terça-feira, abril 07, 2015

O dia em que URSS decidiu fuzilar as crianças

 
No dia 7 de abril de 1935, o Comité Central Executivo da URSS e o Conselho dos Comissários Populares da URSS adotaram uma lei sem precedentes, permitindo que as crianças à partir de 12 anos poderiam ser fuziladas.

A lei foi oficialmente publicada no dia seguinte e assinada pelo Kalinin, Molotov e Ivan Akulov, este último, preso e fuzilado 1937, sob a acusação de participação na conspiração militar contra-revolucionária. O decreto foi revisto, emendado e recebeu o aval positivo do Estaline.

Oficialmente, o decreto-lei № 3/598 «Sobre os meios da luta contra criminalidade entre os menores» foi pensado para punir os jovens criminosos que cometiam os roubos, assassinatos ou tentativas de assassinatos ou mesmo infringiam os ferimentos aos terceiros.

Dado que URSS se retratava como “paraíso socialista”, a palavra “fuzilamento” não foi usada no texto da lei, substituída pelas fórmula “todas as medidas”. Provavelmente, dentro do próprio NKVD surgiram os questionamentos sobre o que significavam tais “todas as mediadas”. Para dissipar as duvidas, na sua reunião magna em 26 de abril do mesmo ano, o Bureau Político do PCUS debateu a lei e confirmou aplicação da pena capital às crianças maiores de 12 anos.
URSS nem sequer considerava os menores de 12 anos como crianças. Nesta idade eram julgados aptos para trabalhar, entravam nas “reservas laborais” das fábricas e manufacturas soviéticas. Após a publicação da nova lei, todas as instituições corretivas de jovens infratores e crianças sem-abrigo passaram da responsabilidade dos comissariados populares à tutela do NKVD.

Ao abrigo da mesma lei, as pessoas que incitavam ou mesmo forçavam os menores para participar na especulação, prostituição e vadiagem, eram sentenciados ao máximo de 5 anos de prisão. Com estes medidas violentas e desumanas, Estaline tentou controlar a estatística vergonhosa de crianças desabrigadas e, portanto, o crime juvenil – dois indicadores que foram o resultado direto das políticas internas soviéticas daquela época: a coletivização forçada, Holodomor ucraniano de 1932-33, as repressões e deportações massificadas para os campos de concentração soviéticos, o famigerado GULAG.

Mesmo quando os órgãos soviéticos não tinham absolutamente nenhuma prova de qualquer crime real ou imaginário, mas havendo a vontade política de fuzilar um determinado jovem ou adolescente, estas simplesmente inventavam-se. Vejamos o caso do Yuri Kamenev (1921—1938), filho do Lev Kamenev, foi fuzilado em 1938 sob acusação de:

«Kamenev, que estava sob a influência ideológica de seu pai – o inimigo do povo, L. B. Kamenev, aprendeu as teorias terroristas da organização anti-soviética trotskista; sendo amargurado pela repressão aplicada ao seu pai, como o inimigo do povo; Kamenev Y. L. em 1937 em Gorky expressou, entre os estudantes, as intenções terroristas em relação aos dirigentes do PC (b) e do poder soviético» (FONTE).


Fonte:

Pontes que desunem…
O fotógrafo ucraniano Sergiy Polezhaka, criou uma série fotográfica de pontes dinamitados e destruídos pelos terroristas russos na região de Donbas.
“Destruir os pontes significa separar deliberadamente. Obrigar as pessoas vivem separadamente, não ver e não ouvir uns aos outros. Como resultado  não compreender e talvez odiar. No momento em que no país nascem umas novas ligações sociais (desde o movimento voluntário unificativo até a fraternidade combatente), a possibilidade de entendimento com Donbas não aparece todos os dias – tal como estes pontes”, – explica o fotógrafo.

Ver fotos:
http://www.polezhaka.com/burnt-bridges-of-donbass

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