quinta-feira, agosto 20, 2026

‼ Crimes russos contra os civis em Kyiv, Zhytomyr e Kramatorsk

O número de civis ucranianos mortos na capital da Ucrânia em consequência do ataque noturno dos ocupantes russos subiu para 15, e outras 39 pessoas ficaram feridas. Os mísseis e drones russos também atacaram os alvos civis em Boryspil, Brovary, Zhytomyr e Kramatorsk.

 

As equipas de resgate estão a realizar operações de resgate de emergência no local do ataque russo no distrito de Solomyansky. O desmantelamento do teto de um edifício residencial de vários andares e de estruturas de emergência localizadas perto dos edifícios danificados está em curso. Já foram removidos 52 metros cúbicos de entulho.



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Os especialistas caninos do Serviço de Emergência do Estado (DSNS) estão envolvidos no trabalho. Os psicólogos do DSNS prestaram assistência aos 98 cidadãos.

Como é habitual, os ocupantes russos dispararam mísseis balísticos ao acaso — contra as ruas, pátios, edifícios de habitação, armazéns. Uma cratera de um ataque de mísseis russos em Boryspil, na região de Kyiv. Fica mesmo no meio de uma rua numa área residencial privada.

Este é o aspecto de um ataque planeado para maximizar as baixas civis. Não pode ter qualquer intenção militar. As defesas aéreas ucranianas não estão atualmente a intercetar mísseis balísticos, pelo que este foi um ataque direto contra civis.

As consequências do ataque russo à capital e às cidades da região de Kyiv estão a ser eliminadas. Mais de 600 socorristas do Serviço de Emergência Estatal da Ucrânia e polícias estão a trabalhar em Kyiv, Brovary e Boryspil.

«No total, 30 edifícios residenciais, uma escola, um hospital pediátrico e uma creche foram danificados em Kyiv e na região. Infelizmente, até à data, 15 pessoas morreram em Kyiv. Os meus pêsames a todos os que perderam familiares e amigos. É fundamental que as pessoas feridas recebam toda a assistência necessária. E é importante que os parceiros da Ucrânia não se calem perante este e outros ataques semelhantes e que ajudem realmente a proteger o nosso povo e a proteger vidas na Ucrânia», escreveu o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky.

Este ataque russo foi um dos mais cínicos, calculistos e de grande escala. Foram utilizados mísseis de vários tipos e 168 drones. Os militares ucranianos abateram todos os mísseis russos hoje. Em geral, a percentagem de abate de mísseis de cruzeiro é de 93%, e também uma percentagem significativa de abate de drones. A maior ameaça é a balística. Disto depende completamente do fornecimento de mísseis «Patriots» à Ucrânia e, portanto, depende dos aliados ocidentais. Não se pode simplesmente assistir em silêncio, com indiferença e inatividade, enquanto os russos destroem vidas com a balística. Os soldados ucranianos podem agir com habilidade quando a coragem e o profissionalismo do povo são apoiados pela assistência adequada dos parceiros.

Na região de Kyiv, o número de vítimas devido aos bombardeamentos russos subiu para 8 pessoas. Os russos atacaram a infraestrutura logística da região de Kyiv pela quarta vez num único dia. Uma pessoa morreu.

No distrito de Brovary, o combate a um incêndio numa das empresas de infraestruturas de combustível continua. Noutro local, as equipas de resgate estão a realizar a desmontagem e o aterramento de estruturas. 

Na região de Boryspil, as consequências de um ataque inimigo às instalações de infraestruturas logísticas também estão a ser combatidas. Os incêndios estão a ser extintos em 3 locais, e noutro já foram eliminados. Trabalhos de emergência e de restauro estão a ser realizados no local.




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Na região de Zhytomyr: 2 pessoas ficaram feridas na sequência de mais um ataque russo. Um incêndio deflagrou devido a um ataque inimigo à infraestrutura logística.

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Cidade de Kramatorsk: os ocupantes russos lançam ataque aéreo maciço no centro da cidade — o ataque russo resultou em 1 morto e 11 feridos.


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Os ocupantes russos lançaram 9 bombas aéreas sobre o centro da cidade. Os ataques russos provocaram dois grandes incêndios em estabelecimentos comerciais. Num dos estabelecimentos, as equipas de socorro salvaram uma mulher dos escombros e entregaram-na a paramédicos, além de terem removido o corpo de outra vítima mortal. Conseguiram também conter o incêndio numa área de 1.000 m², mas, devido à ameaça de novos bombardeamentos, os trabalhos foram suspensos.

e a resposta ucraniana... 

Consequências do ataque ucraniano ao aeródromo militar russo de Akhtubinsk (cerca de 600 km da fronteira ucraniana), onde os drones atingiram o caça-bombardeiro Su-34. Seguidos de fuga de combustível com incêndio subsequente. O próprio bombardeiro sofreu danos significativos.

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A autoestrada M-14 (entre Mariupol e a fronteira russa) arde diariamente sob ataques de drones ucranianos de ataque de médio alcance, destruindo a logística militar e paramilitar russa, obrigando os ocupantes russos à gastar recursos preciosos em tentativas de normalizar a situação.


19 de agosto de 1991: a tentativa de golpe do Estado comunista em cartoon

No dia 19 de agosto de 1991, em Moscovo ocorreu a tentativa de golpe do Estado comunista. No seu 35º aniversário compartilhamos o cartoon «Putsch» (literalmente Golpe, 2 min), produzido no estúdio moscovita «Pilot» apenas 4 dias depois. 

No 35º aniversário do golpe de agosto de 1991, recordamos o desenho animado «Putsch» (2 min), produzido no estúdio moscovita «Pilot» em quatro dias, logo após os acontecimentos. O final apresenta a «Canção Patriótica» de Glinka, então o hino nacional russo. 

Em 1991 a democracia russa derrotou o neo-estalinismo, abrindo o caminho do país à democracia. No entanto, uma série de acontecimentos, ditou, o retorno da rússia ao autoritarismo, que 35 anos depois caminha, aos passos largos à um novo império, uma mistrura entre URSS comunista e o velha monarquia russa imperial.

Os acontecimentos do dia 19 de agosto de 1991, vistos por um jovem estudante ucraniano, que fazia os seus primeiros passos no jornalismo.

«Moscovo 2042» 

Edição espanhóla «Moscovo 2042»

O romance distópico «Moscovo 2042» do escritor russo Vladimir Voynovich descreve a rússia no ano de 2042, quando no país se estabelece uma nova ordem – é proclamado um único e eterno czar, nas escolas alunos passam à estudar apenas a teologia, o dicionário clássico da língua russa e as obras de um escritor anticomunista (alusão ao Soljenítsin). Os “voadorkas” (aviões) são proibidos – somente transporte puxado por cavalos pode ser desenvolvido, todos devem ir à igreja, todas as mulheres devem usar roupas longas e cobrir o cabelo, e todos os homens devem usar barba. Na rússia começam as execuções em massa e as repressões, semelhantes às dos comunistas, mas em nome de uma outra coisa...

Museu Memorial dos Mártires do Terror Vermelho em Addis Ababa

Póster da propaganda comunista etíope. Fonte: Wikipédia

Tour virtual pelo Museu Memorial dos Mártires do Terror Vermelho em Addis Ababa, na Etiópia. País africano, que apostou na construção do «socialismo africano» durante um longo período, de 1974 a 1991, com o apoio da URSS e da China, enquanto o país era governado pelo brutal ditador Mengistu Haile Mariam.


Intelectuais como primeiras vítimas

Torturas típicas usadas pela junta comunista Derg

Paradas militares, fome e mortes

Presidente de uma junta político-militar marxista-leninista, Haile Mariam, decidiu transformar a Etiópia profundamente agrária num centro africano de indústria e ciência, muito influenciado pelo marxismo militarista de Ceaușescu e Pol Pot, com a sua colectivização forçada e a supressão até mais pequena dissidência política. Durante o seu regime, e no decorrer do Terror Vermelho morreram entre 1,5 e 2 milhões de pessoas, e o país afundou-se na fome e na pobreza absoluta.


As pertenças de vítimas, imagem muito semelhante aos campos de concentração nazis


Restos mortais de inúmeras vítimas

Com o apoio militar soviético, Haile Mariam conseguiu criar o maior exército de África, com milhares dos mais modernos tanques soviéticos e a força aérea mais poderosa do continente. No entanto, este vasto exército de pobretonas revelou-se incapaz de vencer os rebeldes na Eritreia, que não só derrotaram as tropas etíopes através de tácticas de guerrilha, como também apreenderam uma enorme quantidade de equipamentos militares. A perda da Eritreia, juntamente com a perda do acesso ao mar, para além da devastação e da fome, levaram à revolução. O ditador foi deposto e fugiu para o Zimbabué para se juntar ao seu amigo Robert Mugabe, e onde, aparentemente, vive até hoje.

Faces dos etíopes mortos no decorrer do terror vermelho

A famosa foto (à esquerda) do Haile Mariam à atirrar uma garrafa de sangue a multidão. 1.04.1977 

Fotos e texto: Alexander Lapshin

quarta-feira, agosto 19, 2026

Ucrânia atinge a refinaria em Ufa e alvos estratégicos em Cheboksary

No dia 19 de agosto, na cidade de Ufa, em Bascortostão, os drones de longo alcance das Forças de Defesa da Ucrânia atingiram, com sucesso, a refinaria «Bashneft-UNPZ». Os drones, por poucos metros, não chegaram à torre principal do ELOU-AVT-6, conseguindo atingir e incendiar o sistema de oleodutos.

A refinaria de Ufa após o ataque de drones ucranianos deep-strike

Aos 13 de agosto de 2026, as Forças de Defesa da Ucrânia atacaram o centro logístico da «Wildberries Ufa», na localidade de Chishmiv, no Bascortostão. Após o ataque, um incêndio de grandes proporções devastou parte dos armazéns.

Armazém de «Wildberries Ufa» após o ataque de 13 de agosto

Controlo objetivo de um dos maiores centros logísticos da «Wildberries» em Koledino, na região de Moscovo, após o ataque das FAU em 16 de agosto. Um dos principais nós logísticos da empresa, com uma área operacional de 229.500 m².


Armazém de «Wildberries» em Kaledino após o ataque de 16 de agosto

Após a destruição do maior centro logístico, as empresas de transporte começaram a retirar o logotipo/logomarca da «Wildberries» dos seus camiões/nhões de transporte de marcadorias. 

As ruínas de um dos complexos de «Domodedovo Norte», após o ataque ucraniano de 16 de agosto. Os armazéns que serviam de centro logístico foram completamente destruídos.


Um dos armazéns logísticos de «Domodedovo Norte», após o ataque de 16 de agosto

O vídeo cotado como filmado na autoestrada Mariupol-Berdyansk, os drones middle-strike ucranianos continuam a atingir a logística militar e paramilitar russa no sul da Ucrânia temporariamente ocupada:


Uma subestação elétrica em chamas em Cheboksary, na região de Chuvachia:

 

A fábrica militar VNIIR, atingida anteriormente pelos mísseis FP-5 Flamingo, está em ruínas, com uma subestação em chamas em segundo plano. 



Cidade de Cheboksary, região de Chuváchia

Ucrânia consegue, numa troca dos POW, a libertação dos 103 defensores da Ucrânia. São defensores da Ucrânia das Forças Armadas, do Serviço de Guarda-fronteira e da Guarda Nacional (NGU). Entre os libertados estão soldados que defenderam a Ucrânia nas direções de Mariupol, Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Zaporízhia, Kherson, Dnipro e Sumy.

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Fontes: Exilenova_plus; V_Zelenskiy_official

terça-feira, agosto 18, 2026

O «Salto para a Liberdade», uma das fotografias mais famosas da Guerra Fria

Aos 15 de agosto de 1961, dois dias após o início da construção do Muro de Berlim, a fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental foi selada com arame farpado na esquina das ruas Bernauer Strasse e Ruppiner Strasse. Conrad Schumann, de 19 anos, membro do quartel da Polícia Popular da Alemanha de Leste, foi destacado para a guardar.

No seu posto, Schumann fumava muito, mudava o peso de um pé para o outro e aproximava-se repetidamente da vedação, pressionando o arame com o pé, como se estivesse a testar o seu salto. Mais tarde, explicou a sua decisão de forma muito simples: não queria disparar sobre as pessoas, não queria prender ninguém e não queria ele próprio ficar preso. Decidiu escapar ao Ocidente no seu próprio turno.

Os berlinenses ocidentais do outro lado da fronteira aperceberam-se do seu comportamento. Schumann fez sinal a um deles que pretendia fugir. A polícia de Berlim Ocidental parou um carro, pronta para obrigar o desertor de imediato.

Os operadores de câmara também observavam a cena. Um deles era o fotógrafo Peter Laibing, que trabalhava para a agência fotográfica Conti-Press, de Hamburgo. Reparou no nervosismo do polícia da Alemanha de Leste e pré-focou a sua teleobjetiva no arame farpado. Laibing decidiu esperar: o comportamento de Schumann indicava que algo estava prestes a acontecer.

O operador de câmara Dieter Hoffmann trabalhava nas proximidades. A sua câmara de 16mm captou não só o clímax, mas também os preparativos de Schumann para a fuga. Por isso, hoje o episódio pode ser visto quase exatamente como foi testemunhado por aqueles que estavam no lado ocidental da fronteira: o jovem polícia caminha de um lado para o outro perto do arame farpado, hesita e, depois, toma subitamente uma decisão.

Por volta das quatro horas da tarde, Schumann esperou até que os outros polícias da Alemanha de Leste se distraíssem. Tomou impulso e saltou sobre o arame farpado num único movimento. Ao saltar, deixou, propositadamente, cair a sub-metralhadora PPSh do ombro, aterrou no lado ocidental e correu em direção ao carro da polícia de Berlim Ocidental que o aguardava. Poucos segundos depois, o carro já o levava para longe da fronteira.

Foi nesse instante que Peter Laibing premiu o gatilho. Na fotografia, Schumann parece suspenso entre dois mundos: as pernas abertas acima do arame farpado, o uniforme a esvoaçar, a arma a escorregar-lhe do ombro. A imagem foi intitulada «Sprung in die Freiheit» (Salto para a Liberdade) e tornou-se uma das fotografias mais reconhecidas da Guerra Fria.

Dieter Hoffmann filmava a mesma cena em simultâneo. Enquanto a fotografia de Laibing transformou o momento num símbolo, o filme de Hoffmann captou a ação em si — a espera, a corrida, o salto e a corrida de Schumann até ao carro. Assim, um dos episódios mais famosos da história do Muro de Berlim foi excecionalmente bem documentado por dois meios: a fotografia e a filmagem.

A vida do homem na fotografia, depois do seu famoso salto, foi muito mais difícil do que esta imagem quase triunfante poderia sugerir.

Após a fuga, Schumann passou por campos de refugiados e acabou por se estabelecer na Baviera, perto de Günzburg. Trabalhou durante algum tempo como enfermeiro e depois encontrou emprego numa vinícola. Em 1962, casou e teve um filho. Em 1970, a família mudou-se para a Alta Baviera e Schumann conseguiu um emprego na fábrica da Audi em Ingolstadt. Aí, tornou-se um operário comum — operador de torno e, mais tarde, ajustador de máquinas.

Schumann tentou levar uma vida o mais normal possível. Segundo as memórias do filho, o famoso salto raramente era mencionado em casa — o pai mostrava-se relutante em falar sobre o assunto. Mesmo muitos colegas da Audi não sabiam, durante muito tempo, que o mecânico que trabalhava ao seu lado era o mesmo homem de uma das fotografias mais famosas do século XX.

No entanto, as consequências da sua fuga nunca desapareceram. Na RDA, Schumann era considerado não só um «Republikflüchtling» — alguém que tinha abandonado o país ilegalmente — mas também um desertor. O Ministério da Segurança do Estado abriu um importante dossier sobre ele e continuou a monitorizar a sua vida no Ocidente. Os seus parentes na Saxónia estavam sob vigilância.

Vinte anos depois do salto, em 1981, Schumann posa em frente à icónica foto de Peter Leibing. Imagem: Edwin Reichert/AP

Schumann vivia com o medo constante de ser raptado ou de sofrer represálias. Tentaram manter o seu endereço em segredo. Os documentos da Stasi listavam-no como procurado; o processo contra ele manteve-se ativo quase até ao fim da RDA. Quando as autoridades da Alemanha de Leste declararam amnistia aos que tinham fugido do país, em 1987, Schumann estava entre os excluídos. Se regressasse voluntariamente, enfrentaria uma longa pena de prisão por deserção.

Em 1987, Schumann esteve presente em Berlim Ocidental durante o famoso discurso de Ronald Reagan junto às Portas de Brandemburgo — aquele em que o presidente norte-americano declarou: «Senhor Gorbachev, derrube este muro». Schumann chegou a encontrar-se com Reagan.

O desaparecimento da RDA após a queda do Muro de Berlim não significou que as consequências da sua fuga tenham desaparecido com ela. Schumann começou a visitar a sua Saxónia natal, mas o relacionamento com alguns familiares e conhecidos revelou-se difícil. Para a Alemanha Ocidental, era um herói que tinha «saltado para a liberdade», mas as pessoas da sua terra natal continuavam a vê-lo como um desertor e um homem que tinha abandonado a sua família. Segundo os seus familiares, estes encontros eram tensos.

O medo antigo da Stasi também persistia. Formalmente, a Stasi já não existia, mas as pessoas que Schumann temera há quase trinta anos permaneciam. A sua esposa relatou mais tarde que, após a reunificação alemã, a ansiedade do marido não tinha diminuído significativamente. Através de documentos desclassificados, a família descobriu posteriormente o quão de perto o serviço secreto da Alemanha de Leste o monitorizava, bem como os seus familiares.

A 20 de junho de 1998, Conrad Schumann, de 56 anos, enforcou-se no jardim da sua casa, na Baviera. Os motivos exatos do seu suicídio são desconhecidos. Infelizmente, ele não deixou nenhuma nota que explicaria as razões da sua decisão. As pessoas que conheceram Schumann falaram da sua ansiedade de longa data, do peso do seu passado e da complexidade da sua relação com a sua pátria após a unificação da Alemanha, mas ele não deixou uma explicação clara.

domingo, agosto 16, 2026

⚡️🔥 Ucrânia atinge centros «Wildberries» na região de Moscovo e alvos na Crimeia ocupada

Os drones ucranianos, atingiram, com muito sucesso, o maior centro de distribuição da «Wildberries», situado nos arredores de Moscovo, em Koledino, com uma área de 229.500 m² e dois armazéns no complexo logístico «Domodedovo Norte».

 

Após os anteriores ataques ucranianos aos outros grandes centros da «Wildberries», o foco logístico principal foi redistribuído para Koledino (localização: 55.386345, 37.584193), o que aumentou ainda mais a sua importância. Um incêndio de grandes proporções deflagrou após as explosões, tendo o armazém principal ficado completamente destruído.

 

O centro de distribuição da «Wildberries» em Koledino, era utilizado pelo Ministério da Defesa russo para armazenar as cargas militares. O que até pode ser confirmado pelo tipo de fumo, produzido pelo incêndio no local.


Um outro complexo de produção e logística de 51.700 m² (localização: 55.473179, 37.723962), situado no complexo «Domodedovo Norte» também foi atingido em cheio; o espaço estava sendo alugado pelas empresas russas «Logistics Agency 20A» e «Almafood». O chefe de distrito confirmou a completa destruição de um outro armazém, com uma área de 56.000 m². O cliente mais interessante do local é a «NC Logistic». Trata-se de um grande operador logístico terceirizado (3PL) especializado na indústria farmacêutica.

A operação militar especial russa, a dita «SVO», está a decorrer conforme o planeado!

Armazém de «Wildberries» em Kaledino em chamas, 16.08.2026

As forças especiais ucranianas, as SSO-SOU, estão a trabalhar intensamente com os alvos russos na cidade de Feodosia, na Crimeia ocupada. 

Os prováveis alvos russos em Feodósia, na Crimeia ocupada

O vídeo, muito provávelmente, mostra as posições dos sistemas de defesa aérea russa na cidade de Feodosia, já em chamas. O NASA FIRMS regista incêndios na área do radar e no local das posições dos complexos antiaéreos S-300/S-400.


Fontes: Exilenova_plus; kazansky2017;

sábado, agosto 15, 2026

🔥Os mísseis de cruzeiro FP-5 Flamingo atingem os alvos russos em Samara

Na noite de 15 de agosto, Ucrânia atingiu, com sucesso, o centro espacial e de foguetões «Progress», em Samara – a única empresa russa, dedicada à montagem em série de foguetões do grupo «Soyuz-2». Também foi danificado o aeródromo militar de Savasleyka, onde estão baseados os caças russos MiG-31K.

 

O ataque atingiu provavelmente o edifício 106A – 53.217623, 50.303163. Faz parte da linha de produção dos foguetões espaciais «Soyuz». O edifício 106A opera a um elevado nível de limpeza: aqui são montados equipamentos elétricos, instrumentos e placas de circuito impresso – na verdade, o «sistema nervoso» do veículo de lançamento: sistema de controlo, rede de cabos, compartimento de instrumentos. Sem esta etapa, o foguetão não pode ser montado, mesmo quando o casco e os tanques estão prontos. 

O edifício 106B também se encontra nas proximidades e é responsável pela montagem final. 

Uma instalação como esta demora mais tempo a ser restaurada do que uma unidade de produção normal. Incêndio, fuligem e água de combate a incêndios num edifício de alta limpeza significam não só a reparação do telhado, mas também a requalificação das áreas limpas, a recertificação do processo técnico e o controlo repetido do pó – meses, e não semanas. Acresce um circuito de sanções: a electrónica usada ao bordo das «Soyuz» depende de uma base de componentes importados e de fornecimento limitado, que não podem ser adquiridos actualmente. 




Cidade de Samara após receber os impactos dos FP-5 Flamingo 

A importância estratégica de «Progress» reside na sua singularidade. É o único ponto de montagem de toda a linha de produção da «Soyuz-2», com a qual a rússia implanta tanto o reabastecimento do grupo orbital militar (rádio-técnico e designação de alvos «Liana», reconhecimento óptico «Persona»/«Razdan»), como o variante russa de «starlink» – a internet por satélite «Rassvet», fornecido pelo «Bureau 1440», usada exclusivamente pelos fogutões «Soyuz-2.1b». Não existe qualquer outra unidade dessa produção. 

Instalação da fábrica progress em Samara, vista de satélite

A extensão dos danos está a ser determinada por imagens de satélite. 

As forças ucranianas infligem também os danos no aeródromo militar de Savasleyka, na região de Nizhny Novgorod, onde estão baseados os caças russos MiG-31K, portadores de mísseis aerobalísticos «Kinzhal», usados nos bombardeamentos da Ucrânia:

Imediações do aeródromo militar de Savasleyka


A tragédia da intelligentsia judaica na Noite dos Poetas Assassinados

Iosif Vaisbalt, da série «Prisão», 1963

Aos 12 de agosto de 1952, por ordem direta de Estaline, foram executados em Moscovo treze intelectuais e ativistas judaicos, condenadas no processo do Comité Judaico Antifascista soviético. Váras vítimas daquela Noite dos Poetas Assassinados eram naturais da Ucrânia. 

Entre os executados encontravam-se proeminentes escritores e intelectuais judeus, vários deles naturais da Ucrânia: poeta e tradutor Leib Kvitko, poeta e dramaturgo Peretz Markish, poeta Itzik Feffer, poeta e tradutor Dovid Hofshteyn, escritor e dramaturgo David Bergelson. No total, inúmeros judeus em toda a URSS foram presos e processados judicialmente ​​em conexão com o caso, sob acusações de espionagem e «atividades nacionalistas anti-soviéticas». 

Entre os presos, que conseguiu sobreviver estava o artista judaico-ucraniano Iosif Weissblat (1898-1979), filho do rabino-chefe de Kyiv.

Iosif Weissbalt no momento da sua detenção, arquivo de MGB, 1951

«Da Ordem de Detenção,

8 de março de 1951.

O Responsável especial, 1ºTenente Leleko, do Departamento do Distrito de Krasnogvardeisky do MGB de Moscovo:

O cidadão Weissbalt I.N. durante bastante tempo demonstra uma forte tendência anti-soviética e nacionalista, manifesta a insatisfação com as condições de vida na URSS, venera tudo o que é estrangeiro e difama os dirigentes do partido e do Governo Soviético.

Propõe-se a detenção do cidadão Weissbalt I.N.

Concordo — o tenente-coronel Grishin, Chefe do Departamento do Distrito de Krasnogvardeisky do MGB de Moscovo.

Coronel Serov, Chefe do Departamento do MGB da Região de Moscovo».

Iosif Weissbalt, no exílio pós-GULAG, 1954

As imagens: o quadro de Iosif Weissblat da série «Prisão» (1963), e as suas fotos na prisão em 1951 e no exílio/degredo em 1954.