domingo, janeiro 18, 2026

Militares judeus nas Forças Armadas da Ucrânia

Foto original: Michael Star

Militares judeus nas Forças Armadas da Ucrânia (FAU): porque é que a guerra na Ucrânia não «desapareceu das capas de jornais» para eles — The Jerusalem Post. Enquanto a agenda mundial muda, para aqueles que estão na linha da frente, a guerra não se tornou um pano de fundo.

O Jerusalem Post, no seu artigo de 15 de janeiro de 2026, conta a história de militares judeus que servem nas fileiras das FAU — sem sentimentalismos, sem slogans, com a compreensão do preço de cada dia. 

Não estamos a falar de histórias abstratas, mas de pessoas reais: 

• Moshe Byzsemov de Mykolaiv é o comandante de uma unidade de drones de reconhecimento. Serve desde 2018, manteve-se na linha da frente mesmo após ter sido ferido e prolongou o seu contrato após o início da guerra em grande escala (24.02.2022). 

• Andriy Chernetsky — condutor de um veículo blindado. Esteve na batalha de Bakhmut e foi ferido três vezes. O artigo descreve um episódio em que quebrou o protocolo e parou o blindado BMP para resgatar um soldado ferido sob os escombros. 

• Tsvy-Hirsh (Gryhoriy) Zvergazda era cozinheiro e pai de dois filhos. Morreu na direção operativa de Kherson. Após a guerra, sonhava abrir um restaurante kosher com a estrela Michelin em Odesa. 

• Andriy Korovsky de 32 anos era um professor da escola Chabad e operador de drones. Regressou à linha da frente após ter sido ferido e morreu em combate devido a um ataque cardíaco. 

• Maksym Nelypa foi um ator e apresentador de TV ucraniano. Deixou a televisão no início da guerra, combateu e morreu em maio de 2025. Na altura, o seu filho servia na brigada «Golani» das Forças de Defesa de Israel. 

Benjamin «Nemo» Ásher era um voluntário judeu da Hungria, soldado das FAU, morreu no campo de batalha a Ucrânia; o seu nome é mencionado no contexto da sua ajuda nos funerais judaicos. 

• O rabino Mayer Stambler é o chefe da Federação das Comunidades Judaicas da Ucrânia, que coordena a assistência às famílias dos falecidos e a organização de funerais de acordo com a tradição judaica. 

• O rabino-tenente Yakov Sinyakov é um capelão militar que trabalha diretamente com os soldados na linha da frente: apoio psicológico, orações, conversas, ajuda aos recrutas. 

Um ponto importante a destacar é a escala da participação. 

Não existem «estatísticas judaicas» oficiais no exército ucraniano, mas, segundo as estimativas dos representantes das comunidades judaicas, entre 100 à 200 judeus ucranianos possivelmente já morreram na guerra desde 24.02.2022. Ao mesmo tempo, o número de judeus que servem nas FAU da Ucrânia é aproximadamente, no mínimo, o dobro do número de judeus que já morreram. 

Não se trata de uma questão de contagem, nem de uma disputa sobre números. Os números demonstram apenas que não estamos a falar de histórias individuais, mas sim de uma camada significativa da sociedade que paga o mesmo preço da guerra que todos os outros. 

Blogueiro: ao mesmo tempo, aproximadamente, zero palestinianos/nos fazem parte das FAU. Apesar, de que milhares de palestinos, estudaram na Ucrânia durante cerca de cinco décadas, muitos, de uma forma gratuita, vários deles constituiram as famílias e acabaram por ficar à viver na Ucrânia...

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