São prisioneiros políticos, médicos, membros das Forças Armadas da Ucrânia e do Serviço de Guarda-fronteiras. Há quem esteve em cativeiro desde 2014-2016, e o civil mais velho tem hoje 74 anos. Muitos deles têm ferimentos e doenças graves, o grupo necessita urgentemente de apoio médico e da reabilitação.
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| Bohdan Kovalchuk antes do seu rapto pelas forças russas |
Um dos ucranianos libertados foi raptado na região de Donetsk em 2014 e passou 4.013 dias em cativeiro russo. Entre os libertos está Bohdan Kovalchuk, jovem que foi capturado pelos russos aos 17 anos e que passou 9 longos anos em cativeiro russo. A sua história é sobre indomabilidade e lealdade à Ucrânia. Em 2016, Bohdan tentou deixar Yasynuvata ocupada para visitar a sua avó em Toretsk para terminar os seus estudos e obter um diploma ucraniano.
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| Bohdan Kovalchuk após o seu rapto pelas forças russas |
A viagem de regresso terminou em detenção – juntamente com outros cinco adolescentes, foi acusado de «terrorismo» e colaboração com o SBU. Em 2018, o pseudo-tribunal da dita «dnr» condenou Bohdan a 10 anos de prisão. Em 2019, os separatistas oereceram «perdão» aos prisioneiros ucranianos em troca da recusa em regressar à Ucrânia, todos concordaram, menos ele. Bohdan escolheu a liberdade na Ucrânia, mesmo sabendo que anos de tortura e prisões o aguardavam.
Ucrânia agradece aos Emirados Árabes Unidos por ajudarem a tornar possível esta troca, a todas as instituições ucranianas envolvidas e os militares das FAU pela coragem em capturar os POW russos, o que permite reforçar o “fundo de troca” da Ucrânia.
O defensor de Mariupol, marinheiro de guerra, Oleksandr Boychuk, desapareceu nas primeiras semanas da invasão russa de grande escala e não estava registado nas listas dos POW durante o primeiro ano do seu cativeiro, mas a sua mulher acreditou e esperou – finalmente, hoje foi libertado das masmorras russas.
Cada ucraniano, seja militar ou civil, deve regressar vivo do cativeiro russo. Isto é fundamental para alcançar uma paz justa e duradoura.
No decorrer da 67ª troca de prisioneiros de guerra, ocorreu um acontecimento importante: um cidadão ucraniano condenado aos 12 anos de cadeia por traição foi entregue à rússia. Natural de Chernivtsi e morador da Crimeia, Mykola (Nikolai) Fedorian, foi detido por colaborar com o FSB e condenado nos termos da Parte 5ª do Artigo 111º do Código Penal da Ucrânia.





1 comentário:
Até quando a Ucrânia não vai usar o chefe da Igreja Ortodoxa Ucraniana (MP) para trocar por prisioneiros de guerra? PS: o Vicky Vanilla vive na Ucrânia como voluntário?
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