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segunda-feira, janeiro 01, 2018

Ucrânia recorda Stepan Bandera (18 fotos)

No dia 1 de janeiro de 1909 nasceu Stepan Bandera, político, ideólogo e futuro líder da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN-R), homem que dedicou toda a sua vida à luta pela Ucrânia independente e que foi assassinado em 1959, em Munique, pelo agente do KGB, que mais tarde fugiu para Ocidente.
AP Photo/Efrem Lukatsky
Como já é tradição na Ucrânia, no dia 1 de janeiro, o aniversário do nascimento do Stepan Bandera é comemorado pelos diversos nacionalistas e patriotas, em forma da organização das marchas de tochas ardentes.

Kyiv
As fotos de Kyiv Facebook @Ivan Pogorelyi
Em Kyiv, a marcha foi organizada pelo partido VO “Svoboda”, “Setor da Direita” e Corpo Nacional, a polícia ucraniana avaliou o número dos participantes em cerca de 1.000 pessoas. 
A marcha começou no parque Taras Shevchenko em frente da Universidade Nacional Taras Shevchenko e terminou na praça de Independência (Maydan), informa novosti.dn.ua

Slovyansk
A marcha foi organizada pelo partido VO “Svoboda” e organização “Sokil”, ação contou com a proteção extra de polícia e SBU.
Os principais slogans: «Glória à Ucrânia» e «Leste e Oeste juntos», a marcha também exibia os cartazes com slogans locais e económicos, eram recordados os ucranianos que morreram defendendo Ucrânia na atual guerra russo-ucraniana.
A marcha acabou em forma de comício junto ao monumento do poeta-mor da Ucrânia, Taras Shevchenko.

Avdiivka e Pokrovsk (região de Donetsk livre)

Na cidade de Pokrovsk na praça Taras Shevchenko decorreu um comício.

Na cidade de Avdiivka, na linha da frente, a marcha também foi organizada pelo VO “Svoboda”, “Setor da Direita” e Corpo Nacional, informa avdeevka.city.

Além disso, as marchas nacionalistas foram planeadas e decorreram em Lviv, Sumy, Kharkiv, Ternopil, Dnipro, Rivne, Kherson, Kryviy Rih e Melitopol, informa novosti.dn.ua (os dados da polícia ucraniana apontam 54 (!) marchas em 20 regiões da Ucrânia!)

Blogueiro: amado pelos cidadãos que se identificam com Ucrânia e odiado por aqueles que odeiam o país, Stepan Bandera, de forma lenta, mas imparável, deixa de pertencer à esfera histórica, se transformando num santo protetor da Ucrânia. Como tal, as marchas, em sua memória reúnem a quantidade máxima de pessoas quando a própria existência da Ucrânia é ameaçada, diminuindo de intenção, quando o perigo deixa de “espreitar às portas”.


Também é de notar que Stepan Bandera entrou, para ficar, na imaginação popular e mitológica ucraniana. Quando isso sucede, o “centrão” político deixa de sentir a necessidade de lutar por mais. Um pouco disso aconteceu com Bandera, de uma figura exótica resgatada pelo VO “Svoboda”, ele se transformou numa parte regular da história da Ucrânia. Os mitos e heróis, como é sabido, nunca morrem.

Bónus

É de recordar que nas décadas de 1960-1970 as autoridades comunistas soviéticas da URSS habitualmente organizavam as marchas que usavam as tochas, principalmente no dia 9 de maio e 22 de junho, para assinalar a participação soviética na II G.M., naturalmente, os que vão evocar outras situações históricas, não vos falarão disso.
E claro, sempre podemos comparar as marchas ucranianas com as marchas dos países vizinhos, por exemplo com a recente marcha do extremismo xenófobo polaco.
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sexta-feira, novembro 18, 2016

New Order – “Taras Shevchenko” (ao vivo em Nova Iorque)

E para descontrair um pouco, saindo dos temas habituais de política e guerra, falaremos hoje sobre o património cultural mundial com a costela ucraniana.

Taras Shevchenko” é um álbum em vídeo da banda britânica de rock New Order, lançado em agosto de 1983. O vídeo contém o registo de um show realizado 35 anos atrás no Centro Nacional Ucraniano (Ukrainian National Home), em Nova Iorque, no dia 18 de novembro de 1981. Não sei se é preciso explicar que Taras Shevchenko é o maior poeta ucraniano, o poeta-mor da Ucrânia (e não é o ex-futebolista e atual treinador da seleção da Ucrânia Andriy Shevchenko)...

Ver o concerto no YouTube (52'29''):
Bónus
Na presença de ministros dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia e da Roménia, e das delegações ucranianas da Croácia, França, Hungria e Ucrânia, das centenas de ucranianos da Roménia, na cidade romena de Sighetu Marmaţiei foi recentemente inaugurado o monumento de poeta-mor da Ucrânia, Taras Shevchenko. É de notar que este já é o 6º monumento do poeta na Roménia, o segundo país da Europa, em termos de homenagem ao Shevchenko, após Ucrânia.

sexta-feira, outubro 02, 2015

Morreram pela Ucrânia: os ultras que deram vida pelo país

Durante a Revolução de Dignidade (o movimento Maydan) e na guerra russo-ucraniana (OAT), morreram pelo menos 28 fãs, que pertenciam às torcidas organizadas de futebol, e que representavam todas as regiões de Ucrânia e diversos clubes da 1ª e 2ª ligas.

Tudo começou no dia 1 de dezembro de 2013, quando fãs dos diversos clubes de futebol se reuniram na rua Bankova em Kyiv (imediações da presidência da república da Ucrânia), onde participaram nos primeiros confrontos com a polícia (após duas semanas de protesto pacífico na praça de Independência, conhecida como Maydan, no centro de Kyiv).

Seguiram-se as tomadas e defesas do Conselho municipal de Kyiv e da “Casa da Ucrânia”, patrulhamentos noturnos da cidade, defesa da Maydan e confrontos com os bandidos titushki, mas principalmente, os confrontos com a polícia “Berkut” na rua Hrushevskoho, que à partir do dia 19 de janeiro de 2014 marcaram o início do fim do regime do Yanukovych.

Desde a queda do antigo regime e face a agressão russa na Crimeia, os fãs dos clubes ucranianos anunciaram o fim intemporal de quaisquer inimizades clubísticas. Foram as torcidas unidas que garantiram a manutenção da paz em Odessa e Kharkiv, não permitindo a tomada de poder pelos separatistas locais, apoiados pelos terroristas russos.

Neste momento, os representantes de quase todas as torcidas organizadas estão defender Ucrânia no leste de país, resistindo e combatendo as forças russo-terroristas. Inseridos nas FAU e nas unidades voluntárias, nem todos voltaram para as suas casas. A guerra, leva os mais bravos e mais corajosos. Eles deram as suas vidas pela Ucrânia e pela sua liberdade, mas eles viverão em memória daqueles que os recordam. Por isso, a página das torcidas organizadas da Ucrânia, ultras.org.ua, criou um mural para recordar todos os companheiros que morreram na defesa da Pátria. Glória eterna aos Heróis!

No total, a lista tem 28 nomes, 26 com a morte confirmada e dois desaparecidos, após, presumivelmente, serem capturados pelos terroristas. A maioria dos patriotas serviu e morreu ao serviço dos batalhões voluntários: “Aydar”, “Azov”, DUK PS. Vinte deles foram condecorados pelas medalhas e ordens militares ucranianos, à título póstumo. Apenas três dos heróis eram da Ucrânia Ocidental, cinco de Kyiv, um era cidadão da Rússia e os restantes eram naturais do centro e leste do país, incluindo da região de Donbas. O mais velho tenha 42 anos, o mais novo apenas 16... 

Shevchenko em Novosibirsk
"...Se abracem, meus irmãos, vós suplico, vos peço..."
Na terceira maior cidade russa, Novosibirsk, a diáspora ucraniana local abriu o monumento ao poeta mor da Ucrânia, Taras Shevchenko. O monumento se situa na esquina das ruas Kirov e Shevchenko. Taras Shevchenko nunca visitou a cidade (a urbe foi fundada já após a sua morte), mas durante a II G.M., na Opera local estava guardada a exposição do Museu de Shevchenko de Kyiv. A altura do monumento é de 3,8 metros, o seu custo é de cerca de 50.000 dólares que, em parte, foram doados por cerca de 250 personalidades, e em parte, contaram com o subsídio estatal.
Taras Shevchenko: "...Se abracem, meus irmãos, vós suplico, vos peço..."

terça-feira, março 10, 2015

“Crimeia é Ucrânia” é crime na Crimeia

"Crimeia é Ucrânia"
No dia 9 de março os ucranianos de todo o mundo comemoram o 201º aniversário do poeta, pintor, escritor, patriota e ativista ucraniano Taras Shevchenko. E tal como no passado czarista e soviético, as autoridades da Crimeia ocupada perseguem os ucranianos que se manifestam publicamente neste dia.

Na cidade de Simferopol, as autoridades locais proibiram aos ucranianos de comemorar o aniversário do Taras Shevchenko junto ao monumento do poeta (Sic!), por isso ação foi transferida para o parque municipal. Durante cerca de uma hora tudo decorria no ambiente tranquilo, mas quando os participantes exibiram duas bandeiras ucraniana e uma dos tártaros da Crimeia, com o slogan “Crimeia é Ucrânia”, a polícia começou as detenções.
Leonid Kuzmin à saída da esquadra de polícia com acusação nas mãos
Em resultado, foram detidos três ativistas, organizador da ação Leonid Kuzmin (na foto em cima) e dois participantes: Oleksandr Kravchenko (jovem levado pela polícia nas fotos em baixo) e Vilidar Shukurdjaev. Nota-se que todos os detidos tinham os símbolos ucranianos: as camisas bordadas, as faixas com as cores ucranianas ou a bandeira da Ucrânia. Os detidos foram levados à esquadra de polícia onde deixaram os depoimentos por escrito.

Tudo indica que o organizador da ação ucraniana, Leonid Kuzmin, pode ser acusado de delito administrativo pela alegada “violação do procedimentos sobre a organização ou a realização de reuniões, comícios, manifestações, passeatas e piquetes”.

“Suponho que a razão da detenção foi o facto de exibirmos os símbolos ucranianos”, – explicou o próprio. Por sua vez, Vilidar Shukurdjaev (o homem mais à direita na primeira foto com a bandeira), contou que os investigadores da polícia classificaram a exibição da bandeira amarela e azul de “extremismo”.

Na ação ucraniana participaram cerca de 40 ativistas que é um número bastante alto para a realidade do território ocupado, onde a lealdade para com Ucrânia ou com os valores ucranianos é vista como um delito e um crime.

Fonte:

Foto@ Anastasia Magazova, vídeo TRK Chornomorske
https://www.youtube.com/watch?v=OBQfxwnY6AQ

A manif pró-ucraniana em São-Petersburgo

Em São-Petersburgo, na Rússia, foram detidos 5 pessoas que participaram numa ação em apoio à deputada e piloto ucraniana Nadia Savchenko, raptada e detida ilegalmente pela federação russa desde os meados de 2014.

A ação não foi autorizada, por isso aos dois participantes incriminam a “organização de ação ilegal de massas”. Outras três pessoas foram detidas por apareceram no local com as bandeiras ucranianas.

“A polícia os levou após eles exibiram a bandeira da Ucrânia. Ao mesmo tempo a polícia permitiu aos ativistas colocar na roupa as faixas azuis e amarelas, formar uma fila e dar as mãos”, - informa a TV ucraniana Hromadeske TV.

Os ativistas não proclamaram nenhum slogan, toda a sua ação durou cerca de 20 minutos. Desde quinta-feira passada, na Rússia são organizados os piquetes individuais (permitidos por lei russa) com o slogan global: “Não deixem morrer Nadia Savchenko”.

Do pequenino se torce o que?

O jardim de infância № 69 da cidade de São-Petersburgo, na Rússia, no dia 23 de fevereiro de 2015, comemorado no país como o “dia do defensor da pátria” (FONTE)...

segunda-feira, março 10, 2014

Batalha desigual pela Crimeia



200º aniversário do nascimento do Taras Shevchenko: o poeta-mor da Ucrânia
Os separatistas da Crimeia, apoiados pelas forças armadas da Rússia, marcaram o seu referendo ilegal para o dia 16 de março de 2014. Já ninguém fala sobre autodeterminação da Crimeia, na mesa estão duas opções, entrada direta da península na Federação da Rússia ou a sua permanência na República da Ucrânia.

Para já, os separatistas e as forças de ocupação continuam bloquear e chantagear os militares ucranianos, desligam os canais da TV ucraniana, impedem os jornalistas ucranianos de entrar na Crimeia ou raptam as pessoas que se posicionam à favor da Ucrânia. Como se diz na Net ucraniana, estas são as liberdades e garantias que baionetas dos ocupantes trouxeram à Crimeia.

Más notícias:  

Informa Dmitry Tymchuk (o grupo “Resistência informativa”):

Os ocupantes russos colocam o fardamento e as insígnias ucranianas (que nas vésperas roubaram das bases ucranianas) e são entrevistados pelas televisões russas na qualidade dos “militares ucranianos”. Como não são muito inteligentes, se esquecem do que a) militares ucranianos não escondem as suas faces; b) os ocupantes disfarçados usam AK da série “100” exclusiva às FA russas.

Ver no YouTube:

O comboio de camiões militares está transportando os ocupantes russos nas ruas de Simferopol (na foto em baixo). Para ocultar a origem russa destas viaturas foram tiradas as placas de matrículas. Mas que falha, o comboio está acompanhado pelo carro da polícia russa de trânsito militar com as placas da região de Moscovo, escreve The Insider.ua

O autoproclamado primeiro-ministro da Crimeia, Sergey Aksyonov, conhecido pela sua alcunha criminal de “Goblin”, desde o dia 6 de março mandou desligar em toda a Crimeia o sinal da TV ucraniana 1+1, entregando, ilegalmente, a frequência à TV russa “Rossiya 24”.

Um pequeno exemplo de desrespeito pela liberdade de expressão, valores democráticos e a propriedade intelectual do poder de ocupação instalado na Crimeia. Alem disso, as forças de ocupação detiveram os jornalistas do canal 1+1, ameaçando transforma-los em “escudos humanos”, informa The Guardian.

Boas notícias:

Duas entidades territoriais da Crimeia se recusaram a participar no referendo ilegal. O chefe da administração estatal de Bakhchysarai, Ilmi Umerov disse que a posição mais correta é boicotar o referendo, pois participar nele significaria o seu reconhecimento. Umerov também disse na reunião de trabalho na administração que “não irá acatar às ordens ilegais”.

Antes, uma decisão semelhante foi adotada pelo presidente do conselho municipal da cidade de Bilohirsk, Albert Kangiev, que considera o referendo iniciado como ilegal, escrevem 15minut.org

https://www.facebook.com/EuroMaydan/posts/580047025424972

As forças pró-Ucrânia e pró-unidade com Ucrânia organizaram em Sebastopol o comício em que mostraram a sua vontade de permanecer na Ucrânia (foto em cima).


O bailado georgiano “Sukhishvili” dançou o Hopak ucraniano durante o seu torneio de Kyiv com a bandeira da Ucrânia (foto em cima), informa a TV ucraniana TSN.ua

domingo, março 10, 2013

Shevchenko novamente proibido na Ucrânia


Em Moryntsi, na aldeia natal do poeta ucraniano Taras Shevtchenko o novo poder ucraniano proíbe aos cidadãos de celebrar o nascimento do génio literário da Ucrânia.

Desde manha a casa onde nasceu Taras Shevchenko foi cercada pela polícia, as testemunhas falam em dois pelotões, informa a televisão INTV.

Às 7h30 de manha veio o chefe do município que proibiu ao coro local de cantar e às crianças declamar a poesia, principalmente o verso “A Campa Aberta”, motivando a sua proibição pelo facto de poesia do Shevchenko ser revolucionária e como tal é inconveniente hoje em dia. Depois da curta cerimónia estatal, o chefe do município desapareceu da cerimónia de celebrações, proibindo aos diretor da casa de cultura local dar qualquer acesso aos equipamentos de som aos ativistas, contou um dos moradores da vila.

O governamental Partido das Regiões colocou na aldeia uma tenda com a sua simbólica, distribuía os materiais propagandísticos partidários.

Os deputados da oposição colocaram as flores ao monumento da mãe do Taras Shevchenko, também na aldeia de Moryntsi, visitaram a casa onde jovem Shevchenko viveu e trabalhou na condição do servo de um fidalgo russo, escreve Censor.net.ua.

O deputado do parlamento ucraniano, Olexander Bryhynets, conta no seu perfil numa das redes sociais que a população local está indignada com as ações do poder político e com o facto de Shevchenko novamente se tornar poeta proibido e perseguido, mesmo na sua aldeia natal.

É de recordar que nos anos 1970, na URSS, frequentemente as pessoas eram detidas por declarar a poesia do Taras Shevchenko em público fora das festividades patrocinadas e controladas pelo poder estatal. O verso do Shevchenko, “A Campa Aberta”, por exemplo, era publicado na sua coletânea oficial quando Ucrânia Soviética foi dirigida pelo Petro Shelest, mas retirado dos livros durante os “anos do chumbo” do Brejnev.

O dia 9 de março de 1900, outro aniversário do poeta, foi marcado pela proclamação do Manifesto “Ucrânia Independente” da autoria do advogado Mykola Mikhnovsky. Este foi o primeiro político ucraniano que colocou a questão da independência política e absoluta da Ucrânia.

O verso "A Campa Aberta" pelo grupo ucraniano "Komu Vnyz" no YouTube: