segunda-feira, outubro 12, 2026

A tendência «Hoje sou ucraniano/a» ganha popularidade no Threads 💙💛

A tendência global «Today I’m Ukrainian» (Hoje sou ucraniano/a) está a ganhar popularidade no Threads. Os estrangeiros estão a publicar mensagens com palavras de solidariedade com Ucrânia, a usar roupas com símbolos ucranianos e a partilhar fotos temáticas.





«O mundo vê-te» — as redes sociais estão inundadas de publicações de cidadãos estrangeiros, absoluta maioria dos quais não possui as origens ucranianas, de apoio à Ucrânia.





Ao mesmo tempo, e após os impactos ucranianos nos centros de dados da corporação russa «Yandex», nas diversas redes sociais notou-se uma clara diminuição do postagens anti-Ucrânia e/ou à favor das «causas», partidos ou personalidades/grupos pró-russos: de AfD na Alemanha; na Polónia diminuiram drasticamente as postagens anti-ucranianas, etc.

Os centros de dados de Yandex atingidos até agora

domingo, outubro 11, 2026

Os crimes de guerra russos na cidade ucraniana de Zaporizhzhia

No dia 10 de outubro, na cidade ucraniana de Zaporizhzhia, um ataque aéreo russo matou 20 civis ucranianos, incluindo 4 crianças, e feriu outros 14. Duas das pessoas feridas encontram-se em estado crítico. Outras 12 pessoas poderão estar desaparecidas, enquanto prosseguem as operações de busca e salvamento.






Cinco bombas aéreas guiadas atingiram edifícios residenciais.

Na região de Dnipropropetrovsk, as forças russas voltaram a atacar equipas de emergência enquanto estas combatiam um incêndio.

Na região de Zhytomyr, uma pessoa ficou ferida na sequência de um ataque russo contra infraestruturas de transportes públicos.

No total, 13 regiões da Ucrânia foram atacadas durante a noite.

A rússia continua a interpretar qualquer alívio da pressão como um sinal de que pode prosseguir a guerra impunemente e bombardear cidades ucranianas. A resposta deve ser o reforço da pressão, não concessões. A rússia tem de sentir as consequências da sua agressão.

No dia 11 de outubro foi declarado dia de luto em Zaporizhzhia pelas vítimas do bombardeamento russo de ontem. As forças russas lançaram bombas aéreas sobre edifícios de habitação, matando 20 civis, incluindo quatro crianças.


A fotografia mostra três gerações de uma família ucraniana, morta no ataque russo: Vera Sigayeva (nascida em 1953), a sua filha Natalia Foschan (nascida em 1978) e a sua neta Polina Foschan (nascida em 2010). Natália trabalhava como paramédica, Polina era aluna do 11º ano. Três vidas, interrompidas por uma única bomba russa.

⚡️⚠️ Desintoxicação digital ucraniana imposta à economia russa

As Forças de Defesa da Ucrânia, usando drones FP-1, atingiram mais um centro de dados do gigante russo de TI «Yandex» — desta vez na cidade de Vladimir. Em consequências do ataque, foram reportadas falhas em larga escala no funcionamento dos serviços da «Yandex». A maioria deles está atualmente indisponível. 

A infraestrutura de TI e de AI «mais avançada da rússia» ficou completamente desprotegida contra os ataques de drones ucranianos. Três centros de dados e todos os três supercomputadores da «Yandex» foram desativados após ataques de drones ucranianos entre os dias 8 à 11 de outubro. 

«É impossível repor a operação dos supercomputadores a partir deste nível. Nem sequer se trata de dinheiro. O principal problema nem são as sanções, mas sim a escassez de chips e outros componentes, para os quais existe uma enorme lista de espera em todo o mundo», afirma um especialista em supercomputadores entrevistado pela T-invariant.

A instalação de «Yandex» em Vladimir tem uma capacidade de 50 MW e foi concebida para 2.880 bastidores de TI, o que realça a escala da infraestrutura da empresa.

Localização: 56.09925264522458, 40.20122433277296

A geolocalização do centro «Yandex» em Vladimir

Estão a ocorrer graves interrupções de serviços «Yandex»: Yandex Home, Yandex Music, Telemost e toda a infraestrutura do Yandex Cloud estão em baixo. O Yandex Taxi está em baixo não só na rússia, mas também em Belarus, Cazaquistão e noutros países.


Vários serviços russos interrompidos e/ou com dificuldades técnicas

As falhas de sistema não se registam apenas no Yandex. Os seus data centers servem diversas empresas russas que utilizam estas capacidades. O maior risco é para milhares de empresas que não têm infraestrutura própria e mantêm websites, bases de dados, pagamentos ou back-end na «Yandex Cloud». Muitas delas podem ser pouco conhecidas, pelo que ainda não existe uma lista pública completa.

É de salientar que um dos três supercomputadores do Yandex, o «Galushkin», estava localizado em Vladimir. São essenciais para o treino dos modelos de AI da empresa. Os outros dois estavam em Sasovo, «Chervonenkis» e «Lyapunov». Após o ataque ucraniano de 8 de outubro, o data center ficou completamente desligado. Todos os três supercomputadores ficaram inacessíveis.

O centro de Yandex em Sasovo na região de Ryazan, 08/10/2026

No dia 9 de outubro as Forças de Defesa da Ucrânia utilizaram drones FP-1 para atingir o centro de dados da «Yandex» na cidade de Kaluga, localizado no parque industrial de Grabtsevo, na região de Kaluga. Como resultado dos ataques, vários módulos do data center foram completamente desativados.

A capacidade projetada da instalação é de 63 MW, o que a torna o maior data center da empresa. Em 2026, a «Yandex» detinha cinco grandes centros de dados, dois dos quais já tinham sido atacados pelas Forças de Defesa da Ucrânia.

O sarcasmo do MinDefesa russo após atingir o setor digital ucraniano

Após os ataques russos aos centros de dados ucranianos, no início de outubro, o MinDefesa russo publicou posts sarcásticos sobre a «imposição forçosa da desintoxicação digital». Como já é de costume, os russos receberam, em troca, a desintoxicação digital equiparada. O serviço de Internet está em baixo em várias regiões da rússia, quando o terceiro centro de dados da «Yandex» foi atingido por ataques de drones e mísseis ucranianos.  

“Os nazis entraram nesta guerra [a II G.M.] com a ilusão bastante infantil de que bombardeariam todos os outros e ninguém os bombardearia”, disse Sir Arthur «Bomber» Harris, comandante do Comando Aéreo Estratégico Britânico de 1942 à 1945. 

Fonte Osint: worldmilitares

No Quénia as famílias exigem o retorno dos seus da guerra colonial russa

Na capital da Quénia, em Nairobi, mais de 30 famílias exigem que o presidente William Ruto intervenha na situação dos cidadãos quenianos coersivamente recrutados ao exército russo. O número total de quenianos que se tornaram mercenários pode ultrapassar mil pessoas. 

Os familiares reuniram-se em Nairobi e pediram às autoridades que obtenham da rússia informações sobre o paradeiro dos seus entes queridos, que os sobreviventes sejam repatriados e que os corpos dos mortos sejam devolvidos ao país. Algumas famílias não sabem o que aconteceu aos seus familiares há meses. 

Muitos dos quenianos, que objetivamente se tornaram mercenários, não iam à rússia para participar na sua guerra colonial. Prometeram-lhes empregos como seguranças, motoristas ou operários da construção civil. Já na rússia, as pessoas foram persuadidas ou forçadas a assinar contratos militares, sendo posteriormente enviadas para a frente de batalha na Ucrânia. 

Em julho de 2026, a Secretária Principal para os Assuntos da Diáspora, Roseline Njogu, afirmou que chegaram a ser recrutados 289 quenianos para o exército russo, dos quais apenas 64 regressaram a casa e 69 foram confirmados como mortos ou desaparecidos em combate. 

A lista dos 518 mercenários quenianos ao serviço russo

Recorde-se que, anteriormente, as autoridades quenianas conseguiram que a federação russa interrompesse o recrutamento dos seus cidadãos. Depois disso, soube-se que o comando russo transferiu urgentemente para a frente de batalha 518 cidadãos quenianos, que se encontravam em campos de treino do exército russo, com o objetivo claro de os «zerar» nos ataques. No total, segundo estimativas dos serviços de informação quenianos, o número de cidadãos do país que já integraram as fileiras do exército russo poderá ultrapassar mil pessoas. 

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Ler: Chechen reflections that mirror experiences of Kenyan families suffering russias recruitment


sábado, outubro 10, 2026

Oficiais russos liquidados no quartel-general do 41º exército russo em Donetsk

A publicação russa «Mediazona» apurou os nomes e identidades de 20 oficiais russos, que morreram no ataque ao quartel-general do 41º Exército russo, ocorrido aos 26 de agosto de 2026 na cidade ocupada de Donetsk. 
As forças ucranianas usaram os mísseis no ataque cirúrgico contra a cidade de Donetsk, ocorrido em 26 de agosto de 2026. Vários blogueiros patrioteiros militares russos, notaram a precisão do ataque, lamentando a «evidente traição interna», de alguém, ou até de várias fontes, que passaram as informações sigilosas e de grande valor às Forças da Defesa da Ucrânia.

A «Mediazona» escreve que 18 oficiais morreram no dia do ataque, e outros dois morreram posteriormente na sequência dos ferimentos. Serviam no quartel-general do Distrito Militar Central e no 41º Exército de Armas Combinadas. Até a data esta é a maior morte em massa conhecida de oficiais do exército russo na atual guerra russo-ucraniana.

Denis Pushilin, o chefe da administração russa de ocupação, relatou no seu canal de Telegram que o alvo era o centro comercial Donetsk City, ferindo oito pessoas — «mulheres, crianças e homens civis». Acrescentou que no ataque foram utilizados mísseis Storm Shadow/SCALP-EG. 

O TG canal Exile+ afirmou que um dos ataques atingiu um edifício no número 97 da Avenida Ilyich, que antes de 2014 albergava um instituto de investigação científica. O canal TG ucraniano CiberBoroshno, acrescentou que um dos alvos era o parque de estacionamento subterrâneo com 600 lugares sob um complexo residencial inacabado, local atingido por, pelo menos, seis mísseis. 

Os projetos ucranianos de OSINT noticiaram que ambas as instalações eram utilizadas como postos de comando do exército russo de ocupação. De acordo com o Exilenova+, no total 27 pessoas morreram e 58 ficaram feridas nos ataques, incluindo dois generais entre os feridos graves. 

A «Mediazona» possui listas de pessoal do quartel-general do Distrito Militar Central (unidade militar Nº 33303, composta por 856 militares) e do quartel-general do 41º Exército de Armas Combinadas (unidade militar Nº 44424, 206 militares). Os dados constantes destas listas estão atualizados até julho de 2025. Além dos nomes, também incluem patentes, cargos e outras informações. 

Depois de cruzar estas listas com o registo de testamentos e outros registos estatais russos, também revendo os obituários de oficiais de alta patente publicados no último mês, a «Mediazona» concluiu que pelo menos 20 pessoas foram mortas no ataque aéreo de 26 de agosto em Donetsk — 18 morreram nesse dia e duas morreram posteriormente em consequência dos ferimentos.

Além disso, a «Mediazona» identificou mais dois casos de mortes em massa de oficiais russos do quartel-general do 41º Exército de Armas Combinadas. Oito militares morreram aos 4 de agosto de 2026 e quatro aos 8 de setembro de 2025. 

Rubrica «ONE SHOT» 

A sequela ucraniana da «Velocidade Furiosa». O strike certeiro do 5º Batalhão de «Pássaros de Magyar».

Olhos e Ferroada — terror de minhocas!

🔥Centro CSO «A» do SBU: a unidade mais resultativa das Forças de Defesa da Ucrânia

A unidade de Operações Especiais «A» do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), pelo 7º mês consecutivo está no topo das unidades mais resultativas das Forças de Defesa da Ucrânia. O ranking de eficácia é calculado com base no número de alvos russos atingidos.

Os resultados de CSO «A» não se resumem apenas através de grandes perdas de pessoal dos ocupantes russos. Cada alvo atingido enfraquece a sua capacidade de realizar reconhecimentos, coordenar unidades, abastecer tropas e continuar a ofensiva. À partir destes resultados se constrói a destruição sistémica do potencial militar da rússia.

De acordo com os dados verificados da unidade especializada «A» do SBU, em setembro de 2026, as forças especiais ucranianas neutralizaram mais de 7.600 ocupantes russos.

Além disso, durante o mês de setembro, foram atingidos, danificados ou destruídos os seguintes alvos:

  • 6.938 drones aéreos e terrestres de diversos tipos;
  • 2.971 unidades de equipamentos automóveis;
  • 2.969 antenas e nós de comunicação;
  • 1.061 fortificações;
  • 726 tripulações de drones;
  • 178 paióis e depósitos militares;
  • 39 unidades de veículos blindados, incluindo 4 MBT´s e 35 veículos blindados ligeiros;
  • 33 sistemas de artilharia e canhões autopropulsados;
  • 26 sistemas de defesa aérea;
  • 16 lançadores múltiplos de foguetes (MLRS);
  • 13 sistemas de radar/guerra eletrónica;
  • 9 embarcações de diversos tipos;
  • 5 postos de controlo.

No dia 18 de Setembro de 2026, o TG canal ucraniano Exilenova_plus publicou a imagem exclusiva do sistema russo S-400 «Triunf» (SA-21 Growler na classificação da NATO) destruído. Agora temos a oportunidade única de aquela ação através das lentes de um drone.

Faça click para saber mais

Um dos dois lançadores S-400 atingidos dentro do território russo, nas proximidades da fronteira ucraniana, que os ocupantes russos usaram em modo «terra-terra» para atacar os grandes centros urbanos ucranianos, foi desmilitarizado com sucesso pelas Forças de Defesa da Ucrânia!

O coronel «Catana»: comandante do batalhão sul-americano na Ucrânia

O coronel Jose David Chaparro, venezuelano de 59 anos, com o nome de código «Katana», que escapou do regime «bolivariano», comanda na Ucrânia o batalhão «Bolívar» composto por 250 combatentes, a maioria colombianos. Hoje a unidade faz parte de sistemas não tripulados do Centro de Operações Especiais «A» do SBU. 

Além dos colombianos, também lá servem os venezuelanos, os chilenos, os italianos, os alemães e os portugueses, escreve o The Kyiv Independent.

Chaparro nasceu na Venezuela, mas veio para Kyiv em 1989 para fazer uma pós-graduação em Direito. Depois, regressou a casa, trabalhou em agências governamentais e, de 2001 a 2005, foi cônsul interino da Venezuela em Moscovo/ou.

Em 2013, Chaparro juntou-se aos protestos contra Maduro e foi forçado a ir para a Ucrânia com a sua família por causa da sua oposição ao regime chavista.

Esteve no Maydan de Kyiv em 2014. Acredita que a Venezuela e a Ucrânia têm um inimigo em comum — a rússia, que apoiou os regimes de Chávez e Maduro.

Faça click para seguir a unidade na X
Após o início da guerra em grande escala, Chaparro juntou-se à unidade dea Desfesa Territorial (TrO). Em 2023, fundou o batalhão «Bolívar» e, em 2025, a unidade foi integrada no SBU.

O batalhão opera com drones FPV e drones de reconhecimento nas regiões de Donetsk, Kherson e Zaporízhia. Em 15 meses de trabalho com drones, a unidade não perdeu, em combate, um único elemento seu.

Chaparro critica a forma como Ucrânia está actualmente a expandir o recrutamento de estrangeiros para às FAU: “O problema reside no seu treino: alguns dos recém-chegados da América do Sul exageram a sua experiência militar e vêm por dinheiro ou oportunidades. Primeiro, formação, depois um contrato e só depois disso — trabalho de combate.”

Suinicultura tutelada pelo KGB: aguda crise alimentar soviética

Cronicamente falida desde os meados da década de 1960, a agricultura soviética entrou num abismo no início da década de 1980. A URSS anualmente comprava o trigo nos EUA e Canadá, chegando à envolver o KGB na produção da carne, bastante escassa no menú quotidiano do cidadão comum.

No final de 1980, a liderança soviética adotou a Resolução nº 1032 do Comité Central do PCUS e do Conselho de Ministros da URSS, de 14 de Novembro de 1980, que pretendia alcançar o aumento sistemático da produção de carne e outros produtos agrícolas, documento intitulado «Sobre o aperfeiçoamento do planeamento e o estímulo económico da produção e aquisição de produtos agrícolas». 

A economia soviética, marcada pela exportação de hidrocarbonetos e pela produção de armamentos, destinados aos regimes amigáveis, desde a Cuba à Sri-Lanka, tentou e implementação da assim chamada «conversão da produção militar». As colossais capacidades da indústria bélica soviética deveriam ser utilizadas para fins pacíficos, o que era especialmente relevante num contexto de défice alimentar aguda. Verificou-se que os processos semelhantes também ocorreram no KGB, chamado na URSS de «baioneta do partido». KGB mostrava-se cooperante, pretendendo comprovar o seu alinhamento no espírito geral. 

Assim, em março de 1982, o chefe do KGB ucraniano, general Vitaly Fedorchuk, informava o governo da Ucrânia soviética sobre a organização de uma criação de suínos, instalada numa base de contra-espionagem radiofónica. 

«Os comunistas, toda a equipa do Comité de Segurança do Estado da Ucrânia, com profundo conhecimento e responsabilidade pela criação de uma instalação lucrativa de engorda de suínos, darão o seu modesto contributo para a implementação do programa alimentar dileneado pelo XXVI Congresso do PCUS», lia-se no documento, dirigido ao chefe do Partido Comunista da RSS da Ucrânia, Volodymyr Shcherbytsky. 

O diabo, como se sabe se esconde nos detalhes. Assim mesmo aconteceu com a criação de suinos do KGB. A própria instalação custou 341.000 rublos (cerca de 566.966 dólares ao câmbio oficial soviético da época) e tinha a capacidade de ingorde para 250 porcos por época (500 cabeças anuais). A carne deveria ser entregue ao Estado, com a excepção de «uma parte insignificante», que seria vendida aos «funcionários, operários e serventes [do KGB], nos dias festivos e através da cantina do Voentogr» (o sistema do comêrcio militar soviético, que também servia o KGB). 

O relatório do KGB, dedicado aos porcos. 11-março-1982

Para engordar, os porcos precisam de comer, como tal, KGB os alimentava com a ração composta, que recebia do Estado soviético. Só que a ração não era tão nutritiva e gostosa, ao ponto de alegrar os porcos de uma forma aceitável. Por isso, KGB ucraniano criou e implementou um esquema próprio, em que recolhia os restos alimentares nas «cantinas, hospital, créches e residências», onde viviam os funcionários do KGB. Estes restos cobriam as necessidades alimentares dos porcos, em «até 30-40%». Significa que KGB alocou ao serviço da recolha dos restos alguma(s) viatura(s), seguramente teve que pensar nos recepientes, encarregar os funcionários de transportar e armazenar os restos, etc. 

Percebendo que os restos de comida dos camaradas agentes não é, nem pode ser uma fonte alimentar segura para os 250 porcos famintos, KGB solicitou ao Comité Executivo de Kyiv, a atribuição de um terreno de 50 hectares da terra, para a plantação e cultivo de «alfafa, trevo, raízes e outras culturas forrageiras». por sua vez, o cultivo de plantas precisaria de um sistema de regadio. Para o tal, os operativos do KGB pretendiam usar as águas de um reservatório próximo. No entanto, isso siginicava, além de compra ou a fabricação do próprio sistema do regadio, também as obras de limpeza do reservatório e do criação das instalações de hidromelioração. Mais gastos para o Estado soviético, embora o KGB era modesto e pedia somente 100.000 rublos (170.000 dólares). 

Mas o problema principal residia na chamada economia de escala. Para que o empreendimento seja economicamente rentável, a sua capacidade de produção deveria se situar nos 1.500-2.000 porcos por ano, ou seja, de 3,5 à 4 vezes mais, do que o projeto implementado. O que accaretava mais custos, mais equipamentos e mais instalações: o novo curral, um armazém de rações, a garagem de maquinaria, a «maternidade» para leitões recém-nascidos, o ampliação do sistema de aquecimento, entre várias outras coisas. O verdadeiro desafio proto-capitalista, dentro de um emprendimento socialista. Seguramente, os camarades KGBistas não estavam preparados para isso, nem foram instruídos sobre os procedimentos à adotar nas aulas do Curso Superior do KGB da URSS em Kyiv. 

Os formandos no Curso Superior do KGB em Kyiv, 1984-1985

A compra dos equipamentos agrícolas e a condução das obras custavam dinheiro, valores que rondavam a soma módica de 790.000 rublos (1.340.000 dólares). KGB ucraniano não possuia autonomia para obter estes fundos, por isso encaminhou o pedido ao KGB da URSS, em Moscovo e preparava-se para receber a aplicar os valores no biénio de 1982-83. No entanto, as obras iniciais deveriam arrancar ainda em 1982 e custariam aos cofres do KGB, isso é, do Estado soviético «somente» 534.000 rublos (905.000 dólares)... 

***

Não se sabe ao certo até que ponto realmente avançou o projeto da «suinicultura do KGB». Mas os ventos da história não eram nada favoráveis aos porcos da secreta soviética. 

Em 10 de novembro de 1982 morre Leonid Brejnev e os dinosáurios do CC do PCUS começam a sua derradeira «corrida de casamatas». O poder fica nas mãos do estalinista assumido Iúri Andropov, ele próprio ex-chefe do KGB com algumas ideias oportunistas de «liberalização estalinista» de economia soviética. O seu homem de confiança, Fedorchuk é levado de Kyiv ao Moscovo, onde assume o comando do KGB soviético em 26 de maio de 1982, substituindo próprio Andropov, embora fica em funções durante apenas sete meses até 17 de dezembro de 1982.

Andropov morre rapidamente depois, em 9 de fevereiro de 1984 é seguido pelo bastante senil Konstantin Chernenko, que morre ainda mais rápido, aos 10 de março de 1985. Depois o poder é entregue ao «jovem» Mikhail Gorbachev, de «apenas» 54 anos, que quase imediatamente começa a Perestroika, mudança do regime, que, objetivamente, facilitou a queda da do «império do mal», a da União Soviética. 

Mas isso é uma outra história.

Fonte: Arquivo estatal do SBU, agradecimentos especiais ao historiador ucraniano Eduard Andrusenko

sexta-feira, outubro 09, 2026

🔥⚡️ Ucrânia, com a ajuda da resistência russa, ataca a refinaria de Omsk

Em 8 de outubro, as unidades Deep Strike das Forças de Operações Especiais da Ucrânia voltaram a atingir a refinaria russa de Omsk. Os drones FP-6 (a versão modernizada dos FP-1) das SSO-SOU percorreram quase 3.000 km e atingiram os seus alvos com sucesso. A operação foi realizada em cooperação com o movimento da resistência russa “CentelhaNegra”.

A refinaria de Omsk é a maior refinaria de petróleo da rússia. Faz parte da corporação «Gazprom Neft» e processa mais de 21-22,23 milhões de toneladas de petróleo por ano. A empresa que fica à uma distância de mais de 2.500 km da fronteira da Ucrânia produz gasolina, gasóleo e combustível de aviação, bem como vários outros produtos petroquímicos.

Registraram-se vários impactos no alvo, seguidos por um incêndio:

Esta é a refinaria russa mais remota alguma vez atacada por drones ucranianos. A refinaria de Omsk foi atacada pela primeira vez pelas SSO-SOU aos 6 de julho de 2026. Após o ataque, a refinaria deixou de refinar petróleo e foi temporariamente encerrada para as obras de reparação. 

As SSO-SOU trazem da volta à rússia a guerra iniciada por Kremlin – por mais longe que os ocupantes russos possam esconder as suas instalações. 

Forças de Operações Especiais: Sempre para além dos limites! 

Os drones ucranianos FP-1 atingiram a refinaria de petróleo em Salavat, no Bascortostão

A refinaria de petróleo de Salavat é um dos maiores complexos de refinação de petróleo da rússia, com capacidade para processar até 10 milhões de toneladas de matérias-primas de hidrocarbonetos por ano.

Os drones ucranianos percorreram mais de 1.300 km para atingir os seus alvos. Como resultado do ataque, foram registados vários focos de incêndio nas instalações da empresa.

Maior data center da Yandex foi atingido 

Drones ucranianos FP-1 atingiram o centro de dados Yandex de Kaluga, localizado no parque industrial de Grabtsevo, na região russa de Kaluga. 

A capacidade projetada da instalação é de 63 MW, sendo o maior data center da empresa. Como resultado dos impactos, vários módulos do data center foram completamente queimados. O que, por sua vez, afeta vários serviços da economia russa: navegação de taxis, entregas, funiconamento do comércio online, mapas e diversos outras aplicações ligadas ao Yandex, monopolista do mercado russo.  

Em 2026, a Yandex detinha cinco grandes centros de dados, dois dos quais já foram atacados pelas Forças de Defesa da Ucrânia.

A detenção e a soltura do Mikhail «Rybar» Zvinchuk 

O criminoso de guerra e propagandista russo Mikhail Zvinchuk, co-fundador e coordenador principal do TG canal «Rybar», com cerca 1.300 mil subscritores, foi detido, por algumas horas, e depois solto no Montenegro. O propagandista diretamente ligado à inteligência militar russa GRU, viajava, numa comitiva de colaboradores pelos Balcãs há mais de uma semana, filmando peças de propaganda belicista e agressiva. Por exemplo, estando na Sérvia, ele filmou uma reportagem na qual, abertamente incitavava e exortava, os ataques de drones russos Shaheed/Geran contra os navios europeus perto do porto polaco de Gdynia.

O propagandista russo veio à Europa (embora não comunitária) para gravar um vídeo sobre como e onde a rússia deveria atacar a Enião Europeia, entrando na guerra com ela. Cedendo às pressões russas, Montenegro soltou Zvinchuk, embora expulsando o propagandista e a sua equipa do país.

Com esperanças muito ligeiras de que este vídeo chegue aos meios de comunicação polacos e que os serviços de inteligência polacos possam fazer as suas próprias perguntas à este homem.

⚡️ Os mercenários latino-americanos do exército russo rendem-se às FAU

Os mercenários do exército russo, oriundos de países distantes da América Central e Latina, neste caso de Equador, Honduras e Paraguai – foram render-se às Forças Armadas da Ucrânia (FAU). 

Em 2026, a América Latina tornou-se uma das fontes de recrutamento estrangeiro para o exército russo, que cresceu mais rapidamente. Embora a rússia não tenha cessado o recrutamento nos países africanos, devido à indignação pública e à pressão diplomática de alguns países do continente, como se pode constatar, os russos são obrigados a mudar o foco para outras regiões do nosso globo. 

Isto é evidente no crescente número de prisioneiros de guerra. De facto, nos primeiros nove meses de 2026, o número de cidadãos latino-americanos capturados pelas FAU foi quatro vezes superior ao de todos os anos anteriores juntos. 

Um destes POW é Wilson Noel Quintero Guzman, antigo oficial de baixa patente do exército hondurenho, onde serviu de 2013 a 2024. Em julho de 2026, em busca de trabalho, veio para a rússia e assinou um contrato com o exército russo. 

Juntamente com ele estava Cáceres Bogado Marcos Naguel, natural de Caaguazú, do Paraguai, um ex-camionista.

Pediram-lhes que assinassem documentos, mas negaram-lhes a oportunidade de os traduzirem para castelhano ou de lerem o seu conteúdo. O grupo foi depois levado para um banco, onde cada um recebeu um milhão de rublos (cerca de 11.760 dólares). Uma parte do dinheiro foi gasto em fardamento e equipamentos adicionais, o restante, juntamente com os documentos pessoais, foi confiscado pelos intermediários russos. 

Ao contrário de vários outros mercenários estrangeiros, que recebem pelo menos um treino básico formal, Guzmán e Naguel foram enviados quase imediatamente para posições russas na região ucraniana de Sumy. 

Aí, após um ataque mal sucedido, o grupo tentou recuar, mas um destacamento russo de «barragem» abriu fogo sobre eles, tentando forçá-los a avançar. Guzmán ripostou o fogo. Dois militares russos morreram naquele tiroteio. 

Depois disso, o grupo percebeu que estava condenado à morte, decidindo cessar a luta, dirigiu-se às posições ucranianas mais próximas para se render. 

O cidadão equatoriano Wilson Mesías Vascónez López foi contactado pelos recrutadores russos através do Facebook. Ofereceram-lhe um «emprego bem remunerado na área da segurança». O recrutador, uma mulher chamada Valeria, alegou que a rússia estava com falta de pessoal de segurança, disposta a pagar elevadas somas aos guardas estrangeiros. 

No início de junho de 2026, López já tinha chegado a Podolsk, onde assinou um contrato com exército russo. Ele foi destacado para uma unidade de assalto, com missão de avançar em duplas, tentando se infiltrar nas posições ucranianas pela retaguarda. Estava acompanhado por um reformado russo, com quem caminhou durante 11 dias pela floresta sem comida, nem água. No 12º dia, o seu companheiro perdeu as forças e pararam. López pediu ajuda por rádio ao seu comandante, mas não recebeu comida, nem água. Três dias depois, o reformado morreu de exaustão, e López chegou às posições ucranianas e rendeu-se. 

Os detalhes destas histórias variam, mas o padrão continua a ser o mesmo: promessas de salários fantasiosamente elevados, serviço à milhares de quilómetros fora de casa, falta de treino adequado e uma missão sem retorno em ataques inúteis. 

Se lhe oferecerem um «ótimo emprego na rússia» com um «salário elevado», lembre-se: estas ofertas são feitas por autênticos traficantes de escravos do exército russo. Não há fuga fácil fora desta escravatura militar russa. 

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quinta-feira, outubro 08, 2026

O voo mortal de um ruscista: o crime de guerra russo em Kramatorsk

Na manhã de 8 de outubro, a força aérea russa lançou uma enorme bomba planadora guiada sobre o centro de Kramatorsk, onde circulavam dois autocarros/ônibus. Resultando em 33 civis mortos e 18 feridos. Assim decorre a «libertação russa» dos residentes do leste da Ucrânia. Ontem foi Pryluky, hoje é Kramatorsk. Ucranianos não se esqueçem e não perdoam.







A cidade ucraniana de Dobropillya está completamente destruída pela rússia. É simplesmente impossível reconstituir tudo isto. Os ocupantes russos e os seus propagandistas no Ocidente chamam isso de “libertação da Donbas”.

Ucrânia responde, atacando alvos estratégicos 

Na cidade russa de Sasovo, na região de Ryazan, as forças ucranianas atingiram a fábrica de máquinas-ferramenta «Sasta», especializada na produção de máquinas CNC para maquinação de metais, em particular centros de maquinação de 5 eixos, complexos de torneamento e fresagem e máquinas-ferramenta pesadas. Anteriormente, a «Sasta» fornecia máquinas especiais às empresas da Corporação de Armamento de Mísseis Táticos e da «Roscosmos».

A empresa está sujeita às sanções internacionais. O perfil de sanções públicas da «Sasta» inclui jurisdições dos EUA, Canadá, Suíça, UE, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Ucrânia.

Na noite de 8 de outubro de 2026, as Forças de Defesa da Ucrânia atacaram, com sucesso, um centro de dados na cidade de Sasovo, na região de Ryazan, que é um dos maiores centros de processamento e armazenamento de dados do gigante russo das TI Yandex. A acessoria do serviço de imprensa confirmou oficialmente o encerramento completo do centro de dados em Sasovo, devido a danos em parte da infraestrutura. O encerramento de uma instalação tão grande provocou interrupções em grande escala nos serviços de rede da empresa.

Localização do centro: 54.37341, 41.939628 

Imagem de satélite do centro de dados da Yandex em Sasovo após a chegada de drones e muito possivelmente de mísseis ucranianos. Uma parte significativa do centro de processamento e armazenamento de dados foi destruída.


A rússia tenta ocultar a localização exata do centro da Yandex nos mapas de satélite. O centro possui a capacidade energética declarada de até 12 MW e infraestrutura para acomodar dezenas de milhares de servidores.

Após o ataque conduzido pelas unidades de SSO-SOU, ocorreu uma falha em grande escala na empresa. Foi registada uma falha de energia, que deixou indisponível uma vasta gama da infraestrutura da Yandex Cloud. Os problemas afetaram o poder computacional, as redes, o armazenamento de dados, as bases de dados, o Kubernetes, os serviços de cloud, a IA e os sistemas de segurança e monitorização.