Na noite de 13 de março, os criminosos de guerra russos, como de costume, bombardearam e mataram civis em Kyiv e na região de Kyiv. Em Brovary, uma estação de correios e edifícios
residenciais foram incendiados. Quatro civis foram mortos e vãrios feridos.
Em Obukhiv, na região de Kyiv, os ocupantes russos lançaram um ataque com mísseis contra um «alvo militar crucial» — um edifício residencial inacabado.
Em resposta, Ucrânia ataca os alvos militares de costume. Por exemplo, as Forças de Operações Especiais (SSO) da Ucrânia, atingiram e destruiram o sistema russo de mésseis «Iskander», estacionado na aldeia de Vyshneve, na Crimeia ocupada, que estava prestes a ser usado para atacar Ucrânia continental.
Mais três caixões de uma família ucraniana morta pela rússia. Desta vez, foi na região de Kyiv, em resultado de ataque de drones russos morreu a mãe, sua
filha de 6 meses e sua sobrinha de 12 anos...
Conforme relatado pela publicação local, Pogrebsky Visnyk, em 24 de outubro, na região de Kyiv se despediram da família ucraniana que foi morta por um drone russo na manhã de 22 de outubro
na vila de Pogreby, no distrito de Brovary. As três ucranianas de três gerações distintas, morreram dentro da sua própria casa que foi atingida por um drone russo.
Antonina Zaychenko, sua filha Adelina e sua sobrinha Anastasia, vieram de Kyiv para a casa dos sogros em Pogreby. Mais tarde, o vizinho explicou: eles acreditavam que era mais seguro na aldeia,
pois não precisariam de se esconder num abrigo antiaéreo para se proteger.
Os pais idosos sobreviveram porque estavam em outro quarto/cômodo. Antonina e duas meninas estavam no quarto, que foi atingido pelo drone «Shahed». Foi um impacto direto,
a casa pegou fogo instantaneamente, informa a TV ucraniana 24tv.ua
Desta vez a rússia matou:
Antonina Zaichenko (nascida em 1987, de 38 anos);
sua filha Adelina Nehoda, de 6 meses;
sua sobrinha Anastasia Nehoda, uma estudante de 12 anos do Liceu Pogrebsky.
Naturalmente, Ucrânia respondeu militarmente, destruindo uma base petrolífera russa na área de Starobelsk, na região ocupada de Luhansk. Uma operação
das SSO da Ucrânia.
Em 9 de março de 2022, nos arredores de Kyiv, os defensores da capital ucraniana aniquilaram a coluna de MBT russos. O vídeo da destruição dos tanques se espalhou
por toda Ucrânia. Foi acompanhado por uma interceptação de rádio na qual um dos ocupantes relatou perdas enormes.
Os russos identificaram a direção de Brovary como uma das principais vias para capturar a cidade de Kyiv. Para romper a defesa ucraniana, eles concentraram ali um punho blindado
– colunas de tanques e veículos blindados.
A coluna russa avançando sobre Kyiv
Manchas vermelhas são as forças russas à cercar Kyiv
Esta coluna deveria invadir a capital. Mas foi detida por unidades da 72ª Brigada Mecanizada «Zaporozhianos Negros», forças de operações
especiais SSO «Azov» e da 112ª Brigada de Defesa Territorial (TrO).
Caçadores de blindados da TrO
No momento da invasão russa, a 112ª Brigada tinha apenas 4 operadores do sistema de mísseis antitanque «Stugna-P». Eles montaram uma emboscada perto da vila de
Skybyn (5 km de Brovary na auto-estrada M01 Kyiv – Chernihiv).
Soldado «Marine», 112ª Brigada de TrO
«Esperamos os russos por 15 dias. Já soubemos (dos crimes russos) de Bucha e Hostomel. Queríamos ir embora. Mas o alto comando respondeu: estamos contando com vocês, devem permanecer lá”, relembra o soldado «Marine».
Recepção da coluna russa
«No dia 24 (de fevereiro), nos mostraram os lugares para ficar. Um grupo – nos trilhos ferroviários, dois em linha reta na direção frontal, e nós, nos
flancos», conta o «Marine».
Então, em 9 de março de 2022, as unidades da TrO receberam a coluna russa que se deslocava da direção de Chernihiv.
Soldado «Maddison», 112ª Brigada de TrO
“Era simplesmente um campo de tiro”, relembra aquele dia o soldado «Madison» da 112ª Brigada.
Destruição do «punho blindado»
Pela primeira vez, os ucranianos souberam das consequências daquela batalha para os russos por meio de uma interceptação de rádio, que foi acompanhada por imagens
da destruição de tanques russos.
«O 6º Regimento, ainda não posso reportar, ainda estou coletando os dados. Houve muitas baixas, eles estavam esperando, o chefe da coluna foi emboscado. O comandante do regimento está morto, estou investigando o resto», o ocupante russo informava o seu superior com nome do código «Nitro».
Os soldados ucranianos primeiro deixaram a cabeça da coluna passar e depois, por meio de emboscadas, destruíram o equipamento inimigo atacando os flancos. Pela interceptação
de rádio, era possível ouvir que os russos acreditavam que os ucranianos usavam os drones «Bayraktar».
«Nós disparávamos muito rápido, os russos não entendiam de onde vinha o fogo, porque o ATGM «Stugna-P» dispara da distância de até
6 km, eles não nos viam da onde saíam os disparos. Eles recuaram pelos campos agrícolas e nós acabamos com eles», diz «Maddison».
No grupo do «Maddison», todos os 5 mísseis disponíveis atingiram seus alvos. O grupo do «Marine» conseguiram 8 equipamentos destruídos, três
dos quais eram os MBT. No total, os defensores de Kyiv conseguiram destruir 19 MBT russos e 48 recuaram. Ao mesmo tempo, a retirada russa foi caótica, com os veículos blindados esmagando a sua própria
infantaria.
Kyiv se aguentou
O punho blindado dos russos deveria destruir tudo no seu caminho. De acordo com o plano do Kremlin, esta coluna deveria capturar Kyiv pela margem esquerda do rio Dnipro. Entretanto, as ações
coordenadas e destemidas dos defensores da capital destruíram esses planos. Ondas inimigas subsequentes em Brovary colidiram com as defesas ucranianas.
Devido às enormes perdas e à futilidade de novos ataques, no final de março os russos tiveram que recuar de Brovary e da região de Kyiv. A capital ucraniana e a
própria Ucrânia permaneceram firmes.
Esta história é mais uma confirmação de que a defesa da Ucrânia depende da coragem dos militares ucranianos. Os combatentes da TrO são aqueles que,
tendo pegado em armas, se colocaram entre o inimigo e a sua casa. Eles continuam lutando para que outros poderiam viver num país livre.
Imagens retiradas do documentário «Escudos de Kyiv».
Brovary, a cidade-satélite de Kyiv, um dos últimos pontos, onde os ocupantes russos tentaram o ataque massificado de blindados contra capital e onde a coluna russa foi despedaçada pela artilharia, caçadores de tanques e pelos Bayraktar, imagens dramáticas de há 1 ano.
Nos arredores de Brovary surgiu um novo e bastante grande local de sepultação. Aqui são sepultadas as pessoas e os seus restos mortais, muitas das vezes incompletos, que até hoje são encontrados nas matas, nas caves e noutros locais. Muitos deles são anónimos, alguns são identificados. Outros, morreram já após a libertação da região pela Ucrânia, atingidos pela dor física e emocional, sofrendo com a perda irrecuperável dos seus entes queridos, na sequências de ferimentos e torturas, às mãos dos ocupantes russos...
A cidade de Bakhmut
Os moradores de Bakhmut (bairro de Komarovka) filmam os restos da sua cidade, o resultado direto do aparecimento dos «libertadores russos». Os ocupantes russos: exército regular russo e mercenários da EMP Wagner sabem que há civis na cidade, apesar disso a cidade é constantemente bombardeada, os bairros residenciais são destruídos e os moradores são mortos.
O bando do putin, lavrov e propaganda russa chamam isso de «defesa e proteção das populações russófonas».