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| A famosa foto de Estaline ao lado do «anão sangrento», Yezhov, três anos depois ele desaparecerá da imagem, condenado e executado pela nova onda do terror comunista |
Tudo começou a 5 de agosto de 1937, quando entrou em vigor a resolução do Politbureau do Comité Central do Partido Comunista (Bolcheviques) de 2 de julho de 1937, P 51/94 «Sobre Elementos Antissoviéticos».
Para simplificar o processo judicial e acelerar as sentenças, o Politbureau enviou instruções às regiões da Ucrânia soviética sobre a criação de um órgão repressivo extrajudicial – as famigeradas «troikas» regionais.
No total, 1.548.366 pessoas foram presas na URSS em 1937-38 sob acusações de atividades antissoviéticas, das quais 681.692 foram executadas (ou seja, uma média de cerca de 1.000 pessoas foram executados por dia).
Os limites para as repressões nas categorias I e II foram impostos por Moscovo para cada república, região e distrito (I – fuzilamento, II – prisão) na proporção de 3:1.
O limite inicial para Ucrânia soviética era de 26.150 pessoas na categiria I, mas em janeiro de 1938, este limite foi aumentado para 83.122 pessoas.
Entre os ucranianos famosos, condenados e executados estavam o fundador e realizador do Teatro «Berezil», Les Kurbas, o poeta neoclássico Mykola Zerov e o dramaturgo Mykola Kulish.
O ex-Ministro da Educação da República Popular da Ucrânia (UNR), Anton Krushelnytsky, e os seus filhos, Ostap e Bohdan.
Historiadores: Académico Matviy Yavorsky, Professor Volodymyr Chekhivsky, Professor Serhiy Hrushevsky, geógrafo: Académico Stepan Rudnytsky.
Escritores: Valeryan Pidmogylny, Pavlo Filipovych, Valeryan Polishchuk, Hryhoriy Epik, Myroslav Irchan, Marko Voronyi, Mykhailo Kozoris, Oleksa Slisarenko, Mykhailo Yalovyi.
Cientistas Mykola Pavlushkov, Vasyl Volkov, Petro Bovsunivsky, Mykola Trokhymenko, o criador do Serviço Hidrometeorológico da URSS, holandês de nascimento, professor Alexei Wangenheim, Ministro das Finanças da Ucrânia soviética, Mykhailo Poloz.
Dezenas de milhares de camponeses abstados, chamados de kurkuls/kulaks, os ditos «nacionalistas burgueses» e diversos clérigos dos diversos fés.
Convém lembrar que a URSS não foi um país que produzia o gelado «mais saborosos do mundo», mas sim, uma prisão de nações, onde as autoridades comunistas assassinaram massivamente os seus próprios cidadãos, na sua absoluta maioria totalmente inocentes das acusações, muitas vezes bizárras e absolutamente inventadas por elementos semi-analfabetos da máquina repressiva soviética.

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