde 14.09.2022
  • Sanções da Grã-Bretanha desde 15.03.2022
  • Sanções da Suíça desde 16.03.2022
  • Sanções da Austrália desde 21.04.2022
  • Sanções da Nova Zelândia desde 03.05.2022
  • Sanções da Bélgica desde 23.09.2023

Um país que sofreu tanto devido as sequelas do colonialismo e que contou tanto com a solidariedade internacional durante os anos de apartheid não pode simplesmente ignorar a participação dos dignatários russos nas políticas neocoloniais da rússia e na subjugação e opressão contra outros países e nações.

segunda-feira, agosto 21, 2023

BRICS: a escravidão financeira face à China e toxicidade russa

No dia 22 de agosto terá início na África do Sul a cimeira do BRICS - associação internacional composta por três democracias (África do Sul, Brasil e Índia) e duas ditaduras (China e rússia).

Os países do BRICS estão intimamente ligados ao Ocidente economicamente, enquanto a federação russa está isolada, na verdade se tornando um pária. A cooperação económica com a rússia é demasiadamente tóxica para as principais economias do mundo.

O BRICS continua sendo principalmente um organismo consultivo. A séria unificação e coordenação de esforços são prejudicadas por significativas contradições internas entre os participantes. Por exemplo, a rússia procura transformar o BRICS em uma coligação/coalizão antiocidental, mas não atende aos interesses dos demais membros do grupo. 

Neste momento somente a China tem voz decisiva no sistema BRICS, todos os outros membros são meramente apêndices. No entanto, quer a China, quer a federação russa visam capturar os recursos nacionais de outros membros do BRICS. Ao mesmo tempo Moscovo/u é significativamente inferior aos outros membros do BRICS em termos de potencial económico e não pode reivindicar um papel de liderança. A rússia é incapaz de cumprir as suas obrigações contratuais. A Índia já está recorrendo aos tribunais internacionais pelo não cumprimento de quatro contratos de defesa da federação russa.

Muito possivelmente putin não comparecerá na cimeira porque as autoridades da África do Sul têm a obrigação perante o Tribunal Penal Internacional (TPI) de prendê-lo no seu território. A África do Sul é um dos 118 países membros do Estatuto de Roma e terá que prender putin com base num mandado do TPI se este se arriscar à comparecer na cimeira.

Não devemos esquecer que a federação russa é um país terrorista que sequestra crianças da Ucrânia, destrói a cidades e vilas ucranianas, criou a crise humanitária e a instabilidade na Europa nunca vistas desde o fim da II Guerra Mundial. 

⚡️ Escândalo na cimeira do BRICS

No vídeo da declaração do putin na cimeira do BRICS os técnicos russos se esqueceram de desligar a chamada “voz de rascunho”. Todos os discursos de putin são escritos com antecedência, gravados por um ator ou um rede neural. Depois putin simplesmente recebe o som do discurso no seu ouvido. A sua tarefa é simplesmente repetir o texto, fazendo as pausas, usando a mímica, etc. Em Joanesburgo alguém dos idiotas do Kremlin confundiu os canais, o do putin e o da «voz de rascunho», explica o jornalista russo Alexander Nevzorov.

quinta-feira, agosto 17, 2023

Rússia rumo ao seu inevitável isolamento internacional

Imagem: ripjar.com

Já lá vai o tempo em que a rússia gozava do respeito no mundo civilizado. Hoje, não o consegue, mesmo usando as ameaças ao presidente sul-africano, alegando que a prisão de putin por mandado do Tribunal Penal Internacional na cúpula dos BRICS equivaleria a uma declaração de guerra contra Pretória.

A recusa de putin em visitar a cimeira do BRICS é um poderoso tapa na reputação internacional russa e a sua transição à conscientização e aceitação do inevitável - o gradual, mas inevitável isolamento internacional.

Neste momento Moscovo/u está tão isolada do sistema financeiro global que até mesmo o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), um credor multilateral do qual é um dos fundadores, não quer iniciar novos projetos na rússia no contexto de sanções em larga escala impostos ao país. É absolutamente infundado supor que o banco possa continuar a trabalhar com o atual regime de Moscovo/u. As sanções à Moscovo/u em resposta a uma invasão em larga escala da Ucrânia tornaram a NDB tóxico aos olhos dos investidores, já que 20% do capital autorizado pertence à federação russa.

Tentando, em vão, resistir às sanções ocidentais, a rússia tenta atenuar as suas consequências. Em particular, está promovendo ativamente a ideia de rejeitar pagamentos em dólares no comércio internacional. Mas o projeto de «moeda única do BRICS», ativamente puxado por Moscovo/u, que o presidente russo anunciou logo após a invasão da Ucrânia fracassou, praticamente sem se iniciar e dificilmente será implementado num futuro próximo.

A recente reunião na Arábia Saudita testemunhou que os países membros do BRICS, que incluem Brasil, Índia, China e África do Sul, estão mudando fundamentalmente sua opinião sobre a guerra russa contra Ucrânia. A agressão russa contra Ucrânia tem provocado o fortalecimento de tendências depressivas em muitos países do mundo, entre as quais se destacam as causadas por choques inflacionários, desequilíbrios energéticos, rompimento de cadeias de criação de valor agregado.

A rússia usa habitualmente os eventos do BRICS para angariar o apoio, conduzir negociações nos bastidores, se comunicando pessoalmente com os líderes dos países-membros da organização. Hoje, Moscovo/u está privada dessa oportunidade.

A rússia e seu líder neste momento se encontram em isolamento global. As sanções estão gradualmente, mas inevitavelmente estrangulando a economia russa. A cada dia são ainda mais dolorosos e o seu efeito será irreversível para a débil economia russa.

segunda-feira, agosto 07, 2023

BRICS e espectativas da agenda colonial russa

Foto: PMO India

É provável que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, seja um participante apenas virtual na cimeira dos países do BRICS na África do Sul no final deste mês, em vez de comparecer pessoalmente, segundo fontes em Nova Delhi.

O que indica uma queda no nível da representação da cimeira e a expectativa de que outros líderes dos países membros da organização se recusem a participar, enviando no seu lugar os ministros dos negócios estrangeiros / das relações exteriores.

O que, por sua vez, pode significar tanto a tendência de crescente perda da influência do BRICS como uma força global (composta por três democracias e duas ditaduras), quer a tentativa do putin de se vingar da posição independente da África. Não é segredo, que regime russo vê os países africanos, meramente na qualidade de «aliados úteis», uma espécie da nações e elites eternamente gratos pela participação ativa soviética na luta anticolonial. Mas desde as lutas do século XX, África cresceu e emancipou-se, chegando à percepção do que o passado histórico fica no passado e na atualidade os genuínos interesses africanos não são compatíveis com agenda ideológica russa, da cariz claramente colonial.

Ler Indian Prime Minister Modi unlikely to travel to South Africa for BRICS Summit: sources  (em inglês, só para os assinantes).