domingo, janeiro 13, 2013

Dia dos defensores da Liberdade da Lituânia

Nos dias 12 e 13 de janeiro de 1991, em Vilnius, na capital da Lituânia, as unidades militares soviéticas tomaram de assalto o edifício da TV, defendida pelos lituanos, que pretendiam a separação da república da URSS.

Após a declaração de restauração da independência da Lituânia, aos 11 de Março de 1990, Moscovo/ou não reconheceu esta decisão, exerceu pressão económica e apoiou estruturas pró-soviéticas. No início de janeiro de 1991, as unidades do exército soviético, das forças aerotransportadas e a unidade especial do KGB «Alfa» foram transferidas para a Lituânia, onde começaram a tomar o controlo de objectos estratégicos em Vilnius, em particular a torre de televisão e o edifício do comité de televisão e rádio. O edifício da TV era protegido pelos cidadãos lituanos desarmados. Na noite de 12 para 13 de janeiro de 1991, as tropas soviéticas utilizaram tanques, veículos blindados de transporte de pessoal e armas de fogo contra civis. Em resultado do ataque morreram 14 civis lituanos e um agressor soviético/russo (o mais provável, a vítima do “fogo-amigo”), entre 600 à 1000 pessoas ficaram feridas. O presidente da URSS, Mikhail Gorbachev, afirmou que não deu a ordem para uma operação violenta; ao mesmo tempo, nenhum dos comandantes envolvidos no ataque foi levado à justiça pelas autoridades soviéticas. Ao mesmo tempo o ataque contra a TV lituana baralhou os planos soviéticos de atacar o Parlamento lituano.


O militar soviético na foto é armado com uma metralhadora: o império estava preparado para matar

Aos 17 de janeiro de 1991, o Parlamento Europeu adotou uma resolução condenando a URSS, e o governo dos EUA apoiou os lituanos. Em 2019, o Tribunal Distrital de Vilnius condenou à revelia 67 ex-funcionários e militares soviéticos por crimes relacionados com os acontecimentos de janeiro de 1991.

Hoje a Lituânia comemora o Dia dos defensores da Liberdade.
1930 - 2013 
Notícia triste, morreu o famoso dissidente ucraniano Mykhaylo Horyn, um dos fundadores do Grupo Ucraniano de Helsínquia, criado em 1976 para monitorar a situação dos direitos humanos na Ucrânia soviética. 

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