Refugiados ucranianos, baseados em sua experiência de vida com apagões, abriram um ponto de abastecimento emergencial no bairro Steglitz-Zehlendorf de Berlim, onde cerca de 45.000 pessoas e 2.000 empresas vivem desde o dia 3 de janeiro de 2026 sem a energia elétrica, após um ataques incendiário à infraestrutura elétrica, reinvindicado por um grupo terrorista da extrema-esquerda, muito possivelmente apoiado pela rússia.
Fonte: RFE/RL / Fotos: Reuters
Extrema-esquerda alemã com ligação ao Kremlin
Um certo Vulkangruppe, que se autodenominou de organização anarquista, reivindicou a responsabilidade pela sabotagem, produzindo uma espécie de manifesto. No entanto, na Alemanha, estranhezas no texto de sua declaração rapidamente se tornaram aparentes. Especialistas e políticos alemães, incluindo o membro do Bundestag Roderich Kiesewetter, observaram que o texto em alemão da declaração parecia ter sido traduzido, em vez de criado por falantes nativos de alemão. Além disso, de acordo com Kiesewetter, uma tradução automática reversa do texto para o russo produz uma versão russa mais fluida e lógica do que o alemão «original». Isso, ele acredita, pode indicar que o texto foi originalmente escrito em russo e depois traduzido para o alemão. Achamos o manifesto online e usamos uma ferramente da inteligência artificial (AI) para analisá-la em busca de possíveis origens russas. Eis a análise da AI/IA:
O texto parece ter sido escrito originalmente em outro idioma, especificamente russo, e depois transcrito para o alemão, por vezes sem respeitar as normas da língua alemã. Também não se alinha bem com o estilo típico das declarações da esquerda radical alemã, que geralmente são mais curtas, concisas e localizadas.
O texto contém muitas frases longas e sobrecarregadas, com um acúmulo de descrições, verbos e julgamentos morais. Isso lembra a tradição jornalística russa, onde uma frase pode se desenvolver longamente e acumular camadas morais e emocionais. As declarações da extrema-esquerda alemã frequentemente empregam uma estrutura fragmentada: frases curtas, pontos claros e um mínimo de sobrecarga retórica.
Em vez de um breve anúncio da ação, o texto é estruturado como se fosse um manifesto. Os Bekennerschreiben alemães, mesmo os ideológicos, geralmente documentam rapidamente o que foi feito, por que e contra o quê. Aqui, no entanto, vemos um longo prólogo moral e filosófico com imagens recorrentes, quase um sermão. Isso se aproxima mais do gênero de discurso político em língua russa, onde o autor busca não tanto explicar a ação, mas sim fornecer ao leitor um panorama geral do mundo.
Muitas formulações soam como cópias de termos políticos russos. Palavras e elementos de ligação como «modo de vida imperial», «ofensiva tecnológica», «ato de defesa necessária» e «solidariedade internacional» são usados em combinações e com um padrão incomum para a tradição da extrema-esquerda alemã. Parece que o autor está pensando em um modelo linguístico diferente e selecionando equivalentes alemães para ideias preexistentes.
A moralização direcionada também é incomum: pedidos de desculpas aos «pobres» e uma demonstração de falta de empatia pelos «ricos». Já os esquerdistas radicais alemães, ou não produzem nenhum pedido de desculpas ou usam a fórmula típica de: «contra o sistema, não contra o povo». Aqui, percebe-se um apelo a um público externo com um esquema simplificado de «nós contra eles».
O texto abrange uma gama excessivamente ampla de tópicos: clima, energia, digitalização, AI/IA, migração, política global, corporações e lista de líderes. Os textos da esquerda radical alemã também podem ser abrangentes, mas geralmente se limitam a uma ou duas linhas e as vinculam fortemente a uma campanha local. Aqui, tem-se a sensação de uma peça jornalística, onde tudo está conectado a tudo em prol de um efeito comum.
A listagem de um grande número de líderes mundiais em uma única linha com a mesma entonação lembra uma técnica usada na polêmica em língua russa — a criação de um «quadro de inimigos» emocional. No cenário alemão, as listas geralmente são limitadas tematicamente ou usadas ironicamente. Aqui, não se trata de sátira ou análise, mas de um fluxo emocional.
Em resumo: o ato de sabotagem mais notório do ano 2026 na Alemanha foi obra de agentes russos. Alguns ativistas de esquerda genuínos podem ter estado envolvidos, mas agem sob o controlo/e das autoridades russas, que os dirigem e os auxiliam de todas as formas, inclusive redigindo manifestos que justificam atos de sabotagem com o objetivo de minar a estabilidade na Alemanha.




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