sexta-feira, abril 21, 2023

Os produtos ucranianos na cadeia de supermercados DIA España

Em 20 de abril de 2023, o embaixador da Ucrânia na Espanha, Sergiy Pogoreltsev, e o presidente do Dia Group, Stephan DuCharme, presidiram a abertura da campanha promocional para a venda de produtos ucranianos (cerveja Obolon, mel Beehive, ovos Kvochka, ravioli SmaCom) na cadeia de supermercados DIA España.

A campanha celebra-se sob o lema “A importação importa” e a Dia, centra-se no apoio aos produtores ucranianos, com o objetivo de aproximar os seus produtos e lhes dar visibilidade em Espanha. A partir de hoje, a Dia oferece em suas mais de 2.600 lojas produtos de origem ucraniana, como a cerveja Obolon, mel de flores ou girassol Beehive e pelmeni (os ravioli ucranianos) da SmaCom.

A gama de produtos ucranianos disponíveis nas lojas Dia une-se pelo facto de serem elaborados segundo receitas tradicionais ucranianas a partir de ingredientes naturais e utilizando processos tecnológicos com todas as garantias de qualidade, apesar da difícil situação do país provocada pela agressão armada injustificada do regime de putin contra a Ucrânia.

quarta-feira, abril 19, 2023

A vida diária dos POW russos em cativeiro ucraniano

Os fotógrafos ucranianos Kostyantyn e Vlada Liberov visitaram um dos campos para prisioneiros de guerra russos e ficaram chocados com as condições em que são mantidos os POW russos, que deliberadamente vieram à Ucrânia para matar os ucranianos.

Em seu Instagram, os Liberovs observaram que o próprio prédio os lembrava um bom sanatório. Os ocupantes têm absolutamente tudo para a vida - uma refeição completa de três pratos respeitando as normas calóricas, um hospital com raios-X, um consultório odontológico moderno e médicos qualificados. E também a supervisão constante de um psicólogo.

«Os prisioneiros de guerra têm a oportunidade de trabalhar. Sua escolha de trabalho: coleta de pacotes e montagem de móveis. No trabalho, é claro, eles recebem um salário, cerca de 30-40 UAH (0,74-1,0 Euros) por dia. E, não vamos esquecer que todo esse tempo eles continue a receber o seu salário militar da federação russa.» - disseram os Liberovs.

Os prisioneiros de guerra da federação russa podem gastar seu dinheiro ganho em uma loja local: produtos de higiene pessoal, lanches, artigos de papelaria. Os russos trabalham seis dias por semana, domingo é dia de folga. Nesse horário, eles podem passear pelo território, jogar futebol, damas, assistir TV na sala de recreação ou ir à igreja.

Ao mesmo tempo, os Liberovs observaram que nenhum dos prisioneiros de guerra com quem falaram jamais se arrependeu. Os ocupantes continuam afirmando que, enquanto matavam ucranianos, eles estavam «seguindo ordens», «foram forçados», «não fizeram nada de terrível». «E alguns deles ainda acreditam na vitória da Rússia», acrescentaram os fotógrafos.

«Eles parecem limpos e bem alimentados. Segundo os trabalhadores do acampamento, muitos deles estão até ganhando peso. E também melhoram sua saúde sob supervisão médica constante, por exemplo, entre os wagneristas existem muitos doentes de hepatite avançada e tuberculose», diz o post dos Liberovs.

Ler mais: https://www.unian.ua/war/ye-absolyutno-vse-novi-kadri-z-taboru-dlya-viyskovopolonenih-rf-vrazhayut-12225477.html

💪 Iveco VM 90P «Protetto» portugueses já estão na Ucrânia

A primeira foto do blindado ligeiro Iveco VM 90P «Protetto» na Ucrânia. Antes da transferência, estas máquinas estavam ao serviço da GNR (Guarda Nacional Republicana) portuguesa. Além de recebimento de outros equipamentos militares ocidentais: Bradley, AMX-10 e MIM 104 Patriot.

No total, Portugal enviou 4 carros, e um outro foi comprado pelos voluntários.

O veículo de combate de infantaria Bradley já está na Ucrânia, confirmou o porta-voz do Pentágono, Major Charlie Dietz. Major Dietz não disse quantas unidades chegaram ou quando chegaram e sugeriu perguntar ao Ministério da Defesa da Ucrânia.

Sabe-se que os EUA forneceriam 109 Bradleys na configuração M2A2-ODS-SA e 4 na configuração BFIST (Bradley Fire Support Team).

Foto do polígono

Blindados franceses de rodas, AMX-10 já estão em uso dos fuzileiros navais da Ucrânia, - informou o Ministro da defesa da Ucrânia, Olexiy Reznikov.

Ucrânia recebe fisicamente MIM-104 Patriot com alcance de 180 km👹

terça-feira, abril 18, 2023

Wagneristas: a carne-de-canhão muda, desprivilegiada e esquecida

Deve-se admitir que a ideia russa de levar os condenados à guerra é muito boa para a rússia. Carne-de-canhão muda e desprivilegiada, com laços sociais rompidos, da qual ninguém sente pena, que dificilmente será procurada e que pode ser enterrada em qualquer lugar bem longe, continuando à mentir sobre «ausência de perdas». Felizmente, a Sibéria é grande, há espaço para enterrar todos.

O programa «Pessoas de Baikal» descobriu um local de enterro anteriormente desconhecido de mercenários da EMP Wagner perto da cidade russa de Irkutsk.

A área foi desbravada no meio da floresta no final de setembro e início de outubro de 2023. Agora existem 57 túmulos de prisioneiros de três regiões: Transbaikalia, Buriácia e região de Irkutsk. Obituários foram publicados apenas para cinco deles. A morte dos demais não foi divulgada em lugar algum, ou seja, para uma estimativa aproximada do número de presos russos mortos, o número oficial de obituários pode ser multiplicado com segurança por 10.

A propósito, a fumaça que sai dos poços no vídeo não é o sinal de inferno. A terra na região de Irkutsk congela por 2-3 metros durante o inverno, por isso, para ser cavada, deve ser aquecida com fogo aberto, camada por camada. E para que o calor não escape, as covas foram cobertas com caixões de zinco desdobrados do lote anterior de wagneristas.

43 dos sepultados eram prisioneiros com idades entre 20 à 62 anos: 17 deles foram condenados por homicídio, os restantes por roubos e tráfico de drogas. Não foi possível confirmar a ficha criminal de dez wagneristas.

Os jornalistas conseguiram saber que, pela morte de um wagnerista, a família recebe cinco milhões de rublos (cerca de 55.740 euros), os ditos «de caixão». Outros cem mil rublos (cerca de 1.115 euros) são alocados ao próprio funeral. Se parentes não existirem ou não forem encontrados Wagner realiza o funeral e não paga indenização a ninguém, escreve a publicação «Pessoas de Baikal».

Ler mais: https://www.currenttime.tv/a/pod-irkutskom-nashli-kladbische-voennyh/32368282.html

Mariupol: a reconstrução russa da cidade ucraniana ocupada

Após a destruição dos cerca de 80% de prédios e 60% de casas particulares, propaganda russa mostra constantemente a rapidez com que Mariupol está sendo restaurada, destruída durante o cerco russo, quando pelo menos 25 mil pessoas morreram e outros 350 mil tornaram-se refugiados.

O micro-distrito «Nevsky», que putin visitou, foi comissionado pelos construtores no início de setembro de 2022 – Mariupol estava sob ocupação das tropas russas há vários meses. Algumas semanas depois, os chamados «referendos» foram realizados nos territórios ucranianos ocupados pela rússia, e as autoridades russas anunciaram que os residentes remanescentes da Ucrânia queriam se juntar à rússia. Antes da guerra, quase 426 mil pessoas viviam em Mariupol. Durante o cerco russo, pelo menos 25 mil pessoas morreram. Outros 350 mil tornaram-se refugiados.

Os combates em Mariupol terminaram em maio de 2022 e, já em junho, foi montado um canteiro no sudoeste da cidade para a construção de novos complexos residenciais. A construção de novas casas em Mariupol é realizada por meio da fundação «Pobeda», que não divulga informações sobre receitas e despesas. Quanto custará a restauração de Mariupol à cidade de São Petersburgo é desconhecido. As autoridades russas não especificam os valores que estão gastando na cidade ucraniana sob ocupação. O arquiteto holandês, cofundador da coalizão Ro3kvit para a restauração das cidades ucranianas, Fulk Treffers, disse no outono de 2022 que as obras na cidade custariam de 12 a 18 bilhões de euros.

Em fevereiro de 2023, o «prefeito» de Mariupol, Oleg Morgun, nomeado pelas autoridades ocupantes, disse que 1,5 mil apartamentos foram entregues aos moradores. No total, 2.000 apartamentos devem ser construídos em 2023, não foi especificado quantos prédios serão construídas. Até o final de 2023, devem ser demolidos 400 prédios danificados pelos ocupantes russos e 32.500 casas particulares foram total ou parcialmente destruídas.

Um bloco de prédios de cinco andares na rua «Alexander Kuprin» foi construído em 80 dias. O empreiteiro geral é a «Companhia militar de construção», pertencente, desde 2003 ao Ministério da Defesa da federação russa.

Infiltração de água no prédio construído pelos ocupantes e visitado pelo putin

Roman (os nomes de todos os personagens foram alterados para sua segurança) tem cerca de 40 anos. Antes da guerra, ele morava com a família em Mariupol, trabalhava como eletricista em uma das empresas. Seu apartamento foi completamente destruído. Roman e sua família sobreviveram, foram levados para a rússia para um dos centros de acomodação temporários, para onde os ucranianos foram levados após o início da guerra russa na Ucrânia.

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Apenas um dos conhecidos de Roman, que morava em Mariupol antes da guerra, recebeu o apartamento, mas a família não recebeu documentos de propriedade, embora o apartamento destruído do amigo fosse da sua propriedade. A publicação The Village escreveu anteriormente que os apartamentos construídos no local dos bairros destruídos não estão sendo transferidos para a propriedade dos moradores de Mariupol, mas são entregues sob o contrato de arrendamento social – como resultado, as moradias não podem ser alugadas ou vendidas.

Segundo Roman, os apartamentos são atibuidos apenas para quem tinha propriedade em Mariupol e essa propriedade foi totalmente destruída. Se houver uma moradia não apenas em Mariupol, mas na Ucrânia livre, ou se houver pelo menos uma parte da propriedade algures na rússia, os russos não entregam o apartamento. Para resolver os problemas de moradia, os cidadãos precisam ir pessoalmente a Mariupol. Nenhum dos funcionários russos se importa que as pessoas morem muito tempo em outras cidades, tenham um emprego, que tenham família – crianças e idosos, e devem ser deixados ou arrastados com eles para resolver a questão da moradia.

Mesmo que Mariupol seja restaurada, não sei como ela sobreviverá”, argumenta Roman. – Era uma cidade industrial de meio milhão de habitantes, e agora querem transformá-la em resort, mas o resort vive sazonalmente. Num ano, junto com a rússia, meu sentimento sobre o que está acontecendo mudou muito. Acontece que na Ucrânia nem tudo estava tão ruim ... E todos olhávamos para o nosso vizinho (rússia), dizem, as maçãs do vizinho são mais saborosas, e talvez, no começo fossem mais saborosas, só então eles acabaram por ser podres”.

Ler mais: https://www.severreal.org/a/kak-v-mariupole-poluchayut-novye-kvartiry-/32367722.html

sexta-feira, abril 14, 2023

Lançamento histórico de mísseis ucranianos Neptun que afundaram o cruzador «Moskva»

Lançamento histórico de dois mísseis ucranianos Neptun que afundaram o porta-bandeira / a nau capitânia da frota russa do Mar Negro, o cruzador «Moskva» em 13/04/2022.

Vídeo histórico de uma das maiores vitórias navais desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Há exatamente um ano, em 13 de abril de 2022, às 14h10, o sistema de mísseis anti-navio RK-360 Neptun das Forças Armadas da Ucrânia disparou dois mísseis contra o porta-bandeira da frota russa do Mar Negro, o cruzador de mísseis «Moskva». Às 14h17, dois mísseis atingiram o cruzador e «Moskva» começou à arder. À noite, a tripulação do cruzador deixou o navio e parou de lutar pela sua sobrevivência. Enquanto rebocado, na manhã de 14 de abril, o cruzador «Moskva», pesando quase 12 mil toneladas e custando cerca de 750 milhões de dólares, com um complexo de mísseis, afundou. O brilhante sucesso dos militares ucranianos e a façanha de engenharia do bureau de design «Luch» e do seu chefe Oleh Korostelev.

É de notar, que desde 24.02.2022 até abril de 2026, Ucrânia já afundou ou danificou 29 navios e 2 submarinos russos.

Bónus

Mas os militares russos também não estão à perder o tempo, eles começaram a instalar os canhões navais 2M3M em rebocadores terrestres ATS-59G.

2M3M é uma arma de 25 mm, instalada em barcos do projeto 1204 «Shmel»(Bumblebee). O modelo ATS-59G de 1969 é um trator de lagartas sem nenhuma blindagem. A sucata militar soviética está sendo retirada do armazenamento e entregue ao exército russo.

segunda-feira, abril 10, 2023

🔓 A criatividade «matadora» da ação psy-war russa

Os oficiais da ação psicológica do exército russo são pessoas altamente inteligentes e muito criativas. Quando a criatividade parte de um comandante, os resultados positivos podem, seguramente, ser multiplicados x 10. O resultado será excelente, muito bastante.

A foto mostra um folheto, que foi criado pelo comandante do 392º regimento de infantaria motorizada, coronel Y(uri?) Rudakov (a unidade é nova, formada por militares mobilizados, foi treinada no Território de Krasnodar, anexada à 58ª Divisão do Exército, localizada no frente de Zaporizhia).

Surge uma clara impressão de que o coronel Rudakov criou esse milagre da criatividade militar sob o comando de seu curador da secreta ucraniana SBU. Porque é bastante difícil imaginar um conteúdo mais desmoralizante.

Assim, pelo conteúdo do material o militar russo só pode concluir que eles são esperados na frente por um inimigo muito bem treinado e inteligente, tendo na sua retaguarda a família e filhos. O desejo de se mover na direcçao da família surge por si só.

A pior coisa que pode acontecer ao militar russo é ser capturado. Afinal, o soldado russo deve contar com a castração, costelas partidas e orelhas cortadas, estupro e privação de alimentos, espancamento com pedras e, claro, ser marcado, como o gado, por uma suástica em brasa (no folheto os grandes defensores da língua russa cometeram o erro gramático na frase «em brasa»). Melhor se suicidar imediatamente.

Acha que os militares russos já sentiram um enorme desejo de ir para a batalha com muita ousadia, para defender a sua pátria?

Por fim, o coronel Rudakov esclarece: «não somos orcos, somos russos!» Não se percebe quem o convenceu do contrário e por que razão tinha que inserir a tal afirmação no seu folheto de propaganda.

Mas o mais engraçado é o final. Após a distribuição desses materiais, os oficiais da ação psicológica russa realizam um teste entre os militares, sobre o conhecimento do conteúdo dos folhetos. O ponto de serem marcados com a suástica de ferro em brasa é do conhecimento obrigatório por todos.

A foto do folheto foi facultada aos ucranianos pela esposa de um dos militares russos.

A linha de contacto para a rendição voluntária

Passe essa info ao militar russo, salve a sua vida!

No mês de março de 2023 o projeto ucraniano «Quero viver» recebeu 3.017 chamadas telefónicas de militares russos que desejavam se entregar às FAU. Vários destes militares já se entregaram às forças ucranianas, alguns decidiram se juntar à Legião «Liberdade da Rússia» para lutar pela libertação do seu próprio país, ocupado pelo regime autocrático do putin.

A unidade do reconhecimento aéreo da Legião russa encontrou a infantaria dos ocupantes russos, mantendo as posições na área (https://t.me/DeepStateUA/16210) do cruzamento ferroviário em Mayorsk. Após o trabalho de morteiros, o reduzido grupo russo tentou deixar a posição com um gravemente ferido, mas logo foi completamente destruído por morteiros de 120 mm da Legião russa.

Em geral, ao longo de 7 meses de operação, a página do projeto foi visitada por 27 milhões de pessoas da rússia e dos territórios uranianos temporariamente ocupados. Foram recebidas 12.889 ligações em todos os canais: Telegram, WhatsApp, chatbot e hotline. A linha de contacto para a rendição voluntária é usada não apenas por militares ativos do exército russo. Muitos pedidos de rendição preliminar vem dos cidadãos russos apenas ameaçados pela possível mobilização e que não desejam ir à Ucrânia para participar numa guerra colonial.

O radar russo 1L119 Nebo-SVU foi destruído na Ucrânia

O radar multifuncional russo 1L119 Nebo-SVU, da banda VHF, foi destruído na Ucrânia, a primeira perda documentada deste tipo de equipamento.

Além disso, desde 24.02.2022 e até 09.04.2023 a rússia perdeu 10.009 equipamentos militares, dos quais: foram destruídos: 6.477, danificados: 304, abandonados: 394 e capturados: 2.834 (a lista inclui apenas os equipamentos confirmados em fotos e/ou vídeo).

Tanques MBT foram perdidos 1.928, dos quais destruídos: 1168, danificados: 100, abandonados: 106 e capturados: 554.

À título de exemplo, desde 24.02.2022 Ucrânia perdeu 480 MBT, dos quais destruídos: 293, danificados: 28, abandonados: 19, capturados: 140.

quarta-feira, abril 05, 2023

A agonia da Igreja Ortodoxa subordinada ao Moscovo

Nos últimos dias diversas paróquias da Igreja Ortodoxa da Ucrânia — Patriarcado de Moscovo (UPC — MP) passaram para alçada da Igreja Ortodoxa Ucraniana (PCU). Um processo doloroso, mas historicamente inevitável, que faz parte do processo de descolonização religiosa e cultural da Ucrânia. 

Tudo começou na cidade de Khmelnitskiy, onde um veterano ucraniano, de origem étnica russa, embora isso pouco importa, entrou na igreja UPC-MP e fiz a pergunta retórica: «Quantas mortes precisa ainda para que vocês parem de ir à igreja subordinada à Moscovo?» 


O momento de agressão em que padre mostra a sua habilidade em artes marciais

O veterano ucraniano foi atacado pelo padre local, sofrendo algumas agressões. O sucedido de tal forma indignou a absoluta maioria dos paroquianos, que em questão de horas eles reuniram mais de 1.000 assinaturas para a passagem da sua Sé Catedral, o palco deste acontecimento, para a jurisdição da PCU. 

O Metropolita Antóniy (Patriarcado de Moscovo em Khmelnitskiy) aceitou a vontade da comunidade e entregou voluntariamente as chaves da Catedral. Ele pessoalmente disse que está mais que pronto para aderir à Igreja Ucraniana (no mesmo dia foi oficialmente destituído pela hierarquia do Patriarcado de Moscovo).

De seguida foi formada a comissão conjunta da UPC — MP e da Igreja Ucraniana que estava realizando um inventário dos bens da igreja e, enquanto isso, a primeira oração foi efetuada na Catedral de Khmelnitskiy em língua ucraniana e em preces pelos defensores da Ucrânia.

É de notar que UPC — MP desencoraja o uso da língua ucraniana na liturgia (Sic!), até muitos recentemente em muitas das suas igrejas da sua congregação as missas eram ministradas em russo (Sic!!) e mais recentemente passaram para o uso do antigo-eslavo, a língua morta, incompreendida pela absolutamente maioria dos fiéis. 

Um bom exemplo da igreja moscovita UPC — MP aconteceu hoje na aldeia de Zadubrivka na região de Chernivtsi. A mãe do um militar ucraniano chora, às portas da igreja, pedindo humildemente, para que o pároco local deixe que o corpo do filho seja velado na igreja. O pároco, da igreja moscovita não deixa, mantendo as portas fechadas. 

Razão? O militar ucraniano morreu defendendo Ucrânia, logo «desobedeceu» a exigência disfarçada do pedido do patriarca russo Cirilo, dirigido ao exército ucraniano logo no início da agressão russa em depor as armas e não resistir ao avanço da armada russa... Parece uma má piada, mas não, simplesmente a realidade ucraniana e da igreja, supostamente ucraniana, que continua ser subordinada ao moscovo.  

Ainda em 2004, no auge da Revolução Laranja, o spin-doctor russo Marat Gelman tinha dito que «Igreja Ortodoxa Ucraniana — Patriarcado de Moscovo é a última e única força pró-russa, legal e de relevo na Ucrânia». 

O momento solene em novembro de 2014, em que o líder da UPC-MP (com a bengala nas mãos) não se levanta no parlamento da Ucrânia, na sessão em homenagem às vítimas do Holodomor, o crime do estado e regime soviético que a igreja moscovita não reconhece

Assim como o aristocrata francês, Astolphe-Louis-Léonor Marquis de Custine, no seu livro “La Russie en 1839”, descreve a rússia como a antítese histórica e geográfica da Europa, uma anti-Europa, onde a vida e o destino dos leigos e do clero, dos senhores e dos cidadãos, depende única e exclusivamente da vontade despótica do seu soberano. O texto foi publicado pela primeira vez em 1843, mas parece que descreve a rússia actual: “Os clérigos ortodoxos moscovitas nunca eram e nunca serão nada mais do que a polícia vestida em uniformes algo diferentes dos fardamentos do exército laico do império. Os popes e os seus bispos formam um regimento clerical sob o comando do imperador. Nada mais”.

Brovary e Bakhmut, após a chegada dos «libertadores russos»

«Restos» |mortais| e a data de sepultura

Brovary, a cidade-satélite de Kyiv, um dos últimos pontos, onde os ocupantes russos tentaram o ataque massificado de blindados contra capital e onde a coluna russa foi despedaçada pela artilharia, caçadores de tanques e pelos Bayraktar, imagens dramáticas de há 1 ano.








Nos arredores de Brovary surgiu um novo e bastante grande local de sepultação. Aqui são sepultadas as pessoas e os seus restos mortais, muitas das vezes incompletos, que até hoje são encontrados nas matas, nas caves e noutros locais. Muitos deles são anónimos, alguns são identificados. Outros, morreram já após a libertação da região pela Ucrânia, atingidos pela dor física e emocional, sofrendo com a perda irrecuperável dos seus entes queridos, na sequências de ferimentos e torturas, às mãos dos ocupantes russos...

A cidade de Bakhmut

Os moradores de Bakhmut (bairro de Komarovka) filmam os restos da sua cidade, o resultado direto do aparecimento dos «libertadores russos». Os ocupantes russos: exército regular russo e mercenários da EMP Wagner sabem que há civis na cidade, apesar disso a cidade é constantemente bombardeada, os bairros residenciais são destruídos e os moradores são mortos. 

O bando do putin, lavrov e propaganda russa chamam isso de «defesa e proteção das populações russófonas». 

@kazansky2017