O dia 17 de maio é o 68º aniversário da deportação dos Tártaros
da Crimeia para a Sibéria, Urais e Ásia Central pela
decisão do Estaline.
A ação conduzida pelo Ministério da Defesa Soviético e pelo NKVD resultou em deportação dos cerca de 200 mil cidadãos da etnia tártara da Crimeia, durante a deportação e nos primeiros anos do exílio, cerca de 46% deles acabaram por morrer...
Neste momento na Crimeia vivem mais de 260 mil tártaros da Crimeia, outros 150 gostariam de voltar à sua terra natal. Hoje o Serviço Federal de Segurança (FSB) russo ainda não aceita tornar públicos os documentos relevantes sobre a deportação forçada dos tártaros, já o Cazaquistão enviou à Ucrânia mais de 10.000 dossiers pessoais dos deportados. SBU publica estes dossiers na sua página, entregando os originais às famílias das vítimas do genocídio estalinista.
Além dos tártaros da Crimeia, da península, pela decisão da cúpula soviética foram deportados arménios, búlgaros e alemães.
Apenas em setembro de 1967 foi publicado o Decreto do Presídio do
Conselho Supremo da URSS «Sobre os cidadãos da nacionalidade tártara que
residiam na Crimeia». Este Decreto abolia a acusação anterior de
colaboração coletiva dos tártaros com a Alemanha nazi, mas afirmava que
estes “se enraizaram no território do Uzbequistão e outras repúblicas da
união”.
Apesar disso, muitos tártaros da Crimeia entenderam o Decreto com
a permissão de voltar para as suas casas. No entanto, o poder local na
Crimeia recebeu as instruções secretas para não efetuar o registo oficial
domiciliário dos recém-retornados (na URSS a residência sem o registo
domiciliar era considerada o delito administrativo, que no entanto poderia ser sancionado com uma pena de
prisão efetiva), não registar o direito a propriedade, não admitir as
crianças tártaras nas escolas da Crimeia, não empregar os tártaros nas
empresas públicas da região.
Tudo isso originava novas tragédias, como a do tártaro Mussa Mamut, que imolou-se vivo protestando contra a terceira (!) deportação ilegal da sua família da aldeia Donske, nos arredores de Simferopol em 28 de junho de 1978.
No
dia 17 de maio na praça de Independência de Kyiv entre 20h00 e 22h00 decorrerá a
ação memorial “Acende a vela no seu coração”, organizada pelo Centro Juvenil
dos Tártaros da Crimeia e os ativistas anónimos de Kyiv.
Mais
informação pode ser vista na página do evento no Facebook ou
confirmada com a ativista Tamila
Tasheva pelo telefone + 38 06767 97976.

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