segunda-feira, agosto 04, 2025

Mercenário brasileiro recrutado pelo exército russo está desaparecido na Ucrânia

O brasileiro Anderson de Oliveira Ferreira (25), embarcou para a rússia em fevereiro deste ano, para participar na agressão militar russa contra Ucrânia. Desaparecido desde o fim de junho, acredita-se que tinha sido morto em combate e abandonado, algures no leste da Ucrânia. 

A sua família tenta reencontrá-lo após o desaparecimento na rússia. Sabe-se que Anderson tinha sido recrutado ainda no Brasil, sabendo que iria lutar pelos ocupantes russos contra Ucrânia, alegando que iria trabalhar como segurança, profissão que já exercia no seu país natal, onde deixou uma família disfuncional: a ex-companheira Gabriela Oliveira Silva e filha menor de cinco anos. 

De acordo com a mãe, Helade Medeiros, Anderson teria viajado para a rússia, em fevereiro deste ano, alegando que iria trabalhar como segurança particular, mas o seu último contato foi no dia 29 de junho corrente. Desde então, após mais de 30 dias, segue desaparecido. No Brasil, o rapaz morava em Pirituba, bairro da capita paulista. 

A caderneta militar russa do mercenário brasileiro. Imagem: CNN Brasil
Carimbo pertence ao Comissariado militar russo na região de Tartaristão

A família ficou sabendo sobre o envolvimento do rapaz na guerra russa de agressão por meio de um outro mercenário brasileiro, que de maneira anônima contou o que tinha acontecidoe: “os drones estavam atirando bombas e caíram em cima deles”. 

Na última vez que falou com Anderson, Helade pediu para que ele retornasse ao Brasil, o mercenário prometeu voltar após cumprir o seu contrato. Helade acredita que o filho esteja morto: “quase 100% de certeza que ele morreu, porque o comandante só quer resgatar os vivos, e os mortos deixam para trás”, segundo o que foi relatado. A mãe está abalada e afirma que “só quer ajuda para recuperar o corpo”. 

Ainda não se sabe se o brasileiro foi enganado com uma proposta falsa de emprego para segurança ou embarcou escondido da família o seu alistamento voluntário ao exército russo. Segundo a ex-companheira de Anderson, no Brasil ele trabalhava como segurança, quando mais novo, tentou entrar, sem sucesso no Exército e na Polícia. Acredita-se que o possível recrutamento russo mire jovens brasileiros com as características de admiração pelos serviços militar e paramilitar. 

A CNN Brasil procurou o governo brasileiro por meio do Itamaraty, mas ainda não obteve a resposta.

Blogueiro 

O desaparecimento, sem rasto por cerca de 35 dias, pode significar que, realmente, o mercenário brasileiro esteja morto. Não se sabe, se a sua unidade militar o declarou como MIA ou como um desertor (SOCh, no calão militar russo). Uma prática muito comum no exército russo, é não declarar os seus militares como mortos, mas como MIA ou SOCh. Nestes casos, os superiores, continuam à receber, uma parte da sua renumeração financeira. O mesmo acontece com os militares aparentemente mortos, mas sem o corpo presente. Nestes casos, as suas famílias simplesmente nunca recebem as compensações prometidas pelo Estado russo. Se isso existe, em larga escala em relação aos cidadãos russos, os mercenários estrangeiros são esquecidos muito mais facilmente. Os seus corpos abandonados, podem simplesmente ficar meses e até anos algures no leste da Ucrânia. Se transformando no adubo às terras negras da Ucrânia...

2 comentários:

Anónimo disse...

Sabe o nome do outro mercenario, o anônimo?

Anónimo disse...

Eu, como brasileiro, sinto nojo desses canalhas sodomitas, que morram todos! Que a Providência permita que nós, os demais brasileiros, sejamos livres desses lixos!