sexta-feira, março 22, 2024

O novo ataque russo contra infraestrutura energética da Ucrânia

Na madrugada de sexta-feira, 22 de março, a rússia lançou um dos mais poderosos ataques de mísseis contra Ucrânia. Destruir a infraestrutura energética da Ucrânia tornou-se um dos principais objetivos de guerra de Putin.

Ataques sistemáticos à infraestrutura energética da Ucrânia servem como argumento a favor da criação de uma rede de defesa aérea multicamadas em torno de todas as principais cidades ucranianas. 

Na noite de 22 de março, num dos ataques combinados mais poderosos desde o início da guerra em 22.02.2022, a rússia lançou 63 drones de ataque e 88 mísseis de vários tipos. O principal alvo era a infra-estrutura energética da Ucrânia, que ataca sistematicamente, utilizando mísseis balísticos S-300, Kinzhal, Kh-22 e Iskander. 

O mapa do lançamento de mísseis e drones russos no ataque de 22-03-24

A rússia atacou Kharkiv, Zaporizhzhia, Dnipro, Kryvyi Rih, Cherkasy, vários assentamentos nas regiões de Kharkiv, Dnipropetrovsk, Zaporizhzhia, Odesa, Khmelnytskyi e Vinnytsia. As áreas da linha da frente e os assentamentos perto da fronteira russa continuam particularmente vulneráveis aos ataques balísticos russos; consequentemente, são necessárias capacidades adicionais de defesa aérea para as regiões sul e leste da Ucrânia. 

O estado terrorista atingiu a DniproHES em Zaporizhzhia, causando um incêndio nas instalações. Ao mesmo tempo, a enorme barragem não foi rompida. Os ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia estão a tornar-se cada vez mais frequentes. 




A central nuclear de Zaporizhzhia esteve à beira do apagão quando a linha eléctrica aérea externa, a PL-750kV Dniprovska, foi desligada da rede como resultado do ataque. O Estado terrorista russo expõe a Ucrânia e a Europa à ameaça de um desastre nuclear. 

Ataques contra os bairros residenciais em Zaporizhia

A indústria energética da Ucrânia baseia-se, em grande medida, na produção nuclear, enquanto as centrais nucleares são muito dependentes do fornecimento externo de energia para a manutenção estável da troca de calor. Quedas de energia em grande escala podem perturbar os sistemas de refrigeração das centrais nucleares, o que, por sua vez, pode levar a fugas de radiação de emergência. 

Ao provocar interrupções no sistema energético da Ucrânia, a rússia está a criar um precedente fatal de “outra Chornobyl”: um Estado terrorista põe em risco centenas de milhões de vidas em toda a Europa. 

Quando mísseis russos atingiram a usina hidrelétrica de DniproHES, também foi atingido um troleicarro na sua passagem pela barragem, incendiando-se. A rússia atacou novamente os civis ucranianos nas suas deslocações rotineiras. Devido a hora, morreu apenas o condutor do troleicarro, que aquela hora ainda estava vazio. 

Como resultado de um míssil que atingiu um edifício residencial em Khmelnytskyi (vídeo em baixo), sabe-se que pelo menos duas pessoas morreram e muitas podem permanecer sob os escombros. 

O último ataque com mísseis levou a apagões nas regiões de Dnipropetrovsk, Sumy, Kharkiv, Poltava, Kirovohrad e Ivano-Frankivsk. 

O objectivo dos ataques com mísseis russos é destruir a infraestrutura energética da Ucrânia e matar civis ucranianos – todos os países civilizados devem contribuir para a luta contínua da Ucrânia contra o Estado terrorista. 

Atraso na ajuda militar à Ucrânia, encorajando terroristas a intensificar ainda mais os ataques com mísseis. Enquanto o mundo atrasa a necessária ajuda à Ucrânia e sanções mais eficientes contra a rússia, o Estado terrorista continua a cometer crimes contra os ucranianos, nomeadamente através do lançamento de ataques massivos com mísseis. 

Ucrânia abateu 55 dos 63 drones e 37 dos 88 mísseis

A impunidade de Putin leva-o a cometer ainda mais crimes de guerra que podem ultrapassar as fronteiras da Ucrânia e afectar directamente a Europa. Nas suas ações, Putin não se guia por nenhum critério legal ou moral: os crimes russos na Ucrânia mostram que o Kremlin se tornou um inimigo de todo o mundo civilizado. 

A introdução de sanções adicionais deveria ser uma resposta a cada novo ataque de mísseis russos. As sanções funcionam, desgastando lentamente a economia do Estado terrorista, contribuindo para a sua derrota estratégica. 

Reconhecer a Rússia como um Estado terrorista e criar uma rede de defesa aérea multifacetada em torno de cada grande cidade ucraniana deveria tornar-se um objectivo para os parceiros ocidentais da Ucrânia. 

Os sistemas de defesa aérea ocidentais, como Patriot, SAMP(T) e IRIS-T, provaram a sua eficácia na destruição de vários tipos de mísseis russos. O fornecimento de sistemas de defesa aérea adicionais às Forças Armadas da Ucrânia garantiria que mais vidas fossem salvas e que a infraestrutura energética do país fosse melhor protegida. 

Metro de Kyiv
A escala e a frequência dos ataques russos constituem um incentivo para a criação de uma rede de defesa aérea multicamadas em torno de todas as grandes cidades ucranianas, principalmente onde estão localizadas instalações de infra-estruturas críticas e energéticas. 

O isolamento internacional da Rússia deve expandir-se. Os ataques com mísseis contra a infraestrutura energética ucraniana são o melhor argumento a favor do reconhecimento da rússia como um Estado terrorista. Reconhecer a rússia como um Estado terrorista ao nível dos parlamentos dos parceiros ocidentais da Ucrânia seria uma decisão necessária em resposta aos crimes brutais de Putin na Ucrânia.

Mercenários africanos: entre exaltação passageira e a morte dolorosa

Jovens africanos exaltados, brandindo AK, estão muito felizes por participarem na guerra contra Ucrânia. Nos mesmos instantes um outro mercenário africano termina a sua viagem, de forma dolorosa, na lama de Donbas. 

Os mercenários falam a língua africana twi, falada por quatro milhões de ganenses. Na verdade, trata-se de um anúncio de uma empresa que aparentemente está envolvida no recrutamento ilegal de mercenários para o regime russo de Putin. 

«Entre em contato com a agência de viagens (...), confie nela e ela o levará para a rússia. Isso não é mentira. Somos ganenses e eles nos trouxeram para cá. Aqui estão as nossas máquinas», gritam os mercenários felizes. 

O caso já está sendo tratado pela embaixada da Ucrânia no Gana. 

O mercenário africano, algures do «Sul Global», termina a sua viagem na lama de Donbas. Deveria servir de exemplo às canalhas de Gana, que dançam com metralhadoras e se alegram por agora estarem no exército russo.


A guerra que inevitavelmente passou ao território do agressor russo

De 12 a 13 de março, diversos alvos em 9 regiões da Rússia foram atacados por drones. Entre as empresas visadas estão refinarias nas regiões de Orel, Nizhny Novgorod e Ryazan. 

▪ A rússia foi a primeira a lançar uma guerra de drones e mísseis contra Ucrânia. Quase todas as semanas, civis sofrem com o terror russo. A recente tragédia ocorreu em Odessa e Kyiv.

Ataque russo contra Kyiv em 21 de Março de 2024
▪ Ucrânia tem o direito legal não só de se defender, mas também de contra-atacar o território inimigo. Os estrategistas russos estavam errados, acreditando que era possível aterrorizar os ucranianos e ficar impunes.

▪ O vasto território da rússia é muito mais difícil de cobrir com sistemas de defesa aérea e os ataques recentes mostraram que os russos não estão à altura desta tarefa. O raio de engajamento alvo está crescendo constantemente.

▪ Ucrânia não ataca a população civil da rússia e não utiliza armas ocidentais para operações em território inimigo.

▪ Os ataques às refinarias russas estão a prejudicar o comércio russo de produtos petrolíferos, que é a fonte de dinheiro do Kremlin para a guerra contra Ucrânia.

sábado, março 16, 2024

Uso de mercenários estrangeiros na guerra neocolonial russa contra Ucrânia

A federação russa continua a prática de recrutar os mercenários estrangeiros para lutar contra Ucrânia. Mostramos alguns deles que tiveram a sorte de sobreviverem e serem capturados pelas FAU. Se pode conferir as suas histórias aqui:

 

  1. Susan Subedi (Nepal)
  2. Bikash Rai (Nepal)
  3. Pratik Pun (Nepal)
  4. Bibek Khatri (Nepal)
  5. Sidharta Ohakai (Nepal)
  6. Frank Dario Harosey (Cuba)
  7. Richard Kanu (Serra Leoa)
  8. Adil Abdullaki (Somália) 

Estas pessoas não são “voluntários”, como diz o Ministério da Defesa russo. Todos eles são representantes dos países mais pobres do mundo, enganados ou comprados pela rússia, que percorreu milhares de quilómetros em busca de uma vida melhor. Alguns deles chegaram à federação russa como turistas e acabaram na trincheira contra a sua própria vontade. 

Para a rússia, nada mais são do que bucha de canhão. As suas histórias são dolorosamente semelhantes: prometeram dar-lhes trabalho e “montanhas de ouro”, mas na verdade vestiram-nos com a farda camuflada e enviaram-nos para a linha da frente sem nenhuma preparação. Agora que foram capturados, é lógico que ninguém na federação russa irá aceitá-los de volta. 

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Se o lado russo não se preocupa profundamente com os seus cidadãos, que eles voluntariamente desperdiçam em dezenas de milhares e não tiram do cativeiro durante anos, deveríamos esperar uma atitude diferente em relação a qualquer africano ou nepalês? 

Aparentemente, a federação russa está a enfrentar problemas com a mobilização de recursos se tiver de procurar os pobres não só dentro do Estado, mas em todo o mundo. Tendo destruído a maior parte do exército regular, depois os “Wagneleiros” e os prisioneiros de “Storm-Z”, a rússia começou a lançar mercenários na fornalha desta guerra sem sentido. 

Atenção: aqui não estão todos os estrangeiros que os ocupantes russos atiraram ao massacre. Nem todos os mercenários tiveram a sorte de sobreviver e acabar no cativeiro ucraniano. 

Esta prática de utilizar mercenários de países do terceiro mundo refuta as histórias de propaganda sobre a “guerra santa de libertação” e prova mais uma vez que a rússia iniciou esta guerra por motivos puramente imperiais - para tomar mais território de um estado vizinho. Para atingir este objectivo, o Kremlin não se importa com os recursos e métodos que utiliza.

quarta-feira, março 13, 2024

Os mercenários cubanos na guerra neocolonial russa contra Ucrânia

No ano passado (2022), as autoridades cubanas anunciaram que tinham detido 17 pessoas sob suspeita de recrutar cidadãos involuntários para se juntarem à sua guerra ilegal de agressão contra a Ucrânia. O promotor José Luis Reyes disse que os suspeitos estavam sendo investigados por recrutar mercenários e poderiam enfrentar a pena de morte. No entanto, relatórios confirmados de Cuba, incluindo vídeos, mostram que alguns destes suspeitos já foram libertados, sem acusação nem julgamento. 

As centenas de tropas cubanas enviadas para a Ucrânia, incluindo relatórios confirmados de oficiais militares e muitos deles com antecedentes militares, são o resultado directo da estreita colaboração que o governo cubano prestou à vergonhosa invasão russa da Ucrânia. Por exemplo, testemunhámos esta estreita colaboração entre ambos os governos nas Nações Unidas. Em fevereiro de 2022, Cuba votou contra a necessidade urgente de debater a invasão russa da Ucrânia no Conselho de Segurança.Em setembro de 2022, Cuba votou contra a possibilidade do presidente Volodymyr Zelensky de se dirigir à Assembleia Geral por videoconferência. 

Em outubro de 2022, Cuba se absteve de votar para condenar a anexação de territórios russos pela Rússia. Em 14 de setembro de 2023, Julio Antonio Garmendia Peña, embaixador cubano em Moscovo/u, afirmou que Cuba não se opunha à «participação legal» dos cubanos na chamada “operação militar especial” de Putin. Estas acções documentadas, bem como outras, indicaram claramente o preconceito pró-Moscovo/ou na invasão da Ucrânia pelo governo cubano. Ninguém que saiba quão estritamente o estado policial cubano opera acreditaria que centenas de homens poderiam ser transferidos para a rússia sem o regime tomar o conhecimento ou tiver a participação na referida ação. 

Leia mais em: https://www.elnuevoherald.com/opinion-es/article286472545.html 

Bónus

Um mercenário cubano recentemente capturado na área de Mariinka. Apresenta-se como Frandário. O preso contou 35 cidadãos cubanos na sua unidade. Ele foi servir porque lhe foi prometida cidadania russa e cerca de três mil dólares de salário.  

Temos também um vídeo exclusivo feito durante o treino/amento dos cubanos na cidade russa de Tula. Diante de você está a base de treino/amento da unidade militar 55599, ou seja, a 106ª Divisão Aerotransportada de Guardas do exército russo. 

É nas unidades desta divisão que os cubanos são matriculados após treino/amento na base. Sabe-se que, em geral, cerca de quatrocentos mercenários cubanos passaram por esse treinamento. Olhando para estes jovens entusiasmados, surgem dúvidas sobre as afirmações do ocupante de que, dizem, não sabia sobre o seu envio para as unidades de assalto.

domingo, março 10, 2024

O Papa que não se importa com a morte dos ucranianos

O Sumo Sacerdote, que sai com um apelo para levantar a «bandeira branca», SABENDO que no caso ucraniano é um caminho direto para a destruição - simplesmente fica do lado do inimigo. 

por: Andrij Bondar (texto adotado)


Ele se torna uma engrenagem no sistema de propaganda inimiga, um de seus cutelos. Sim, Francisco I é o cutelo de Putin. O comportamento podre do Papa poderia afastar as formas do habitual quietismo católico (isto é a apatia deles, se alguém não sabe), como costumam fazer em momentos de crise no mundo. Com o ruído cinzento do moralismo condominial e dos apelos vazios à paz. Mas hoje em dia tudo está longe disso. O Papa sublinha regularmente que está ao lado do inimigo da Ucrânia, exortando os ucranianos a submeter-se ao mal, dizendo diretamente que ceder ao mal é uma virtude. Se é situacional ou estacionário é outra questão. 










O resultado final é que o ser que, depois de Bucha e Mariupol, se oferece para se render, lidera o catolicismo mundial. Isso não sobe à sua cabeça, mas você tem que aceitar isso. Quantas divisões o Papa tem, vocês perguntam? Ele próprio é uma divisão. Divisão das forças de (des)informação do Kremlin. Seria preferível ter um Papa psicótico senil. 

Bónus

O Ministro dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores da Polónia propós ao Papa que apelasse a Putin para retirar o exército da Ucrânia.

“A paz virá imediatamente e sem necessidade de negociações”, Radoslav Sykorsky escreveu na sua página na rede social X.

quinta-feira, março 07, 2024

Campos russos de concentração e reeducação na Ucrânia ocupada

As autoridades russas têm utilizado ameaças e violência desde os primeiros dias da ocupação. As tropas de Moscovo assumiram o controlo de cerca de dois terços da região de Zaporizhzhia nas primeiras semanas da guerra, avançando para as cidades de Melitopol e Berdiansk, assumindo o controlo da central nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa. 

A linha da frente acabou por se estabelecer a cerca de 32 quilómetros a sul da cidade de Zaporizhzhia e quase não mudou desde então. 

Em cada cidade, um dos primeiros actos do exército russo à chegada foi deter líderes locais e pressioná-los a trabalhar para os ocupantes. A maioria dos prefeitos rejeitou a pressão e recusou-se a colaborar. 

Na cidade de Molochansk, com uma população pré-guerra de cerca de 12 mil pessoas, os russos prenderam a prefeita Iryna Lypka, juntamente com seu vice, secretário e motorista. Ela foi colocada em uma cela sem ar no porão de uma delegacia de polícia na cidade vizinha de Tokmak. 

Na maioria das noites, ela era levada ao andar de cima e interrogada por homens de balaclavas, que exigiam que ela fosse até os russos. Se ela recusasse, disseram, seria levada a julgamento por “agitação anti-russa” e passaria a vida numa prisão siberiana. Seus filhos também estariam em apuros, disseram. À noite, ela podia ouvir os gritos e gemidos dos homens sendo torturados vindos das celas vizinhas. 

“Tive alucinações, comecei a ouvir as vozes dos meus filhos. Eu estava pensando: ‘O que eu faria se meu filho fosse torturado na minha frente?’”, ela lembrou. Mesmo assim, ela conseguiu encontrar forças para resistir e, após 24 dias em cativeiro, foi libertada. Duas semanas depois, ela fugiu para território controlado pela Ucrânia. 

Em todo o território ocupado, ocorreram “conversas” semelhantes com presidentes de câmara e líderes locais. Eventualmente, os russos instalaram autoridades fantoches em todas as cidades e aldeias. Às vezes, extorquiam um acordo com ameaças. Outras vezes, recorreram com rancor a antigos funcionários, que se tornaram colaboradores voluntários ou oportunistas sem experiência em governação. Na cidade de Vasylivka, um ator local que dirigia uma agência que fazia sessões fotográficas infantis assumiu o cargo de prefeito. 

Todos aqueles que concordaram em colaborar enfrentarão longas penas de prisão se a Ucrânia retomar o território.

As deportações 

Entre Julho de 2022 e Maio de 2023, as autoridades de ocupação russas na região de Zaporizhzhia tiveram uma política oficial de deportação de residentes que se envolvessem na actividade vagamente definida de “desacreditar os órgãos do poder russo”. As autoridades publicaram orgulhosamente vídeos assustadores de homens mascarados lendo a ordem de deportação para vítimas trêmulas e ordenando-lhes que atravessassem a linha de frente em direção ao território ucraniano, sem nenhum dos seus pertences. 

Numa entrevista recente a um videoblogger russo, o governador de Zaporizhzhia empossado pela Rússia, o antigo deputado ucraniano Yevgeny Balitsky, apresentou estas deportações como uma medida humanitária. 

“O que fazer com uma mulher com três filhos, que tem opiniões diferentes e não vê a Rússia como sua pátria? Ela não acha que o que está acontecendo está correto. O que, devemos matá-la? Obviamente, nós apenas os esprememos… Não queríamos ter o sangue de pessoas inocentes em nossas mãos, só porque eles não pensam como nós”, disse Balitsky.

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Bónus 

Em Berdyansk temporariamente ocupada a resistência ucraniana explodiu o carro de uma cúmplice dos ocupantes russos, Elena Ilyina, que era membro da comissão eleitoral local “com direito a voto decisivo”. 

«O incidente ocorreu na rua Herzen, 117. Imagens das consequências foram publicadas por fontes de propaganda dos ocupantes. Quando a mulher entrou em seu próprio carro, um dispositivo explosivo explodiu. Ela morreu devido aos ferimentos no hospital», informou a página ucraniana Censor.net

Elena Ilyina e o seu filho, homem de limpezas/fachineiro promovido pelos ocupantes russos ao funcionário da câmara local


quarta-feira, março 06, 2024

Crimes de guerra russos cometidos na Ucrânia

O horror dos crimes russos na Ucrânia é surpreendente: desde a violência contra civis e a remoção forçada de crianças, a tortura e execução de prisioneiros de guerra, até à destruição deliberada de infra-estruturas civis. 

Os crimes de guerra em grande escala cometidos pela rússia na Ucrânia são sancionados pela liderança máxima da federação russa. Não haverá paz estável sem a responsabilidade da liderança russa pelos crimes cometidos. 

Desde o início da guerra em grande escala, a Rússia cometeu mais de 125 mil crimes de guerra na Ucrânia. Acima de tudo - de acordo com o artigo sobre violação das leis da guerra. 

Assassinato em massa cometido por soldados russos em fevereiro-março de 2022 

Em 2022, a população civil ucraniana na cidade de Bucha, perto de Kyiv, foi acompanhada por raptos, tortura, violações, incluindo de crianças, e pilhagens em massa. 461 moradores da cidade morreram. Atrocidades semelhantes cometidas pelos militares russos foram registradas em Borodyanka, Hostomel e Makariv. No total, 1.137 civis ucranianos foram mortos no distrito de Bucha, na região de Kyiv. 

A ONU confirmou oficialmente o assassinato de 1.348 civis pelos russos em Mariupol, incluindo 70 crianças. Segundo dados não oficiais, aproximadamente 22 mil pessoas morreram na cidade, 50% da cidade foi completamente queimada e 90% da infraestrutura crítica foi destruída. Essas mortes resultaram de ataques aéreos, disparos de tanques e artilharia e do uso de armas pequenas e leves durante combates de rua. Os números reais são muito maiores. 

Em 8 de abril de 2022, os militares russos lançaram um ataque com mísseis à estação ferroviária de Kramatorsk, região de Donetsk, de onde estava ocorrendo a evacuação e onde estavam cerca de quatro mil civis. Um ataque com foguetes à estação ferroviária de Kramatorsk ceifou a vida de 57 pessoas. 

Em 27 de junho de 2022, a Rússia lançou um ataque com mísseis ao shopping Amstor em Kremenchuk. Mais de mil pessoas estavam no shopping no momento do ataque. Como resultado do ataque, 22 pessoas morreram e quase 70 outras ficaram feridas em vários graus de gravidade. 

Em 14 de julho de 2022, o exército russo atingiu o centro de Vinnytsia com mísseis Kalibr. Como resultado do ataque, 27 pessoas morreram, incluindo três crianças. As autoridades russas mudaram três vezes a sua versão do ataque, porque o Kremlin, apesar dos numerosos factos e provas, negou desde o início da guerra em grande escala que esteja a matar civis propositadamente, a atingir cidades, edifícios residenciais, escolas e hospitais. 

Após a desocupação do oblast de Kharkiv, em setembro de 2022, perto de Izyum, foi descoberta na floresta uma das maiores valas comuns desde o início da guerra em grande escala – cerca de 450 sepulturas. Os civis predominaram entre os mortos em Izyum. A maioria teve morte violenta devido a ferimentos à bala. Mas havia muitos corpos de ucranianos com sinais de tortura: com uma corda no pescoço, com as mãos amarradas, com membros quebrados e ferimentos de bala, vários homens tiveram seus órgãos genitais amputados. Em Izyum, os ocupantes organizaram pelo menos seis locais onde os ucranianos foram brutalmente torturados. 

Em 6 de setembro de 2023, as tropas russas dispararam mísseis S-300 contra o mercado central da cidade de Kostyantynivka, na região de Donetsk, matando 17 e ferindo 32 civis. 

Os russos matam soldados ucranianos capturados de uma forma particularmente cínica e demonstrativa. Por exemplo, em Olenivka, em Julho de 2022, os ocupantes queimaram 53 prisioneiros para culpar a Ucrânia por isto. Os russos até proibiram uma investigação internacional sobre este assunto.

Os russos publicam regularmente vídeos de tortura e assassinato de soldados ucranianos. Por exemplo, tiros de decepação genital de um prisioneiro ou disparos contra um prisioneiro sem arma. 

Na verdade, na ausência de uma acção investigativa independente, o governo russo destrói provas físicas em centenas de potenciais locais de crime. Além disso, as autoridades de ocupação também estão a destruir marcadores da identidade ucraniana, em particular através da introdução de um currículo escolar russo e da mudança de nomes de ruas. 

“Assassinato intencional, tortura ou tratamento desumano, inflição de grande sofrimento ou inflição de lesões corporais graves” são considerados violações graves das Convenções de Genebra de 12 de agosto de 1949 (artigo 8 (2) (a) do Estatuto de Roma). 

ArRússia usa meios de guerra proibidos. Entre eles estão munições cluster e de fósforo, minas, munições químicas e incendiárias. 

A doutrina militar russa não prevê o cumprimento do direito internacional e, pelo contrário, baseia-se no chamado «vale do fogo», quando os russos bombardeiam cidades e lançam ataques de artilharia apesar da presença de civis ali. 

Durante dois anos de guerra em grande escala, as tropas de putin destruíram muitas cidades no Leste da Ucrânia: Popasna, Severodonetsk, Mariupol, Bakhmut, Avdiyivka, Maryinka, Volnovakha. A lista de aldeias completamente destruídas já chega a centenas. 

Em Junho de 2023, a Rússia cometeu outro acto de genocídio e ecocídio, explodindo a barragem da central hidroeléctrica de Kakhovskaya, inundando vastas áreas perto do Dnipro. O número de vítimas na margem esquerda ocupada do Dnieper, onde os russos impediram as operações de resgate, ainda é desconhecido. 

Os russos continuam a ocupar, ilegalmente, a central nuclear de Zaporizhzhia, que capturaram no início da guerra em grande escala. Os russos, em violação do direito internacional, criaram uma base militar no território daquela estação nuclear e minam periodicamente o perímetro em torno das unidades de energia. 

Os russos levam ilegalmente crianças ucranianas para a rússia (foram identificados até 20.000 menores). Isto tornou-se a base para a abertura de um processo judicial contra Putin e os seus cúmplices no Tribunal Penal Internacional em Haia. 

A agressão da federação russa levou apenas oficialmente à morte de 9.655 civis. 12.829 pessoas ficaram feridas. De acordo com os promotores juvenis, como resultado da agressão russa, 1.751 crianças ficaram feridas, das quais 527 crianças morreram, 1.224 sofreram ferimentos de vários graus de gravidade. 

A Comissão das Nações Unidas reconheceu a deportação de crianças ucranianas dos territórios ocupados da Ucrânia pela rússia como um crime de guerra. A remoção das crianças não foi justificada por razões de segurança ou de saúde.

As tropas da federação russa destruíram ou danificaram (em fevereiro de 2024): cerca de 200.000 casas, mais de 3.300 instituições educacionais (265 delas destruídas), 1.718 instalações médicas (195 destruídas), 154 instituições sociais. 

Foram putin e a sua comitiva que desencadearam a guerra que levou a todas as atrocidades subsequentes na Ucrânia. Representantes da liderança militar e política russa serão julgados pelo crime de agressão, a mesma acusação usada contra criminosos de guerra nazis nos julgamentos de Nuremberga após a Segunda Guerra Mundial.

Português voluntário na Ucrânia: «era uma das batalhas do século»

Ex-militar português da Polícia do Exército rumou à Ucrânia para combater os invasores russos. Dois anos depois, dá à SÁBADO o seu testemunho de guerra — e como é estar a 20 metros do inimigo. 

por: Alexandre R. Malhado, Sábado 

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, a 24 de fevereiro de 2022, João G. não conseguia tirar os olhos dos noticiários. Com oito anos de experiência como Polícia do Exército, o personal trainer de 35 anos refletiu durante semanas e decidiu: ia combater. “Eu simplesmente não podia ficar deitado no sofá a ver a televisão”, diz à SÁBADO. Despediu-se da mãe e da irmã em lágrimas, encheu duas mochilas de roupa e ofereceu-se à Legião Internacional da Ucrânia. Hoje em dia, é militar do «Azov» e treina novos recrutas. Foi a partir da base da brigada em Donetsk que falou com a SÁBADO. 

Depois de chegar à Ucrânia, João juntou-se primeiro à Legião Internacional e depois ao Exército ucraniano. E foi em Zaitseve, na região de Bakhmut, que esteve cara a cara com a morte numa batalha que deixou um impressionante rasto de destruição e marcas que nunca vai esquecer. 

Reportagem da CNN por João Guerreiro Rodrigues 

Faça click para ver e ler a reportagem da CNN Portugal

Quando a Ucrânia chamou, João decidiu responder. Para trás, deixou a família, uma vida estável e mais de oito anos de serviço às forças armadas portuguesas. À CNN Portugal, o voluntário português que é conhecido como «Tuga» relata as operações militares, as dificuldades e as necessidades que se sentem na linha da frente no combate à invasão russa. A guerra começou há dois anos, ele está lá quase desde o início.

terça-feira, março 05, 2024

Ucrânia afunda no Mar Negro a corveta russa «Sergey Kotov»

Na noite de 4 para 5 de março de 2024, a unidade especial do GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia «Grupo 13», atacou e afundou o navio patrulha da frota russa do Mar Negro «Sergei Kotov». 

Os TG canais russos confirmam que «Sergiy Kotov» afundou num ponto 5 quilómetros a sul do cabo Takil, sendo atingido cerca de 4 quilómetros mais a sul. 

A missão ucraniana ocorreu em cooperação entre as FAU e o Ministério da Transformação Digital da Ucrânia. Como resultado do ataque de cinco drones navais Magura V5, o navio russo do projeto 22160 sofreu danos na popa, nos lados direito e esquerdo. O navio foi atingido por um incêndio nas águas territoriais da Ucrânia, perto do Estreito de Kerch. 

O custo do navio naufragado é de cerca de 65 milhões de dólares. Sabe-se que aparentemente uma parte da tripulação do navio foi salva, mas também houve baixas, entre mortos e feridos, escreve a página ucraniana Novynarnia. Havia um helicóptero Ka-29 a bordo, que se afundou juntamente com a cotveta, - informa a Marinha da Ucrânia. 

Bónus 

O Tribunal Internacional de Haia emitiu mandados de prisão para o comandante da aviação de longo alcance da federação russa, tenente-general Sergey Kobylash, e para o comandante da Frota do Mar Negro da federação russa, almirante Viktor Sokolov. Eles são reconhecidos como individualmente responsáveis ​​criminalmente pelos crimes de guerra de atingir bens civis na Ucrânia e pelos crimes de guerra de causar danos incidentais excessivos a civis ou danos a bens civis.