quarta-feira, julho 06, 2016

2º aniversário da libertação de Slovyansk e Kramatorsk

No dia 5 de julho Ucrânia celebrou a libertação das cidades de Slovyansk e Kramatorsk dos terroristas e mercenários russos, comandados pelo cidadão russo Igor “Strelkov” Girkin. A cidade de Slovyansk foi visitada pelo presidente da Ucrânia, Petró Poroshenko.
Para assinalar a data em Slovyansk foi organizada uma mini-parada militar e a mostra dos equipamentos militares aos moradores da cidade. A cidade foi sobrevoada pelo helicópteros Mi-24 e Mi-8, e pelos quatro Su-25 modernizados e colocados no ativo.
Na zona de 5º posto de controlo, onde dois anos atrás decorreu o combate entre os terroristas e as forças ucranianas (a 25ª Brigada dos páraquedistas, forças especiais e a guarda nacional), foi inaugurada a placa memorial em memória daqueles que cairam na defesa da Ucrânia.    
Na cidade de Kramatorsk foi organizada a manifestação com a presença da Orquestra das Forças Armadas da Ucrânia, nas festividades participou Jamala, a vencedora do festival Eurovisão 2016.
Como explicou na sua intervenção Petró Poroshenko, nestes dois anos na cidade de Slovyansk foram recuparados 420 moradias e/ou objetos sociais, outros 190 foram renovados em Kramatorsk. Falando sobre o futuro, presidente ucraniano disse: nas áreas [temporariamente] ocupadas devem saber: basta voltam para casa, sob a soberania da Ucrânia, o Estado ucraniano irá restaurar o financiamento total destas cidades, distritos e aldeias, reconstruir tudo aquilo que foi destruído pela agressão russa. Por isso, nós realmente precisamos de paz [...] iremos certamente estabelecer a paz e recuperar todos os territórios ocupados na Ucrânia!

Ucranianos libertos do cativeiro terrorista
O coronel ucraniano Ivan Bezyazykov
No dia 4 de julho, após 23 meses (!) do cativeiro terrorista, foi libertado o coronel ucraniano Ivan Bezyazykov, capturado de forma indigna pelos mercenários russos em agosto de 2014, informou nesta terça o porta-voz da presidência ucraniana, Svyatoslav Tsegolko.

Com a esposa Margarida
O coronel ucraniano foi libertado em troca pelos terroristas, a operação foi autorizada pelo presidente ucraniano. Como explica a 1ª vice-chefe do parlamento da Ucrânia,  Iryna Gerashchenko o país procurava pelo seu militar durante muito tempo, mas os terroristas negavam o facto da sua permanência nos territórios ocupados, mantinham Ivan Bezyazykov numa localização à parte das suas facilidades prisionais habituais.
Ivan Bezyazykov é um militar de carreira das FAU, chefe da inteligência militar do 8º Corpo do Exército (dissolvido em março de 2015). Ele foi capturado pelos terroristas em 16 de agosto de 2014. Após o combate nos arredores de vila Stepanivka, Ivan Bezyazykov na companhia dos outros militares se dirigiu, sob a bandeira branca, às conversações com a contraparte russa, para poder retirar os mortos e os feridos. Mas em violação de todas as regras da guerra, foi raptado pelos mercenários chechenos que o levaram à cidade de Donetsk.  

Iryna Gerashenko também contou que Ucrânia se propõe trocar 50 terroristas presos nas cadeias ucranianos pelos 25 militares feridos e doentes que se encontram em poder dos terroristas da dita “dnr”. É de recordar que em mais de 2,5 anos de conflito a secreta ucraniana SBU já libertou cerca de 3.000 cidadãos ucranianos do cativeiro terrorista. No entanto, em 5 de julho de 2016, pelas contas do assessor do chefe do SBU, Yuriy Tandit, no cativeiro terrorista permanecem 113 ucranianos.
Oficial Mykhaylo Kuchevskiy (no meio da foto)
Nas vésperas, no dia 2 de julho, em resultado da troca dos prisioneiros, Ucrânia consegui libertar o oficial de uma unidade de engenharia militar, Mykhaylo Kuchevskiy, informou o vice-ministro da defesa da Ucrânia, Vasyl Budik. A troca também decorreu em regime de total secretismo, para, nas suas palavras “não quebrar o progresso incipiente frágil nos trabalhos de troca” [de prisioneiros]

terça-feira, julho 05, 2016

O novo fardamento das Forças Armadas da Ucrânia

As Forças Armadas da Ucrânia (FAU) receberam o projeto definitivo dos novos fardamentos do exército, força aérea, marinha e das operações especiais. As FAU abandonam definitivamente os diversos elementos soviéticos, optando pela simbologia do Exército ucraniano de Galiza (UGA) e das FA do Hetmanato. O período de transição é de dois anos e o respetivo projeto já foi promulgado pelo presidente Petro Poroshenko (todas as imagens usados neste artigo são apenas anteprojetos, as imagens dos fardamentos definitivos ainda não foram divulgadas publicamente).
O conhecido voluntário ucraniano Yuri Biriukov informou que o trabalho árduo dos entusiastas chegou ao fim e que os primeiros símbolos renovados podem ser vistos no dia 24 de agosto, no 25º aniversário da Independência da Ucrânia.
O representante da equipa que desenvolveu o conceito do novo fardamento, o jornalista Vitaly Haydukevich, contou na entrevista à revista ucraniana Focus.ua sobre as mudanças introduzidas.
Assim, as FAU definitivamente abandonam as estrelas pentagonais e passarão à usar a cruz brilhante – a insignia em forma de estrela com quatro pontas que era usada no exército do Hetman Pavlo Skoropadskyi. Vitaly Haydukevich também explicou que a uniforme de gala será diferenciada do uniforme do dia-à-dia apenas pela cor de camisa: branca e em tons de pastel, respetivamente.

segunda-feira, julho 04, 2016

Ucrânia recebe os modernos radares móveis americanos

No dia 2 de julho, Ucrânia recebeu dos EUA quatro sistemas modernos de radar móvel antiartilharia e antimísseis AN/TPQ-36 e dez sistemas de radar AN/TPQ-49, todos no âmbito do pacote de ajuda militar às Forças Armadas da Ucrânia (FAU).
Graças à estas estações foram salvas centenas de vidas de militares e civis ucranianos. Eles fortalecerão as nossas posições e servirão de barreira adicional para aqueles que violam os acordos de Minsk. Simbolicamente, recebemos os novos equipamentos na véspera da cimeira da NATO, onde Ucrânia é único país parceiro da aliança que terá uma reunião separada ao mais alto nível. Isto evidencia quer a alta atenção dos países membros da Aliança, quer o apoio dos nossos aliados nas condições difíceis, escreveu no seu Facebook o presidente da Ucrânia Petró Poroshenko.

Agitação entre os terroristas

A informação sobre entrega à Ucrânia pelos EUA dos 14 radares da classe AN/TPQ-49 e AN/TPQ-36, criou uma certa agitação no seio das lideranças terroristas. Desenhados para detectar e determinar as coordenadas de posições dos morteiros e da artilharia do inimigo, de acordo com os terroristas, estes radares são necessários às FAU para o avanço próximo contra Donetsk e Horlivka (embora o acordo para o seu fornecimento foi assinado ainda em 2015, pelo então primeiro-ministro Arseniy Yatsenyuk e uma parte dos radares foi fornecida na altura).

Além disso, as “ações de larga escala” das forças ucranianas também são esperadas pelos terroristas da “lnr”. De acordo com os rumores circulantes entre os terroristas, as FAU decidiram “resolver radicalmente o problema” das atividades dos grupos de sabotagem dos terroristas, ativos nas zonas verdes ao longo rio Siversky Donets. Neste contexto, as forças ucranianas supostamente estão mover à área de Lisichansk os sistemas “Grad” e artilharia autopropulsada para a implementação da tática de “terra queimada” ao longo do rio. Esses rumores provocam o pânico entre a população civil – em alguns casos, os residentes locais que moram nas áreas ribeirinhas começaram abandonar as suas residências com medo dos possíveis confrontos, informa a Resistência Informativa.
Por sua vez, os artilheiros ucranianos avaliam positivamente o sistema de radares, dizendo que os equipamentos novos permitem ter uma cobertura maior, AN/TPQ-36 até 24 km e AN/TPQ-49 até 10 km, o que permitirá às forças ucranianas detetar e aniquilar os sistemas “Grad”, canhões autopropulsados e os blindados e tanques enterrados que disparam contra as forças ucranianas às longas distâncias.

Os russos, como mercadoria. A guerra, como um negócio.

No passado dia 17 de junho, a “polícia” da dita “lnr”, deteve o “militar do exército da lnr”, Solodovnikov Vladimir Anatolievich (1963). O nosso “empresário” foi detido durante a tentativa de vender as armas e as munições. A sua captura, com pompa e circunstância era acompanhada com os disparos, assustando os moradores civis e as corridas de automóveis na calçada no centro da área residencial. Era uma coisa bem vistosa!

Na sua viatura foi achado um verdadeiro arsenal: uma espingarda automática AK-74; cinco morteiros RPG-22; um morteiro RShG-2; um morteiro RPG-26; um lança-chamas MRO-A; dois lança-chamas RPO-A Shmel; 62 granadas F-1; 118 granadas RGD-5; 180 fusíveis para as granadas; 1500 munições de calibre 5,45 mm; 6048 munições de calibre 7,62 mm (a foto é apenas chamativa).

Solodovnikov fazia as transacções via Internet. Vendia em qualquer quantidade. Após a sua detenção vieram à tona os detalhes muito interessantes. O detido “herói do exército da lnr” buscava as armas não apenas na sua própria unidade militar, com auxílio do comandante desta, mas também, transformando em “carga-200” os “voluntários russos”, que, fiando na propaganda russa “não se encontravam na Ucrânia”.

A dita “carga-200”, no entanto, não era enviada à parte alguma e apenas enterrada na região. Naturalmente, o detido “guerrilheiro” não trabalhava sozinho. O número dos “voluntários” aniquilados, nas suas próprias palavras chega às 300 peças. O comércio de armas e roubo dos pertences dos ditos “voluntários” permitiu ao nosso detido reunir uma pequena fortuna, depositada num dos bancos na cidade ucraniana de Kharkiv. Portanto, o insurgente, muito provavelmente, merece a medalha da luta da guerrilha capitalista.

Afinal, o negócio de transformar os “voluntários russos” em “carga-200” é bastante lucrativo nas bandas de “repúblicas populares”. Em primeiro lugar, ninguém os procura. Nem dos “voluntários”, que na realidade são mercenários, nem dos membros das unidades regulares. Após a sua morte a Rússia não precisa deles. Em segundo lugar, o salário dos “voluntários” é cerca três vezes maior do dos separatistas locais e o armamento é muito melhor, e, portanto, pode ser vendido mais caro. E em terceiro lugar, a Rússia sem problemas poderá mandar mais e trazer mais armas. São “irmãos”, afinal das contas!

Neste momento é investigado o envolvimento no caso de uma série de altos comandantes da dita “lnr”, na região foram descobertos 11 esconderijos que armazenavam as armas preparadas para a venda, conjuntamente com a documentação militar dos russos. Os documentos, o mais provavelmente, não eram o objecto da negociação (embora ninguém sabe), mas serviam de moeda de troca pela liberdade ou pela possível amnistia, informa a página ucraniana Sprotyv.info

Os russos, como mercadoria. Um exemplo prático
Nestes dias, na “república popular” vizinha, na “dnr”, foi reportada a morte do Bushuev Aleksandr Nikolaevich, nome de guerra “Zaria”, comandante da “7ª brigada do 1º corpo do exército da dnr, unidade 08807”, coronel das forças armadas da federação russa.

Antes da guerra russo-ucraniana, Aleksandr Bushuev ocupava os cargos de comando nas tropas aerotransportadas das forças armadas russas, servia como o comandante do batalhão e chefe do estado-maior – o primeiro vice-comandante da 83ª Brigada aerotransportada especial de assalto (a unidade militar № 71289, cidade de Ussuriysk, região de Primorsky Krai, Rússia). No leste da Ucrânia foi visto desde 2015 na região de Debaltseve, usando os documentos falsos em nome de Kolosov Aleksandr Nikolaevich.
O coronel Bushuev se notabilizou no exército russo pelos piores motivos, organizando o coro militar que cantava o hino russo com as máscaras antigás postas. Todas as máscaras eram vandalizadas, mostrando uma abertura para os ouvidos, uma ação algo psicopata, mesmo para os padrões do exército russo:
https://www.youtube.com/watch?v=3vHcefPcgZk

Em abril de 2016, Bushuev passou pela “crise de nervos”, que se manifestou em tiroteios, pancadaria e ferimentos dos subordinados e um sério ajuste de contas no meio dos terroristas e dos seus curadores russos (fonte). Muito recentemente, a sua “brigada” teve baixas consideráveis em efetivos e equipamentos militares na zona de Debaltseve. E no dia 3 de julho a sua viatura pisou um obus e explodiu (outra versão diz que coronel foi vítima do ataque cardíaco). O que é certo, o coronel Bushuev se transformou em “carga-200”, escreve o voluntário ucraniano Roman Sinitsyn.

A informação disponível, confirmada por um dos agentes ucranianos na dita “dnr”, indica que coronel Bushuev realmente foi liquidado com ajuda de um obus, o mais provavelmente sem nenhuma interferência ucraniana. A sua culpa maior foi a autoria da ordem de ataque que levou à morte dos diversos terroristas, sob o seu comando, liquidados pelas forças ucranianas, numa situação muito recente e evitável.

De qualquer maneira, este é o fim de todos os ocupantes que pisam o território da Ucrânia. Um obus, o coração, às mãos dos seus ou liquidados pelos ucranianos, sejam bem-vindos à Ucrânia! 

domingo, julho 03, 2016

A Mãe Terra (fotos, +14)

A mãe é como a Terra, tem o seu tempo para florescer, para amadurecer, para dar a luz e para oferecer os seus frutos ao mundo. Naquele momento cada uma é ajudante do Deus – administrando a Sua vontade: deixando entrar as novas almas à Terra. Isso é o maior milagre, a maior graça.
© É proibida qualquer utilização de fotos sem autorização da autora.
www.ladna-kobieta.com.ua

sábado, julho 02, 2016

A libertação dos territórios na região de Debaltseve

Nos combates na região de Debaltseve, na província de Luhansk, que decorrem desde 29 de junho de 2016, as forças ucranianas liquidaram 20 terroristas da dita “7ª brigada da lnr”, juntamente com o seu comandante, o tenente russo Ayrat Kalimullin, capturando alguns bandidos armados.

No dia 29 de junho as forças ucranianas (54ª Brigada mecanizada das FAU; 25º Batalhão de infantaria móvel “Rus de Kyiv” e a unidade de batedores do DUK PS) efetuaram duas incursões curtas contra as colinas 216 e 220, da onde os bandos russo-terroristas da dita “7ª brigada de infantaria do 2º corpo do exército da lnr” estavam alvejando as posições ucranianas. Nestas pequenas colinas os terroristas montaram os morteiros automáticos e metralhadoras de grande calibre, no local também estavam os corretores de fogo que coordenavam o fogo de artilharia russa. Os contactos com a missão da OSCE se mostraram absolutamente infrutíferas, as lideranças militares russas apostavam nas contínuas provocações armadas na área.

Foi nesta unidade terrorista que o conhecido neonazi russo, Anton Raevsky, desempenhava as funções de “tenente da lnr”, contando na recente entrevista como funciona o “exército” das ditas “repúblicas populares”:   
O "antifascista" russo Anton Raevsky ao serviço dos separatistas na Ucrânia
Os conselheiros russos são comandantes imediatos no terreno, definem o ritmo de toda a máquina militar. Os milicianos propriamente ditos não são os comandantes. Talvez, em conflitos locais, eles estão envolvidos diretamente, dão as ordens, mas em geral, no decurso das batalhas militares, o monitoramento, controlo, as ordens são dadas pelos conselheiros militares russos, que, por sua vez, recebem as ordens, claramente, de Moscovo (fonte).

Assim, no decorrer da Batalha de Debaltseve (janeiro-fevereiro de 2015), a 7ª brigada dos terroristas era comandada pelo oficial das Forças Armadas russas, tenente Anatoliy Khromov, o vice-chefe da Direção do treino de combate das tropas terrestres da federação russa.

No dia 28 de junho corrente, sob a cobertura de fogo, vindo das colinas, vários grupos de infantaria terrorista tomaram as posições na zona neutra de demarcação, perigosamente perto das posições ucranianas, efetuando o fogo de franco-atiradores. Os militares ucranianos foram forçados à tomar as medidas de retaliação, mesmo assim, cumprindo a letra dos acordos Minsk, sem usar o armamento proibido pesado.

Na manhã de 29 de junho, dois grupos conjuntos de militares ucranianos entraram na zona neutra à procura e deteção dos franco-atiradores terroristas. O inimigo detetou o movimento ucraniano e abriu o fogo à partir de uma das colinas superiores. As forças ucranianas estavam prontas para este cenário, usando o relevo do terreno aproximando-se às posições inimigas, atacando o ponto avançado dos terroristas.
A "caderneta militar da lnr" do terrorista russo Ayrat Kalimullin
Neste combate foi liquidado o comandante do ponto avançado. Depois disso, as fileiras dos terroristas vacilaram e eles começaram a recuar. Naquele momento a artilharia russa de longo alcance abriu fogo sobre a colina, atingindo as suas próprias posições. Os militares ucranianos tomaram o local, apesar do bombardeio. Na posse do comandante liquidado estavam os documentos em nome do tenente Kalimullin Ayrat Natikovich, cidadão da Federação Russa, natural do Tartaristão. De acordo com um dos participantes de combate, na colina foram liquidados entre 20 à 30 terroristas e outros 6 mercenários foram capturados. Os militares ucranianos dinamitaram a munição, os morteiros e metralhadoras pesadas e voltaram às suas posições. A artilharia russa continuou um bombardeamento feroz da “sua” colina e das fortificações ucranianas nos arredores de aldeia Luhanska, usando os calibres proibidos pelos acordos de Minsk. Os prisioneiros capturados também foram alvos da artilharia russa; de momento, não se sabe eles sobreviveram este “fogo amigo”.
Adeus popular ao Vasyl "Mif" Slipak na cidade de Dnipro
Infelizmente, essa pequena vitória veio com um preço alto. As forças ucranianas perderam o voluntário do “Setor da Direita”, cantor ucraniano Wassyl “Mif” Slipak e um soldado do 25º Batalhão de infantaria móvel “Rus de Kyiv”, Anatoliy Koval (1985), natural da região de Kyiv. Cerca de 10 militares ucranianos foram feridos, embora sem a gravidade.
RIP Anatoliy Koval (1985)
As chefias dos terroristas da dita “ldnr” divulgaram as mensagens de pânico sobre a “ofensiva das FAU”, sobre a alegada morte dos “200 ucranianos”, informando que as forças ucranianas “já tomaram 5 quilómetros”. Para a área em questão foram transferidos as unidades da reserva do dito “1º corpo da dnr – guarda republicana”.
  
Actualmente, a situação na área de Debaltseve permanece estável – o inimigo continua os bombardeios. Mas da colina aniquilada não se ouvem disparos. Estão lá apenas os cadáveres, escreve o jornalista ucraniano Yuriy Butusov.

Estónia extradita um terrorista à Ucrânia
A foto do terrorista é apenas ilustrativa
No dia 30 de junho corrente, as autoridades da Estónia extraditaram à Ucrânia o seu cidadão, Vladimir Poliakov, pela participação deste nas atividades terroristas na província de Luhansk. Como informou a porta-voz do Ministério da Justiça da Estónia, Maria-Elisa Tuulik, Poliakov já se encontra na Ucrânia. 

A Procuradoria-geral da Ucrânia pediu a sua extradição em 2015, a contraparte estónia tomou a decisão em satisfazer o pedido ucraniano em 17 de junho de 2016. O terrorista de origem russa participou nas atividades do “gabinete do comandante militar do ministério da defesa” do grupo terrorista “lnr”. Ele realizou as tarefas do “ministério”, guarnecia os locais e era carcereiro das pessoas detidas ilegalmente. De acordo com os meios de comunicação, Poliakov poderia testemunhar à captura de Nadiya Savchenko. Conforme avançou o jornal estónio “Postimees”, Polyakov estava no ponto de controlo da vila Metalist em 17 de junho de 2014 e lá foi ferido, provavelmente no mesmo bombardeio em que morreram os dois jornalistas russos.

Pela sua participação na organização terrorista, Polyakov poderá ser condenado na Ucrânia à uma pena de prisão efetiva entre 8 à 15 anos, informa a página Newsru.ua

sexta-feira, julho 01, 2016

A morte de um cidadão: RIP Wassyl “Mif” Slipak

Muitíssimo infelizmente temos que informar sobre a morte na zona da Operação Antiterrorista (OAT) de um dos melhores barítonos da ópera de Paris, voluntário ucraniano Vasyl Slipak (grafado na França como Wassyl Slipak). A tragédia aconteceu na manha de 29 de junho, nos arredores de aldeia de Luhanske, no distrito de Bakhmut da região de Donetsk. O comando militar expressa as condolências à família e aos parentes do falecido herói.
Baixaremos as nossas cabeças, um grande cidadão e um grande ucraniano morreu defendendo a Pátria e cada um dos ucranianos...
Vasyl Slipak era um cantor de ópera com o nome mundial, um dos melhores barítonos do mundo, nos últimos 20 anos vivia e trabalhava na França, era solista de Ópera de Paris. Desde o início da agressão russa e da guerra russo-ucraniana, Vasyl deixou a sua carreira artística para se dedicar à defesa da Ucrânia. Primeiro como voluntário da «Fraternité Ukrainienne», ultimamente como combatente voluntário nas fileiras do “Setor da Direita”.
Vasyl Slipak se tornou o exemplo do cidadão e patriota. Ele não era um soldado profissional, era um cantor de ópera que adotou o nom de guerre “Mif” uma abreviatura de Mefistófeles, herói da ópera “Fausto”, baseada na obra do literária do Goethe.
      
Oiçam a sua favorita ária do Mefistófeles:
https://www.youtube.com/watch?v=E9iGbQKtFmE

Ou então a ária “Toureador” cuja performance valeu ao Vasyl o prémio da “Melhor atuação masculina” no festival internacional de cantores de ópera de Armel e uma fortíssima ovação do público presente:
https://www.youtube.com/watch?v=q0yKwNIE_9k

Vasyl Slipak, um grande artista e um grande cantor morreu como um soldado. Como um grande defensor do seu país e do seu povo. É uma grande perda para todo ucraniano e para qualquer amigo da Ucrânia.
Sobre ele serão escritos os livros, em seu nome serão batizados as ruas, realizados os concertos e e sua vida será estudada nos liceus e escolas de música... A glória eterna ao companheiro “Mif” que colocou a vida por cada um de nós, o seu sacrifício em prol da Ucrânia não será esquecido. Nós não ficaremos indiferentes!

O enterro do Herói ucraniano
A atuação do Wassyl Slipak na Ópera de Paris
Pela informação preliminar a missa de corpo ardente será realizada na cidade de Lviv às 11h00 na Igreja de Guarnição dos Apóstolos São Pedro e São Paulo (rua Teatralna № 11). De lá, a procissão solene irá para o Cemitério de Lychakiv, onde, cerca das 12h30 irá decorrer a cerimónia do enterro. O Vasyl Slipak será sepultado no Campo dos enterros solenes №76.
Um pedido importante dos familiares do herói! Não tragam nem as grinaldas, nem as flores – usem esses fundos em prol daqueles que estão vivos e que sobreviveram!!!
Informação biográfica: Vasyl Slipak foi se formando no coro ucraniano “Dudaryk” (1971) e graduado pelo Conservatório Musical de Lviv. No Donbas estava inserido no 7º Batalhão especial de DUK PS, era operador de metralhadora. As testemunhas contam que ele morreu cerca das 6h00 do dia 29 de junho, atingido pelo franco-atirador terrorista que usou a espingarda russa de calibre de 12,7 mm. Nenhum colete prova de bala seguraria aquele disparo...
Vasyl Slipak na Maydan de Kyiv em 11/6/2016 no adeus aos voluntários do DUK PS
que nas vésperas morreram na mina de Butivka. É a sua última estadia em Kyiv...
Amigos e leitores, honrem e lembrem deste grande UCRANIANO!

Sacrifícios ontem e hoje
No dia 29 de junho, no Donbas, com as armas nas mãos morreu o cantor de ópera de Paris, Vasyl “Mif” Slipak. 70 anos atrás, na região de Lviv morreu o solista de ópera de Lviv, Ivan “Ivanchuk” Veresyuk, conhecido no Exército Insurgente Ucraniano (UPA) como “porta-estandarte que canta” (na foto). O inimigo que os matou é o mesmo, a linha da frente, novamente, passa pela Ucrânia, embora mil quilómetros mais à leste...
Blogueiro: a guerra russo-ucraniana leva os melhores filhos e filhas da Ucrânia, a verdadeira elite da nação ucraniana. Como escreveu o jornalista russo Arkadiy Babchenko: uma das maiores abominações desta guerra feia é que o mundo russo está perdendo a sua população lúmpen, e Ucrânia é obrigada a perder o conjunto transversal da sua sociedade. O mundo russo perde os limpadores dos carros. Ucrânia – os cantores de ópera, jornalistas, especialistas em TI, empresários...